5 histórias que mostram protagonismo das mulheres no campo



Elas acordam cedo, enfrentam a rotina da granja, equilibram família, trabalho e gestão — e transformam cada desafio em oportunidade. De norte a sul do país, histórias como as de Nayara, Diva, Helena, Rita e Vera mostram que a presença feminina no campo vai muito além do apoio: é liderança, inovação e sensibilidade em cada detalhe da produção.

Seja entre os pintinhos de um aviário, nas bandejas de ovos ou na gestão de uma granja, essas mulheres provam que o agro também tem alma feminina — e um futuro que floresce com suas mãos.

Criada na roça, Nayara Prates sempre teve o agro no sangue. Depois de formada, decidiu voltar para o interior e ajudar o pai na produção de café. Mas foi a busca por novas oportunidades que a levou a investir na avicultura integrada, unindo tradição e tecnologia.

Ela estudou sobre manejo, nutrição e sustentabilidade, até montar o próprio aviário — que hoje completa sete anos de atividade. “Eu amo o que faço. Ver o pintinho crescer e o lote se desenvolver é gratificante. Cada ciclo é um aprendizado novo”, conta.

Além da paixão, Naara também criou uma integração sustentável: usa a palha do café como cama para as aves e, depois, transforma a cama usada em adubo orgânico para os cafezais. “Tudo se conecta. É o campo se reinventando e ensinando a gente a cuidar melhor do que é nosso.”

A história de Divanir Benatti Martins, a Diva, é marcada por união e superação. Quando o irmão decidiu investir na avicultura, ela se juntou à família para construir os galpões e aprender sobre o manejo.

Hoje, são dois aviários climatizados que sustentam três famílias — um exemplo de organização e cooperação. “A gente sempre trabalhou junto, um ajudando o outro. E isso deu certo. A granja trouxe estabilidade e qualidade de vida para todo mundo”, afirma.
Segundo Diva, o segredo está na presença diária.

“É um trabalho que exige atenção, porque o frango é um ser vivo. Cada detalhe faz diferença, e estar junto no dia a dia é essencial.”

Em Bastos (SP), a Granja Tsuboy é sinônimo de tradição e eficiência. Fundada na década de 1950 pelos pais de Helena, descendentes de japoneses, a granja cresceu com muito esforço e união familiar.

Hoje, ela atua na administração da produção de ovos, enquanto os irmãos cuidam do manejo e da fábrica de ração. “Meu pai sempre dizia que era preciso gostar do que se faz. E mesmo nas dificuldades, ele nos ensinou a ter disciplina e buscar alternativas”, lembra.

A palavra que define a trajetória da família é gaman — um termo japonês que significa persistência diante dos desafios. “Essa filosofia está presente em tudo o que fazemos. Trabalhar com ovos é rotina, é dedicação diária, e isso nos dá muito orgulho.”

A produtora Rita Moreira de Souza representa a nova geração de mulheres do agro, que concilia a rotina da granja com a maternidade. Após a perda do pai, ela assumiu a atividade junto com a mãe, enfrentando o desafio de aprender sobre energia, controle de temperatura e equipamentos.

“É uma responsabilidade grande, mas a gente se ajuda. Quando uma precisa sair, a outra fica de olho no lote. Nunca deixamos o aviário sozinho”, explica.
Rita mostra que é possível equilibrar o cuidado com os filhos e o trabalho no campo.

“No começo foi difícil, mas hoje já me adaptei. É corrido, mas é gratificante. A avicultura nos trouxe segurança e estabilidade.”

Depois de anos na cidade, Vera Lúcia Gobbi e o marido decidiram mudar de vida e realizar o sonho de montar uma granja. O início foi cheio de aprendizado, mas o amor pela atividade logo se transformou em resultado.

Atenta e experiente, ela identifica qualquer anormalidade no lote “no olhar e no ouvido”. “Nos primeiros dias é dedicação total. A gente aprende a entender o comportamento das aves e a corrigir rápido o que precisa.”

Hoje, Vera lidera a propriedade com confiança e já planeja expandir. “Cada ciclo é uma conquista. A granja nos deu orgulho, estabilidade e qualidade de vida. Produzir alimento é motivo de felicidade todos os dias.”

De diferentes regiões, idades e histórias, essas mulheres têm algo em comum: transformam desafios em oportunidades. Elas representam a força do campo brasileiro, onde o trabalho feminino gera renda, sustentabilidade e inovação.

Cada uma delas mostra que a presença da mulher na produção de alimentos vai além da rotina — é símbolo de gestão, sensibilidade e liderança.

O futuro do agro passa por mãos femininas que, com coragem e planejamento, seguem abrindo caminhos e inspirando novas gerações.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo


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