Conselhos de segurança indígena: política implementada em MS é referência para outras comunidades do país — Barbosinha



Com quase 2 mil habitantes, a aldeia Te’yikue é atualmente, um exemplo da eficiência deste trabalho. “A comunidade tinha muitos conflitos internos e um índice de violência preocupante. Hoje, os conselheiros trabalham em linha direta com todos os delegados e comandantes, e a própria comunidade denuncia os casos de violência. Isso facilita o trabalho da polícia e promove um ambiente de paz e segurança para os moradores”, disse o coronel Santana.

Com uma realidade diferente na aldeia, o cacique Anísio da Silva, atual presidente do conselho de segurança da comunidade, confirma as mudanças ocorridas desde a instalação do conselho – inclusive com o celular disponível 24 horas por dia, e também com a aprovação dos moradores.

“Antes havia violência e a presença de organizações criminosas. Não tinha alguém com a responsabilidade de organizar tudo isso. Agora, acabaram os problemas aqui dentro, a aldeia está mais pacificada, as pessoas vão para escola à noite e todos se sentem mais seguros”, avaliou a liderança.

Joselino Gonçalves, um dos conselheiros, nasceu e cresceu na Te’yikue, e por isso conhece bem a realidade local. “Nosso objetivo é sempre ajudar a comunidade, não importa o horário. Tem noites que eu nem durmo de tanta preocupação. Se sabemos que alguém precisa, já vamos logo atrás de ajuda”, afirmou.

Foco no futuro

Dos conselhos comunitários indígenas implantados em Mato Grosso do Sul, dois são em Campo Grande e 15 em municípios do interior do Estado, que tem mais de 80 comunidades indígenas.

“Hoje temos uma percepção melhor da comunidade e as ações são implementadas de forma direcionada. Isso economiza tempo e recursos”, explicou o coronel Wagner. “É uma política lenta, não é de curto prazo. É uma política de Estado, independente de governo, para deixar um legado”, finalizou.

O vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, também defende o trabalho executado em Mato Grosso do Sul. “São espaços de diálogo entre as comunidades indígenas e as forças de segurança, onde se constroem soluções conjuntas para proteger as famílias, prevenir a violência e fortalecer a paz nas aldeias”, explica.

“Mais do que uma ferramenta de repressão, esses conselhos trabalham com prevenção e respeito à cultura, ajudando a mediar conflitos e garantindo que as políticas públicas de segurança estejam alinhadas à realidade indígena. Em um Estado com uma das maiores populações indígenas do Brasil, eles são fundamentais para promover inclusão, cidadania e convivência pacífica”, concluiu.



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