Dólar volátil e guerra comercial entre EUA e China desafiam o Brasil



Apesar do recente recuo por parte de Donald Trump, as novas tensões entre Estados Unidos e China seguem no radar do mercado. Para o Brasil, o cenário pode trazer tanto oportunidades significativas quanto ameaças diretas. Na avaliação de Carlos Henrique, CEO da Sttart Pay, é a constante instabilidade da política do líder da maior economia do mundo que define essa dualidade.

Diante disso, ele afirma que a principal vantagem brasileira é a ocupação da lacuna deixada pelos produtos norte-americanos no mercado chinês. “As exportações brasileiras de soja para a China, por exemplo, atingiram níveis recordes. O mesmo fenômeno ocorre com a carne bovina, cujas vendas para a China aumentaram enquanto as para os EUA despencaram”, afirma.

Outro ponto que pode ser favorecido, mesmo que de forma indireta, é a inflação no Brasil. Henrique explica que se produtos chineses têm dificuldade para entrar nos Estados Unidos, podem ser redirecionados ao mercado brasileiro. Isso aumenta a oferta e pressiona para baixo preços de eletrônicos, têxteis e produtos de consumo duráveis.

Porém, se a guerra comercial entre as duas potências abre portas para que o Brasil siga consolidado como fornecedor alternativo confiável, também deixa o país vulnerável a riscos. “O Brasil pode se tornar um alvo direto do protecionismo norte-americano e sofrer com a instabilidade global, que dificulta qualquer planejamento”, pondera.

Dólar e a imprevisibilidade de Trump

O dólar chegou a operar no menor patamar desde junho do ano passado, mas voltou a ganhar força nas últimas semanas. As novas tensões entre a Casa Branca e Pequim impulsionam a moeda, mas as ações imprevisíveis de Donald Trump, também aumentam a volatilidade.

“A mudança de postura de Trump e a escalada da guerra comercial com a China são os principais fatores que moldam o atual cenário econômico global”, afirma o executivo. A Organização Mundial do Comércio (OMC), inclusive, já projeta uma desaceleração econômica, com o crescimento do comércio mundial em apenas 0,5% para 2025.

As ações do líder dos Estados Unidos, entretanto, são apenas a continuação de um padrão de imprevisibilidade. Segundo Henrique, essa é a nova norma nas relações comerciais globais. Sobre o dólar, ele faz um alerta. “Embora ainda dominante, mostra sinais de fraqueza estrutural, corroído pela desconfiança e pela busca por alternativas mais estáveis”, conclui.



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