Operação “Nova Aliança 52” retira quase 600 toneladas de maconha de circulação  


Em apenas seis dias de execução, a operação binacional “Nova Aliança 52” resultou em um dos maiores golpes já registrados contra o tráfico de drogas na fronteira entre Brasil e Paraguai. Conduzida por forças antidrogas dos dois países, a ofensiva retirou de circulação 589 toneladas de maconha, enfraquecendo significativamente a atuação de organizações criminosas na região de Amambay, na fronteira com o Mato Grosso do Sul.

As ações se concentraram principalmente nas localidades de Itapopó, Ombú e Cerro Kuatiá, onde foram erradicadas 194 hectares de plantações ilegais de maconha e destruídos 7.900 quilos da droga já processada, pronta para distribuição.

Além disso, os agentes desmantelaram 66 acampamentos utilizados como bases logísticas e pontos de armazenamento, atingindo diretamente a infraestrutura operacional do narcotráfico na região de mata.

O volume total da droga eliminada — 582 toneladas provenientes dos cultivos e 7,9 toneladas prontas para venda — representa um prejuízo econômico estimado em cerca de US$ 17,7 milhões para os traficantes no Paraguai, valor que pode alcançar até US$ 88,3 milhões no mercado brasileiro, onde os preços são significativamente mais altos.

A operação está sendo coordenada pela promotora antidrogas Rosana Coronel, com apoio da SENAD (Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai), helicópteros da Força Aérea Paraguaia e efetivos da Polícia Federal do Brasil. As ações devem continuar nos próximos dias, com o objetivo de aprofundar os danos causados à cadeia produtiva e logística do tráfico de maconha na faixa de fronteira.

A série de operações “Nova Aliança” se consolidou como a maior ofensiva antidrogas do mundo, em termos de volume de maconha destruída em curtos períodos de tempo. A 52ª edição reafirma o compromisso firme entre Brasil e Paraguai no combate conjunto ao crime organizado transnacional, com foco na desarticulação de quadrilhas que exploram a vulnerabilidade da faixa de fronteira para produção e escoamento de entorpecentes.

Ação conjunta entre Brasil e Paraguai atinge duramente a estrutura do narcotráfico na região de Amambay. (Fotos: SENAD)



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