‘Ser mãe atípica é lutar todos os dias’


A deputada Lia Nogueira (PSDB) esteve em Costa Rica (MS) cumprindo uma série de agendas voltadas à inclusão, à valorização da maternidade atípica e ao fortalecimento de projetos sociais voltados à juventude.
Durante a visita, Lia conheceu de perto o trabalho desenvolvido pela Associação de Mães e Amigos Atípicos de Costa Rica (AMAACRI) e se emocionou ao compartilhar sua própria trajetória como mãe atípica.

“Ser mãe atípica é viver uma realidade que nem sempre é compreendida pela sociedade. É lutar todos os dias por dignidade, respeito e oportunidades para nossos filhos. Essa é uma causa que me move”, destacou a deputada.

A presidente da AMAACRI, Marilda Aparecida, comemorou a visita e ressaltou a importância da presença da parlamentar:

“Eu acho que foi muito importante ela vir conhecer as mães, ouvir as nossas histórias e, principalmente, compartilhar a experiência dela como mãe atípica. Isso nos fortalece, porque mostra que é possível superar, e que temos uma representante que entende nossas dores e lutas.”

A tia atípica Amanda Costa também expressou gratidão pela presença da deputada:

“Ficamos imensamente felizes com a visita da deputada em nossa sede, para que ela conhecesse de perto o nosso trabalho.
Ela tem um olhar genuíno para com a nossa causa, uma sensibilidade e um lugar de fala, já que é mãe atípica. Todos nós temos um motivo para chegar até a atipicidade, mas a razão é muito maior ela se transforma em propósito.”

Durante o encontro, as mães puderam desabafar, e Lia se emocionou ao falar sobre os desafios da maternidade.

“Não temos que romantizar a maternidade. Ela dói, é difícil. E vou ser sincera: se eu pudesse pedir algo a Deus, jamais pediria uma criança atípica, porque os nossos filhos sofrem, e a sociedade ainda não está preparada para acolhê-los. Vivemos uma maternidade difícil e isolada, em que tudo o que conseguimos é na luta, na persistência e, muitas vezes, no grito”, desabafou a deputada, em um momento de grande emoção.

A mãe atípica Liziane Arruda, falou que agora se sente representada. “Saber que tem alguém que vive a nossa realidade é gratificante. Sabemos que não estamos sozinhas, que tem alguém que pode falar por nós, e melhor ainda alguém que entende nossa dor e as necessidades nossas e dos nossos filhos”, destacou a mãe de duas meninas com autismo de 8 e 18 anos, sendo uma delas com um cisto no cérebro, o que agrava ainda mais a situação.

A associação, que conta com mais de 100 mães cadastradas, tem o desejo de montar uma sala sensorial para atender as crianças com mais conforto e estímulo. Sensível à causa, Lia se comprometeu em destinar uma emenda parlamentar e também ajudar a transformar a AMAACRI em utilidade pública estadual, fortalecendo o trabalho que já é reconhecido no âmbito municipal.

“Meu compromisso é com cada mãe, com cada criança que precisa de acolhimento. Vamos trabalhar para que a AMAACRI tenha ainda mais força e estrutura para continuar esse trabalho tão bonito e necessário”, afirmou Lia.

Além da visita à associação, a deputada também prestigiou o Baile da Primavera, evento que integra o Projeto Primavera, uma iniciativa que promove oficinas socioeducativas e celebra o Baile de Debutantes para as adolescentes do município.
O projeto tem como objetivo despertar as jovens para a realidade da vida e seus desafios, fortalecer vínculos familiares e comunitários e prevenir situações de risco social.

Encerrando a agenda, Lia ressaltou a importância de investir em políticas públicas que estimulem o cuidado, a autoestima e o protagonismo das meninas.

“Cuidar das nossas meninas é investir no futuro. Projetos como o Baile da Primavera mostram que é possível unir acolhimento, educação e valorização. Precisamos ampliar ações que formem mulheres fortes, conscientes e seguras de si”, concluiu a deputada.



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