A Polícia Civil de Ponta Porã segue empenhada na apuração do furto milionário registrado na madrugada do dia 9 deste mês, em uma joalheria localizada na região central de Ponta Porã. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 1 milhão, conforme informações preliminares apuradas pela reportagem.
Embora procurada, a corporação não tem divulgado detalhes específicos sobre o andamento das investigações. No entanto, uma fonte ligada à Secretaria de Justiça e Segurança Pública afirmou que todos os procedimentos periciais e investigativos foram realizados de forma criteriosa. Segundo a fonte, os fatos levantados estão sendo analisados com responsabilidade e cautela, visando identificar e responsabilizar os autores do crime.
“O trabalho segue dentro do roteiro de investigação e estamos cumprindo o nosso dever de agir em busca da autoria e da responsabilização dos culpados”, declarou.
As investigações revelaram indícios de que a ação criminosa foi cuidadosamente planejada. Imagens captadas por câmeras de segurança mostram que os suspeitos utilizaram luvas, máscaras e outros recursos estratégicos para evitar qualquer tipo de identificação durante a execução do furto, ocorrido na madrugada de segunda-feira (9).
O estabelecimento, localizado na Avenida Brasil, foi invadido após os criminosos abrirem um buraco em uma parede dupla — técnica que exige tempo, ferramentas adequadas e planejamento prévio. A forma de execução reforça a hipótese de que o crime foi estudado previamente e realizado em horário de menor circulação de pessoas, reduzindo riscos de flagrante.
Durante toda a ação, os envolvidos mantiveram os rostos cobertos e as mãos protegidas, numa tentativa clara de impedir a coleta de impressões digitais ou o reconhecimento facial. Além de centenas de peças de alto valor, a quadrilha também levou uma escada utilizada para acessar e interferir no sistema de monitoramento interno da joalheria, o que demonstra conhecimento técnico e intenção deliberada de neutralizar possíveis provas.
O caso é tratado como prioridade pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil, que segue reunindo elementos para avançar na identificação dos responsáveis e elucidar o crime.



