O deputado João Henrique (PL) usou a tribuna da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) para questionar sobre o aumento em 40%, segundo apurou seu gabinete, da verba destinada a contratos publicitários. Tendo em mãos o novo edital de contratação de agências, o deputado criticou a destinação dos mais de R$ 70 milhões em recursos públicos e questionou cláusulas do certame.
“Quero fazer um alerta aos que manipulam a publicidade, de que eu estou atento ao edital. Dia 18 quero estar presente na abertura dos envelopes. São R$ 70 milhões e na primeira cláusula está restrito que, por melhor que sejam seus profissionais, ficam excluídas aquelas agências que não tenham ao menos três anos de atendimento. Conjugado com outro item, tem que comprovar que tenha feito outro trabalho de mesma magnitude. Ou seja, sua microagência não pode participar, agência de outro estado, pode ser a melhor do país, se não tiver feito não ganha. Também estão excluídas as que não tenham contratos de 10%, ou seja, tem que provar que recebeu pelo menos R$ 7 milhões em outro trabalho. Qual empresa teriam todas as condições assim?”, questionou o deputado.
O parlamentar citou alguns nomes e questionou o aumento de verba contratual em ano de disputa das eleições para governador. “Aumentando em 40% em pleno ano eleitoral, enquanto há fornecedores em atraso, prefeituras sem repasse. Você acha que tem compliance isso aí? Tem é ‘compraice’ [gelo em inglês]. Somente os amigos do rei participarão. Precisa ter transparência, coerência e gestão”, pontuou.
Ainda em discurso, João Henrique questionou o gasto de verbas públicas com diárias e viagens e a escolha da equipe de governo. “Se o senhor tiver infarte vai pedir para um jogador de futebol colocar um stent em você? Temos um governo que não cumpriu o mínimo de entrega de habitação e o que fez foi advinda de emendas parlamentares ou dinheiro federal, sendo que nossa Constituição estabelece ao menos 1% de investimento. Enquanto isso me falam: deputado olhe as estradas? É chegada de um novo tempo”, finalizou.
Defesa
Por outro lado, o deputado Pedro Caravina (PSDB) defendeu o governo de Eduardo Riedel (PSDB). “Se o senhor iniciou campanha, se for como treinamento, o discurso é válido, mas sobre informação precisa e correta o senhor não falou nada do que acontece no MS, como se fosse o pior estado. E eu vejo em pesquisa séria que o estado é outro, sem contar a aprovação de mais de 70% do atual governo”, contrapôs Caravina.




