O ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou, em coletiva, que as negociações sobre o endividamento dos produtores rurais continuam em andamento e que há expectativa de que uma medida provisória seja apresentada em breve pelo governo.
“As negociações em relação ao endividamento do produtor rural seguem, com a expectativa que muito rapidamente possamos ter uma medida provisória em que o governo vá oferecer uma alternativa, uma posição, a exemplo do Plano Safra, a melhor posição que nós pudermos dar para socorrer em relação a essa questão”, disse.
O ministro também comentou a agenda internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está no Paraguai tratando de temas comerciais.
“O nosso presidente Lula, neste momento, está no Paraguai e está tocando tanto a discussão relativa a cotas do acordo entre o Mercosul e a comunidade europeia, quanto avançando na perspectiva de rapidamente nós podermos ter de forma concreta um acordo entre o Mercosul e o Japão, ambos de grande importância para o nosso setor”, afirmou.
Plano Safra 2026/27
O ministro, em meio à coletiva de anúncio do Plano Safra, destacou o avanço de R$ 9 bilhões nos recursos destinados para o Plano Safra 2026/27 e destacou o valor recorde atingido pelo quarto ano consecutivo.
O ministro ressaltou a importância de uma política pública robusta e classificou o valor recorde como “reconhecimento” à qualidade e capacidade do produtor.
“O quarto Plano Safra com valor recorde é a reafirmação de um compromisso do governo com quem produz, gera empregos e ajuda a alimentar o Brasil e o mundo”, afirmou.
Na cerimônia de lançamento do plano nesta terça-feira (30), o ministro destacou também o avanço do agro brasileiro no cenário internacional, com a abertura de mais de 660 novos mercados e a expectativa de chegar à marca de 700 até o fim de 2026.
“Nesses 3 anos e meio do governo Lula, abrimos mais do que o dobro de mercados internacionais em comparação ao governo anterior, e vamos superar a marca de 700. Nesse mandato, fechamos também o acordo com a União Europeia, um reflexo do aumento da confiança internacional no nosso agro”, afirmou.
“O mundo não procura o Brasil só para comprar alimentos, agora investem no nosso campo, graças à confiança adquirida pelos produtores e pelas instituições“, complementou.
Novas portarias
Durante a cerimônia, André de Paula assinou uma portaria que cria um grupo de trabalho especial para lidar com os impactos do El Niño. O grupo foi criado com intuito de “mapear e avaliar os impactos do fenômeno climático na produção nacional”.
Além de identificar a vulnerabilidade de culturas como soja, milho e feijão, um dos objetivos do grupo é formular políticas públicas para minimizar os efeitos do fenômeno climático.
O ministro assinou também uma portaria que estabelece “padrão de identidade e qualidade” para produtos de biorrefinaria de milho e outros cereais, com destaque para o DDG, com foco na exportação.



