inflação sobe 0,16% em junho, abaixo do esperado pelo mercado


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,16% em junho de 2026, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na base de comparação anual, o avanço foi de 4,64%.

As expectativas em pesquisa da Reuters de altas de 0,31% em junho e de 4,80% em 12 meses.

O grupo Habitação exerceu a maior pressão sobre o índice, com avanço de 0,63% e impacto de 0,10 ponto percentual, embora tenha desacelerado em relação à alta de 1,22% observada em maio. O principal destaque continuou sendo a energia elétrica residencial, cuja alta perdeu força, passando de 3,67% para 1,53%, mas ainda representou o maior impacto individual do mês, de 0,06 ponto percentual.

Além da manutenção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, o resultado refletiu reajustes em concessionárias de Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte. No Rio de Janeiro, a alta de 5,61% na energia elétrica incorporou a retomada de um reajuste tarifário de 15,10%, conforme determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Ainda em Habitação, a taxa de água e esgoto avançou 0,30%, influenciada por reajustes em Brasília, Rio Branco e Curitiba, enquanto o gás encanado recuou 0,57%, refletindo uma redução média de tarifas no Rio de Janeiro.

O grupo Despesas pessoais registrou a segunda maior alta entre os nove grupos pesquisados, com avanço de 0,25%, impulsionado principalmente pelos aumentos nos serviços de empregado doméstico (0,53%) e de cabeleireiro e barbeiro (0,65%).

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Em Saúde e cuidados pessoais, que avançou 0,23%, destacaram-se os artigos de higiene pessoal, especialmente os perfumes, além dos planos de saúde. A alta de 0,34% nos planos reflete a incorporação do reajuste de até 5,11% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Já o grupo Transportes subiu 0,17%, influenciado principalmente pelo aumento de 7,12% nas passagens aéreas. Por outro lado, os combustíveis ajudaram a conter a inflação ao registrar queda de 0,48%, com recuos em todos os principais itens: etanol (-3,09%), óleo diesel (-1,19%), gás veicular (-0,19%) e gasolina (-0,12%).

No grupo Alimentação e bebidas, houve uma mudança significativa de direção. Após alta de 1,33% em maio, os preços recuaram 0,24% em junho, gerando o principal alívio para o índice, com impacto negativo de 0,05 ponto percentual.

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A alimentação no domicílio caiu 0,39%, influenciada pelas reduções nos preços do café moído (-3,72%), das frutas (-1,58%) e das carnes (-0,64%). Entre as exceções, destacaram-se as altas do feijão-carioca (8,31%) e da batata-inglesa (3,57%).

A alimentação fora do domicílio também desacelerou, passando de alta de 0,49% em maio para 0,15% em junho. Tanto os preços dos lanches quanto das refeições perderam força no período, contribuindo para o cenário de inflação mais moderada observado no mês.

(Com Agência IBGE)

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