A JBS apresentou uma proposta para comprar os cerca de 18% das ações da Pilgrim’s Pride que ainda não pertencem à companhia brasileira. Atualmente, a JBS já controla aproximadamente 82% da empresa americana e, caso a operação seja concluída, passará a deter 100% da Pilgrim’s Pride. A proposta foi apresentada nesta terça-feira (18), e ainda não é vinculante.
A operação prevê que os acionistas da Pilgrim’s Pride que não têm relação com a JBS recebam 2,086 ações ordinárias Classe A da JBS para cada ação da Pilgrim’s Pride. Ou seja, em vez de pagar os acionistas minoritários em dinheiro, a JBS pretende entregar ações da própria companhia como forma de pagamento.
A relação de troca foi calculada com base nos preços de fechamento dos papéis das duas empresas em 18 de agosto. Na data, as ações da JBS eram negociadas a US$ 13,66, enquanto os papéis da Pilgrim’s Pride valiam US$ 28,49.
A Pilgrim’s Pride é uma das principais empresas de proteína animal dos Estados Unidos e atua na criação, incubação, processamento e distribuição de frango e carne suína. A companhia vende produtos frescos, congelados e de maior valor agregado na América do Norte, México e Europa.
A proposta permitiria à JBS consolidar integralmente os resultados da Pilgrim’s Pride e eliminar a participação dos acionistas minoritários. Atualmente, apesar de já controlar a companhia, a JBS divide a propriedade da Pilgrim’s Pride com investidores que negociam as ações na Nasdaq.
Se a operação avançar, as ações da Pilgrim’s Pride deixarão de ser negociadas na Nasdaq e serão retiradas do registro de valores mobiliários nos Estados Unidos. Na prática, a Pilgrim’s Pride deixará de ser uma companhia aberta com ações negociadas em bolsa.
A proposta, no entanto, ainda precisa passar por algumas etapas. O primeiro passo será a análise de um comitê especial formado por membros independentes do conselho de administração da Pilgrim’s Pride. Esse comitê terá assessoria jurídica e financeira independente para avaliar a oferta.
Além disso, a operação deverá ser aprovada pela maioria dos acionistas da Pilgrim’s Pride que não pertencem à JBS ou às suas afiliadas. A conclusão também dependerá do cumprimento de condições usuais para esse tipo de transação.
A JBS informou ainda que a operação não precisará ser aprovada pelos próprios acionistas da companhia brasileira.



