Em entrevista ao podcast Política de Primeira, a deputada federal Camila Jara (PT-MS) apontou uma concentração excessiva de candidaturas competitivas na disputa pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), enquanto a chapa federal acabou perdendo nomes que estavam no planejamento inicial para puxar a votação.
Nos bastidores, a avaliação é de que o PT tinha quadros com potencial de renovação, mas não conseguiu distribuir essas lideranças de maneira equilibrada entre as disputas estadual e federal. Segundo Camila, a estratégia inicial previa a construção de uma chapa para Brasília sustentada por dois nomes, que poderiam dar competitividade à legenda. No entanto, os dois desistiram da disputa no meio do caminho, provocando uma reorganização dos planos eleitorais.
Com a mudança de cenário, outros nomes que poderiam disputar uma vaga na Câmara Federal acabaram migrando para a Assembleia Legislativa, onde enxergavam maiores possibilidades de eleição. O movimento fortaleceu a chapa estadual, mas deixou a candidatura federal sem a mesma densidade eleitoral. Na prática, o partido concentrou forças em uma disputa e pagou o preço na outra.
Camila reconhece que houve liberdade para que as lideranças escolhessem onde concorrer, mas admite, indiretamente, que a distribuição das candidaturas comprometeu o desempenho federal. Apesar de o PT ter conquistado uma votação expressiva, o resultado não foi suficiente para preservar as duas cadeiras que a legenda ocupava.



