À espera do USDA, altas nas cotações marcam o mercado de soja; saiba os preços por região



O mercado brasileiro de soja registrou alta generalizada nas cotações nesta quinta-feira (13), com negócios mais firmes ao longo do dia. De acordo com Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, houve bons movimentos em Minas Gerais, com preços firmes e spreads elevados, à medida que produtores continuam pedindo valores maiores.

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As indicações seguem acima da paridade de exportação em várias regiões, refletindo a disputa entre vendedores e compradores. No mercado spot, os volumes disponíveis diminuem, já que a exportação entra na fase final da janela anual. “Paranaguá rodou volumes hoje, mas nada muito grande”, acrescentou.

Com CBOT em alta e prêmios praticamente estáveis, houve reflexos diretos no físico. O mercado segue atento ao relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado amanhã e pode impactar o curto prazo.

Preços de soja por região

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 125,00 para R$ 127,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 125,50 para R$ 127,50
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 128,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 140,50 para R$ 142,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 140,00 para R$ 142,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam firmes nesta quinta-feira (13) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Os agentes seguem posicionando suas carteiras frente ao relatório de novembro do USDA e aguardam sinais da retomada das compras chinesas de produto americano.

O relatório de amanhã servirá como termômetro para medir a confiança nos acordos comerciais EUA-China e as expectativas de aumento nas vendas de exportação de soja. Caso o USDA reduza as projeções, pode indicar cautela do mercado em relação aos negócios em andamento.

Após o fim da paralisação do governo americano, o USDA anunciou que publicará vendas diárias de grãos para exportadores privados não divulgadas durante os 43 dias de paralisação. O mercado acompanhará se a China comprou soja entre outubro e início de novembro.

Nos relatórios de vendas semanais, para a semana encerrada em 18 de setembro, foram vendidas 724,5 mil toneladas de soja em grão. Na semana até 25 de setembro, 870,5 mil toneladas. A ausência da China entre os principais compradores segue sendo um ponto de atenção.

O USDA deve reduzir a projeção de safra dos EUA 2025/26 para 4,265 bilhões de bushels, contra 4,301 bilhões previstos em setembro, com estoques de passagem em 292 milhões de bushels, frente a 300 milhões estimados anteriormente.

No cenário global, os estoques finais 2024/25 da soja estão projetados em 123,4 milhões de toneladas, frente a 123,6 milhões em setembro. Para 2025/26, a previsão é de 124,6 milhões de toneladas, acima dos 124 milhões projetados em setembro.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão para janeiro fecharam com alta de 13,25 centavos de dólar, a US$ 11,47 por bushel, e março a US$ 11,56 3/4, alta de 12,75 centavos. No farelo, dezembro subiu US$ 7,40, a US$ 328,40 por tonelada. No óleo, dezembro fechou a 50,25 centavos de dólar, perda de 0,37 centavo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,09%, negociado a R$ 5,2971 para venda e R$ 5,2951 para compra, oscilando ao longo do dia entre mínima de R$ 5,292 e máxima de R$ 5,303.



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