Moradores da fronteira denunciam golpe de agência de viagens


Moradores de Ponta Porã, Pedro Juan Caballero e de outras cidades brasileiras e paraguaias da região de fronteira denunciaram às autoridades e à imprensa um suposto golpe envolvendo uma agência de viagens sediada em Ponta Porã, que teria deixado centenas de clientes sem viagens e sem reembolso. O prejuízo estimado pode superar R$ 1 milhão, segundo relatos dos próprios lesados.

De acordo com as denúncias, cerca de 200 clientes afirmam não ter recebido vouchers e passagens adquiridas para destinos nacionais e internacionais, mesmo após o pagamento integral dos pacotes. Somente uma família relata ter sido prejudicada em aproximadamente R$ 200 mil. As vítimas se organizaram em um grupo que já reúne cerca de 200 pessoas, muitas delas em busca de medidas judiciais.

A empresa funciona em nome do esposo da operadora, apontada pelos clientes como a responsável direta pelas negociações. O estabelecimento encontra-se fechado, e um bilhete afixado na porta informa que a agência estaria passando por um processo de “reestruturação”. Desde então, segundo os denunciantes, não há atendimento presencial nem respostas consistentes por telefone ou mensagens.

Um dos casos que vieram a público envolve uma viagem ao Rio de Janeiro, marcada para a madrugada desta quinta-feira. A cliente relatou que, ao tentar retirar o voucher na véspera, foi informada de que a agência não teria recebido a documentação da empresa emissora. A alternativa apresentada foi a remarcação da saída para Campo Grande, o que também não se concretizou. Horas depois, a família recebeu a informação de que o voucher não seria entregue.

“Já entramos em contato com a agência e não há garantia de entrega das passagens. Existem inclusive relatos de vouchers supostamente falsos. Estamos desesperados, pois são viagens nacionais e internacionais”, afirmou um dos prejudicados, que já registrou ocorrência na Polícia Civil.

As denúncias atuais reforçam um histórico recente: a mesma operadora já havia sido denunciada no ano passado, acusada de lesar dezenas de pessoas que ficaram sem viajar e hoje buscam na Justiça o ressarcimento dos valores pagos. O novo episódio amplia a repercussão do caso e preocupa o setor de turismo na região de fronteira, onde a circulação de clientes entre Brasil e Paraguai é intensa.

A reportagem tentou contato com a agência, mas não obteve retorno. O responsável legal pela empresa não atendeu às ligações até o fechamento desta matéria. As vítimas afirmam que continuam procurando órgãos de defesa do consumidor e o Poder Judiciário para tentar reaver os prejuízos.



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