O dólar passou a operar em leve alta, nesta sexta-feira (16/1), na última sessão da semana, em um dia no qual os investidores repercutem a chamada “prévia” do PIB no Brasil e declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos).
Dólar
- Às 11h27, o dólar subia 0,37%, a R$ 5,388.
- Mais cedo, às 10h51, a moeda norte-americana avançava 0,13% frente ao real e era negociada a R$ 5,376.
- Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,39. A mínima é de R$ 5,365.
- Na véspera, o dólar terminou a sessão em queda de 0,62%, cotado a R$ 5,368.
- Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 2,2% frente ao real em 2026.
Ibovespa
- O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em baixa no pregão.
- Às 11h31, o indicador recuava 0,74%, aos 164,3 mil pontos.
- No dia anterior, o Ibovespa fechou o pregão com ganhos de 0,26%, aos 165.568,32 pontos, nova máxima histórica de fechamento.
- Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula valorização de 2,78% no ano.
“Prévia” do PIB no Brasil
O principal destaque da agenda econômica doméstica, nesta sexta, é a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). O indicador mostrou que a economia brasileira avançou 0,7% em novembro, na comparação com o mês anterior. Em outubro, na comparação com setembro, houve retração de 0,2%. No trimestre, houve alta de 0,2%.
Para chegar ao resultado, o Banco Central (BC) fez um ajuste sazonal (cálculo que remove as flutuações sazonais de uma série temporal para comparar períodos diferentes). No mês, o IBC-Br por setores produtivos teve crescimento de 0,8% na indústria, e serviços avançaram 0,6%. Já a agropecuária encolheu 0,3%.
Em relação a novembro do ano passado, o IBC-Br teve alta de 1,2%. Em 12 meses, o indicador do BC apresentou aumento de 2,4%. No ano, a chamada “prévia do PIB” registrou expansão de 2,4%. Todas essas variações foram calculadas sem ajustes sazonais.
O indicador é considerado uma “prévia” do Produto Interno Bruto. O IBC-Br incorpora estimativas de crescimento para os setores agropecuário, industrial e de serviços. O cálculo é feito com ajuste sazonal, o que permite comparar períodos diferentes.
O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país, a Selic. O PIB, por sua vez, é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país.
Economistas vem alertando para a desaceleração da economia brasileira neste ano devido aos juros altos e ao atual patamar da inflação. Os analistas do mercado financeiro ouvidos semanalmente pelo BC, no Relatório Focus, projetam que o PIB crescerá 1,8% em 2026. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) espera um crescimento do PIB na casa dos 1,6% em 2026, mesmo patamar previsto pelo BC.
Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulga a estatística oficial do PIB, publicou no último dia 4 de dezembro que o PIB do terceiro trimestre, encerrado em setembro, foi de 0,1%. O resultado representa uma desaceleração em relação ao trimestre anterior (abril, maio e junho), quando o índice ficou em 0,4%.
O PIB de 2025 será conhecido apenas quando for fechado o resultado do quatro trimestre do ano passado (outubro, novembro e dezembro).
Falas de dirigentes do BC dos EUA
No front externo, os investidores acompanham declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA). As falas podem indicar possíveis “pistas” para a trajetória da taxa básica de juros na maior economia do mundo.
Nesta sexta, a diretora do Fed Michelle Bowman faz um discurso sobre política monetária. Também deve falar o vice-presidente do Fed, Philip Jefferson, a respeito das perspectivas econômicas dos EUA.
Em publicação nas redes sociais, a presidente do Fed de São Francisco, Mary Daly, afirmou que a autoridade monetária precisa “olhar além dos dados” para calibrar a taxa de juros em suas futuras decisões.
“Tudo somado, seremos capazes de responder a mudanças em perspectivas econômicas e dependentes de projeções para garantir uma política monetária apropriada no futuro”, escreveu Daly no X (antigo Twitter).
Segundo a dirigente do Fed, os indicadores econômicos são “essenciais”, mas “são as pessoas que nos dizem o que estão planejando e como isso moldará nosso futuro”.
Na última reunião do Fed, em dezembro, o corte nos juros foi de 0,25 ponto percentual, acompanhando as projeções da maioria dos analistas do mercado. Agora, os juros estão no patamar entre 3,5% e 3,75% ao ano.
Foi a terceira redução consecutiva na taxa de juros pelo BC dos EUA. Na reunião anterior do Fed, em setembro, o corte também havia sido de 0,25 ponto percentual.
A votação não foi unânime. Stephen Miran, novo integrante do Fed, indicado por Donald Trump, votou por um corte maior, de 0,5 ponto percentual, enquanto Jeffrey R. Schmid e Austan D. Goolsbee votaram pela manutenção da taxa de juros.
O próximo encontro da autoridade monetária para definir a taxa de juros, o primeiro de 2026, está marcado para os dias 27 e 28 de janeiro.



