Reservatórios baixos pesam e Sabesp vê R$ 7 bilhões evaporarem na bolsa


As ações da Sabesp, a maior empresa de saneamento da América Latina, acumulam queda de mais de 8% no ano conforme os investidores monitoram níveis baixos do principal reservatório de água do estado e os possíveis efeitos nos volumes e receitas das companhia.

O reservatório da Cantareira, que é responsável por abastecer cerca de 9 milhões de pessoas na região metropolitana do estado, opera hoje com menos de 20% do volume útil, segundo dados do governo federal, com escassez hídrica. A empresa vem aplicando medidas preventivas de redução de pressão da água no período noturno desde setembro.

“O tema dos reservatórios baixos entrou para a narrativa, o que alimenta a possibilidade de que uma queda dos volumes pressione o crescimento da receita”, diz Lucca Silva, gestor na Persevera Asset Management.

Em resposta por mensagem, a Sabesp informou que aplica a política de gestão de recursos definidas pelo órgão regulador e que cumpre com os pré-requisitos firmados em contrato com o governo de São Paulo para garantir a neutralidade hidrológica, uma proteção contra situações críticas. “A empresa segue comprometida com a excelência operacional e a transparência com seus stakeholders”, informou.

As ações da companhia começaram o ano em queda e já perdem cerca de R$ 7 bilhões em valor de mercado após subirem mais de 50% em 2025, beneficiadas por uma preferência do mercado por papéis de utilities, considerados de retornos mais previsíveis, em meio aos juros altos. Na sessão desta sexta-feira, os papéis caem quase 2%. 

“Nessas ocasiões, toda operação fica mais custosa, ocasionando uma redução das margens momentaneamente”, diz Luis Mussili, analista de ações da JGP Asset Management.



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