O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou processar o JPMorgan Chase, o maior banco norte-americano, neste sábado (17/1). O republicano alega que foi vítima de “discriminação política”, afirmando que perdeu o acesso a serviços bancários depois do ataque ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021.
De acordo com Trump, o banco solicitou o fechamento das contas que ele mantinha por décadas. A medida, ainda segundo a avaliação do presidente dos EUA, foi motivada por suas posições políticas e pelo episódio de 6 de janeiro de 2021, quando apoiadores do republicano invadiram o Congresso, na tentativa de impedir a confirmação da vitória de Joe Biden na eleição presidencial de 2020.
“Processarei o JPMorgan Chase por me DESBANCARIZAR (DEBANKIG, no original) de forma incorreta e inadequada após o protesto de 6 de janeiro, um protesto que se provou correto para aqueles que protestaram – A eleição foi FRAUDADA!”, escreveu Trump, na sua rede Truth Social.
Banco Central
A disputa entre Trump e o JP Morgan acirrou-se nos últimos dias, depois que o Wall Street Journal publicou reportagem afirmando que o presidente dos EUA cogitou em indicar o CEO do banco, Jamie Dimon, para presidir o Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Trump voltou a negar a informação neste sábado. Dimon declarou que não aceitaria comandar o Fed e negou que o banco tome decisões com base em preferências políticas.



