Grupo que trocou tiros com a polícia cumpria pena no regime semiaberto


Os cinco homens que entraram em confronto com policiais militares da Força Tática na manhã desta terça-feira (27/1), no Jardim Pantanal, em Dourados, cumpriam pena no semiaberto e minutos antes tinham deixado o Estabelecimento Penal.

Como noticiado ontem, na troca de tiros, os cinco indivíduos ficaram feridos, sendo que Ualison domingos da Silva, de 27 anos, morreu no local e Claudeir Casares Santos, de 44, morreu a caminho do HV (Hospital da Vida).

Também foram levados para o hospital, os feridos Antônio Carlos Frigoto Hoffman, de 30 anos, Juliano Silva Souza, de 33, e Tancredo Alexandre Ferreira Alves, de 40. Eles tiveram alta ontem mesmo, no entanto, Juliano acabou autuado e os outros dois ouvidos como testemunhas.

Juliano, Antônio Carlos e Ualison trabalhavam em uma padaria de Dourados através de convênio com o sistema penitenciário. Tancredo Alves estava em regime aberto, mas ainda dorme no presídio por questões burocráticas.

Juliano autuado

Juliano Silva Souza foi autuado em flagrante na PC (Polícia Civil) por atirar contra os policiais e porte de arma de uso restrito. Com o bando, os agentes apreenderam dois revólveres e duas pistolas, além de munições, 34 gramas de maconha, dois celulares, uma carteira com documentos e R$ 354 em espécie. O veículo usado por eles, um VW Gol, também foi encaminhado à delegacia.

A polícia detalhou que o DOF (Departamento de Operações de Fronteira) informou a Força Tática sobre os cinco homens dentro do carro, em atitude suspeita.

Durante o confronto, os homens saíram abruptamente do veículo portando armas, momento em que todos foram atingidos.

Extensa ficha criminal

A reportagem apurou que todos os envolvidos possuem extensa ficha criminal. O Ualisson, um dos mortos, tinha passagens por desobediência, desobediência à decisão judicial, duas tentativas de homicídio, portar drogas para consumo e tráfico de drogas.

Cleudeir, que morreu após dar entrada no hospital, segundo a polícia, era simpatizante do PCC (Primeiro Comando da Capital) e “colecionava” passagens por ameaça (violência doméstica), furto, furto qualificado e roubo.

O Antônio Carlos também é conhecido no meio policial, com passagens por tráfico de drogas. A ficha maior é a de Tancredo Alexandre, já que contra ele pesa passagens por ameaças, dano, desobediência, desobediência à decisão judicial, falsa identidade, furto, tentativa de homicídio, lesão corporal dolosa, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, resistência, vias de fato e violação de domicílio.

O Juliano também tem passagens por desobediência, dois homicídios simples, porte ilegal de arma de fogo de urso permitido, roubo, roubo majorado com emprego de arma.



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