Exportações de soja e milho garantem superávit de US$ 462 milhões em MS


O agronegócio de Mato Grosso do Sul iniciou 2026 com aumento nas exportações de soja e milho e saldo positivo na balança comercial. Em janeiro, o Estado exportou US$ 636,9 milhões e importou US$ 173,9 milhões, resultando em superávit de US$ 462,9 milhões.

Os dados indicam aumento expressivo na comparação com janeiro de 2025, embora tenha ocorrido retração em relação a dezembro, movimento comum para o período.

“O aumento do superávit ocorreu principalmente devido à redução das importações em comparação com janeiro de 2025. Com uma queda de 17,1% nas compras externas, houve menor saída de dólares do Estado, o que fortaleceu o saldo da balança comercial. Assim, além do bom desempenho das exportações, a retração das importações teve papel decisivo para o resultado positivo no início do ano“, explica do analista de Economia da Aprosoja/MS, Mateus Fernandes.

As exportações de soja de Mato Grosso do Sul somaram 163,5 mil toneladas em janeiro, alta de 303% em relação ao mesmo mês de 2025. Em valor, o total foi de US$ 72,3 milhões, aumento de 343% na comparação anual. A China foi o principal destino da soja sul-mato-grossense, com 63% do volume exportado, seguida por Iraque, com 19%, e Tailândia, com 13%.

No cenário nacional, o Brasil exportou 1,87 milhão de toneladas de soja em janeiro, volume 75% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. A receita foi de US$ 830 milhões.

Milho

O milho sul-mato-grossense somou 170,1 mil toneladas exportadas em janeiro, aumento de 181% em relação ao mesmo período do ano passado. Em receita, o total foi de US$ 38,5 milhões, crescimento de 212%. O Irã liderou como destino do cereal, com 54% do volume, seguido por Vietnã, com 22%, e Bangladesh, com 13%.

No Brasil, as exportações de milho atingiram 4,24 milhões de toneladas em janeiro, alta de 18% frente a janeiro de 2025, com receita de US$ 928 milhões.

Apesar do crescimento anual, tanto soja quanto milho apresentaram retração no comparativo com dezembro, influenciados pelo ritmo de embarques no início do ano. “A queda nas exportações em relação a dezembro é um movimento sazonal e esperado para este período do ano. Janeiro marca a transição entre safras, com a colheita da soja ainda ganhando ritmo no Estado, o que reduz momentaneamente o volume disponível para embarque. Além disso, dezembro costuma concentrar maiores envios para fechamento de contratos e metas anuais, o que naturalmente eleva a base de comparação”, aponta Mateus.

Oferta elevada e impacto nas margens

O mercado internacional opera com oferta elevada de grãos, com produções robustas no Brasil, Estados Unidos e Argentina. A demanda segue presente, principalmente da China no caso da soja, mas os estoques limitam avanços nos preços.

Segundo dados dos boletins econômicos produzidos pela Aprosoja/MS, o cenário exige atenção à gestão de custos, à comercialização e ao comportamento do câmbio, que segue como fator relevante para a formação da rentabilidade em reais ao longo de 2026.



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