O Banco Central decide juros sob forte pressão política do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O resultado da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) monetária sai ainda nesta quarta-feira (4). A decisão mais técnica, segundo os economistas, será manter a taxa Selic em 13,75% ao ano.
Desde março, foram cinco reduções de 0,25 pontos percentuais, para lidar com uma conjuntura econômica incerta.
No atual ambiente político de cobrança pelo plano econômico do quarto mandato de Lula, o Banco Central é tratado pelo Palácio do Planalto como o grande vilão do país.
Pior que ele, só a Faria Lima que estaria fazendo chantagem porque seu candidato preferido perdeu a eleição.
O que está em jogo é mais complexo e perigoso. Lula precisa reencontrar o pragmatismo que imprimiu nos primeiros mandatos. Lá, ele não negou a realidade, nem embarcou em aventuras.
Hoje, ele parece imaginar que a virada lhe garante passe livre, como se as consequências não se atrevessem a chegar. Elas sempre vêm, e o risco é que levem o país a uma crise desnecessária e evitável.



