O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (28) que o Brasil tem como meta dobrar a corrente comercial com a Coreia do Sul nos próximos dois anos.
A declaração foi feita durante um evento promovido pela ApexBrasil, voltado à ampliação das relações comerciais entre os dois países. Segundo Alckmin, a corrente de comércio entre Brasil e Coreia já chegou a US$ 15 bilhões, mas atualmente está em torno de US$ 10 bilhões.
A estratégia do governo, segundo o vice-presidente, é ampliar as exportações brasileiras e estimular investimentos recíprocos. Ele destacou que a Coreia do Sul é um grande comprador e afirmou que existe espaço para o Brasil vender mais produtos e com maior valor agregado.
“São grandes compradores. Podemos vender mais e com preço melhor”, disse Alckmin.
Entre os setores com potencial de crescimento, o vice-presidente citou alimentos, biocombustíveis, inteligência artificial, máquinas e equipamentos e defesa.
No agronegócio, Alckmin informou que o governo brasileiro vai enviar, em agosto, uma missão à Coreia do Sul para tratar especificamente das exportações de carne. O país asiático é considerado um mercado estratégico para a proteína brasileira, com demanda por alimentos e possibilidade de ampliação dos negócios.
Durante o evento, Alckmin também afirmou que a estratégia do governo diante de medidas comerciais que afetam empresas brasileiras envolve duas frentes: proteger os setores impactados e buscar novos mercados.
Segundo ele, o governo pretende apoiar empresas afetadas por meio de linhas de crédito e ampliar acordos comerciais. O vice-presidente citou a missão brasileira à Índia e destacou o papel da ApexBrasil na abertura de novos mercados, além da negociação de acordos e preferências tarifárias.
Sobre medidas de reciprocidade comercial, Alckmin afirmou que o mecanismo representa uma possibilidade dentro das regras internacionais e não uma retaliação.
“Reciprocidade é possibilidade, não é retaliação”, afirmou.
O vice-presidente também defendeu o fortalecimento do multilateralismo e das regras internacionais de comércio. Segundo ele, o Brasil apoia o funcionamento da OMC (Organização Mundial do Comércio) e a adoção de normas para garantir equilíbrio nas relações comerciais entre os países.
https://www.cnnbrasil.com.br/agro/mercado-de-leite-no-brasil-recuperacao-gradual-de-precos-em-2026/



