A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou, nesta quinta-feira (23), que iniciará a etapa de análise técnica detalhada das conclusões apontadas no relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que diagnosticou a causa da queda do avião da Voepass, ATR 72-500, que vitimou 62 pessoas em agosto de 2024. O documento chegou à conclusão de que o acidente se deu por conta de uma ‘sobrecarga de estímulos’.
A agência divulgou que o prazo para a conclusão do trabalho é de 120 dias. Nele, os profissionais também colherão as recomendações feitas pelo relatório que estão relacionadas às competências da Anac. Em nota oficial, também foi dito que as investigações têm caráter ‘preventivo’, e não buscam atribuir ‘culpa ou responsabilização’ pelo acidente.
“As investigações conduzidas pelo Cenipa têm caráter exclusivamente preventivo e não se destinam à atribuição de culpa ou responsabilização, mas à identificação de fatores que contribuíram para o acidente e de recomendações para aprimorar o sistema de segurança operacional da aviação civil.” Anac
Além disso, a agência manifestou apoio e solidariedade às famílias dos envolvidos e afirmou que “a memória das vítimas permanece no centro da atuação da Agência, cuja missão central é a segurança do transporte aéreo”.
Relembre o acidente
O acidente envolvendo a empresa aérea Voepass ocorreu em Vinhedo (SP), no dia 9 de agosto de 2024. O voo seguia de Cascavel (PR) para o Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) quando o ATR 72-500 caiu sobre um condomínio em Vinhedo. A aeronave explodiu após o impacto; não houve sobreviventes entre os 58 passageiros e quatro tripulantes, e nenhuma pessoa em solo ficou ferida.
A Anac confirmou que “atuou de forma permanente no acompanhamento da assistência às famílias das vítimas e prestou todas as informações necessárias tempestivamente ao Cenipa e aos demais órgãos competentes” após o ocorrido.
Em 11 de março de 2025, a Agência suspendeu as operações da empresa e, em 24 de junho de 2025, cassou o Certificado de Operador Aéreo (COA) da companhia. A decisão da Anac decorreu da incapacidade da Voepass em solucionar irregularidades identificadas no curso das ações de fiscalização realizadas pela Agência.



