Brasil registra queda inédita no número de crianças com celular próprio


O comportamento dos pais brasileiros em relação ao acesso dos filhos à tecnologia está mudando. Após anos de crescimento acelerado na digitalização precoce, a proporção de crianças de até 12 anos que possuem um aparelho celular próprio registrou uma queda inédita no país. A tendência de “desconexão” dialoga diretamente com outro movimento nacional: o sucesso da implementação da lei que restringe o uso de smartphones dentro das escolas brasileiras, que já atinge 92% dos colégios de educação básica.

De acordo com dados divulgados pela Agência Brasil, o principal motivo que tem levado pais e responsáveis a adiarem a compra do primeiro celular para os filhos é a segurança. Famílias relatam preocupações que vão desde a segurança física, como o medo de assaltos e roubos nas ruas; até a segurança digital, envolvendo o acesso a conteúdos inapropriados, a exposição a golpes virtuais, o cyberbullying e o impacto severo na saúde mental dos jovens.

Especialistas apontam que a conscientização sobre os malefícios do uso imoderado de telas na infância começou a virar o jogo. Se antes o celular era visto como um instrumento essencial para que os pais pudessem monitorar os filhos fora de casa, hoje o entendimento é de que os riscos associados ao dispositivo superam os benefícios para essa faixa etária.

Ambiente escolar: restrição já alcança 92% das unidades

A transformação nos hábitos domésticos encontra eco nas diretrizes rigorosas estabelecidas no ecossistema de ensino. Passado o primeiro ciclo da sanção federal que limita dispositivos móveis a finalidades exclusivamente didáticas na educação básica, os indicadores apontam uma convergência nacional para a nova norma.

Gestores e professores celebram os avanços no aprendizado e no convívio social trazidos pela medida, conforme apontam os dados mais recentes da Agência Brasil.

Aproximadamente 95% dos diretores observaram um salto relevante no nível de atenção dos alunos em sala.

Para 97% dos entrevistados, o engajamento estudantil nas tarefas sugeridas apresentou crescimento.

A convivência física foi impactada positivamente em 95% das unidades, com o resgate do diálogo e da interação direta nos recreios.

A atmosfera escolar também avançou em segurança: 88% dos gestores vinculam a proibição à queda de atritos e episódios de violência digital, como o cyberbullying, antes potencializados por chats em tempo real. Além disso, registrou-se um alívio expressivo no quadro de ansiedade entre os jovens.



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