Café sobe 12,3% em Nova York em sessão marcada por forte volatilidade

Após a forte volatilidade registrada ao longo da semana, os contratos futuros do café arábica encerraram o pregão desta quinta-feira (9) em alta na Bolsa de Nova York, recuperando parte das perdas recentes.

O contrato com vencimento em setembro avançou 12,30% e fechou cotado a US$ 3,47 por libra-peso.

O Barchart destacou que o mercado permaneceu bastante volátil após a ICA (Intercontinental Exchange) elevar, no início da semana, as exigências de margem para a negociação de contratos futuros de café. A medida reduziu a liquidez e levou diversos fundos de investimento a ajustarem suas posições, intensificando os movimentos de compra e venda e provocando oscilações expressivas nas cotações ao longo das últimas sessões.

Cacau

O contrato futuro do cacau com vencimento em setembro avançou 6,66% nesta quinta-feira (9) e encerrou o pregão cotado a US$ 6.455 por tonelada na Bolsa de Nova York.

Segundo o Barchart, os preços seguiram em forte alta, com o contrato negociado em Nova York atingindo o maior nível em seis meses, enquanto o mercado de Londres alcançou a máxima em mais de nove meses.

O movimento ganhou força após a Barry Callebaut, maior processadora de cacau do mundo, indicar uma recuperação da demanda. A empresa informou que o volume de vendas do terceiro trimestre fiscal cresceu 5,7%, marcando a primeira expansão em mais de dois anos.

Além disso, persistem as preocupações com a oferta na África Ocidental. As fortes chuvas na Costa do Marfim e em Gana têm provocado alagamentos, dificultando o transporte da produção e o acesso dos produtores às lavouras e aos portos. O excesso de umidade também aumenta o risco de doenças nos cacaueiros, como a podridão parda e a podridão negra, o que pode reduzir a produtividade e comprometer a safra.

Açúcar

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do açúcar com vencimento em outubro encerrou o pregão desta quinta-feira (9) cotado a 15,12 centavos de dólar por libra-peso, com leve alta de 0,07%.

Segundo o Barchart, os preços do açúcar tiveram comportamento misto ao longo da sessão. Um dos fatores que deu sustentação às cotações foi a valorização do real frente ao dólar. Com a moeda brasileira no maior patamar em cerca de três semanas, os produtores tendem a reduzir o ritmo das vendas externas, já que a apreciação do real diminui a competitividade das exportações brasileiras de açúcar.

Algodão

No mercado do algodão, o contrato futuro com vencimento em dezembro encerrou o pregão com leve queda de 0,05%, cotado a 80,63 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo o Barchart, os contratos futuros permaneceram pressionados ao longo da sessão, refletindo a realização de lucros e o movimento de baixa do petróleo, que também recuou nesta quinta-feira. Além disso, o índice do dólar registrou desvalorização frente a uma cesta de moedas.

Os dados semanais de vendas para exportação dos Estados Unidos trouxeram um sinal positivo para a demanda. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), as vendas da safra 2025/26 somaram 66.422 fardos, acima do volume registrado na semana anterior e quase três vezes superior ao observado no mesmo período do ano passado. Já os negócios da nova safra alcançaram 86.971 fardos, o maior volume das últimas três semanas.

Os embarques totalizaram 230.056 fardos na semana, recuperando-se da mínima de 18 semanas registrada no levantamento anterior, embora ainda tenham ficado cerca de 10% abaixo do volume embarcado no mesmo período de 2025.

Suco de laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com desvalorização de 5,46% em que o contrato fechou negociado a US1,44 por libra-peso.

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