“Cerca de 90% das demissões acontecem por falhas em soft skills, e não por falta de técnica”, destaca Leandro Carra


Em uma palestra marcada por reflexões sobre o futuro do trabalho em tecnologia, o CTO da Sportbridge, Leandro Carra, conduziu o encerramento da SoftWeek 2025 com uma mensagem clara: a construção de uma carreira sólida em T.I. depende tanto de conhecimento técnico quanto de maturidade emocional e propósito. O evento, realizado no Auditório do Bloco 01 da UNIGRAN, reuniu acadêmicos, professores e profissionais da área para discutir as novas demandas do mercado impulsionadas pela Inteligência Artificial.

A SoftWeek 2025, promovida pelo curso de Engenharia de Software da UNIGRAN, trouxe quatro dias de intensa programação voltada à atualização tecnológica e à inserção profissional dos estudantes. Encerrando as atividades, Leandro Carra apresentou a palestra ‘Emprego na área de T.I.’, abordando as transformações do mercado e o papel decisivo das soft skills na trajetória dos novos profissionais.

Com mais de 15 anos de experiência em tecnologia e liderança de equipes multidisciplinares, o diretor compartilhou sua visão sobre os impactos da Inteligência Artificial nas carreiras da área. “Muitas empresas acreditam que a IA virá para substituir pessoas, mas o que está acontecendo é o oposto: ela está ampliando as oportunidades e exigindo profissionais capazes de integrá-la e supervisioná-la com pensamento crítico”, afirmou.

Durante a exposição, o palestrante destacou que a empregabilidade no setor tecnológico não depende apenas de dominar linguagens e ferramentas, mas de desenvolver comportamentos que sustentem o crescimento profissional. “Cerca de 90% das demissões acontecem por falhas em soft skills, e não por falta de técnica. A técnica abre a porta; o comportamento mantém o profissional dentro dela”, reforçou.

Leandro também projetou um cenário de evolução na Engenharia de Software para os próximos anos, impulsionado pela automação e pela colaboração entre áreas. “Veremos a IA assumindo tarefas repetitivas, enquanto os engenheiros passam a se dedicar mais a decisões arquiteturais e à entrega de valor. O futuro é multidisciplinar — engenharia, dados, design e negócios trabalharão lado a lado”, explicou.

Para inspirar os acadêmicos da UNIGRAN, ele encerrou a palestra com um conselho: “Carreira em T.I. não se constrói de um dia para o outro, mas cada passo, até os que parecem pequenos, conta. Não é preciso saber tudo — o essencial é manter a curiosidade acesa, aprender a aprender e não ter medo de recomeçar quando for preciso”.

A edição 2025 da SoftWeek contou ainda com a palestra de abertura “Automatic Inference of BGP Community Semantics”, ministrada pelo professor doutor Brivaldo Alves da Silva Jr. (UFMS), além de minicursos práticos sobre Docker, React + Firebase, Python e Montagem de Rede Local com RouterOS, totalizando mais de 40 horas de atividades.

De acordo com dados da Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais), mostra que o país forma 53 mil profissionais por ano, ante a necessidade média anual de 159 mil, o que torna eventos como a SoftWeek 2025 decisivos para aproximar a academia do mercado e estimular o desenvolvimento de competências técnicas e humanas.



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