Haddad rebate críticas à política fiscal: “Está faltando honestidade”


Já na reta final de sua participação no primeiro escalão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que deve deixar o cargo nas próximas semanas, rebateu as críticas de setores da Faria Lima e do mercado financeiro relacionadas ao suposto descontrole fiscal da atual gestão.

Em entrevista ao UOL, nesta segunda-feira (19/1), o chefe da equipe econômica assegurou que o governo Lula mantém o compromisso com a responsabilidade fiscal e o equilíbrio das contas públicas e aproveitou para comparar a situação atual da economia com o período do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Está faltando um pouco de honestidade com números. Uma coisa é a sua percepção, sua ideologia e sua visão de mundo, e outra coisa é número. Colocando tudo na conta, o Bolsonaro mandou um Orçamento para 2023 com R$ 64 bilhões de déficit, desconsiderando duas despesas por conta de emendas constitucionais. Ele aumentou o Bolsa Família de R$ 400 para R$ 600. Só que ele não colocou no Orçamento essa diferença”, criticou Haddad. “E a PEC dos Precatórios era uma PEC do Calote, permitindo pagar só em 2027. Essa PEC foi considerada inconstitucional pelo Supremo”, prosseguiu o ministro.

Segundo Haddad, “o déficit projetado para 2023, do Bolsonaro, dividido pelo PIB do ano, é superior a 1,6% do PIB”. “Esta é a conta. Quanto foi o déficit do ano passado: 0,48% do PIB, considerando todas as exceções. Nós reduzirmos, em dois anos, o déficit primário em 70%”, afirmou o ministro da Fazenda.

Haddad disse ainda que “a meta de resultado primário para este ano é ainda mais exigente do que a do ano passado, do retrasado e do primeiro ano de governo”. “Estamos subindo o sarrafo das exigências”, afirmou o ministro.

Falando em tom de balanço de seus três anos à frente do Ministério da Fazenda, Fernando Haddad disse estar “muito convencido” de que o plano que apresentou a Lula ainda em 2022, antes do início do governo, “foi entregue”. “Não mudei a rota. Tive derrotas e vitórias? Sim. Você não vai ganhar tudo no Congresso, no Judiciário e na Casa Civil. Mas o que eu entreguei é muito próximo daquilo que eu imaginava ser possível”, concluiu.



Veja matéria completa!

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.