Minerva prioriza redução da dívida e limita dividendos a 25% do lucro

A Minerva Foods informou nesta segunda-feira (31) que pretende usar a geração de caixa para reduzir o endividamento e a alavancagem da companhia, atualmente em 2,9 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda (Lucros Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização).

A estratégia foi detalhada pela empresa após questionamentos da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) sobre declarações feitas durante o Financial Day da companhia.

Segundo a Minerva, a estratégia de desalavancagem deve incluir disciplina financeira no pagamento de proventos e a expectativa da administração é que, até que a alavancagem seja reduzida a níveis considerados adequados, as distribuições aos acionistas se limitem a 25% do lucro líquido anual ajustado, sujeitas às deliberações dos órgãos competentes.

A companhia ressaltou que esse percentual está de acordo com a legislação societária, o Estatuto Social e a Política de Destinação de Resultados. Pelas regras da empresa, o dividendo mínimo obrigatório corresponde a 25% do lucro líquido anual ajustado nos exercícios em que o índice de alavancagem estiver acima de 2,5 vezes.

A companhia afirmou ainda que vem adotando medidas para melhorar o perfil de sua dívida. Desde o início de 2026, a empresa recomprou e cancelou mais de R$ 1,2 bilhão em títulos de dívida, os chamados Bonds, no mercado secundário.

A companhia encerrou o segundo trimestre com alavancagem líquida de 2,9 vezes dívida líquida sobre Ebitda dos últimos 12 meses. Segundo a Minerva, o resultado ocorreu mesmo diante da volatilidade dos mercados e de investimentos em capital de giro realizados no primeiro semestre.

A empresa também destacou que uma eventual recuperação da demanda por carne bovina na China e nos Estados Unidos pode ampliar a geração de caixa livre até o fim de 2026. A Minerva, no entanto, reforçou que essa possibilidade não representa uma projeção de resultados.

De acordo com a companhia, os comentários feitos no Financial Day trataram da viabilidade e dos objetivos da estratégia de redução da alavancagem no curto e médio prazo, além dos possíveis impactos do cenário macroeconômico sobre os negócios.

A Minerva afirmou que, diante da volatilidade do ambiente econômico, os objetivos de desalavancagem poderão ser reavaliados e ajustados ao longo do tempo.

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