A Polícia Penal de Mato Grosso do Sul e a Força Penal Nacional frustraram nove tentativas de entrega de drogas e celulares por meio de drones em duas penitenciárias de segurança máxima do estado. Segundo apuração do analista de segurança pública Elijonas Maia, as ações ocorreram ao longo da semana passada.
“Na terça-feira (25), na quinta-feira (27) e também ontem (domingo, 30)”, detalhou o analista durante o CNN Novo Dia desta segunda-feira (31).
Segundo Elijonas, as unidades prisionais onde houve as tentativas frustradas de envio de drogas foram a Penitenciária Estadual Jair Ferreira de Carvalho e a Penitenciária Estadual de Dourados, ambas localizadas em Mato Grosso do Sul.
Por meio do circuito interno de segurança das penitenciárias, agentes identificaram que drones estavam sobrevoando as unidades durante a madrugada. A estratégia dos criminosos consistia em fazer os materiais ilícitos caírem dentro das prisões para que os detentos tivessem acesso a eles.
Em ao menos um dos casos, policiais rastrearam um drone até sua base de operação, localizada em uma área rural de Dourados. No local, dois indivíduos foram encontrados controlando o equipamento.
“Eles confessaram que iriam de fato colocar drogas dentro de um presídio e receberiam dinheiro para isso. Um deles fugiu, e o outro foi preso”, relatou o analista.
No total, foram apreendidos um drone, dez celulares, carregadores e maconha. Somente na ação mais recente, feita no domingo, quatro celulares e carregadores foram recolhidos.
Motivações por trás do esquema
Elijonas explicou a lógica por trás do envio de drogas e celulares para o interior dos presídios: “A droga acaba virando uma moeda de troca para quem está preso, e o celular é usado para a organização de crimes fora da prisão.”
As operações de interceptação fazem parte de um esforço conjunto de combate ao crime organizado e de bloqueio à comunicação entre presos e o mundo externo.
A Força Penal Nacional, responsável pela operação, atua na segurança do sistema penitenciário e é composta pela Polícia Penal Estadual em conjunto com a Polícia Penal Federal, coordenada a partir de Brasília.



