Moradores da Colônia Fortuna Guazú na zona rural de Zanja Pytã, Departamento de Amambay, estão em estado de alerta após o registro de uma onça parda circulando nas proximidades de residências. O avistamento do felino de grande porte, capturado por câmeras de monitoramento, espalhou preocupação entre as famílias da comunidade rural.
A denúncia partiu de uma moradora local que, ao revisar imagens de segurança, identificou o animal caminhando a poucos metros de sua casa. O aspecto do felino coincide com o do Jaguareté, espécie emblemática da fauna sul-americana, mas que representa um risco potencial tanto para seres humanos quanto para animais domésticos e gado de pequeno porte.
“É preocupante saber que o animal está solto e tão perto de nossas casas. Precisamos de uma solução urgente e orientação sobre como agir”, relatou a moradora em mensagem enviada às autoridades locais, buscando apoio para a remoção ou manejo do animal.
Especialistas apontam que a presença desses predadores de topo em áreas habitadas, embora incomum, tem se tornado mais frequente devido à perda acelerada de habitat e ao desmatamento na região de Amambay. Com menos espaço e presas naturais reduzidas, os felinos acabam se aproximando de assentamentos humanos em busca de alimento.
Diante da situação, a orientação é que os moradores evitem qualquer tentativa de captura ou confronto com o animal, o que pode provocar ataques defensivos.
No Paraguai, a instituição responsável pelo manejo de fauna silvestre é o MADES (Ministério de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável). Devido à proximidade com a linha de fronteira, autoridades brasileiras, como a PMA (Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul), também costumam ser monitoradas caso o animal realize o cruzamento para o território brasileiro.
A comunidade aguarda agora uma intervenção técnica para garantir a segurança dos moradores e a proteção da espécie, que é protegida por leis ambientais rigorosas em ambos os países.
No Paraguai o contato principal para crimes ou incidentes ambientais é o MADES através do portal oficial ou da Direção de Proteção e Conservação da Biodiversidade. Se houver risco iminente à vida, a Polícia Nacional também deve ser acionada para isolar a área.



