A prisão em flagrante de tráfico do Policial Penal Antônio Fernando Martins da Silva, comandante da tropa de elite do sistema penitenciário estadual, o COPE, pode ainda levar a mais informações sobre o narcotráfico em Mato Grosso do Sul. As informações ainda são mínimas ou pulverizadas, além de ainda não haver pronunciamento oficial da Polícia Civil, Agepen ou Sejusp. Até então, a informação oficial é de que o policial penal foi preso transportando 300 quilos de cocaína em uma viatura da unidade que chefiava. Não está esclarecido ainda, quem seriam os dois homens trajando uniforme da Polícia Penal acompanhando Antônio Fernando, mas que não seriam agentes da instituição.
Não foram identificados os “falsos policiais penais” ou informado se seriam agentes externos brasileiros ou não, infiltrados no esquema de transporte para facilitação da apreensão da grande quantidade de droga. O histórico de grandes apreensões de cocaína entre Corumbá e Campo Grande, inclusive em aeroporto (Teruel), também tiveram “presos” desconhecidos ou que “fugiram” na operação, mas eram agentes do DEA atuando no caso, com a retaguarda da Polícia Federal.
Nesse episódio a operação é liderada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), investigando organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas no estado. Para a Polícia Civil, o servidor é suspeito de usar a função e a viatura oficial para transportar drogas a mando do grupo criminoso, prática classificada pelos investigadores como “frete seguro”. Uma modalidade criminosa que já prendeu policiais da fronteira com o Paraguai.
A operação coordenada pela Denar, contou com apoio da Polícia Penal, através da Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário (GISP), que auxiliou no compartilhamento de informações durante as apurações. A informação oficial fala na prisão em flagrante do policial penal acompanhado de dois falsos policiais que trajavam o uniforme da instituição, o que em tese seriam três autuados em flagrante, mas anunciam que foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande e Corumbá. Apoiaram a operação, equipes do Garras, 1ª Delegacia de Polícia de Corumbá e da Delegacia de Polícia de Ladário. O policial penal teve sua dispensa publicada no Diário Oficial do Estado, nesta sexta-feira (20), destacando que a decisão vale desde o dia da prisão.



