Redução das tarifas dos EUA pode melhorar ‘clima’ no setor pecuário, diz Cepea



A redução das tarifas impostas pelos Estados Unidos contra os produtos do Brasil, anunciada na última sexta-feira (14), deve “melhorar o clima” do setor pecuário. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). De acordo com os pesquisadores, o recuo vem em boa hora, especialmente após as ligeiras quedas registradas no preço do boi gordo durante a semana passada.

Na prática, as alíquotas passam de 50% para 40%, representando uma queda de apenas 10% para as exportações brasileiras de carne bovina. Contudo, a redução não deve alterar o volume embarcado pelo Brasil, que já está em patamar recorde.

“Os exportadores brasileiros conseguiram diversificar as vendas. Com esse recuo dos EUA a tendência é que os embarques ganhem reforço, mas sem esquecer que as tarifas ainda continuam em 40%, o que é bastante. Veremos, a partir de hoje, como o mercado de fato vai reagir”, diz o centro de estudos.

Maior apetite dos EUA e da China

Na análise, os pesquisadores do Cepea ressaltam que a mudança de postura por parte do governo dos Estados Unidos acontece, principalmente, porque a comida na mesa do norte-americano está ficando mais cara. “Em outubro, os Estados Unidos já tinham elevado em 31% o volume de carne bovina comprada do Brasil em relação a setembro. Com isso, voltaram para a posição do segundo maior importador.”

Mesmo assim, esse mercado representou apenas 3,7% da carne brasileira exportada no mês passado. A China, por outro lado, foi responsável por comprar 53% da nossa proteína.

E a arroba do boi gordo?

Sobre os impactos na arroba do boi gordo, o Cepea afirma que a redução das tarifas pode fazer os preços retornarem a trajetória de alta observada anteriormente. Os efeitos, porém, deverão ser acompanhados dia a dia.

Os pesquisadores lembram que no acumulado da primeira quinzena de novembro, o preço médio do boi registrou queda em praças como Rondônia e Mato Grosso do Sul. Já em outras regiões, como o norte de Minas Gerais, Triângulo Mineiro e o noroeste do Paraná, as cotações apresentaram altas de quase 3% na comparação com o final de outubro. Goiás teve o maior aumento, cerca de 4%.



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