Saúde confirma caso de Gripe K em Ponta Porã


A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul confirmou, nesta semana, que um dos casos da chamada gripe K foi detectado em Ponta Porã. A informação consta no boletim epidemiológico divulgado pelo órgão, que também identificou outros dois registros da variante do vírus influenza A (subclado K da H3N2) no estado — em Campo Grande e Nioaque — totalizando três casos confirmados em Mato Grosso do Sul até o momento. Esses casos não têm histórico de viagem internacional ou contato com viajantes, reforçando o monitoramento local pela vigilância epidemiológico.

Em pronunciamento neste final de semana, o prefeito Eduardo Campos (PSDB) tranquilizou os moradores de Ponta Porã e afirmou que o caso está sendo acompanhado de perto pelas autoridades de saúde municipais e estaduais. O gestor reforçou a importância de a população manter a calma, seguir as orientações das equipes de saúde e, sobretudo, evitar aglomerações, especialmente em ambientes fechados. Segundo Campo, estas medidas ajudam a reduzir o risco de transmissão de vírus respiratórios em circulação.

O que é a gripe K e como se transmite
A chamada gripe K é uma variação genética do vírus influenza A, subtipo H3N2, conhecida tecnicamente como subclado K. Trata-se de uma ramificação do vírus da influenza, com sintomas semelhantes aos da gripe comum, como febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo, cansaço, congestão nasal e coriza. Em grupos mais vulneráveis — como crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas — o quadro pode se agravar e exigir acompanhamento médico mais atento.

A transmissão ocorre de forma similar à de outras gripes: pelas gotículas respiratórias expelidas quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala, além do contato direto com superfícies contaminadas seguido de toque no rosto. Por isso, medidas básicas de higiene e etiqueta respiratória são essenciais para reduzir a propagação da doença.

Prevenção e recomendações de saúde
As autoridades de saúde reforçam que a vacinação anual contra a influenza, disponível pelo SUS, continua sendo a principal estratégia de prevenção contra as formas graves da gripe, inclusive aquelas causadas pelo vírus H3N2 e suas variações, como a gripe K. Mesmo que a eficácia vacinal possa variar conforme a cepa em circulação, a proteção reduz significativamente hospitalizações e complicações graves.

Além da vacina, medidas simples podem ajudar a interromper a transmissão:
• Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou usar álcool em gel.
• Evitar tocar olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
• Cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar, usando o antebraço ou lenço descartável.
• Manter ambientes bem ventilados e evitar aglomerações desnecessárias.
• Procurar atendimento médico se houver sintomas persistentes ou agravamento, como dificuldade para respirar.

Situação em Mato Grosso do Sul e no Brasil
No contexto nacional, o Ministério da Saúde confirmou quatro casos da gripe K no Brasil, sendo três no Mato Grosso do Sul e um no Pará associado a viagem internacional. Até o momento, não há indícios de transmissão comunitária ampla dessa variante no país, mas a Vigilância em Saúde segue monitorando a circulação viral e emitindo alertas aos serviços de saúde.
Em Mato Grosso do Sul, as equipes de vigilância epidemiológica reforçaram a importância de notificação de casos suspeitos e a continuidade da vacinação anual contra a influenza como medidas-chave para proteger a população, especialmente neste período em que infecções respiratórias tendem a aumentar.



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