Senasp abre inscrições para especialização em crimes ambientais e proteção indígena


A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), abriu inscrições para a 3ª edição da Especialização em Enfrentamento aos Crimes Ambientais e Proteção dos Povos Indígenas. A iniciativa, promovida pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), oferece 225 vagas destinadas a profissionais de segurança pública de todo o Brasil. O curso será realizado na modalidade de Educação a Distância (EaD), com início previsto para abril de 2026, e integra as ações da Rede Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública (Renaesp).

As inscrições estão abertas até 1º de fevereiro de 2026 e devem ser realizadas exclusivamente pelo portal da UFGD. Do total de vagas, 20% são reservadas para pessoas negras, indígenas e com deficiência, alinhando-se às diretrizes de equidade e diversidade da Senasp. Podem se candidatar profissionais da ativa das Polícias Militar, Civil, Rodoviária Federal, Penal Federal e Estadual, Corpo de Bombeiros Militar, Guardas Civis Municipais e Polícia Técnico-Científica.

O programa visa promover uma reflexão crítica sobre crimes ambientais e violências contra povos indígenas e seus territórios, abrangendo contextos locais, regionais, nacionais e internacionais, com ênfase em áreas de fronteira. Os participantes terão acesso a conteúdos teóricos e práticos para aprimorar intervenções na proteção ambiental e dos direitos indígenas, fortalecendo a atuação do Estado nessas áreas sensíveis.

Para o secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, a formação é essencial para enfrentar desafios contemporâneos. “O enfrentamento aos crimes ambientais e a proteção dos povos indígenas exigem profissionais capacitados, com visão interdisciplinar e compromisso com os direitos humanos. Ao investir em formação especializada, a Senasp fortalece a atuação do Estado em áreas sensíveis e estratégicas para o País”, afirmou.

A diretora de Ensino e Pesquisa da Senasp, Michele dos Ramos, destacou a integração do curso com ações mais amplas de qualificação. “O curso oferece subsídios teóricos e práticos para o desenvolvimento de novas estratégias de atuação, respeita os princípios do Estado Democrático de Direito e promove uma segurança pública mais eficiente, inclusiva e sensível às especificidades territoriais e culturais”, ressaltou.

Essa especialização faz parte de uma política mais ampla de fortalecimento da formação continuada no Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Em 2025, a Senasp capacitou 189.762 profissionais, com investimento de R$ 14,6 milhões em modalidades presenciais e a distância, além de R$ 45,6 milhões via Projeto Bolsa-Formação para 50.773 matriculados. No mesmo ano, foram contratadas 1.365 vagas em pós-graduações lato sensu, com R$ 6 milhões investidos em áreas estratégicas como inteligência e proteção a vulneráveis.

*Com informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública



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