As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos impactaram os contratos futuros dos grãos na sessão desta terça-feira (02) na bolsa de Chicago.
O contrato para entrega em julho fechou o dia negociado em US$ 11,6525 por bushel e teve uma queda de 1,31%.
De acordo com o levantamento do Tranding View, os contratos recuaram para a mínimas de dois meses nesta sessão.
O Trandind View também reportou que o mercado também acompanha as oscilações nos preços do petróleo bruto durante o conflito entre os EUA e Israel com o Irã, em parte porque algumas culturas são usadas para produzir biocombustíveis.
Em entrevista à Reuters Internacional, analistas da CM Navigator afirmaram que a tendência divergente pode ser de curta duração. “Se o preço do petróleo continuar subindo, isso acabará elevando também os preços agrícolas, como já aconteceu muitas vezes antes”, disseram em nota à Reuters.
Milho
O contrato futuro para entrega julho do milho finalizou a sessão com desvalorização de 0,79% na Bolsa de Chicago, em que ficou cotado em US$ 4,4050 por bushel.
De acordo com Trading View, o mercado fechou em baixa liquidando posições compradas. “Os contratos futuros de milho atingiram seu ponto mais baixo desde o início de fevereiro devido à liquidação de fundos e vendas técnicas”, informou.
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou que, até domingo, 67% do milho estava em boas a excelentes condições nos Estados Unidos, uma queda em relação aos 69% registrados um ano antes.
Já no Brasil, o percentual colhido da segunda safra de milho no Centro-Sul do Brasil chegou em 2,4% até a última quinta-feira isso representa um aumento em relação aos 0,9% da semana anterior e acima dos 1,3% registrados no ano anterior.
Trigo
Na bolsa de Chicago, o contrato para entrega em julho registrou queda 0,94% e fechou o dia precificado em US$ 6,0300 por bushel.
Segundo análise da Granar, a pressão sobre as cotações foi ampliada pela continuidade da liquidação de posições por fundos de investimento, em um cenário marcado pelo avanço da colheita do trigo de inverno nos Estados Unidos e pela proximidade do início dos trabalhos de campo em outras regiões produtoras do Hemisfério Norte.
Dados divulgados pelo USDA mostram que a colheita do trigo de inverno alcançou 5% da área cultivada, acima dos 3% registrados no mesmo período do ano passado, da média de cinco anos, também de 3%, e da expectativa de mercado, que apontava para 4%.
Por outro lado, o USDA manteve em 26% a parcela das lavouras classificadas entre boas e excelentes. Apesar da estabilidade em relação à semana anterior, o índice segue bem abaixo dos 52% observados no mesmo período de 2025, refletindo as dificuldades enfrentadas pela safra atual.



