Os contratos futuros da soja encerraram a sessão desta sexta-feira (31) em leve queda na Bolsa de Chicago, pressionados pelo movimento de venda de fundos de investimento e pela previsão de chuvas nas principais áreas produtoras dos Estados Unidos.
O contrato com vencimento em novembro recuou 0,11%, fechando o pregão cotado a US$ 11,87 por bushel.
Segundo análise da Granar, a liquidação de posições por grandes fundos marcou o encerramento do mês de julho e contribuiu para a desvalorização da commodity.
Além do movimento técnico, o mercado reagiu à previsão de chuvas em Iowa e Illinois, os dois maiores estados produtores de grãos dos Estados Unidos. As precipitações devem avançar para outras áreas do cinturão agrícola entre o fim de semana, elevando a umidade do solo e favorecendo o desenvolvimento das lavouras.
A melhora nas perspectivas para a safra norte-americana reforçou o viés baixista das cotações ao longo da sessão, limitando o interesse comprador no mercado futuro.
Milho
Os contratos futuros do milho encerraram o dia em queda na Bolsa de Chicago, pressionados pelo movimento de venda de fundos de investimento e pela melhora das condições climáticas nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos.
O contrato com vencimento em dezembro recuou 0,96%, fechando o pregão cotado a US$ 4,64 por bushel.
Segundo análise da Granar, além da atuação dos fundos, a previsão de chuvas para o cinturão produtor norte-americano reforçou a expectativa de boas condições para o desenvolvimento das lavouras de milho e soja, aumentando a pressão sobre os preços.
A consultoria ressalta, no entanto, que o mercado ignorou fatores que poderiam oferecer suporte às cotações. Entre eles, estão as perdas provocadas pelo clima adverso na União Europeia. Na França, a FranceAgriMer reduziu de 38% para 34% a classificação das lavouras de milho em condições boas ou muito boas, bem abaixo dos 69% registrados no mesmo período do ano passado.
Além disso, a Comissão Europeia revisou para baixo sua estimativa de produção de milho do bloco na safra 2027/28, reduzindo a projeção de 59,9 milhões para 51,9 milhões de toneladas. A revisão reflete os impactos do estresse hídrico sobre as lavouras durante fases críticas do desenvolvimento da cultura.
Trigo
Os contratos futuros do trigo encerraram a sessão em queda na Bolsa de Chicago, mesmo diante das incertezas relacionadas ao fluxo de exportações na região do Mar Negro.
O contrato com vencimento em setembro recuou 3,65%, fechando o pregão cotado a US$ 6,39 por bushel.
Segundo análise da Granar, a desvalorização foi impulsionada principalmente por fatores técnicos e pela atuação de investidores especulativos, que prevaleceram sobre os fundamentos do mercado agrícola.
A consultoria destaca que o cenário geopolítico continua trazendo incertezas para o comércio global de trigo. Os confrontos entre Rússia e Ucrânia seguem afetando a logística de exportação dos dois países, com ataques direcionados à infraestrutura de transporte de grãos e combustíveis, o que mantém o risco de interrupções nos embarques pelo Mar Negro.
Apesar desse contexto, o mercado priorizou movimentos técnicos de realização de lucros e ajustes de posições, pressionando as cotações da commodity ao longo da sessão.



