Uma barcaça com mil toneladas de minério afundou na manhã deste sábado (31) no rio Paraguai, na região do Porto Gregório Curvo, em Corumbá, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Não houve feridos.
Nas imagens, é possível ver a embarcação naufragando rapidamente. A proa e a popa aparecem acima da água, enquanto o meio está submerso.
Veja vídeo:
Em nota, a Marinha informou, por meio da CFPN (Capitania Fluvial do Pantanal), que já identificou a embarcação e instaurou um IAFN (Inquérito Administrativo Sobre Acidentes e Fatos da Navegação) para apurar as circunstâncias, causas e possíveis responsáveis pelo ocorrido.
Ainda de acordo com o órgão, no momento não é possível antecipar conclusões. A Marinha afirmou que acompanha a situação para garantir a navegabilidade na região e a prevenção de poluição ambiental.
Possível impacto ambiental
O MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima) informou que, de acordo com as informações preliminares recebidas pelo Ibama, a embarcação transportava aproximadamente mil toneladas de minério e há relato de vazamento no rio Paraguai.
A pasta informou que solicitou à empresa proprietária da barcaça informações sobre as medidas adotadas, incluindo o acionamento do Plano de Contingência para Incidentes.
Além disso, o ministério busca junto ao Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), responsável pelo licenciamento ambiental do empreendimento, esclarecimentos sobre as providências de acompanhamento e fiscalização do caso.
O Ibama informou que até o momento não há informações consolidadas sobre a extensão de eventuais impactos ambientais.
O que diz a empresa
A empresa apontada como responsável pela embarcação é a LHG Mining, que atua na região de Mato Grosso do Sul na extração de minério de ferro de alto teor (Lump High Grade) e manganês.
Em nota, a LHG declarou que a barcaça que afundou é de um armador parceiro, e que colabora com as autoridades na investigação dos fatos, bem como na adoção das providências cabíveis.
Não houve nenhuma vítima ou ferido no ocorrido, segundo a mineradora, que também investiga as causas do naufrágio.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo



