Adolescente de 17 anos que, segundo a PC (Polícia Civil), seria mãe do recém-nascido encontrado morto dentro de uma lixeira, em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai, afirmou que não sabia que estava grávida e que o bebê já nasceu morto.
A versão apresentada pela menor foi dada por meio da defesa, representada pelo advogado Paulo Belarmino de Paula Júnior.
A investigação passou a tratar o caso como infanticídio, já que de acordo com a polícia, havia indícios que a adolescente teria matado a criança logo após o nascimento.
Conforme o advogado, a jovem relatou que sentiu fortes dores em casa e foi ao banheiro, onde entrou em trabalho de parto inesperadamente. “Ela disse que o neném nasceu morto. Quando viu a criança, entrou em desespero e não soube o que fazer”.
Depois disso, esperou os pais saírem de casa e descartou o corpo do bebê em uma lixeira.
Ainda segundo Paulo Belarmino, a jovem chegou a desconfiar que estivesse grávida, contudo, teria feito teste de farmácia, que deu negativo e, além disso, as menstruações continuaram.
O advogado também argumenta que o comportamento da adolescente após o parto demonstra que ela não estava em condições psicológicas normais no momento dos fatos. Para ele, a decisão de abandonar o bebê em uma lixeira revela desespero e falta de discernimento.
Para o advogado, não há como afirmar que houve infanticídio antes da conclusão do exame necroscópico e demais perícias.
Entenda
Na quarta-feira (23/4), um jovem procurou espontaneamente a delegacia de Ponta Porã dizendo acreditar ser o pai da criança. Ele foi ouvido pela Polícia Civil e teve qualquer participação no caso descartada.
O recém-nascido foi encontrado na madrugada de terça-feira (21/4), dentro de uma lixeira na Rua Vasco da Gama, na Vila Planalto, por trabalhadores da coleta.
A criança estava enrolada em um casaco com manchas de sangue e acionaram a polícia. Inicialmente, a investigação foi registrada como morte a esclarecer, mas depois passou a ser tratada como infanticídio.
O corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal), responsável pelos exames que devem apontar se o bebê nasceu com vida ou sem sinais vitais.



