Soja recua em Chicago com atenção ao relatório do USDA e à China

Na Bolsa de Chicago,o contrato futuro de soja para entrega em julho recuou 0,81% e encerrou o pregão cotado a US$ 11,9975 por bushel na sessão desta quarta-feira (20).

Os futuros do complexo soja operaram em forte queda ao longo do dia, com vencimentos recuando mais de 1%, acompanhando o enfraquecimento generalizado das commodities no mercado internacional.

A Agrinvest destacou que o movimento também reflete as especulações em torno de um possível avanço nas negociações para a redução das tensões no Oriente Médio, o que influencia o comportamento dos preços de energia e, consequentemente, das commodities agrícolas.

No radar dos investidores, o mercado aguarda a divulgação, amanhã, dos dados semanais de vendas para exportação pelo USDA  (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), indicador importante para a demanda externa da soja americana.

Nos próximos dias, a atenção também deve se voltar para as movimentações da China na compra da nova safra dos Estados Unidos, especialmente via região do Pacífico Noroeste, onde a logística pode tornar a soja americana mais competitiva para o comprador asiático.

Milho

O contrato futuro de milho para entrega em julho encerrou a sessão desta quarta-feira em queda de 2,00% na Bolsa de Chicago, cotado a US$ 4,6575 por bushel.

O movimento de baixa se destacou entre os grãos, com o vencimento julho/26 registrando recuo ao longo do pregão, acompanhando a pressão generalizada sobre as commodities agrícolas.

No mercado norte-americano, os dados divulgados pela EIA mostraram que a produção total de etanol atingiu 1,111 milhão de barris por dia na semana encerrada em 15 de maio. O volume representa alta de 29 mil barris por dia em relação à semana anterior e avanço de 75 mil barris por dia na comparação anual.

Já os estoques de etanol apresentaram leve aumento de 5 mil barris, totalizando 24,875 milhões de barris, indicando equilíbrio entre produção e consumo no período.

Os números seguem no radar do mercado, já que a demanda por milho para produção de etanol nos Estados Unidos é um dos principais fatores de sustentação dos preços do cereal na Bolsa de Chicago.

Trigo

O contrato futuro de trigo para entrega em julho registrou queda de 1,01% e encerrou o pregão cotado a US$ 6,6050 por bushel.

A Granar destacou que o cereal acompanhou a tendência de baixa dos demais grãos e fechou o dia em desvalorização nos mercados norte-americanos. Um dos principais fatores de pressão foi a realização de lucros por investidores, diante da ausência de novas notícias sobre compras em larga escala de produtos agrícolas pelos Estados Unidos por parte da China.

O mercado vinha monitorando expectativas de demanda adicional, o que acabou não se confirmando no pregão, favorecendo movimentos de venda e ajuste de posições.

No cenário geopolítico, após sua agenda com o ex-presidente Donald Trump, o presidente chinês Xi Jinping esteve em Moscou, onde se encontrou com o presidente russo Vladimir Putin. Embora não tenham sido anunciados novos acordos comerciais agrícolas, a declaração oficial da cúpula destacou a “importância do comércio agrícola entre a Rússia e a China”, mantendo o setor no radar dos investidores.

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