Na sessão desta terça-feira (21), os contratos futuros da soja encerraram o dia em queda na Bolsa de Chicago. O vencimento para novembro recuou 0,29%, fechando cotado a US$ 12,22 por bushel.
O mercado segue acompanhando de perto o desenvolvimento da safra norte-americana. Segundo o relatório progresso de safra, do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), até o último domingo (19), 66% das lavouras de soja haviam atingido a fase de floração, acima da média de 60% para o período nos últimos cinco anos.
Além disso, 32% das áreas já estavam na etapa de formação de vagens, também acima da média histórica de 24%. O avanço indica que a safra evolui em ritmo acelerado e entra em fases decisivas para a definição do potencial produtivo.
Em relação às condições das lavouras, o USDA classificou 66% da safra como boa ou excelente, 26% como regular e 8% como ruim ou muito ruim, mantendo um cenário considerado favorável.
Apesar do quadro positivo, o mercado permanece atento às previsões meteorológicas. Com a soja nas fases de floração e enchimento de vagens, qualquer mudança nas condições climáticas pode afetar o potencial de produtividade da safra. Por isso, os investidores seguem monitorando a evolução do clima no Meio-Oeste dos Estados Unidos, fator que deve continuar ditando o comportamento das cotações em Chicago nas próximas semanas.
Milho
No mercado do milho, os contratos futuros encerraram o dia em alta e o vencimento para dezembro avançou 0,48%, fechando cotado a US$ 4,75 por bushel.
O USDA destacou que 59% das lavouras de milho nos principais estados produtores já haviam alcançado a fase de polinização até o último domingo (19), desempenho acima da média de cinco anos, de 54%.
O levantamento também mostrou que 13% da safra já entrou na fase de grão leitoso, superando a média histórica de 11% para o período. O avanço confirma o bom ritmo de desenvolvimento das lavouras.
Em relação às condições das plantações, o USDA classificou 67% da safra como boa ou excelente, enquanto 24% foi considerada regular e 9% recebeu avaliação de ruim ou muito ruim.
Embora os indicadores permaneçam favoráveis, o mercado continua atento às condições climáticas. A fase de polinização é considerada decisiva para a definição da produtividade do milho, e qualquer mudança no clima das próximas semanas poderá influenciar o potencial da safra e o comportamento dos preços em Chicago.
Trigo
Os contratos futuros do trigo encerraram a sessão em alta na Bolsa de Chicago. O vencimento para setembro avançou 0,59%, fechando cotado a US$ 6,78 por bushel.
O mercado continua operando com forte volatilidade, mas os fundamentos seguem dando sustentação às cotações. Segundo análise da Agrinvest, as preocupações com a oferta global permanecem no radar dos investidores.
Na Rússia, os preços de exportação no mercado FOB avançaram na última semana, refletindo o aumento dos riscos logísticos no Mar Negro e as dificuldades de navegação na região, um dos principais corredores de exportação de grãos do mundo.
Além disso, a consultoria SovEcon reduziu sua estimativa para a safra russa de trigo de 88,9 milhões para 88,3 milhões de toneladas, citando a piora das condições das lavouras no sul do país e uma menor área cultivada com trigo de primavera.
Na Europa, a produção também preocupa. Na França, as altas temperaturas registradas desde maio reduziram o potencial produtivo das lavouras, reforçando o cenário de incerteza sobre a oferta global e contribuindo para a valorização dos contratos futuros.



