Os futuros da soja encerraram a semana em alta na Bolsa de Chicago, com os contratos setembro e novembro acumulando ganhos semanais de 4,01% e 3,94%, respectivamente.
Nesta sexta-feira (21), o vencimento novembro subiu 0,24%, para US$ 12,395 por bushel.
De acordo com as informações da Agrinvest, o dia foi positivo para as cotações da soja. “O rally ganhou suporte com as leituras do Pro Farmer Crop Tour, que mostraram contagens de vagens abaixo do ano passado em vários estados”, informou a consultoria.
Além disso, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) confirmou hoje novas e significativas vendas de soja dos EUA para a safra 2026/2027 para a China, no valor de 712 mil toneladas, e para destinos ainda não definidos, no valor de 720 mil toneladas.
De acordo com as informações da Reuters, a estatal chinesa Sinograin anunciou o quinto leilão de soja em menos de um mês, ofertando 290 mil toneladas de soja importada para venda em 26 de agosto, em um movimento para liberar espaço de armazenamento para cargas provenientes dos EUA.
Milho
Já com relação ao milho, o vencimento para dezembro registrou avanço de 0,99% e negociado a US$ 5,08 por bushel.
A Granar apontou que as cotações futuras do milho em Chicago subiram acentuadamente pela segunda semana seguida, impulsionados por novas vendas nos EUA.
De acordo com a Agrinvest, os preços do milho terminaram a semana em alta diante das informações do Pro Farmer Crop Tour, levantamento que percorre áreas de cultivo nos Estados Unidos para avaliar as condições das lavouras e estimar o potencial de produção. Os dados indicaram, em várias regiões, um potencial produtivo abaixo do registrado no ano passado e das projeções do USDA.
Trigo
A interrupção no fornecimento de trigo pelo Mar Negro segue no radar das negociações em Chicago. O contrato do trigo para entrega em dezembro registrou desvalorização de 0,11% e fechou o dia precificado em US$ 6,99 por bushel.
A Datagro consultoria ressaltou que o grão encerrou o dia pressionado em movimento de realização de lucro.
Segundo as informações UkrAgroConsulting, as exportações da Ucrânia praticamente parou, enquanto as perdas de carregamentos de trigo da região desde meados de julho são estimadas em cerca de 4 milhões de toneladas.
Um equilíbrio global mais apertado proporcionou um suporte adicional, com a consultoria IGC reduzindo sua previsão de produção global de trigo cerca 4 milhões de toneladas e os estoques ficando em 275 milhões de toneladas.



