Policial é alvo da PF na BA por acessar sistema sigiloso para beneficiar deputado preso


Um policial civil foi alvo da PF, da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e do Ministério Público estadual nesta terça-feira (25) por supostamente acessar sistemas restritos de segurança para beneficiar um grupo criminoso que seria liderado pelo deputado estadual Binho Galinha (Avante), condenado a 36 anos de prisão. Os detalhes foram confirmados à Jovem Pan por uma fonte que acompanha o caso.

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao policial, na cidade de Feira de Santana, no interior da Bahia. Segundo as investigações, o investigado acessou dados pessoais e funcionais de um integrante do Judiciário e de um familiar, sem justificativa ou vínculo com apurações oficiais em andamento.

Os materiais apreendidos passarão por análise, informou a SSP-BA. As investigações prosseguem para identificar o eventual envolvimento de outras pessoas. O investigado poderá responder por crimes contra a Administração Pública e por violação de sigilo funcional.

O nome do suspeito não foi divulgado nem confirmado pela reportagem. A reportagem tenta contato com a defesa de Binho Galinha. O espaço está aberto para manifestação.

Deputado registra candidatura

Deputado Binho Galinha

Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha, foi condenado em julho a 36 anos e nove meses de prisão por crimes previstos no Estatuto do Desarmamento. As condenações dele e de outras quatro pessoas são resultado das investigações da Operação El Patrón, deflagrada em dezembro de 2023 para desarticular uma organização criminosa com atuação em Feira de Santana e cidades da região.

De acordo com a sentença em 1ª instância, Binho Galinha mantinha um expressivo arsenal distribuído em diferentes imóveis urbanos e rurais, o que contraria as normas de controle de armas. Durante as buscas realizadas na operação, foram apreendidos armamentos de uso permitido e restrito, munições, armas com numeração adulterada ou suprimida e equipamentos armazenados em locais não autorizados. A Justiça reconheceu ainda que o réu permitiu ou facilitou o acesso de um adolescente a arma de fogo.

Apesar da condenação, da qual ainda cabe recurso, o político conseguiu registrar a candidatura à reeleição. No entanto, o Ministério Público Eleitoral já pediu ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia a impugnação do registro.



Veja a Matéria Completa

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.