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RG antigo tem prazo para acabar; veja como emitir a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN)


Chamado oficialmente de Carteira de Identidade Nacional (CIN), é o novo documento que substitui o antigo RG e já trouxe algumas mudanças. A principal diferença é que, agora, o CPF passa a ser um número único de identificação na versão digital e nas novas emissão.

O objetivo da mudança é unificar, modernizar e aumentar a segurança dos documentos de identidade contra fraudes e a confiabilidade da identificação civil.

De acordo com o Decreto Federal nº 10.977/2022, o antigo modelo de carteira de identidade permanece válido em todo o território nacional até o dia 28 de fevereiro de 2032. A partir de 1º de março de 2032, a utilização da nova CIN passará a ser obrigatória.

Isso significa que a população não precisa realizar a troca imediata do documento. A substituição está sendo feita de forma gradual, permitindo que os cidadãos façam a atualização sem pressa e evitando sobrecarga nos sistemas de emissão.

Segundo a legislação atual, os prazos de validade da nova CIN variam conforme a faixa etária:

  • 5 anos para crianças de até 11 anos;
  • 10 anos para pessoas entre 12 e 59 anos;
  • validade indeterminada para pessoas com 60 anos ou mais.

Documentos necessários para emitir o novo RG

A lista pode variar levemente de estado para estado, mas os documentos básicos são quase os mesmos em todo o Brasil. Veja os principais:

  • Certidão de nascimento (para solteiros) ou certidão de casamento (para casados, divorciados ou viúvos);
  • CPF regularizado;
  • Comprovante de residência atualizado (pode ser exigido em alguns estados);
  • Documentação adicional, se desejar incluir informações opcionais como:
  • Nome social;
  • Indicação de deficiência;
  • Tipos sanguíneo e fator RH;
  • Número da CNH, título de eleitor, etc.

A CIN já está disponível para solicitação. É possível solicitá-la pelo no portal do Poupatempo (em São Paulo) ou o site oficial do Instituto de Identificação do seu estado.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix



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Justiça do Rio decreta falência da Oi pela segunda vez


A 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta terça-feira (25), a falência da empresa de telefonia Oi. Os desembargadores foram unânimes ao negar recursos dos bancos credores Bradesco e Itaú e reconheceram, pela segunda vez em menos de um ano, que a companhia quebrou.

Em novembro de 2025, a falência da Oi já havia sido decretada após o primeiro processo de recuperação judicial, iniciado em dezembro de 2022.

A decisão acabou sendo suspensa após os bancos credores terem recorrido, o que levou a empresa de telecomunicações ao segundo processo de recuperação judicial. Os bancos argumentavam que interromper o funcionamento da empresa poderia gerar prejuízos irrecuperáveis para credores, clientes e funcionários.

Mesmo assim, a empresa não conseguiu honrar uma dívida estimada em R$ 44 bilhões, a cerca de 164 mil credores.

A desembargadora Monica Maria Costa Di Piero destacou na decisão a importância de garantir os direitos dos trabalhadores, preservando, assim, todos os direitos constitucionais e trabalhistas.

A magistrada anunciou a contratação do advogado Bruno Rezende como administrador judicial e Adriano Pinto Machado como observador judicial, do escritório Pinto Machado Advogados, assim como o escritório Sergio Zveiter para atuarem no processo de falência da Oi.

Para o especialista em Recuperação de Tributos e Direito Bancário, Bruno Medeiros Durão, o ponto central que passa a ser discutido agora não é apenas a quebra da companhia, mas a qualidade e a disponibilidade do patrimônio que restou para sustentar o pagamento dos credores.

“A falência da Oi traz uma discussão que precisa ser acompanhada com muita atenção: não basta saber quanto a empresa deve; será preciso saber quanto patrimônio efetivamente poderá ser convertido em dinheiro, quais ativos estão livres, quais estão vinculados a garantias e quais créditos ainda podem ser recuperados. É nesse momento que começa uma verdadeira corrida jurídica pela massa patrimonial remanescente”, avalia.



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Por que freio brusco no crédito se tornou a maior ameaça para a economia


A desaceleração econômica projetada para 2027 é certa. Economistas concordam que o ambiente de juros altos deve restringir ainda mais a capacidade de pagamento das empresas e dos brasileiros, a inadimplência irá aumentar e o consumo, estagnar. Caso esta desaceleração ocorra de forma mais rápida que o recuo dos juros, o país poderá entrar em recessão e encarar um ano de aperto no bolso. 

“As coisas estão gradualmente piorando e, se tiver um ‘sudden stop’ (parada brusca) no mercado de crédito, poderemos ter uma recessão”, afirma Ivo Chermont, economista-chefe da Quantitas Asset Management. Ele explica que o mercado de crédito traduz melhor o cenário de risco em que vivemos porque reflete os desequilíbrios do endividamento, da política de crédito direcionado que tira poder da política monetária e mantém a Selic alta e do ambiente fiscal ruim que fez a dívida pública subir 12 pontos percentuais em quatro anos.

Caso a desaceleração ocorra a ponto de se tornar uma recessão, o país conviveria com um cenário de menor crédito, aumento do desemprego, inflação em alta e juros acima do ideal para a economia rodar. Atualmente, a taxa Selic está em 14%. 

Leia também: Recessão a caminho? O que fazer com seu dinheiro se o temor do mercado se confirmar

Pistas para uma recessão

Os sinais que a economia dá e que acendem o alerta para a recessão está na perda de dinamismo da atividade ainda neste ano. 

A XP reduziu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 0,5% para 0,4%. Para a gestora, o ano de 2026 ainda deve fechar com avanço de 2% no PIB, mas em 2027, o ritmo deverá ser menor, de 1% e com viés de baixa, segundo a XP. 

A agropecuária, um dos principais motores da economia, deve sofrer o baque do El Niño, o que afetará a produtividade das safras, segundo a XP.

Os estímulos fiscais, que ajudaram a segurar o consumo neste ano, devem ser reduzidos em 2027 – o mercado cobra um corte de gastos profundo para ajustar as contas do governo. Se este estímulo cair em meio a um alto endividamento e inadimplência, a desaceleração deverá ser ainda mais intensa.

“Os principais riscos que vemos para 2027 são do lado do crédito e da agropecuária”, avalia Alexandre Maluf, economista da XP. Sobre o crédito, ele destaca o elevado comprometimento de renda das famílias e a inadimplência elevada, além das menores concessões de crédito pelos bancos, “o que pode gerar uma espiral negativa”. 

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Do lado da agropecuária, a projeção da XP ainda é de avanço de 1,5% em 2027. “El Niño pode ser um risco baixista adicional, além, também, de uma contração mais acentuada no número de abates de bovinos”, afirma Maluf.

Igor Barenboim, economista-chefe da Reach Capital, destaca que o principal risco para um cenário mais negativo viria de fora do controle doméstico, com uma parada súbita de fluxos de capital, seja por uma crise de confiança em relação ao próximo governo, seja por um choque externo, como um agravamento do conflito no Oriente Médio. “Nesse caso, a depreciação cambial poderia impedir o Banco Central de cortar juros mesmo diante de um ambiente recessivo, criando um cenário mais desafiador de estagflação”, afirma.

Risco do crédito

A Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito (PTC) do Banco Central aponta a inadimplência e o comprometimento de renda como fatores para limitar o apetite dos bancos pela concessão de crédito ainda em 2026. E o balanço dos bancos do segundo trimestre comprova que as instituições estão fechando a torneira antes que o dinheiro fique na mão dos devedores.

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Em um ambiente ainda mais desafiador em 2027, a projeção é de que haja ainda menos recursos para financiar os sonhos dos brasileiros e o crescimento das empresas. 

Leia também: Efeito do juro chegou: Mercado teme crise de crédito e não descarta recessão em 2027

Chermont destaca o alto número de empresas pedindo recuperação judicial e extrajudicial como indício de que a economia não está nada bem e não deve melhorar sozinha em 2027. A Braskem anunciou nesta segunda-feira (24) que o Conselho de administração aprovou o ajuizamento do pedido de recuperação extrajudicial da companhia, uma semana depois da Casas Bahia e Marabraz entrarem em recuperação judicial.

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Ajuste fiscal inevitável 

A urgência em equilibrar as contas públicas federais é a raiz desse freio na atividade. 

Para Ricardo Rocha, economista e professor do Insper, houve uma  “voracidade no gasto público”, o que piorou a perspectiva econômica à frente. Ele cita que a projeção de juros futuros aponta uma redução na Selic, seguido de novo aumento de juros até 2028 próximo aos atuais 14%. A projeção de inflação também está elevada, na casa dos 5%. Sem corte de gastos, o governo seguiria estimulando a economia e pressionando a inflação, o que mantém o juro alto. “Qual é a combinação perversa? Juro alto, inflação alta. O que o governo deveria fazer? Reduzir drasticamente os gastos públicos”, afirma.

Em contrapartida, outras instituições projetam um pouso menos turbulento, afastando a tese de contração profunda. O Banco Daycoval projeta um avanço de 1,5% no PIB em 2027 e calcula que o governo precisará fazer um esforço de R$ 38 bilhões para cumprir o limite inferior do arcabouço fiscal, ou seja, só para ficar dentro da regra, sem fazer a economia necessária. A análise do banco aponta que, impulsionado por despesas obrigatórias de alto valor multiplicador como a Previdência, o impacto da política fiscal continuará positivo, de modo que o ajuste desacelera a economia, mas não a derruba. 

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Antonio Ricciardi, economista do Daycoval, reforça que os riscos de recessão são baixos, prevendo que mesmo em um cenário de ajuste fiscal mais severo, o PIB avançaria em torno de 1%.

Rodolpho Tobler, pesquisador do FGV/Ibre, acompanha a leitura mais cautelosa, argumentando que ainda é cedo para cravar uma recessão, pois as previsões apontam para expansão, mesmo após anos consecutivos de crescimento.

Tobler reconhece, no entanto, que a economia vai girar mais fraca dada o inevitável ajuste de contas após os impulsos fiscais recentes. “Acho que ainda não dá para falar em recessão com os dados que a gente tem visto, mas a tendência é essa”, pondera.

Como afeta o consumidor?

O freio econômico chegará rápido ao orçamento da população. O mercado de trabalho deve perder força, limitando os ganhos de massa salarial, ainda que em ritmo menor já que o emprego é a última variável a reagir às condições de aperto. Ainda assim, a proteção é de uma taxa de desemprego maior do que a de 2026 ao final do ano que vem.

Com uma economia desacelerando, a inadimplência das pessoas físicas — que já cresceu nos últimos anos e não caiu, mesmo com a renda recorde — tende a piorar substancialmente, diminuindo ainda mais o consumo. Tobler explica que os cidadãos já encontram extrema dificuldade em enxergar melhora em seus orçamentos por estarem endividados há bastante tempo, com taxas de juros elevando as dívidas, que ficam cada vez mais caras, mês a mês.

A pressão sobre o consumidor será intensificada pela dinâmica corporativa de sobrevivência. Rocha detalha que, diante do freio na atividade e da menor arrecadação, os setores produtivos precisarão subir suas margens de lucro, enquanto a alta do desemprego inibirá os reajustes salariais. 

Em um cenário com cerca de 80 milhões de pessoas devedoras no país, o professor alerta que a ausência de um forte ajuste fiscal agravará a perda de renda e trará desdobramentos ruins para o cidadão no dia a dia.



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economia

Confiança do consumidor nos EUA cai em agosto, diz Conference Board


25 Ago (Reuters) – A ⁠confiança do consumidor ⁠nos Estados Unidos caiu em ‌agosto para o nível mais baixo em sete meses uma ‌vez que as perspectivas das famílias em relação ao mercado de trabalho e à inflação se deterioraram, segundo ⁠uma ‌pesquisa divulgada nesta terça-feira.

O ⁠Conference Board informou que seu índice de confiança do consumidor caiu para 89,4 neste mês — o menor nível desde ​janeiro —, ante 90,2 em julho em dado revisado para ​baixo. Economistas consultados pela Reuters previam que o índice ficaria em 90,2, contra os 90,8 de julho ‌divulgado inicialmente.

A queda foi ​liderada por uma perda de 7,8% no índice de expectativas, compensando a ⁠primeira ​melhora na ​percepção das famílias sobre a situação atual ⁠em quatro meses.

“Os ​consumidores estavam mais pessimistas em relação às condições dos negócios ​e ao mercado de trabalho nos próximos seis ​meses”, afirmou ⁠Dana Peterson, economista-chefe do Conference Board.

Os consumidores ⁠previram que a inflação vai acelerar nos próximos 12 meses, passando de 5,6% em julho para 5,8%.



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Justiça de SP julga nesta quarta-feira (26) ação contra arranha-céus no Cidade Jardim


A Justiça de São Paulo julga nesta quarta-feira (26) uma ação que analisa a validade jurídica de novas diretrizes que são aval à verticalização intensa do bairro Cidade Jardim. O julgamento está marcado para acontecer às 13h30 e será julgado pelo órgão especial, segundo a Associação Amigos da Cidade Jardim.

A ação em questão questiona mudanças no zoneamento, que propõe alterações nas regras do zoneamento da cidade de São Paulo, entre elas, em várias quadras do bairro Cidade Jardim, localizado na zona oeste de São Paulo, e um bairro nobre e predominantemente residencial da capital paulista.

Ao todo, foram abertos pedidos de alvará para 19 torres de até 38 andares e cerca de 550 mil m² de área construída.

Em nota enviada à Jovem Pan, a associação Amigos da Cidade Jardim informou que na manifestação feita à Procuradoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo, os advogados da Sociedade Amigos da Cidade Jardim, SACJ, argumentam que “as alterações ocorreram sem que houvesse uma discussão prévia com os moradores e que não constavam das versões anteriores do projeto de revisão da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo (LPUOS), entre outras questões.”

A intenção dos moradores, do Ministério Público e das associações locais é barrar a construção de edifícios de luxo e torres de alta densidade na região, tradicionalmente conhecida por suas casas e comeércios baixos.

O confronto que nasceu a partir das recentes alterações na Lei de Zoneamento, que entrou em vigor em abril de 2024.



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economia

Durigan afirma que Orçamento do ano que vem terá superávit


O ministro da Fazenda, Dario Durigan, enfatizou nesta terça-feira, 25, que o Orçamento do ano que vem prevê superávit primário. A fala foi feita durante evento do Movimento Brasil Competitivo (MBC) e da revista Exame.

“O Orçamento do ano que vem está robusto e prevê superávit primário. Basta que sigamos na trajetória de reduzir gasto obrigatório, sigamos recompondo a receita, estabelecendo a reforma tributária como horizonte de boa medida fiscal para o futuro, reduzindo o risco País e abrindo o mercado para o mundo”, disse o ministro.

Durigan frisou ser importante limitar o gasto obrigatório, abrindo espaço para o discricionário e, assim, mantendo a estrutura do arcabouço fiscal. “O fiscal é parte importante do projeto de nação, que tem sido construído com gradualismo e com debate na sociedade. Por isso que conseguimos aprovar as coisas no Congresso.”

Ao pontuar os feitos do governo, Durigan afirmou que foram revistas uma série de distorções, como a questão dos fundos e da tributação de bets.

Ressaltou também que o governo aprovou entre 70 e 80 proposições no Congresso.

Em crítica ao governo anterior, do ex-presidente da República Jair Bolsonaro, disse que 2026 será diferente de 2022, quando foi apresentado um “Orçamento fictício”.



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Frisa registra prejuízo de R$ 264,6 milhões em 2025

A Frisa encerrou 2025 com prejuízo líquido de R$ 264,6 milhões, revertendo o lucro de R$ 9 milhões registrado no ano anterior, segundo as demonstrações contábeis auditadas da companhia, referentes ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025 e emitidas pela Grant Thornton em julho de 2026.

No resultado consolidado, a receita operacional líquida somou R$ 2,44 bilhões, queda de 4,2% em relação aos R$ 2,33 bilhões registrados em 2024. Na operação individual da companhia, a receita líquida foi de R$ 2,17 bilhões, ante R$ 2,08 bilhões no ano anterior.

O desempenho foi afetado por um ambiente considerado adverso pela administração da empresa. Entre os principais fatores apontados está a suspensão temporária das exportações de carne bovina para a China pela unidade de Nanuque, em Minas Gerais, importante mercado consumidor e principal destino das exportações de carne bovina da companhia.

Segundo a Frisa, a interrupção afetou diretamente os volumes comercializados, pressionou as margens e exigiu mudanças na estratégia comercial e na estrutura operacional.

A companhia também citou o impacto das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre a carne bovina brasileira, que aumentaram a competitividade nos mercados internacionais e afetaram as margens e o fluxo comercial.

Outro fator apontado foi a valorização do real frente ao dólar, que reduziu a competitividade das exportações e prejudicou a geração de receitas em moeda estrangeira. Ao mesmo tempo, a manutenção de juros elevados aumentou o custo de capital e pressionou as despesas financeiras.

O lucro bruto consolidado caiu de R$ 295,2 milhões em 2024 para R$ 187 milhões em 2025. Já o resultado operacional passou de lucro de R$ 94,9 milhões para prejuízo de R$ 187,7 milhões.

As despesas financeiras consolidadas aumentaram de R$ 154,2 milhões para R$ 222,1 milhões no período. As receitas financeiras, por sua vez, avançaram de R$ 70,4 milhões para R$ 147,2 milhões.

Reestruturação

Diante do cenário, a Frisa adotou medidas para preservar a liquidez e reduzir custos. Entre elas está a paralisação das atividades de abate e desossa da unidade de Colatina, no Espírito Santo.

Parte dos colaboradores foi realocada para a fábrica de produtos processados, segmento que, segundo a administração, apresenta demanda crescente e maior geração de margem.

A companhia também promoveu revisão de processos internos, adequação dos níveis de produção à demanda, otimização da estrutura de custos e revisão do modelo de negócios e da estratégia comercial.

De acordo com as informações do comunicado, a prioridade passou a ser o crescimento das vendas de produtos processados e de maior valor agregado, como forma de melhorar as margens e fortalecer a geração de resultados.

Diferença em estoques

As demonstrações também registram uma diferença nos estoques de insumos para alimentação do gado da Frisa Agropecuária, subsidiária integral da companhia.

A divergência foi identificada durante inventário físico realizado por uma empresa especializada e foi integralmente reconhecida no resultado de 2025, com a adequação dos saldos contábeis aos estoques efetivamente existentes.

A administração informou ter adotado medidas para reforçar os controles de inventário, incluindo revisão dos procedimentos de contagem, maior controle sobre a movimentação dos estoques, melhorias nos sistemas e realização de inventários periódicos.

Na área financeira, a companhia também informou ter negociado com instituições credoras o alongamento do endividamento, com o objetivo de adequar o fluxo de caixa às necessidades operacionais e atravessar o período de maior volatilidade.

A empresa afirmou ainda ter implementado políticas de gestão de riscos financeiros e de provisão para devedores duvidosos, buscando reduzir a exposição aos riscos da atividade.

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Brasil e EUA farão reunião sobre tarifas na próxima segunda-feira, diz MDIC


BRASÍLIA, 25 Ago (Reuters) – O governo brasileiro terá reunião na próxima segunda-feira com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, informou nesta terça-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

A reunião foi agendada após conversa na sexta-feira entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano, Donald Trump, o primeiro contato entre ambos desde que os Estados Unidos decidiram adotar novas tarifas contra os produtos brasileiros.

Após a ligação entre os dois presidentes, Greer entrou em contato com o ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, para marcar a reunião.

A Reuters mostrou na sexta-feira que, apesar da retomada do diálogo entre os dois líderes e do agendamento da reunião entre os ministros, o governo brasileiro não vê em um futuro próximo uma possibilidade concreta de avanço na questão das tarifas.

O governo dos EUA adotou em julho tarifa de 25% sobre produtos brasileiros sob alegação de supostas práticas comerciais desleais. Poucos dias depois, o país também aplicou uma tarifa de 12,5% alegando uma legislação fraca para combater o trabalho forçado. O Brasil rechaça todas as acusações.



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Justiça mantém suspensão de demissões em massa das Casas Bahia


O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Distrito Federal decidiu manter a liminar que proibiu as demissões em massa que foram efetivadas pelas Casas Bahia em todo o país.

A decisão foi proferida na noite desta segunda-feira (24) pela juíza Sandra Nara Bernardo Silva. A magistrada rejeitou um mandado de segurança protocolado pela varejista após constatar que a empresa não apresentou todos os documentos necessários para o julgamento do caso.

Com a decisão, permanece válida a decisão de primeira instância que entendeu que as dispensas ocorreram sem a intervenção do sindicato da categoria, medida imprescindível conforme a legislação e a jurisprudência dos tribunais trabalhistas.

A empresa foi obrigada a restabelecer os vínculos trabalhistas e incluir os funcionários na folha de pagamento, no plano de saúde e a manter os benefícios assistenciais. Novas demissões só poderão ocorrer se tiverem intermediação dos sindicatos.

Após a suspensão das demissões, a varejista declarou que respeita as decisões judiciais e que prestará os esclarecimentos que forem solicitados.

Na semana passada, a empresa anunciou que protocolou na Justiça um pedido de recuperação judicial.  As dívidas da companhia chegam a R$ 17,3 bilhões.

Cerca de 1,9 mil funcionários já foram demitidos e 298 lojas foram fechadas.



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Entrega de fertilizantes no Brasil deve cair para 45,3 milhões de toneladas

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro devem somar 45,31 milhões de toneladas em 2026, uma queda em relação às cerca de 49 milhões de toneladas registradas no ano passado, segundo estimativa apresentada pelo presidente da Agroconsult, André Pessôa, nesta terça-feira (25), durante o Congresso Brasileiro de Fertilizantes, promovido pela ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos). Segundo ele, este número pode ser ainda menor, “escorregando” para 44 milhões de toneladas.

A consultoria projeta redução nas entregas de todos os principais nutrientes, em um cenário de menor importação, queda da produção nacional e atraso nas compras por parte dos produtores rurais.

Pessôa classificou a temporada como uma “safra Mounjaro”, em referência ao medicamento utilizado para perda de peso, para ilustrar a redução no volume de fertilizantes aplicado nas lavouras.

“No fim do ano, o pior já terá passado. Mas o estrago está feito, vai chegar menos produto”, afirmou.

Segundo Jeferson Souza, analista de insumos na Agrinvest, falta 15% do mercado de fertilizantes para rodar. “Mas se não está rodando agora, vai rodar quando?”, provocou. Segundo ele, este volume que falta é altamente dependente de crédito disponível, e que não chega ao produtor nesse momento.

Produtores reduzem aplicações

Segundo a Agroconsult, os produtores vêm reduzindo as doses de aplicação de fósforo, apesar de as lavouras registrarem níveis recordes de extração do nutriente.

Pessôa afirmou que, na avaliação da consultoria, esses cortes foram realizados sem comprometer as recomendações agronômicas.

A avaliação indica que parte dos produtores ajustou o manejo nutricional para reduzir custos diante da piora da rentabilidade das últimas safras.

Souza disse que o mesmo vem sendo observado para potássio e nitrogênio que, inicialmente, não eram uma preocupação, e deve haver um novo reajuste nas projeções.

A redução das entregas, segundo a Agroconsult, também reflete um recuo na oferta disponível no mercado brasileiro.

Pessôa afirmou que houve queda tanto nas importações quanto na produção nacional de fertilizantes, reduzindo o volume de produto disponível para atender à demanda da safra.

A consultoria avalia que o impacto da retração nas compras e da menor oferta já está consolidado para a temporada atual, mesmo que o mercado apresente sinais de normalização ao longo do segundo semestre.

Preços das commodities

Os preços das principais commodities agrícolas dão sinais de recuperação para a próxima safra, mas a melhora nas cotações não deve ser suficiente para reverter a pressão sobre a rentabilidade do produtor rural, afirmou.

Segundo Pessoa, depois de um período de queda, os preços agrícolas deixaram de recuar e indicam recuperação para 2026/27. “Apesar das dificuldades de rentabilidade, podemos comemorar que os preços pararam de cair e indicam alguma recuperação para o próximo ano. O que não quer dizer que a rentabilidade vai melhorar”, disse.

A avaliação ocorre em um cenário de aumento dos custos de produção e de maior endividamento no campo. Para a soja, a Agroconsult projeta um mercado mais apertado na temporada 2026/27, com o consumo mundial superando a oferta.

Os preços da soja, afirmou, já estão acima da projeção da consultoria de US$ 12 por bushel.

“Devemos ter nesta temporada mais consumo de soja do que oferta, diminuindo a montanha de estoques que acumulamos nos últimos anos”, dando sustentação às cotações internacionais.

No milho, a consultoria também prevê déficit de oferta no mercado internacional. Pessôa citou problemas climáticos na Europa, dificuldades de produção na Ucrânia e desafios enfrentados pelos Estados Unidos como fatores que devem reduzir a disponibilidade do cereal.

A expectativa da Agroconsult é de preços próximos de US$ 5 por bushel na próxima safra.

Para o trigo, a consultoria também projeta recuperação das cotações em razão de um déficit esperado entre oferta e demanda.

Apesar da melhora esperada para as commodities, Pessôa afirmou que os custos de produção deixaram de cair e voltaram a subir.

Segundo ele, os custos vinham recuando desde o pico registrado após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, mas interromperam essa trajetória na safra 2024/25. Desde então, voltaram a crescer.

A margem EBITDA (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) dos produtores, segundo a Agroconsult, está atualmente abaixo de 15%. Pessôa destacou que os fertilizantes representam uma parcela importante dos custos, mas não são o único fator de pressão sobre as despesas da atividade.

Endividamento dos produtores aumenta

A Agroconsult também apontou um aumento da alavancagem financeira dos produtores rurais. Segundo Pessôa, a relação entre dívida líquida e EBITDA passou de 1,4 vez em 2025 para 2,1 vezes em 2026, com projeção de alcançar 2,8 vezes em 2027.

Ele afirmou que a consultoria considera um índice de até duas vezes como um nível saudável de endividamento. Antes da pandemia, acrescentou, o indicador permanecia bem abaixo desse patamar.

Durante a apresentação, Pessoa atribuiu parte do cenário de maior endividamento ao ambiente de crédito no Brasil.

Além dos conflitos geopolíticos, ele afirmou que os produtores enfrentam um ambiente de crédito “muito hostil”, que reduziu a previsibilidade e a antecedência na contratação de financiamentos para a safra.

Na avaliação do presidente da Agroconsult, as medidas anunciadas pelo governo para renegociação de dívidas não devem reduzir o endividamento dos médios e grandes produtores.

Segundo ele, os programas podem beneficiar produtores enquadrados no Pronaf e no Pronamp, mas a perspectiva para os demais é de aumento da competição pelos recursos subsidiados do Tesouro Nacional, sem redução da pressão financeira sobre esse grupo.

https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/gabriella-weiss/agro/por-que-o-brasil-precisa-importar-fertilizantes/

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