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Informalidade aumenta desafio previdenciário nos países emergentes, diz OCDE


O rápido envelhecimento da população está pegando vários países em desenvolvimento num contexto em que a informalidade continua sendo a forma dominante de emprego. Um relatório divulgado pela OCDE nesta semana afirma que isso adiciona complexidade à busca pelo desenvolvimento de sistemas previdenciários robustos que possam alcançar cobertura decente e oferecer benefícios adequados na velhice.

Globalmente, espera-se que a parcela da população com mais de 65 anos aumente de 10% em 2022 para 16% em 2050, atingindo 24% em 2100.

A OCDE comenta que a maioria dos países em desenvolvimento deve fazer a transição de uma sociedade “em envelhecimento” para uma sociedade “envelhecida” em apenas 15 a 35 anos. Em forte contraste, essa transição ocorreu nos países desenvolvidos ao longo de períodos entre 40 e 120 anos.

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“O envelhecimento é um fenômeno global. A África é a exceção, pois permanece em um estágio inicial da transição demográfica, com um substancial bônus jovem. Seus países devem se tornar sociedades envelhecidas apenas por volta de 2075.

Leia mais: Envelhecimento: São Paulo já tem um idoso para cada pessoa com menos de 15 anos

Nos 58 países com dados compilados no estudo, 51% dos idosos recebem benefícios previdenciários – sejam contributivos ou não contributivos. No entanto, é feito a ressalva que essa cobertura varia drasticamente entre os países, dependendo de seu nível de desenvolvimento, região e estágio na transição demográfica.

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Um dado alarmante é que apenas 40% dos indivíduos empregados, e 8% dos trabalhadores informais, contribuem para algum tipo de regime previdenciário. E essa baixa adesão afeta não apenas os trabalhadores da economia informal de baixa remuneração com capacidades contributivas limitadas, mas também trabalhadores informais de média e alta remuneração e trabalhadores formais por conta própria que poderiam pagar para contribuir.

“Isso reflete uma variedade de barreiras, que vão desde baixos rendimentos e renda irregular até falta de informação, desconfiança no sistema e/ou falta de opções relevantes, especialmente para não empregados”, diz a OCDE.

O relatório mostra que, em média, homens urbanos pertencentes aos domicílios mais ricos têm maior probabilidade de receber benefícios previdenciários contributivos, enquanto mulheres, pessoas que vivem em áreas rurais e os pobres têm maior probabilidade de serem cobertos por regimes não contributivos.

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“Na ausência de renda adequada na aposentadoria, os idosos adotaram diversas estratégias de enfrentamento para garantir seu sustento, incluindo o adiamento da aposentadoria para trabalhadores da economia informal e a dependência de apoio intergeracional.”

O estudo sugere que as políticas públicas devem focar no triplo desafio da cobertura, adequação e sustentabilidade fiscal/financeira. “As políticas devem ter como objetivo articular de forma coerente regimes não contributivos e contributivos, garantindo consistência e sinergia para equilibrar a segurança da renda na aposentadoria com incentivos à formalização”, diz a OCDE.

A entidade defende que os regimes não contributivos são cruciais para cobrir as necessidades básicas dos idosos e protegê-los da pobreza. E que eles precisam ser complementados por regimes contributivos que se ajustem às necessidades dos trabalhadores da economia informal, com vistas a integrar gradualmente tanto trabalhadores formais quanto informais em regimes comuns para evitar fragmentação e alcançar escala significativa.

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Leia mais: O envelhecimento duplo que vai quebrar a saúde global

Segundo a OCDE, uma base contributiva pequena e uma contração no número de contribuintes, juntamente com benefícios garantidos generosos, podem rapidamente comprometer a sustentabilidade do regime de contribuição definida e levar a severos passivos financeiros.

Nas economias emergentes e em desenvolvimento, esse círculo vicioso se materializou para muitos regimes de contribuição definida para servidores públicos (e, em certa medida, para trabalhadores do setor privado). “Uma revisão dos regimes de pensão do serviço público em seis grandes economias – Brasil, Chile, China, Índia, Malaui e África do Sul – mostrou que muitos foram estruturados como completamente separados do regime geral, frequentemente com índices de financiamento mais baixos, passivos mais altos por membro do que outros arranjos e sem acumulação de reservas”.

Em muitos casos, devido à sua sensibilidade política, os desequilíbrios dos regimes públicos de contribuição definida têm sido cada vez mais cobertos por recursos provenientes da receita geral, em vez de contribuições padrão, diz a entidade.

“Financiar a expansão dos sistemas previdenciários é desafiador, mas existem oportunidades. Expandir as pensões não contributivas – alcançável a um custo fiscal relativamente baixo para benefícios básicos antipobreza – oferece retornos sociais significativos e grandes externalidades positivas, mas requer reformas fiscais para mobilizar melhor os recursos domésticos”, afirma a OCDE.

“Paralelamente, existe algum espaço para ampliar a base de contribuintes da seguridade social e estender a cobertura previdenciária contributiva, alcançando os trabalhadores da economia informal com a maior capacidade contributiva.”

Informalidade

O relatório da OCDE destaca a diversidade de situações dentro da economia informal e analisa como o envelhecimento, a automação e a degradação ambiental estão remodelando os meios de subsistência dos trabalhadores informais. E identifica políticas para promover o desenvolvimento inclusivo e sustentável.

Segundo os dados compilados, a informalidade continua sendo a norma na maioria dos países de baixa e média renda: 68% dos trabalhadores são empregados informalmente nos 58 países abrangidos pelo estudo.

No entanto, é destacado que a economia informal está longe de ser homogênea. Há grandes disparidades regionais persistem, e trabalhadores informais têm perfis altamente diversos. Na América Latina, por exemplo, a taxa do Chile está em 27%, enquanto a do Brasil está em 37% e a do México chega a 57% e a do Peru ultrapassa os 77%.

E mesmo dentro da economia informal, a desigualdade é alta. Frequentemente, trabalhadores informais de baixa remuneração ou pobres coexistem com trabalhadores mais bem remunerados, que podem permanecer informais por escolha.

A pesquisa mostra  que países como Argentina, Brasil, Chile, Chipre, Guatemala, Honduras, Índia, Mongólia, Suriname, Peru e Uruguai Argentina, Brasil, Chile, Chipre, Guatemala, Honduras, Índia, Mongólia, Suriname, Peru e Uruguai com salários informais inferiores à metade do salário mínimo local.

Em contraste, os salários desses empregados estão mais próximos de 80% do salário mínimo em países como Albânia, Armênia, Romênia e Tailândia.

Tais variações podem refletir a diferente capacidade dos países de lidar com problemas muito mais complexos de aplicação da legislação trabalhista, bem como diferentes níveis de salários mínimos legais. Mas a constatação é que essa diversidade exige políticas personalizadas, em vez de abordagens únicas para todos.



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a agenda da construção civil para o próximo governo


A campanha para o segundo turno da eleição presidencial avança, e diferentes setores da economia acompanham as propostas dos candidatos em busca de medidas que possam afetar suas atividades. Entre eles está a construção civil, fortemente dependente de financiamento de longo prazo para empresas e consumidores e, portanto, sensível ao comportamento dos juros.

Leia também: Construtoras disparam após rali eleitoral: quais ações ainda têm espaço para subir?

O setor da construção civil é responsável por cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB). Mesmo em um ambiente de juros elevados, a projeção da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) é de crescimento de 1,2% em 2026, após avanço de 0,5% em 2025.

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O desempenho deste ano tem sido impulsionado pelas obras de infraestrutura e por programas como o Minha Casa, Minha Vida. No segundo trimestre, as vendas avançaram 5,3% na comparação com o mesmo período de 2025.

Apesar da expansão e da demanda permanente por habitação, o setor enfrenta desafios como juros elevados, alto endividamento das famílias e aumento dos custos de materiais e mão de obra.

A construção civil emprega mais de 3 milhões de trabalhadores e registra o maior salário médio de admissão do país, de R$ 2.631,65. A média nacional é de R$ 2.404,34.

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Nos 12 meses encerrados em julho, os custos da construção civil avançaram 6,44%, enquanto a inflação oficial ficou em 4,44% no mesmo período. O fio de cobre foi o item que mais encareceu, com alta de 21,35%, seguido por porta interna (16,06%), bancada de pia (15,87%) e tubo de PVC rígido (14,35%).

O que o setor espera do próximo governo

Eduardo Aroeira, presidente da CBIC, afirma que os desafios estão concentrados principalmente nos segmentos de média e alta renda, mais dependentes do crédito imobiliário privado, enquanto a inflação continua pressionando as margens das construtoras.

Yorki Estefan, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), destaca a necessidade de uma agenda voltada à redução de custos, ao aumento da produtividade e à criação de condições para ampliar os investimentos e a oferta de habitação e infraestrutura.

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Entre as prioridades estão a redução da burocracia para aprovação de projetos, a criação de um Código de Obras Nacional de referência e a ampliação do acesso ao financiamento.

A principal demanda: juros menores

Aroeira afirma que, por depender fortemente das condições macroeconômicas, o setor vê como prioridade para o próximo governo a busca pelo equilíbrio fiscal, condição considerada necessária para a redução dos juros, além do avanço de reformas estruturais, como a administrativa.

“Taxas de juros por um longo período acima de dois dígitos prejudicam muito os investimentos produtivos, porque eles são de longo prazo. Quem precisa de crédito não é só quem vai comprar o imóvel, o construtor também precisa de capital de giro e sofre as consequências de um juro nesse patamar”, afirma Ieda Vasconcelos, economista da CBIC e do Sinduscon-MG.

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Segundo ela, as perspectivas para 2027 ainda são incertas. A expectativa é de continuidade do crescimento, sustentada pela demanda habitacional, mas a intensidade dessa expansão dependerá da evolução das contas públicas e da trajetória dos juros, que devem encerrar o ano em patamar de dois dígitos.

A discussão sobre a jornada 6×1

Do ponto de vista setorial, um dos principais temas em discussão é a eventual redução da jornada 6×1, que, segundo a CBIC, precisaria ser acompanhada de medidas voltadas ao aumento da produtividade.

Nos cálculos da entidade, a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas significaria 208 horas a menos trabalhadas por profissional ao longo de um ano. Para compensar, seria necessário contratar mais de 288 mil trabalhadores.

Segundo Aroeira, as estimativas indicam que uma redução da jornada sem ganhos de produtividade poderia elevar em até 15% o custo da mão de obra e gerar um impacto de pelo menos 6% no custo total das obras.

Leia também: Oposição tenta atrasar votação do fim da 6×1 no Senado para após o 2º turno

“Defendemos que esse debate esteja associado a uma agenda de qualificação profissional, industrialização e aumento da produtividade, criando condições para que os ganhos de produtividade possam se traduzir também em melhores condições de trabalho e ganhos reais para os trabalhadores”, afirma.

Ainda na área trabalhista, Estefan destaca a necessidade de ajustes na legislação sobre terceirização, revisão das multas aplicadas em demissões sem justa causa e medidas voltadas ao aumento da produtividade.

A busca por mais crédito imobiliário

Outro ponto prioritário, segundo o SindusCon-SP, é a formação e atração de mão de obra. A entidade desenvolveu uma proposta de plano de carreira para capacitar e atrair jovens para o setor, ajudando a reduzir estigmas associados a algumas profissões da construção civil.

Também integra a pauta do setor a agenda ambiental. Segundo o SindusCon-SP, o próximo governo deve estimular métodos construtivos mais sustentáveis, com redução das emissões de carbono, racionalização do consumo de água e maior eficiência energética na construção e manutenção de edificações.

Outro desafio para o setor está relacionado às fontes de financiamento habitacional, atualmente sustentadas por recursos do FGTS, da poupança e do mercado de capitais.

Recentemente, a CBIC encaminhou ao Ministério da Fazenda e ao Banco Central propostas para aprimorar o sistema. A entidade defende ampliar de 80% para 90% o direcionamento dos recursos da poupança para o financiamento residencial, mantendo os 10% restantes para as demais operações imobiliárias.

Segundo a entidade, a mudança poderia liberar cerca de R$ 75 bilhões adicionais para o financiamento habitacional, com taxas de até 12% ao ano para imóveis de até R$ 2,25 milhões.

Leia mais: CBIC leva alta dos custos do Minha Casa Minha Vida ao governo federal

Adaptação à reforma tributária

Para a construção civil, a reforma tributária deve levar em conta as especificidades do setor e garantir tempo suficiente para adaptação das empresas. A crítica da CBIC é que houve atraso, por parte do poder público, na disponibilização das ferramentas necessárias para operacionalizar as novas regras.

Leia também: Flávio promete rever split payment da reforma tributária se for eleito

Estefan, do SindusCon-SP, também defende um prazo adequado para a adaptação das empresas ao novo sistema tributário, além da revisão dos contratos de obras públicas que poderão ser impactados pelo aumento de custos decorrente das mudanças.



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Furacão Isaías avança e traz mais pressões nos preços dos combustíveis dos EUA


Os analistas de mercado se juntaram ao meteorologistas na busca por informações sobre a abrangência da tempestade Isaías, que passou a ser classificada como furacão nesta sexta-feira. O motivo é que no caminho do fenômeno formado no Golfo do México está parte da produção e do refino de petróleo dos Estados Unidos. Isso tende a colocar mais pressão sobre os preços dos combustíveis, numa semana em que a cotação do barril do Brent voltou a ultrapassar os US$ 100

Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (SWS, na sigla em inglês), espera-se que o furacão Isaias atinja a costa norte do Golfo no final desta sexta-feira (9) ou no início do sábado (10). A tempestade tem mantido ventos constantes de mais de 190 quilômetros por hora.

Leia mais: Isaías, primeiro furacão da temporada no Atlântico, avança em direção à Flórida

É aguardada uma subida da maré com risco de vida é esperada ao longo da costa, com rajadas de vento danosas que devem estendem para o interior. Áreas de chuva forte são previstas em grande parte do sudeste dos EUA.

O temor é que os efeitos da tempestade elevem os preços dos combustíveis, caso ocorram apagões que paralisem as refinarias de processamento de petróleo bruto, de acordo com especialistas do setor ouvidos pela AP.

A explicação é que uma paralisação prolongada das refinarias prejudicaria os suprimentos de combustível que já foram afetados pelo conflito em curso no Oriente Médio e pela guerra da Rússia contra a Ucrânia.

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Preços do diesel e da gasolina

Segundo o acompanhamento diário feito pela Associação Automotiva Americana (AAA), o preço médio do galão de gasolina nos EUA está em US$ 4,3718 nesta sexta feira. O valor está abaixo dos US$ 4,3961 observados na semana passada, mas acima dos US$ 4,2245 de um mês antes. Ou dos US$ 3,1106 de um ano atrás.

E esse é o preço médio – na Califórnia, o galão já está em acima dos US$ 6 há algumas semanas.

No diesel, a situação está ainda mais crítica. O valor médio do galão nos EUA ultrapassou a marca recorde de US$ 6 no início de setembro  – está em US$ 6,2785 hoje.

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Vem daí a atenção sobre a trajetória e a intensidade do Isaías. Carl Larry, da empresa de análise de energia Enverus, disse à AP que, caso a tempestade passe rapidamente e tenha impacto reduzido, a refinarias continuariam operando com capacidade reduzida e os preços da gasolina e do diesel poderiam subir apenas alguns centavos. Porém, se refinarias como a da Chevron pararem completamente, pode levar semanas para se recuperarem.

E isso pode fazer com que os preços dos combustíveis subam de forma mais significativa. Se houver problemas graves, como uma paralisação de energia, os preços dispararão imediatamente, disse Larry. “É possível que subam um dólar. Aqueles preços do diesel que já estão acima de US$ 6 podem começar a se aproximar de US$ 7″, alertou.

Além da citada instalação da Chevron em Pascagoula, no Mississippi, também está em alerta por inundações e apagões a unidade da Vertex Energy, em Mobile, Alabama — ambas constituem 2,4% da capacidade de refino do país.

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Por conta dessa pequena participação no quadro geral, outros especialistas ponderam que os impactos nos preços da gasolina podem ser pequenos e localizados. “Não acho que atinja um critério que impactaria os preços da gasolina nacionalmente”, disse à agência de notícias Patrick De Haan, chefe de análise de petróleo da GasBuddy.

Se há dúvidas no refino, na produção, o impacto tende a ser maior. Calcula-se que a tempestade já havia até essa sexta-feira a paralisação temporária de poços de petróleo offshore que bombeiam cerca de 15% do petróleo bruto dos EUA. Serviços de notícias informaram que o pessoal de 121 plataformas de produção — cerca de um terço das instalações no Golfo do México — foi evacuado.



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governo vai zerar tributação sobre gasolina e impacto passa para R$ 2,8 bi


Medida será válida por um período de um mês e, segundo o governo, será mantida a premissa de “neutralidade fiscal”

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, informou nesta sexta-feira, 9, que o governo vai zerar a tributação federal cobrada sobre a gasolina. Será desonerado o valor de R$ 0,89 por litro, relativo à cobrança atual de PIS/Cofins e Cide. O impacto passa de R$ 2,1 bilhões para R$ 2,8 bilhões por mês.

A medida será válida por um período de um mês e, segundo o governo, será mantida a premissa de “neutralidade fiscal”.

O governo aponta, como justificativa, preços em patamar acima do verificado no período pré-guerra no Oriente Médio.

Na prática, houve aumento da desoneração, que passou de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro, zerando a cobrança federal do combustível.

Segundo o governo, isso seria compatível com avanço do preço causado pela guerra.



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Governo estima que oferta de diesel no Brasil supere demanda em 6% em outubro


Demanda para este ⁠mês ‌está estimada atualmente em 3,95 ⁠bilhões de litros, enquanto a oferta prevista é de 4,18 bilhões de litros

9 Out (Reuters) – O ⁠governo federal prevê ⁠que a oferta de diesel em ‌outubro supere a demanda em 6% no Brasil, afirmou o ‌secretário de petróleo e gás do Ministério de Minas e Energia, Renato Dutra, nesta sexta-feira.

Segundo ele, a demanda para este ⁠mês ‌está estimada atualmente em 3,95 ⁠bilhões de litros, enquanto a oferta prevista é de 4,18 bilhões de litros, segundo cálculos de monitoramento que o governo ​vem fazendo desde a disparada de preços em março, com ​o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

‘O abastecimento em outubro está garantido’, reiterou o ‌secretário, ao participar de ​apresentação a jornalistas sobre novas medidas de subvenção aos combustíveis, como forma de ⁠reduzir ​os impactos ​da alta de preços no exterior ao ⁠mercado brasileiro e ​contribuir com a importação do produto.

A projeção é que as importações ​de diesel neste mês somem 1,2 bilhão de litros, ​o equivalente ⁠a mais de 30% da demanda prevista ⁠para o período, disse o secretário.



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Inflação de setembro fura teto da meta e divide o mercado sobre os rumos da Selic


A inflação de setembro avançou 0,82%, acima das expectativas, e reverteu a deflação do mês anterior, levando o acumulado de 12 meses a 4,58%, rompendo o teto da meta, de 4,5%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados nesta sexta-feira (16).

Segundo os economistas, houve uma piora qualitativa do indicador, marcada pela aceleração nos núcleos de inflação e pela resiliência nos preços do setor de serviços. Isso fez com que parte do mercado se dividisse sobre a análise dos rumos da política monetária, que está em uma tendência de corte de juros.

Leia também: Taxas do Tesouro Direto caem mesmo com IPCA de setembro acima do esperado

Enquanto parte dos analistas defende a continuidade dos cortes da taxa Selic, baseada no alívio do câmbio e em sinais de desaceleração da economia, uma outra ala já avalia que as pressões inflacionárias exigem uma pausa no ciclo de afrouxamento.

“As perspectivas permanecem sob pressão: a inflação de serviços deve continuar resiliente dado o mercado de trabalho aquecido, os preços de alimentos devem manter-se pressionados pelo fenômeno El Niño, e os preços do petróleo próximos a US$ 100 o barril adicionam pressão sobre os reajustes de combustíveis, bens industriais e tarifas aéreas”, avalia a XP.

Para o Goldman Sachs, a conjuntura deixa pouco espaço para o corte de juros no curto prazo, e a recomendação é de uma cautela adicional.

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Agosto (%) Setembro (%)
Índice Geral -0,32 0,82
Alimentação e bebidas -0,34 0,83
Habitação -1,87 2,31
Artigos de residência 0,64 0,27
Vestuário 0,12 0,71
Transportes -0,86 0,89
Saúde e cuidados pessoais 0,23 0,08
Despesas pessoais 1,3 0,26
Educação 0,47 0,04
Comunicação -0,09 0,64
Fonte: IBGE

O que puxou a alta do IPCA de setembro

A elevação de 0,82% no mês veio acima das projeções medianas do mercado, que estavam em torno de 0,76%. A principal força do avanço foi o grupo Habitação, que registrou alta de 2,31% no período, puxado pela energia elétrica residencial, que avançou 7,98% após o fim do Bônus de Itaipu, que havia derrubado artificialmente as contas em agosto.

Em paralelo, fatores climáticos como a seca, as queimadas e os reflexos iniciais do fenômeno El Niño atingiram a oferta agrícola e pesaram sobre o grupo Alimentação e Bebidas, que vinha de três meses consecutivos de queda. Os choques mais severos ocorreram nos alimentos in natura, com o preço do tomate subindo 37,76%, seguido pela batata-inglesa (24,07%) e pela cebola (10,14%).

O cenário de preços voláteis foi agravado pelos combustíveis, setor no qual a gasolina subiu 1,21% e o etanol encareceu 3,16%, frustrando as expectativas de queda.

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Piora nos núcleos e alerta no setor de serviços 

Para além das oscilações pontuais de tarifas e alimentos, a grande preocupação dos economistas se voltou para a base estrutural do IPCA. Houve uma aceleração na média dos núcleos de inflação — métrica que exclui os itens mais voláteis —, que passou de 0,23% em agosto para 0,36% em setembro, indicando que o processo desinflacionário perdeu tração.

O grande alerta veio do setor de serviços, que teve um salto inflacionário de 0,03% para 0,61% no mês. Embora parte dessa pressão derivasse da disparada de 9,66% nas passagens aéreas e da ausência de descontos em ingressos de cinema, métricas vitais como a alimentação fora de casa (0,49%) e os serviços intensivos em trabalho permaneceram rodando em patamares elevados.

“Com o mercado de trabalho aquecido, renda crescendo acima da produtividade e expectativas de inflação acima da meta, o repasse de custos fica mais fácil e a inflação de serviços demora mais a ceder”, afirma Vitor Kayo, economista sênior da Nomad.

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Roberto Luis Troster, coordenador do Cefeb/Fipe, destaca que os núcleos mais sensíveis à mão de obra intensiva estão resistindo a desacelerar, limitando a desinflação orgânica.

Impacto do IPCA de setembro na taxa Selic

Diante da composição desfavorável do IPCA, a percepção do mercado se dividiu em relação à decisão que o Comitê de Política Monetária (Copom) tomará no início de novembro.

Uma ala de economistas passou a prever uma paralisação nos cortes da taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano. Claudia Moreno, economista do C6 Bank, estima que não haverá mais cortes de juros neste ano, com a Selic terminando 2026 no atual patamar.

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Para Gabriel Foglieni, da Eleva Invest, também vê que o avanço da inflação e o descontrole nos serviços fortalecem a leitura de que o Banco Central pode pausar o ciclo de cortes na próxima reunião.

Troster, do Cefeb/Fipe, avalia que os números da inflação tiram a margem de manobra do Banco Central. Para ele, “é razoável” esperar uma pausa no ciclo de redução dos juros.

No outro lado, especialistas avaliam que os choques não alteram a trajetória de longo prazo da política monetária. Leonardo Costa, economista do ASA, sustenta que a estratégia provável segue sendo “cortes graduais de 25bps”, apoiada na avaliação de que a atividade doméstica dá sinais concretos de esfriamento. 

Filipe Stona, da Sicredi Asset, diz que a desaceleração econômica em curso e a expressiva valorização da moeda brasileira mantém aberto o “espaço para continuidade do ciclo de calibração” dos juros.

Projeções para a Selic em 2026 e 2027

Como fator atenuante da inflação, o recuo da taxa de câmbio, com o dólar operando próximo a R$ 5,00, tem sido visto como fator de retirada da pressão nos preços. 

Segundo especialistas, esse patamar cambial tem o potencial de subtrair até 0,5 ponto percentual da inflação acumulada, amortecendo o aumento dos insumos importados.

Apesar do dissenso de curto prazo, o consenso ainda indica uma redução residual da Selic em novembro de 0,25 ponto percentual, o que levaria os juros a encerrarem 2026 em 13,50% ao ano.

Olhando para o longo prazo, há uma convergência de que o juro continuará em declínio ao longo de 2027, ainda que condicionado ao cenário fiscal do próximo governo e ao ambiente externo.

Matheus Pizzani, da PicPay, projeta que a taxa terminal alcance 11,50% em 2027. Para André Valério, economsita do Inter, a Selic deve cair ainda mais, atingindo 11% no mesmo período. Consultorias financeiras, como Wiser Asset e MA7 Capital, estimam uma Selic perto dos 12% ao fim de 2027, marco apontado como fundamental para permitir a reestruturação das dívidas empresariais e uma gradual retomada das concessões de crédito livre.



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inflação sobe 0,82% em setembro, acima do esperado







O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou inflação de 0,82% em setembro de 2026, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na base de comparação anual, alta foi de 4,58%.

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O dado foi acima do esperado. As expectativas em pesquisa da Reuters eram de inflação de 0,73% no mês e alta de 4,50% em 12 meses.

Todos os grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram variação positiva em setembro. Habitação registrou a maior alta e impacto (2,31% e 0,35 p.p.), seguido de Transportes (0,89%) e Alimentação e bebidas (0,83%).

Com o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto, a energia elétrica residencial, do grupo Habitação (2,31%), subiu 7,98% em setembro, destacando-se como o principal impacto individual no índice do mês (0,32 p.p.). Ressalta-se a continuidade da vigência da bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos.

Além disso, houve a incorporação dos seguintes reajustes tarifários: 6,63% em Belém (7,05%) desde 18 de setembro; 5,42% em São Luís (12,84%) a partir de 28 de agosto e 6,89% em Vitória (10,85%), a partir de 7 de agosto. Em Rio Branco (3,41%) e Fortaleza (1,57%), as tarifas foram reduzidas em, respectivamente, 5,20% e 6,65%, a partir de 26 de agosto, em razão da incorporação de recursos da repactuação do Uso de Bem Público (UBP), aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

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Ainda em Habitação destaca-se, também, a variação de 0,05% no gás encanado, em função dos reajustes nas tarifas de 10,21% e 1,80% em Curitiba (0,29%) e no Rio de Janeiro (0,05%), respectivamente, ambos a partir de 1º de agosto. A taxa de água e esgoto (0,13%) reflete o reajuste de 6,94% em Vitória (6,94%), vigente desde 1º de setembro.

A variação do grupo Transportes (0,89%) reflete, além da alta de 9,66% das passagens aéreas, a variação positiva de 1,41% nos combustíveis, com a subida nos preços do etanol (3,16%), do óleo diesel (1,69%), da gasolina (1,21%) e do gás veicular (0,10%). O subitem táxi (0,20%) considera o reajuste de 8,42% nas tarifas em Belo Horizonte (1,97%), vigente desde 08 de agosto.

O grupo Alimentação e bebidas apresentou variação positiva de 0,83% em setembro, após três recuos consecutivos. A alimentação no domicílio subiu 0,96% devido às altas do tomate (37,76%), da batata-inglesa (24,07%), da cebola (10,14%), do arroz (4,56%) e das carnes (0,63%). No lado das quedas, destacam-se o frango inteiro (-1,96%), frango em pedaços (-1,41%) e as frutas (-1,12%).

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A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,36% em agosto para 0,48% em setembro, com a refeição saindo de 0,18% para 0,49% e o lanche desacelerando de 0,62% para 0,47%, no mesmo período.

Em relação aos índices regionais, a maior variação (1,08%) ocorreu em Vitória, por conta da alta da energia elétrica residencial (10,85%) e do tomate (43,19%). Já a menor variação ocorreu em Rio Branco (0,53%), em função dos recuos da passagem aérea (-14,13%) e do ovo de galinha (-7,40%).

(com agência de notícia do IBGE)

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Saques na poupança em setembro superam os depósitos em R$ 9,350 bilhões


No ano, o saldo total da poupança está negativo em R$ 66,432 bilhões; o único mês de 2026 com mas depósitos do que retiradas foi maio

A caderneta de poupança voltou a apresentar saldo negativo líquido em setembro. Segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (9), as retiradas superaram os depósitos em R$ 9,350 bilhões, um saldo negativo menor que as saídas líquidas de R$ 10,573 bilhões de agosto.

Os depósitos em setembro somaram R$ 338,993 bilhões, enquanto as retiradas alcançaram R$ 348,343 bilhões.

Leia mais: Quem está fugindo da poupança em 2026? Não são as contas mais gordas

No ano, o saldo total da poupança está negativo em R$ 66,432 bilhões – o único mês do ano com mas depósitos do que retiradas foi maio.

Considerando o rendimento de R$ 6,526 bilhões, o saldo da modalidade de investimento atingiu R$ 1,012 trilhão ao final do mês.



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compromisso do governo é editar MP do Imposto Seletivo após as eleições


O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que o governo vai editar a medida provisória (MP) que regulamenta o Imposto Seletivo depois das eleições. O tributo federal foi criado pela Reforma Tributária, incide sobre bens e serviços prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. O ministro afirmou que antes vai ouvir representantes dos setores impactados pelo novo imposto.

— Na semana que vem vai ter uma reunião, e há o compromisso do governo, do presidente Lula, de encaminhar o acordo feito com os setores nessa reunião para o Congresso, após as eleições, de maneira a preservar o acordo com os setores — afirmou o ministro nesta quinta-feira, após se reunir com o relator da Reforma Tributária na Câmara dos Deputados, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

A partir de fevereiro

Com o adiamento da publicação, o governo só vai arrecadar o Imposto Seletivo a partir de fevereiro, por conta do intervalo necessário de 90 dias entre a publicação do tributo e quando ele começará a valer.

O ministro aproveitou para defender o split payment, mecanismo também instituído pela reforma, que separa automaticamente os tributos sobre o consumo na hora do pagamento pelo cliente e os repassa ao Fisco. Segundo ele, trata-se de um instrumento inovador de combate à sonegação. O fim do split payment é defendido pela equipe econômica do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

— O split payment é um instrumento tecnológico, uma inovação que foi incluída, debatida no Congresso, aprovada por ampla maioria, que garante a diminuição da sonegação, da emissão de nota fiscal fria, da existência de noteiras e empresas fraudulentas que emitem uma nota fiscal sem que haja o respectivo pagamento do tributo, gerando um crédito fictício, demanda e contencioso, seja na Receita Federal, seja na Polícia Federal, pra apurar a sonegação — observou o ministro.

Split payment começará opcional e gradual

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Ele destacou que o split payment começa a valer de forma opcional e gradual nas transações entre empresas.

— As empresas, em especial as pequenas empresas que têm uma relação no varejo, vendendo pro consumidor final, não serão impactadas agora pela discussão do split payment, num primeiro momento — disse o ministro, acrescentando que, em caso de dificuldades com o novo mecanismo, as empresas terão ajuda:

— Vai haver apoio do governo, seja com linha de crédito, seja com transições normativas, adaptando o calendário, de maneira que a gente não jogue fora ou não prejudique um grande ganho pro país, que é a reforma tributária.

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O ministro também rebateu as críticas à Reforma Tributária, argumentando que um eventual adiamento, além de trazer insegurança jurídica, prejudicaria os consumidores, sobretudo os de baixa renda.

— Atrasar, prejudicar, de alguma maneira querer prorrogar a reforma tributária é prorrogar as decisões que o Congresso tomou, com apoio técnico do Ministério da Fazenda, que vão trazer redução de preço da cesta básica — disse Durigan.



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IPC-Fipe sobe 0,56% na 1ª quadrissemana de outubro, após alta de 0,51% em setembro


O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,56% na primeira quadrissemana de outubro, acelerando levemente em relação à alta de 0,51% observada em setembro, segundo dados publicados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta sexta-feira.

Na leitura inicial de outubro, dois dos sete componentes do IPC-Fipe ganharam força na comparação com o mês passado: Alimentação (de 0,44% para 0,95%) e Despesas Pessoais (de 0,30% para 0,37%). Em Vestuário, houve variação de 0,02%, igual à anterior.

Os demais itens arrefeceram de um período para o outro: Habitação (de 0,98% para 0,62%), Transportes (de 0,30% para 0,29%), Saúde (de 0,19% para 0,16%) e Educação (de 0,01% para -0,01%).

Veja abaixo como ficaram os componentes do IPC-Fipe na primeira quadrissemana de outubro:

Habitação: 0,62%

Alimentação: 0,95%

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Transportes: 0,29%

Despesas Pessoais: 0,37%

Saúde: 0,16%

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Vestuário: 0,02%

Educação: -0,01%

Índice Geral: 0,56%

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