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Tradição japonesa e integração marcam 39º Undokai em Campo Grande


Presente na abertura, Barbosinha ressalta importância cultural e histórica da colônia japonesa para o desenvolvimento de MS

Tradição japonesa e integração marcam 39º Undokai em Campo Grande

A Associação Esportiva e Cultural Nipo Brasileira de Campo Grande realizou, neste domingo (3), a abertura da 39ª edição do Undokai, tradicional evento que reúne esporte, cultura e integração comunitária. A programação aconteceu na sede da entidade e contou com a participação de famílias, associados e autoridades, em um ambiente marcado pelo espírito coletivo e pela valorização das tradições japonesas.

Presente na cerimônia de abertura, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destacou a importância do evento como símbolo da contribuição da comunidade nipo-brasileira para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. Representando o governador Eduardo Riedel, ele reforçou o papel da cultura japonesa na formação social, econômica e cultural do Estado. “O 39º Undokai é a reunião das famílias. Aqui se expressa a gratidão do povo sul-mato-grossense à colônia nipo-brasileira pela imensa contribuição no esporte, na cultura, na arte, no lazer, nas ciências médicas e agronômicas. A presença japonesa no Brasil, e de forma muito especial em Mato Grosso do Sul, representa trabalho, conhecimento e uma ciência milenar”, afirmou.

Evento tradicional da cultura japonesa, o Undokai — que significa “reunião esportiva” — tem origem no Japão do século XIX e foi incorporado às comunidades nipo-brasileiras como uma grande gincana familiar. Mais do que competição, a proposta é promover a convivência, a cooperação e o fortalecimento dos laços comunitários, com atividades recreativas que envolvem todas as idades.

Em Mato Grosso do Sul, essa tradição ganha ainda mais relevância diante da forte presença da comunidade japonesa. O Estado abriga uma das maiores colônias nipo-brasileiras do país, frequentemente apontada como a segunda maior fora de São Paulo, com destaque para municípios como Campo Grande e Dourados. Essa herança cultural tem papel decisivo na formação econômica e social sul-mato-grossense, especialmente nas áreas da agricultura, ciência e educação.

A participação do Governo do Estado na abertura do evento reforça a parceria com instituições e comunidades que contribuem diretamente para o desenvolvimento regional. Ao valorizar iniciativas como o Undokai, a gestão estadual reafirma o compromisso com a preservação cultural, a integração social e o fortalecimento dos vínculos com os municípios.

Ao longo do dia, o evento reuniu diversas atividades esportivas e recreativas, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações e segue promovendo união, respeito e convivência entre famílias sul-mato-grossenses.

Fotos: João Garrigó



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Hospital Regional de Dourados inaugura serviço de Ressonância Magnética e amplia apoio diagnóstico


Exame de imagem de alta complexidade já está disponível na unidade; previsão é de quase 500 atendimentos ao mês, beneficiando pacientes de 34 municípios da macrorregião

Hospital Regional de Dourados inaugura serviço de Ressonância Magnética e amplia apoio diagnóstico

O Hospital Regional Olga Castoldi Parizotto, em Dourados, acaba de inaugurar um dos métodos mais avançados de diagnóstico por imagem disponíveis na medicina atual. Em operação desde o início da semana, o setor de Ressonância Magnética amplia a capacidade diagnóstica e representa um avanço significativo na consolidação do hospital como polo regional de saúde, reduzindo a necessidade de deslocamento para outras regiões do Estado. A previsão é realizar em torno de 480 exames por mês, beneficiando aproximadamente 900 mil pessoas que vivem nos 34 municípios da macrorregião.

O exame é capaz de fornecer imagens detalhadas e em alta resolução de diversas estruturas do corpo humano e é fundamental para o diagnóstico precoce, acompanhamento de doenças ou planejamento de tratamentos.  Por ser não invasivo, indolor e sem efeitos colaterais significativos, é adequado para pacientes de todas as idades incluindo crianças, gestantes e idosos.

O aposentado Alcides Camilo Diniz, de 69 anos, foi o primeiro paciente a realizar o exame, para acompanhamento de hérnias de disco na região lombar. “Eu sinto muita dor e quase nem ando mais. Estou aguardando a cirurgia há bastante tempo, e agora tenho esperança que dê certo após o exame”, afirmou o paciente, que está sendo acompanhado por um ortopedista do hospital. “Aqui é tudo novinho e fui muito bem atendido todas as vezes. E o exame saiu rápido, na semana passada me ligaram avisando que poderia vir fazer”, acrescentou.

Para a dona de casa Lesiane de Araújo Cantero, de 39 anos, o acesso ao exame pelo SUS é uma novidade. Ela conta que já passou pelo procedimento outras duas vezes, mas em uma clínica particular. “Fico muito feliz não só por mim, mas pelos outros pacientes também, por terem acesso a um exame complexo e caro, sem precisar pagar nada. Com certeza é um grande avanço para a saúde em Dourados”, avaliou. Ela também sofre com hérnia de disco e uma doença chamada Síndrome da Cauda Equina, que provoca muitas dores na região lombar. “Já me consultei aqui duas vezes e agora a torcida é para dar tudo certo na realização da cirurgia. Fazer tudo no mesmo lugar com certeza torna tudo mais fácil, ainda mais estando na minha cidade”, completou.

Para o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, que acompanhou a ativação do serviço no Hospital Regional, o investimento reforça a estratégia de regionalização da saúde adotada pelo Governo do Estado, dentro da chamada Nova Arquitetura da Saúde. O modelo reorganiza o atendimento por níveis de complexidade, garantindo que o paciente seja atendido mais próximo de sua região e com maior resolutividade.

“A implantação deste exame diminui drasticamente a necessidade de envio de pacientes de Dourados e de outros municípios do entorno para outras regiões do Estado. A regionalização da saúde é fundamental e importante para salvar vidas, tratar bem das pessoas e é isso que estamos fazendo e buscando fazer a cada dia no Mato Grosso do Sul”, afirmou.

O diretor técnico do Hospital Regional de Dourados, João Angelo Hoffmann, destaca que essa é uma conquista pleiteada há algum tempo pelas equipes de saúde pública do município. Antes da abertura do serviço, os pacientes eram encaminhados para Campo Grande ou outras regiões para a realização do exame. “Isso provocava um atraso de até dois meses quando havia indicação cirúrgica. Agora, o paciente passa pelo médico e faz o exame aqui mesmo no hospital, acelerando o processo e permitindo mais agilidade e eficiência”, explicou.

Foi o que aconteceu com a dona de casa Leoni Estácio Lopes, de 63 anos. Poucas semanas após passar por consulta com o especialista, foi convocada para a realização do exame de ressonância magnética, no próprio hospital. “Achei bem rápido e fiquei feliz por fazer o exame em um aparelho novo, pelo SUS. O atendimento aqui é muito bom, os funcionários são atenciosos e me sinto muito tranquila”, garantiu.

Hospital Regional de Dourados

Inaugurado há pouco mais de quatro meses, o Hospital Regional de Dourados é um dos mais importantes investimentos em saúde pública do sul do Estado, consolidando o município como referência regional em atendimento hospitalar especializado.

A unidade integra um complexo estruturado de saúde que inclui a Policlínica Cone Sul, responsável pelo atendimento ambulatorial e diagnóstico, funcionando como porta de entrada da linha de cuidado regional. O hospital iniciou suas atividades com estrutura voltada ao atendimento de média e alta complexidade, contando com 100 leitos.

O Hospital Regional de Dourados foi concebido com base em um modelo moderno de gestão hospitalar, com processos totalmente digitalizados, incluindo prontuário eletrônico, gestão de leitos e integração com a regulação estadual, garantindo maior eficiência, transparência e qualidade no atendimento. A entrada em funcionamento do setor de ressonância magnética reforça esse modelo, agregando tecnologia de ponta ao diagnóstico e ampliando a capacidade de resposta do sistema de saúde regional.

Fotos: Victor Arguelho



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Contribuintes têm até esta quinta-feira, para pagar IPTU com 20% de desconto





Prazo prorrogado pela Prefeitura de Ponta Porã garantiu mais tempo para quitação com abatimento

Os contribuintes de Ponta Porã têm até esta quinta-feira, dia 30 de abril, para pagar o IPTU 2026 com desconto de 20%. O benefício é concedido para quem optar pelo pagamento em cota única.

Inicialmente, o prazo para pagamento com desconto encerraria no dia 10 de abril, mas foi prorrogado pela Prefeitura Municipal, oferecendo mais tempo aos contribuintes que não conseguiram quitar o imposto dentro do período anterior.

De acordo com decreto municipal, o pagamento à vista garante o desconto máximo de 20% sobre o valor total do imposto. Já quem optar pelo parcelamento poderá dividir o valor em até nove vezes, com desconto de 5%, desde que as parcelas sejam pagas dentro do vencimento.

Os carnês podem ser emitidos pela internet, no site oficial da Prefeitura de Ponta Porã (www.pontapora.ms.gov.br), por meio do banner principal. Também é possível fazer a retirada presencial no Centro de Atendimento ao Cidadão (CAC), localizado na Avenida Brasil, esquina com a rua Tiradentes.

A Prefeitura reforça que o novo prazo vale tanto para o pagamento em cota única quanto para a primeira parcela. Em caso de dúvidas, os contribuintes podem buscar atendimento pelos canais oficiais ou diretamente no CAC.




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MPMS recomenda medidas de segurança contra incêndio no Presídio de Amambai


O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) recomendou a adoção imediata de medidas de segurança contra incêndio no Estabelecimento Penal de Amambai (EPAM). A iniciativa, formalizada nesta terça-feira (28) pela 1ª Promotoria de Justiça de Amambai, estabelece um prazo de 30 dias para que os órgãos responsáveis definam os recursos financeiros e o cronograma necessário à execução do projeto.

A recomendação tem como objetivo a implantação do Processo de Segurança Contra Incêndio e Pânico (PSCIP), considerado essencial para garantir a integridade física de detentos, agentes penitenciários e demais pessoas que circulam na unidade. A medida ocorre diante da necessidade urgente de adequação às normas técnicas vigentes.

O documento é resultado de um Procedimento Administrativo instaurado pelo MPMS, que acompanha de forma contínua a situação das unidades prisionais da comarca ao longo de 2026. No texto, o promotor de Justiça Felipe Rocha Vasconcellos de Freitas Pinheiro determina que a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) delibere formalmente sobre a contratação dos serviços e indique a fonte dos recursos necessários para viabilizar as obras.

Paralelamente, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) deverá concluir, dentro do mesmo prazo, as providências técnicas de engenharia indispensáveis para o início das intervenções. As duas instituições também terão de apresentar, em conjunto, um cronograma detalhado, contemplando todas as etapas operacionais, prazos de execução e os setores responsáveis por cada fase do projeto.

Outro ponto destacado na recomendação é a obrigatoriedade de envio de relatórios mensais de andamento das obras ao Ministério Público, até que o projeto — já aprovado pelo Corpo de Bombeiros Militar — seja integralmente executado e a unidade obtenha a vistoria final de regularização.

As instituições notificadas têm ainda um prazo de 10 dias para informar se irão acatar as medidas propostas. O descumprimento poderá resultar na adoção de medidas judiciais, incluindo ações para correção das irregularidades e eventual responsabilização dos gestores públicos envolvidos.

A iniciativa integra o trabalho de fiscalização sistemática do MPMS em Amambai, que abrange não apenas a infraestrutura de segurança das unidades prisionais, mas também aspectos relacionados às condições de higiene, saúde, além de projetos educacionais e de trabalho oferecidos aos internos.



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Brasileiros são presos após atropelar manifestantes e atirar contra civis e polícia na fronteira


Um grave episódio de violência registrado na tarde de segunda-feira (28) mobilizou forças de segurança em Capitán Bado, cidade paraguaia localizada na fronteira com Coronel Sapucaia. Um casal de brasileiros foi preso em flagrante após ser acusado de atropelar manifestantes, efetuar disparos contra civis e ainda atacar uma viatura policial.

De acordo com a Polícia Nacional do Paraguai, os envolvidos foram identificados como João Rhicardo Campos Marques, de 50 anos, e Fabiola Matias Marques, de 51, moradores da Colônia Pacolam. Eles teriam reagido de forma violenta a um protesto realizado por pais de alunos da escola pública San Roque, que reivindicavam melhores condições de ensino.

Segundo as informações apuradas, João Rhicardo conduzia uma caminhonete Toyota Hilux quando avançou contra os manifestantes, provocando momentos de pânico. Durante a ação, ele também teria efetuado disparos de arma de fogo contra a multidão, deixando ao menos uma pessoa ferida.

A ocorrência evoluiu para uma perseguição policial que se estendeu por aproximadamente dois quilômetros. Durante a fuga, o suspeito ainda teria disparado contra uma viatura da Polícia Nacional.

Os dois foram detidos em flagrante e devem responder por resistência à prisão, dano ao patrimônio público e tentativa de homicídio. No momento da abordagem, os policiais apreenderam uma pistola calibre 9 milímetros e um carregador.

Ainda conforme as autoridades, o condutor ficou ferido no pé, possivelmente atingido pela própria arma durante a ação, sendo posteriormente encaminhado a uma unidade de saúde sob escolta policial.

O caso ocorreu na rodovia PY-11, na Colônia Mariscal López, e segue sob investigação do Ministério Público do Paraguai, que busca esclarecer todas as circunstâncias do incidente.

João Rhicardo foi preso em flagrante



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Semana de Vacinação nas Américas demonstra união para combater doenças na fronteira


Autoridades brasileiras e paraguaias reforçaram, na manhã desta terça-feira (28), que a vacinação é o método mais eficaz para proteger a população e salvar vidas. O lançamento da Semana de Vacinação nas Américas reuniu representantes dos dois países na Linha Internacional, entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, onde também foram montados postos de imunização para atender moradores da região de fronteira.

Falando em nome do prefeito Eduardo Campos, o secretário municipal de Saúde de Ponta Porã, Daniel Kayatt, destacou o caráter simbólico e prático da ação conjunta. “Ponta Porã e Pedro Juan Caballero são, na prática, uma cidade só. Existe uma linha imaginária, mas o povo é o mesmo. Por isso, nossas equipes atuam de forma integrada para erradicar doenças e garantir acesso à saúde pública para todos”, afirmou.

O secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, Maurício Simões Corrêa, enfatizou os resultados positivos do Estado na cobertura vacinal e reforçou a importância da cooperação internacional.

“Mato Grosso do Sul tem se destacado entre os estados brasileiros nos índices de vacinação, fruto de um trabalho consistente. E essa integração com o Paraguai é fundamental para ampliarmos ainda mais esse alcance, especialmente em uma região de fronteira”, declarou. Ele também ressaltou o resgate de símbolos históricos das campanhas: “O retorno do Zé Gotinha fortalece a comunicação e amplia o alcance das campanhas vacinais entre os dois países”.

O vice-prefeito de Ponta Porã, Patrick Derzi, destacou a importância da união entre as instituições. “Vacina salva vidas. E quando trabalhamos juntos, conseguimos proteger muito mais pessoas”, pontuou.

Representando o Ministério da Saúde, a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, fez um alerta sobre a necessidade de ampliar a conscientização da população.

“Estamos aqui por uma causa essencial. Embora Mato Grosso do Sul esteja na dianteira, ainda enfrentamos desafios. Existem grupos que negam a ciência, e isso impacta a cobertura vacinal. Precisamos reforçar que as vacinas são seguras, eficazes e salvam vidas”, afirmou. Ela também reforçou o compromisso do governo federal com a pauta: “O fortalecimento das campanhas de vacinação é uma prioridade do presidente Lula e uma diretriz clara do governo”.

A ministra da Saúde do Paraguai, María Teresa Barán Wasilchuk, destacou o impacto direto da vacinação na vida das pessoas e a importância da integração entre os países. “A vacina protege o cidadão e reduz a gravidade das doenças. Quando falamos em vacinação, falamos de famílias protegidas e comunidades mais seguras”, disse.

Ela também enfatizou a cooperação na fronteira:

“A saúde não pode ter limites. Precisamos manter esse trabalho conjunto, com respeito e compromisso permanente entre nossos países”.

O governador do Departamento de Amambay, Juan Silvino Acosta, reforçou a importância da união entre as autoridades, enquanto a representante da OPAS/OMS, Haydee Padilla, destacou que ações integradas como essa são fundamentais para o controle e erradicação de doenças.

O evento reuniu diversas autoridades brasileiras e paraguaias, profissionais de saúde e membros da comunidade, consolidando o compromisso conjunto com a promoção da saúde e o fortalecimento das campanhas de vacinação na região de fronteira.



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Pejotização: Impactos Fiscais e trabalhistas, por José Carlos Manhabusco


@josecarlosmanhabusco (Instagram)

            – REPERCUSSÃO GERAL – SUSPENSÃO

O ministro do Supremo Tribunal Federal decidiu suspender a tramitação de todos os processos na Justiça brasileira que discutam a legalidade da chamada “pejotização” (Repercussão Geral – Tema 1389)

O termo Pejotização surge da denominação Pessoa Jurídica: é utilizado para descrever o ato de manter empregados através da criação de empresa pelos contratados – a relação passa a ser entre empresas ao invés do contrato de trabalho entre a empresa e seus empregados (redução encargos trabalhista e tributário; economia de custos).

Na “pejotização” os empregados são contratados como pessoa jurídica em razão da imposição direta ou indireta da empregadora. Nesse contexto, o trabalhador é um prestador de serviços aparente, mas, na prática, atua como verdadeiro empregado, desempenhando suas atividades com pessoalidade e subordinação. 

Em síntese, a “pejotização” é utilizada para fraudar a aplicação da legislação trabalhista.  

A contratação para prestação de serviços sem habitualidade e subordinação é lícita, mas isso não pode ser usado para mascarar a relação de emprego.  

– LEGISLAÇÃO TRABALHISTA

No âmbito da legislação trabalhista, a questão deve ser analisada sob a ótica do princípio da “primazia da realidade”, ou seja, quando a realidade dos fatos prevalece sobre o contrato formal de prestação de serviços. 

A jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho tem entendimento pacífico de que, tratando-se de pedido de reconhecimento de vínculo de emprego, em face de suposta fraude no contrato de trabalho, a competência para julgar o feito é da Justiça do Trabalho.

– CONFLITO STF X TST

O STF reconheceu a legalidade irrestrita da terceirização de serviços, podendo a contratação de trabalhadores ocorrer de forma direta ou por empresa interposta e para exercer indiscriminadamente atividades ligadas à atividade fim ou meio das empresas, não se configurando em tais circunstâncias relação de emprego entre a contratante e o empregado da contratada (ADPF-324 e RE-958252 – Tema 725).

Todavia, a questão não se resume apenas a legalidade, sendo que a licitude do procedimento deve também ser objeto de análise e deliberação.

A jurisprudência do C. TST vem assentando o entendimento de que, reconhecida a fraude na contratação, ante a existência de subordinação direta do empregado à empresa tomadora dos serviços, não há que se falar em licitude da terceirização.

“Representantes da Justiça, do Ministério Público e de auditores-fiscais, todos da área trabalhista, mostraram posição contrária aos julgamentos do Supremo Tribunal Federal relacionados a causas trabalhistas. Nos próximos dias, o Supremo deve analisar os fenômenos da “pejotização” e da “uberização”.

Eles participaram de audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça e da Comissão de Trabalho sobre o papel da Justiça nas novas relações trabalhistas.

Para o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe de Mello Filho, a pejotização elimina a proteção do trabalhador porque, sendo uma empresa, ele não tem os direitos previstos na Constituição. Então pode ficar desamparado na velhice, na doença ou em caso de acidente:

“O PJ é aquele que precifica, é aquele que escolhe o momento do trabalho dele, é aquele que oferece o trabalho dele. Eu quero saber se uma criança pedalando uma bicicleta é empreendedora. Porque ninguém está fiscalizando se tem uma criança pedalando uma bicicleta. E ninguém está registrando que tem 13.477 mortes de motoboys por ano neste país. E se juntarmos os últimos anos, nós chegamos a 36 mil. Eu tenho cansado de dizer: isso está acontecendo há mais de dez anos”, afirmou Mello Filho”. Fonte: Agência Câmara de Notícias

– COMISSÃO DE FINAÇAS E TRIBUTAÇÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Nessa terça-feira (28.04), será discutido os impactos fiscais, orçamentários e trabalhistas da contratação de pessoas para prestar serviços como empresa (Pessoa Jurídica ou PJ), e não como empregados com carteira assinada.

– COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO

Há um enfrentamento quanto a competência da Justiça do Trabalho. É certo que cabe ao STF a interpretação da norma constitucional, porém, quando se trata de provas, data vênia a questão não é da aplicação do Direito.

A Reclamação Constitucional tem sido amplamente utilizada como um caminho para revisão das decisões da Justiça do Trabalho. Até aí, tudo bem. Entretanto, o sofrimento se torna insuportável, uma vez que a demora é significativa para os que necessitam dos direitos trabalhistas.

A pergunta é: Quem é o responsável pela análise da prova?

Em que pese a análise levar em consideração o conjunto probatório, percebe-se que há um confronto entre entendimentos acerca do reconhecimento da fraude na contratação da terceirização da atividade-fim.

Teses jurídicas são elementos importantes para fixação dos precedentes. Todavia, a análise específica, de lide com contornos próprios, não pode ser confundida com debate abstrato sobre tese jurídica.

Com efeito, ainda consta na discussão acerca da responsabilidade pelo recolhimento de tributos, reconhecimento de direitos, efeitos jurídicos da decisão etc.

– CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Por força da oração do art. 114 da Constituição Federal compete à Justiça do Trabalho processar e julgar outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho, na forma da lei. Logo, não se trata de conflito ou invasão de competência da Justiça do Trabalho.

É verdade que o STF possui competência para julgar reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões (art. 102 da CF/88).

– TEMA DO STF

Isto é, se a questão depende da produção de prova, deve-se tomar cuidado com a simples aplicação do Tema 725 do STF.

Destarte, há que se refletir acerca da interferência com relação à competência de cada órgão julgador, levando-se em consideração a matéria e o destinatário da produção de prova.

Não se trata de aplicação da norma constitucional, mas sim do resultado da instrução probatória, uma vez que a competência da Justiça do Trabalho encontra respaldo na própria Constituição Federal.

– SÍNTESE

Em síntese, a declaração ou não de vínculo empregatício é da competência da Justiça do Trabalho, ou seja, a legalidade ou não da forma de contratação. Data vênia, esse é o nosso humilde entendimento.

MANHABUSCO ADVOGADOS SS

José Carlos Manhabusco

SEDE PRÓPRIA: Rua Montese, 320, Jardim Hilda

Dourados-MS CEP: 79814-540

(67) 98465-5290 WhatsApp



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Edital de leilão extrajudicial on-line – Lei 9.514/97


1º LEILÃO: 26/05/2026, às 09:00 horas (por lance não inferior à avaliação).
2º LEILAO: 27/05/2026, às 09:00 horas (pelo maior lance oferecido desde que seja igual ou superior ao valor integral da dívida garantida pela alienação fiduciária, das despesas, inclusive emolumentos cartorários, dos prêmios de seguro, dos encargos legais, inclusive tributos, e das contribuições condominiais, podendo, caso não haja lance que alcance referido valor, ser aceito pelo credor fiduciário, a seu exclusivo critério, lance que corresponda a, pelo menos, metade do valor de avaliação do(s) bem(ns)).
LOCAL ON-LINE: O leilão será realizado exclusivamente on-line no site do leiloeiro – www.simonleiloes.com.br –. O interessado em participar deverá se cadastrar previamente no site do leiloeiro e solicitar habilitação para participar do leilão.
A COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL TRADIÇÃO, pessoa jurídica de direito privado, CNPJ nº 05.528.196/0001-05, NIRE 4140001535-1, com sede na Via do Conhecimento, nº 1911, Km 02, Núcleo Bom Retiro, Pato Branco/PR, torna público que venderá através de Leilão Público realizado pelo leiloeiro Público Oficial ELTON LUIZ SIMON, matrícula JUCEMS 84, nas datas, horários, local e condições de acordo com este Edital de Leilão, do(s) imóvel(is) abaixo descritos, recebido(s) em decorrência da consolidação da propriedade em seu favor, na Escritura Pública de Confissão de Dívida com Abertura de Crédito, lavrada às fls. 184/191 do livro 389, nas notas do 1º Tabelionato de Notas, Registros de títulos e documentos e civil das pessoas jurídicas de Ponta Porã/MS, firmado por AGRODINAMICA COMERCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA, pessoa jurídica de direito privado, CNPJ sob nº 03.139.162/0001-01, com sede na Avenida Marechal Floriano Peixoto, nº 165 , Bairro Paraguaio, CEP: 79.150-000, Maracaju/MS; DULCIMAR COFFERI, brasileiro, casado, empresário, portador da Carteira Nacional de Habilitação CNH n.º 00713174370 expedida pelo DETRAN/MS e do CPF n.º 476.120.450-87; e, SIRLEI CACERES COFFERI, brasileira, empresária, casada, portadora da Cédula de Identidade RG sob nº 491.601 SSP/MS, inscrita no CPF/MF sob nº 518.410.611-15, residentes e domiciliados a Rua Lourival Duarte de Alvarenga, Vila do Prata, CEP:79.150-000, Maracaju/MS, telefone: (42) 9143-7073.
DESCRIÇÃO DO(S) BEM(NS): Fração ideal de 123,0000 ha (cento e vinte e três hectares) do imóvel rural denominado “Fazenda São Matheus IV”, localizado no Município e Comarca de Ponta Porã/MS, com área total de 223,8068 ha (duzentos e vinte e três hectares, oitenta ares e sessenta e oito centiares), de terras pastais e lavradias, com perímetro de 6.974,74m, limites e confrontações constantes na matrícula nº 61.440 do Registro de Imóveis de Ponta Porã/MS, Livro 2.
ÔNUS: Os que constarem na matrícula.
No PRIMEIRO PÚBLICO LEILÃO, o lance mínimo será de R$ 9.433.333,33 (nove milhões, quatrocentos e trinta e três mil trezentos e trinta e três reais e trinta e três centavos), podendo tal valor ser atualizado até o leilão.
Caso não haja licitante, no SEGUNDO PÚBLICO LEILÃO, o(s) imóvel(is) será(ão) vendido(s) pelo maior lance oferecido, atendendo o lance total mínimo de R$ 9.447.705,38 (nove milhões, quatrocentos e quarenta e sete
mil setecentos e cinco reais e trinta e oito centavos), podendo ser atualizado até o 2º leilão, se for o caso. Caso não haja lance que alcance referido valor, poderá ser aceito pelo credor fiduciário, a seu exclusivo critério, lance que corresponda a, pelo menos, metade do valor de avaliação do(s) bem(ns).
O interessado em participar do leilão de forma on-line deverá se cadastrar no site do leiloeiro, encaminhar a documentação e solicitar habilitação, em tempo hábil para participação on-line.
É assegurado ao devedor(es) fiduciante(s) o direito de preferência para adquirir o(s) imóvel(is) até a data da realização do segundo leilão nos termos do art. 27 § 2º-B da Lei 9.514/97. A(s) arrematação(ões) ficará(ão), portanto, condicionadas ao não exercício da preferência pelo devedor(es) fiduciante(s).
Correrão por conta do arrematante todas as despesas com alvarás, registros, certidões, emolumentos cartorários, etc, despesas com regularização e encargos de eventuais áreas construídas a maior, bem como a desocupação (em caso de imóvel ocupado) nos termos do art. 30 da lei 9.514/97, ficando o arrematante responsável também por reparos e regularizações necessárias, ainda que originadas antes da data do leilão público.O(s) bem(ns) mencionado(s) acima será(ão) vendido(s) sob a forma “AD CORPUS”, no estado de conservação e condição em que se encontra(m), pressupondo-se tenham sido previamente examinado(s) pelo licitante, não cabendo, pois, a respeito dele, qualquer reclamação posterior quanto às suas qualidades intrínsecas ou extrínsecas. As fotos são meramente ilustrativas. As áreas mencionadas nos editais e materiais de divulgação são meramente enunciativas e repetitivas das dimensões constantes do registro imobiliário.
Deverá o interessado cientificar-se previamente das restrições impostas pelas legislações municipal, estadual e federal aos imóveis, no tocante ao uso do solo ou zoneamento, passivo ambiental, e, ainda, das obrigações decorrentes das convenções e especificações de condomínio, quando for o caso, as quais estará obrigado a respeitar em decorrência da arrematação.
O pagamento de débitos condominiais ou tributos, se houver, vencidos e/ou vincendos, incidentes sobre o imóvel, é de responsabilidade do arrematante.
O(s) imóvel(s) será(ão) vendido(s) nas condições fiscais em que se apresentam perante os órgãos públicos, obrigando-se o arrematante a regularização junto aos órgãos competentes. A Credora Fiduciária não responde por débitos de INSS que por ventura existam ou vierem a existir, bem como qualquer outro ônus, providências ou encargos necessários.O Arrematante/Comprador ficará obrigado a firmar a escritura pública definitiva tão logo concluídas todas as regularizações e providências necessárias. Serão de responsabilidade do Arrematante/Comprador todas as providências e despesas necessárias à transferência do(s) imóvel(is). Todas as providências e despesas necessárias à desocupação do(s) imóvel(is), ocupados a qualquer título, correrão por conta exclusiva do Arrematante.
Eventuais regularizações da(s) matrícula(s) correrão por conta do arrematante.Na forma do disposto no artigo 448, do Código Civil, o Vendedor se responsabiliza por eventual evicção, somente até o valor recebido a título de arremate, excluídas quaisquer perdas.
Ressalta-se que o(s) imóvel(is) discriminado(s) foi(ram) adquirido(s) pela consolidação de propriedade fiduciária e retomado pela Credora Fiduciária nos termos da Lei nº 9.514/97, estando atualmente a propriedade
consolidada em nome da Credora Fiduciária.As imagens divulgadas no site do leiloeiro são meramente ilustrativas, sendo responsabilidade do arrematante constatar a localização e situação real do(s) bem(ns).As demais condições obedecerão o Decreto 21.981/32 com as alterações introduzidas pelo Decreto 22.427/33 e Lei 13.138/2015 que regula a profissão de Leiloeiro e pela Lei 9.514/97.
FORMA DE PAGAMENTO: No prazo de vinte e quatro horas contados a partir da arrematação, o arrematante pagará ao Credor Fiduciário à vista, mediante depósito em conta da Credora Fiduciária o valor da arrematação. (Eventuais outras formas dependerão de autorização expressa do Credor Fiduciário).
COMISSÃO DO LEILOEIRO: a) 5% (cinco por cento) sobre o valor da arrematação do(s) bem(ns) nos casos de arrematação, a ser paga pelo arrematante; b) 5% (cinco por cento) sobre o valor da dívida em caso de exercício do direito de preferência, a ser paga pelo devedor; c) 5% (cinco por cento) sobre o valor da dívida em caso de acordo a ser paga pelo devedor.
MAIS INFORMAÇÕES: Com o leiloeiro pelo telefone (46) 3225-2268, site: www.simonleiloes.com.br e e-mail: simonleiloes@simonleiloes.com.br
Pato Branco/PR, 23 de abril de 2026.
__________________________________ELTON



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Operação da Polícia Federal mira quadrilha que traficava cocaína da Bolívia


A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação Fidelis, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida no tráfico de drogas e em outros crimes associados, com atuação em diferentes estados do país. A ação é resultado de meses de investigação e teve como foco um grupo estruturado e especializado no transporte de cocaína oriunda da Bolívia.

Durante a operação, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e 2 mandados de prisão preventiva, além de medidas judiciais de bloqueio e sequestro de bens. As ordens foram expedidas pela Justiça Estadual de Três Lagoas (MS), município apontado como peça-chave na logística da organização criminosa.

De acordo com a Polícia Federal, o grupo utilizava Três Lagoas como entreposto estratégico para armazenamento, fracionamento e redistribuição da droga, que tinha como destino grandes centros urbanos do país. Ao longo das investigações, foram identificados fortes indícios da participação da quadrilha no transporte de mais de meia tonelada de entorpecentes.

As medidas patrimoniais resultaram no bloqueio de bens e valores que somam aproximadamente R$ 4 milhões. O objetivo, segundo os investigadores, é descapitalizar a organização e interromper suas atividades ilícitas, atingindo diretamente sua estrutura financeira.

O nome da operação, “Fidelis”, tem origem no latim e significa “fiel” ou “leal”. A escolha faz referência à relação de confiança e lealdade entre os integrantes do grupo, especialmente no núcleo familiar que compunha a organização, marcado pelo repasse constante de ordens, recursos e informações sensíveis. Entre os presos estão dois irmãos apontados como peças relevantes no esquema.

As diligências também tiveram como objetivo a apreensão de documentos, dispositivos eletrônicos, dinheiro e outros bens que possam contribuir para o avanço das investigações. Todo o material recolhido será submetido à análise pericial e financeira.

Os suspeitos presos permanecem à disposição da Justiça Federal e poderão responder por crimes como tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal destacou que a operação reforça o compromisso da instituição no combate ao crime organizado e na manutenção da segurança pública.



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“A Rota Bioceânica já começou, e MS precisa se posicionar agora”, diz professor de MBA Internacional


A UNIGRAN promoveu, na sexta-feira (24), Aula Magna para apresentar o MBA Internacional em Rotas Bioceânicas, reunindo acadêmicos, profissionais e convidados interessados em uma das iniciativas estratégicas de integração logística da América do Sul. O evento contou com palestra do professor mestre Oto Ferreira Cândido de Souza, que destacou os impactos econômicos e educacionais da nova configuração regional para Mato Grosso do Sul e para os quatro países envolvidos no corredor: Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

Primeiro curso de pós-graduação da América do Sul voltado exclusivamente ao tema, o MBA Internacional em Rotas Bioceânicas é ofertado pela UNIGRAN Capital e surge em um momento decisivo para o desenvolvimento regional. A Rota Bioceânica conectará o Centro-Oeste brasileiro aos portos do norte chileno, criando uma alternativa logística ao Oceano Atlântico e aproximando a produção nacional dos mercados asiáticos.

Durante a palestra, o professor Oto Cândido ressaltou que Mato Grosso do Sul deixa de ocupar apenas a posição de estado produtor para assumir protagonismo como plataforma logística internacional. “A Rota Bioceânica conecta o Brasil ao Paraguai, Argentina e Chile, criando uma saída mais direta para o Oceano Pacífico e aproximando o Centro-Oeste dos mercados asiáticos. Mato Grosso do Sul já possui uma posição geográfica estratégica e uma base produtiva forte, especialmente no agronegócio, mas o diferencial estará na capacidade de transformar essa vantagem em competitividade. Quem se preparar primeiro tende a capturar melhor as oportunidades que virão com a Rota Bioceânica”, afirmou.

Segundo ele, setores como turismo, agronegócio, indústria, comércio exterior e serviços especializados tendem a ser beneficiados. No caso do agronegócio, o avanço logístico pode potencializar cadeias produtivas de grãos, carnes, fibras e celulose, segmentos que já sustentam parte expressiva da economia sul-mato-grossense. Dados do Ministério da Agricultura apontam que o Brasil exportou mais de US$ 166 bilhões em produtos do agronegócio em 2025, evidenciando a relevância estratégica da competitividade logística nacional.

O professor destacou também o caráter imediato da busca por qualificação, tendo em vista que a previsão de entrega da ponte é para agosto deste ano. “A Rota Bioceânica não é mais uma oportunidade distante: ela já começou. Os movimentos econômicos, institucionais e territoriais em torno do corredor já estão acontecendo, e Mato Grosso do Sul precisa se posicionar desde agora para aproveitar plenamente esse novo ciclo de desenvolvimento. A ponte sobre o Rio Paraguai, entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, está prevista para agosto de 2026, o que reforça ainda mais a necessidade de preparação imediata”, alertou.

A coordenadora do MBA, professora Cristiane Viegas, explicou que o curso foi estruturado para formar profissionais aptos a atuar em processos de integração econômica, institucional e logística. “O aluno desenvolverá competências em planejamento logístico, gestão de cadeias

internacionais de suprimentos, comércio exterior, sustentabilidade e análise geopolítica”, destacou.

Com duração aproximada de 10 meses e metodologia ativa, a pós-graduação oferece aulas on-line, estudos de caso e projetos aplicados à realidade dos países que integram o corredor bioceânico. O público-alvo contempla gestores públicos, empresários, profissionais de logística, comércio exterior, agronegócio e recém-graduados que buscam inserção em uma área em expansão.

Para o professor Oto, o maior desafio agora é transformar potencial geográfico em competitividade concreta. “A rota não vai gerar resultados automaticamente. Será preciso preparar empresas, produtores, trabalhadores, gestores públicos e instituições para transformar esse corredor em oportunidades concretas de negócios, turismo, exportação, industrialização e integração regional”, pontuou. As inscrições para a nova turma estão abertas e podem ser realizadas pela página da pós-graduação (materiais.unigran.br/mba-rotas-bioceanicas#rd-form-joq3m2m5), no site da UNIGRAN Capital.



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