O Syngenta Group anunciou nesta terça-feira a nomeação de Hengde Qin como novo CEO, com início previsto para 1º de agosto de 2026.
A decisão foi tomada de forma unânime pelo Conselho de Administração após um processo de indicação e sucessão. Atualmente COO (Chief Operating Officer) e responsável pela área de Sementes, Qin substituirá Jeff Rowe, que permanecerá no cargo até a data de transição e depois retornará aos Estados Unidos.
Segundo o presidente do Conselho de Administração, Fanrong Li, a escolha de Qin se baseia em sua experiência operacional, financeira e comercial. Ele afirmou que o executivo reúne competências consideradas relevantes para a continuidade da estratégia de desenvolvimento sustentável e criação de valor da companhia.
O Conselho também agradeceu a Jeff Rowe pela condução da empresa em um período de desafios no setor agrícola.
Hengde Qin está baseado na sede da Syngenta em Basileia, na Suíça, desde janeiro de 2023. Ele integra a equipe executiva da empresa desde 2020, tendo ocupado diferentes funções de liderança nas áreas de negócios, finanças, recursos humanos e operações globais. Entre os cargos já exercidos estão os de CFO (Chief Financial Officer) e presidente da Syngenta Group China.
Jeff Rowe ingressou na Syngenta em 2016 e liderou inicialmente a reestruturação da unidade de Sementes, com crescimento e retorno à lucratividade. Posteriormente, comandou a área de Proteção de Cultivos, antes de assumir o cargo de CEO da companhia.
O Governo de Mato Grosso do Sul deu mais um passo para ampliar a mobilidade urbana na região das Moreninhas, em Campo Grande, com o lançamento da licitação para implantação de um novo acesso pavimentado que vai ligar a Avenida Altos da Serra à Avenida Salomão Abdala, criando uma nova conexão entre as Moreninhas e o Rita Vieira.
Publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (1º), a concorrência eletrônica nº 091/2026 prevê investimento estimado em R$ 57.980.488,49 para execução da obra. O projeto inclui pavimentação asfáltica, drenagem de águas pluviais e a transposição do Córrego Lageado, com a construção de uma ponte de 23,50 metros.
Ao todo, estão previstos 73.107,05 m² de pavimentação em CBUQ e 6.022,88 metros de drenagem com tubos de concreto. A obra vai criar uma nova rota de deslocamento, funcionando como alternativa à Avenida Guaicurus e ao Anel Viário, com reflexos diretos na fluidez do trânsito e na segurança viária.
A licitação representa a 2ª etapa a ser executada dentro do projeto de infraestrutura urbana de acesso às Moreninhas. A abertura das propostas está marcada para 20 de julho de 2026, às 8h30, e integra a estratégia do Estado de qualificar o sistema viário em uma das regiões mais populosas da Capital, com intervenções estruturantes voltadas à mobilidade, drenagem e conexão entre bairros.
Histórico de investimentos
A nova licitação se soma a um conjunto de obras já executadas ou em andamento na região das Moreninhas. Entre as entregas concluídas, o Governo do Estado finalizou, em novembro de 2023, a pavimentação e drenagem no Moreninha IV – Etapa 02, com investimento de R$ 1.290.636,81, contemplando as ruas João Adolfo Cintra, Candida Menezes Cintra, Antônio Pires de Oliveira, Elias Saad e Clotilde Chaia.
Também foi concluída, em novembro de 2023, a obra de pavimentação, drenagem e restauração funcional da Avenida Cafezais, com aporte de R$ 11.307.254,39.
Já em janeiro de 2026, foi entregue a 1ª etapa – Lote 2 da implantação asfáltica, drenagem e recapeamento na Avenida Alto da Serra e adjacências, com investimento de R$ 53.697.953,56, abrangendo avenidas, ruas e travessas da região.
Outro investimento importante foi a obra de pavimentação e drenagem no Moreninha IV – Etapa I, com valor de R$ 1.422.501,17, contemplando as ruas Maria Cândida de Rezende, Orlomar Fernandes, Ivo Osman Miranda e Copaíba, com término em dezembro de 2025.
Além disso, nesta terça-feira (30/06) foi assinada a Ordem de Início de Serviço da obra de implantação asfáltica, drenagem de águas pluviais e restauração de pavimento nos bairros Moreninhas III e IV, no valor de R$ 8.965.994,57. Com essa intervenção, a previsão é concluir a pavimentação integral das Moreninhas.
Na área esportiva, o Estado também investe na construção da pista de skate e vestiário no bairro Moreninhas, com valor contratado de R$ 1.468.631,26. A estrutura, projetada no padrão da Confederação Brasileira de Skate, terá 1.019 m², vestiários e condições para receber eventos nacionais, com foco em acessibilidade, segurança e uso esportivo qualificado.
Com a nova ligação viária entre Altos da Serra e Salomão Abdala, o Governo do Estado amplia a rede de conexões urbanas da Capital e reforça uma linha de investimento contínuo na região das Moreninhas, combinando mobilidade, infraestrutura, drenagem, segurança viária e qualificação urbana.
“Essa licitação representa mais um passo importante do Governo do Estado na requalificação da região das Moreninhas, com uma obra estruturante que vai ampliar a mobilidade urbana, melhorar a segurança viária e criar uma nova ligação entre a Avenida Altos da Serra e a Avenida Salomão Abdala, conectando as Moreninhas ao Rita Vieira. Além da pavimentação e da drenagem, o projeto inclui a transposição do Córrego Lageado com a construção de uma ponte, o que garante uma nova alternativa de deslocamento para a população e reforça um conjunto de investimentos que o Estado já vem executando na região”, pontua o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog).
PEQUIM, 1 Jul (Reuters) – A atividade industrial da China registrou expansão pelo sétimo mês consecutivo em junho, encerrando seu melhor trimestre desde o final de 2020, uma vez que a produção e os novos pedidos continuaram a crescer, segundo uma pesquisa empresarial divulgada nesta quarta-feira.
O Índice de Gerentes de Compras (PMI) final da RatingDog para a indústria da China, compilado pela S&P Global, recuou de 51,8 em maio para 51,7 em junho, mas ficou acima da previsão dos analistas de 51,6. A marca de 50 separa crescimento de contração.
A média do PMI para o segundo trimestre foi de 51,9, a mais alta para qualquer trimestre desde o os últimos três meses de 2020.
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“De modo geral, o setor industrial manteve uma expansão constante em junho, apoiado pelo crescimento sustentado de novos pedidos, pela redução das pressões de custos e pela melhora nas condições do mercado de trabalho”, afirmou Yao Yu, fundador da RatingDog.
Uma pesquisa oficial divulgada na terça-feira mostrou que a atividade industrial da China voltou a crescer em junho, impulsionada pela demanda por chips, computadores e outros produtos relacionados à IA.
A produção cresceu pelo sétimo mês consecutivo, embora o ritmo tenha desacelerado para o menor nível em três meses, de acordo com a pesquisa da RatingDog.
O emprego aumentou pela primeira vez em três meses, com a criação de vagas atingindo o nível mais alto desde agosto de 2023. A carteira de pedidos também cresceu pelo quinto mês consecutivo, sugerindo que as empresas enfrentaram cargas de trabalho crescentes, apesar dos níveis mais elevados de pessoal.
No geral, as novas encomendas aumentaram pelo 13º mês consecutivo, igualando a maior sequência de expansão desde 2018.
Os novos negócios de exportação, no entanto, caíram pelo segundo mês consecutivo. Os preços de exportação continuaram a subir, mas na taxa mais lenta desde março.
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As pressões de custo diminuíram ainda mais. Os preços dos insumos subiram pelo 12º mês consecutivo, mas no ritmo mais fraco desde janeiro, enquanto os preços de venda aumentaram pelo sexto mês consecutivo.
Os juros de investimentos no Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) Mulher cairão de 3% para 2% ao ano, enquanto as taxas do microcrédito serão mantidas em 0,5% ao ano, segundo anunciado nesta terça-feira (30).
O governo federal ampliou as condições de acesso ao crédito para mulheres e jovens no âmbito do Pronaf, com novas faixas de financiamento, reajuste de limites e redução de juros.
Segundo a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiavelli, até 2023 o programa já contava com a linha Pronaf Mulher, voltada a famílias com maior estrutura produtiva. Nas últimas três safras, foi criada uma linha intermediária com juros menores para ampliar o acesso.
No microcrédito, o governo informou que o limite anterior de R$ 6 mil por família foi ampliado, com a criação de limites individuais para mulheres. O valor familiar passou para R$ 12 mil, enquanto o teto individual para mulheres foi fixado em R$ 15 mil. A ministra afirmou que a mudança buscou ampliar a autonomia de decisão sobre o acesso ao crédito dentro das famílias rurais.
Nesta safra, o microcrédito voltado a mulheres poderá ser utilizado em atividades como quintais produtivos e práticas agroecológicas, com acréscimo de até R$ 8 mil em custeio, totalizando até R$ 28 mil por beneficiária, segundo a ministra.
Para jovens, o governo informou a possibilidade de acesso a até R$ 8 mil por filho, com limite de até R$ 16 mil por família.
De acordo com a ministra, o volume de crédito acessado por mulheres dobrou nas últimas três safras, alcançando R$ 48 bilhões. Nesse período, foram firmados 2,4 milhões de contratos, com participação feminina em 55% das operações de microcrédito. O governo também informou o apoio a cerca de 130 mil quintais produtivos.
Seguro Rural
Agricultores que acessam o Pronaf têm de aderir ao Proagro, seguro obrigatório que garante cobertura em caso de perdas decorrentes de eventos climáticos. Segundo a ministra, o sistema foi aprimorado para orientar o produtor a partir das ZARC (Zonas de Aptidão Agrícola), de forma que o plantio na janela recomendada pode resultar em prêmio maior, com alíquotas ajustadas ao nível de risco de cada cultura. Ela afirmou que esse modelo contribuiu para o equilíbrio fiscal do programa.
A ministra acrescentou que ajustes recentes buscaram lidar com situações específicas, como agricultores que cultivam diferentes tipos de lavouras. Nesse caso, houve redução de alíquotas e criação de incentivos para estimular a diversificação produtiva e facilitar o acesso ao seguro.
No caso dos produtores que não acessam o Pronaf, há o programa Garantia Safra, voltado à agricultura familiar em regiões mais vulneráveis. O mecanismo prevê pagamento em caso de perda de produção por estiagem, por exemplo, com valor de referência de R$ 1,2 mil por família nesta safra. O financiamento é compartilhado entre União, estados, municípios e agricultores.
Adaptação climática
A ministra também informou a destinação de R$ 413 milhões para projetos de resiliência climática, com recursos não reembolsáveis e assistência técnica voltados à adaptação dos sistemas produtivos às mudanças climáticas.
Em relação à expectativa de um ano marcado pelo evento climático El Niño, o ministério afirmou que há preocupação com os impactos sobre assentamentos da reforma agrária, especialmente em relação a incêndios no estado do Amazonas. Segundo a ministra, há diálogo com o Fundo Amazônia para apoiar a constituição de brigadas de combate ao fogo em assentamentos.
Ela também mencionou outras iniciativas, como o financiamento antecipado de tecnologias sociais de adaptação climática. De acordo com a ministra, essas ações já contam com protocolos estabelecidos e têm contribuído para a resposta a eventos climáticos extremos.
Moradia
A ministra também destacou, em coletiva, que o Pronaf passou a incluir também crédito voltado à moradia no meio rural.
Segundo Machiavelli, o programa já contemplava contratos para construção de banheiros e ampliou o limite para até R$ 10 mil destinados a esse tipo de melhoria ou a pequenos reparos em residências rurais.
A ministra afirmou que a política avançou para permitir o financiamento da construção de casas no campo. “Além de financiar a produção, pela primeira vez estamos financiando a residência rural, porque entendemos que o produtor rural tem direito a uma habitação digna”, disse.
No mês, as concessões de financiamentos com recursos livres, nos quais as condições dos empréstimos são livremente negociadas entre bancos e tomadores, caíram 1,1% em relação ao mês anterior
(Reuters) – As concessões de empréstimos no Brasil aumentaram 0,2% em maio na comparação com o mês anterior, informou o Banco Central nesta quarta-feira, com o estoque total de crédito avançando 0,6% no período, a R$7,3 trilhões.
No mês, as concessões de financiamentos com recursos livres, nos quais as condições dos empréstimos são livremente negociadas entre bancos e tomadores, caíram 1,1% em relação ao mês anterior. Para as operações com recursos direcionados, que atendem a parâmetros estabelecidos pelo governo, houve alta de 13,3% no período.
A inadimplência no segmento de recursos livres ficou em maio em 6,2%, contra 6,1% no mês anterior.
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Já os juros cobrados pelas instituições financeiras no crédito livre ficaram em 49,5% ao ano, um aumento de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior.
Nos recursos direcionados, houve recuo mensal de 0,3 ponto percentual nos juros cobrados, a 12,2% ao ano.
O spread bancário, diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final cobrada do cliente, ficou estável em 35,8 pontos percentuais nos recursos livres.
SÃO PAULO, 1 Jul (Reuters) – A atividade industrial no Brasil voltou a registrar leve expansão em junho, com pressões inflacionários menores, criação de vagas de trabalho e aumento de estoques compensando retrações nas vendas e nos volumes de produção, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI) divulgada nesta quarta-feira.
O PMI da indústria brasileira, compilado pela S&P Global, subiu a 50,8 em junho, de 49,1 em maio, ficando pouco acima da marca de 50 que separa contração de crescimento.
No entanto, o crescimento refletiu principalmente a criação de empregos pelo quinto mês seguido e a formação de estoques, já que dois dos maiores subcomponentes do indicador — produção e novas encomendas — permaneceram em território de contração.
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Os estoques de itens de pré-produção aumentaram pelo quarto mês consecutivo em junho, no ritmo mais forte em quase cinco anos, com os participantes da pesquisa mencionando chegada de insumos adquiridos anteriormente e esforços recentes para reforçar os estoques de segurança. Os estoques de produtos acabados também cresceram, encerrando uma sequência de dois meses de redução.
O PMI também foi impulsionado pelo índice de prazo de entrega dos fornecedores. Embora prazos de entrega mais longos normalmente sinalizem condições de demanda forte, o atual aumento desses prazos refletiu interrupções nas cadeias de oferta causadas pelo conflito no Oriente Médio.
‘O conflito no Oriente Médio … não ajuda — ele está agravando a inflação, prejudicando o comércio, abalando a confiança das empresas e provocando alguns dos piores atrasos nas entregas que vimos desde meados de 2022, tornando mais difícil para as companhias obterem os materiais de que necessitam’, disse Pollyanna De Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence.
As contrações nas novas encomendas totais e na produção tiveram um ritmo mais lento do que em maio, mas as empresas continuaram relatando redução do apetite dos clientes por bens, pressões competitivas e encolhimento do mercado. As encomendas internacionais registraram queda acentuada, embora em ritmo menos intenso do que no mês anterior.
Os três grandes segmentos da indústria monitorados pela pesquisa — bens de consumo, intermediários e de investimento — registraram reduções na produção, nos novos pedidos e nas vendas para o exterior.
Os custos de insumos tiveram a menor pressão inflacionária em três meses, mas as empresas ainda apontaram que a guerra no Oriente Médio elevou os gastos com combustíveis, matérias-primas e transporte.
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Os preços cobrados também subiram no ritmo mais lento em três meses, à medida que parte dos custos adicionais foi repassada aos clientes.
Embora as empresas tenham mantido uma visão positiva sobre as perspectivas de crescimento, a confiança recuou em junho para o menor nível em 14 meses. O otimismo foi limitado por preocupações relacionadas à concorrência, ao comportamento da demanda, à incerteza política e à volatilidade dos mercados globais.
“Infelizmente, todo esse recurso que nós pedimos, mais uma vez, não fomos atendidos”. A avaliação é do presidente da SRB (Sociedade Rural Brasileira), Sérgio Bortollozo, sobre o Plano Safra 2026/27 anunciado pelo governo federal. Segundo ele, embora a entidade não esperasse um volume de recursos muito superior ao apresentado, as medidas anunciadas não atendem às demandas do setor agropecuário.
Bortollozo afirmou que o resultado reflete um cenário de negociações entre diferentes áreas do governo. “Nós entendemos que é um embate muito grande entre o setor financeiro, o Ministério da Fazenda e o Ministério da Agricultura”, disse em entrevista ao CNN Agro News.
Para o presidente da SRB, o Plano Safra deveria ser reestruturado. “A agricultura precisa trabalhar com um planejamento mais a longo prazo. O Plano Safra não devia ser um plano de imediato, devia ser um plano de Estado, dada a importância do agro”, afirmou. Ele citou como exemplo o caso da China, que organiza planos quinquenais.
O dirigente também avaliou que, apesar do volume anunciado, o acesso aos recursos permanece limitado para parte dos produtores. Segundo ele, agricultores com restrições financeiras ou menor rentabilidade enfrentam dificuldades para obter crédito.
Entre os pontos levantados pela entidade está a ausência de previsão para o seguro agrícola.
“Nós temos que pensar que isso tem que ser revisto, um Plano Safra que sai mais uma vez sem nenhuma previsão para seguro agrícola. Um Plano Safra que sai em um momento que tivemos um reajuste por uma resolução do Conselho Monetário Nacional e que, na verdade, descaracteriza o manual de crédito rural. Então tudo isso gera uma tensão, um clima não muito favorável dentro do nosso setor”, disse.
Ao comentar o montante anunciado, o presidente da SRB comparou os recursos do Plano Safra com o custo estimado da produção agrícola brasileira. “O orçamento de uma safra brasileira é de R$ 1,5 trilhão. Quando você entende que um Plano Safra vai atender cerca de R$ 600 bilhões, a gente percebe que infelizmente o produtor rural não está sendo tratado”, afirmou.
O presidente da SRB também comentou o papel das LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio), da poupança rural, das CPRs (Cédulas de Produto Rural) e de operações de barter como fontes de financiamento. Para ele, esses instrumentos representam alternativas importantes, mas não alcançam todos os produtores. “Não são todos os produtores que têm acesso a isso, principalmente porque você precisa ter um investidor do outro lado”, afirmou.
Na avaliação de Bortollozo, os mecanismos privados complementam o financiamento do setor, mas não substituem o papel do governo por meio do Plano Safra. “Quando falamos de um Plano Safra estabelecido pelo governo, é porque, na verdade, inclui a mão do governo. E infelizmente nós não entendemos que fomos atendidos”, concluiu.
O Governo de Mato Grosso do Sul dá mais um passo na modernização da defesa agropecuária estadual, com um conjunto de medidas voltadas ao fortalecimento da defesa sanitária animal e vegetal, com foco em inovação, segurança, desburocratização e competitividade para o setor produtivo.
A iniciativa, conduzida pela IAGRO (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), reforça a estratégia do Estado de alinhar rigor técnico, ciência e eficiência administrativa para atender às novas demandas do agronegócio, um dos principais motores da economia sul-mato-grossense.
Entre as medidas apresentadas no final desta manhã (30) está a atualização das regras do vazio sanitário da soja, considerada uma importante evolução na gestão fitossanitária da cultura no Estado. A proposta altera a Resolução Semagro nº 648/2017 e substitui o conceito de proibição do plantio antes de 15 de setembro pela proibição da manutenção, emergência, germinação, desenvolvimento ou permanência de plantas vivas de soja, cultivadas ou voluntárias, durante o período do vazio sanitário, compreendido entre 15 de junho e 15 de setembro.
Segundo o secretário da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Artur Falcette, a proposta é resultado de uma construção coletiva com representantes do setor produtivo, da pesquisa e da defesa agropecuária, buscando oferecer respostas imediatas às demandas do campo sem comprometer a segurança fitossanitária do Estado.
“Estamos assinando uma resolução que atende a uma demanda apresentada pelo setor produtivo da soja em Mato Grosso do Sul. Após reunir todos os envolvidos nesse processo de discussão técnica, propomos uma alteração na legislação estadual que permite uma ação imediata em benefício do produtor rural e, ao mesmo tempo, encaminhamos ao Ministério da Agricultura e Pecuária um pedido de revisão do Zoneamento Agrícola de Risco Climático”, explica.
O secretário destaca que a alteração representa um primeiro passo para ampliar a flexibilidade operacional dos produtores, acompanhando a evolução tecnológica e as transformações climáticas observadas nos últimos anos.
A medida atende ao setor produtivo e amplia a competitividade da soja em Mato Grosso do Sul, afirma Artur Falcette.
“A resolução deixa de tratar exclusivamente da data de plantio e passa a considerar a manutenção ou germinação das plantas. Na prática, o produtor poderá antecipar o plantio, desde que garanta que não haverá germinação até 15 de setembro. Essa é a medida que o Estado pode adotar neste momento, enquanto solicitamos ao Ministério da Agricultura a revisão do zoneamento para que possamos discutir a antecipação da janela de plantio para 1º de setembro a partir da safra 2027/2028”, afirma.
De acordo com Falcette, a medida busca adequar a legislação à nova realidade tecnológica da agricultura sul-mato-grossense.
“Nos últimos anos, tivemos avanços significativos nos pacotes tecnológicos, expansão da irrigação e mudanças climáticas que impactam diretamente a produção. O objetivo é permitir que uma parcela maior da área cultivada esteja dentro da janela ideal de plantio, especialmente para produtores que já trabalham com irrigação, contribuindo para melhores resultados produtivos”, destaca.
O secretário ressalta ainda que o vazio sanitário permanece como instrumento fundamental de defesa fitossanitária, mas que os avanços tecnológicos exigem atualização constante das normas.
“O vazio sanitário é essencial para o controle da ferrugem asiática da soja e continuará existindo. O que estamos fazendo é adequar a legislação à realidade observada no campo, considerando que as janelas ideais de plantio vêm se antecipando ao longo dos anos”, afirma.
Na prática, a medida permitirá ao produtor rural maior flexibilidade no planejamento e na logística da semeadura já a partir da safra 2026/2027, desde que seja assegurada a inexistência de plantas vivas de soja durante o período estabelecido. O objetivo central da política permanece inalterado: interromper o ciclo da ferrugem asiática e reduzir riscos fitossanitários para a principal cultura agrícola do Estado.
A proposta foi construída a partir de amplo diálogo técnico com representantes do setor produtivo e da comunidade científica, reunindo contribuições da Famasul, Aprosoja/MS, Fundação MS, Fundação Chapadão e Embrapa.
Como desdobramento da medida, a Semadesc também encaminhará solicitação ao Ministério da Agricultura e Pecuária, por meio da Superintendência Federal de Agricultura em Mato Grosso do Sul, para avaliação técnica sobre a possibilidade de revisão do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), visando analisar a abertura da janela de plantio a partir de 1º de setembro na safra 2027/2028.
Outro tema estratégico apresentado pelo Governo do Estado refere-se à ampliação do prazo de validade dos exames de Anemia Infecciosa Equina (AIE). Atendendo a demandas do setor produtivo e de representantes da Assembleia Legislativa, será formalizado pedido de análise técnica à Superintendência Federal de Agricultura em Mato Grosso do Sul para avaliar a viabilidade de ampliação do prazo de validade dos exames de 60 para 120 dias na região do planalto sul-mato-grossense.
Sobre essa pauta, Artur Falcette explica que a proposta busca conciliar simplificação de procedimentos e manutenção dos elevados padrões de defesa sanitária do Estado.
Outro tema estratégico apresentado refere-se à ampliação do prazo de validade dos exames de Anemia Infecciosa Equina (AIE)
“O estudo realizado pela IAGRO demonstra que, para o Planalto Sul-Mato-Grossense, a ampliação da validade do exame de Anemia Infecciosa Equina de 60 para 120 dias não representa aumento significativo de risco sanitário. Estamos encaminhando esse estudo ao Ministério da Agricultura para que seja analisada a possibilidade de revisão da norma”, afirma.
Segundo o secretário, a medida poderá beneficiar produtores rurais, atletas e profissionais ligados ao segmento equestre.
“A validade atual dos exames representa uma limitação não apenas para produtores rurais, mas também para atletas do laço, competidores e participantes de eventos equestres. Muitas vezes, esses profissionais permanecem longos períodos em deslocamento e acabam enfrentando dificuldades devido ao vencimento dos exames. Nosso objetivo é construir uma solução técnica, segura e baseada em evidências científicas”, destaca.
O Governo do Estado destaca que nenhuma alteração normativa foi realizada até o momento. A iniciativa marca o início de um processo de discussão técnica, transparente e fundamentado em evidências científicas, com o objetivo de verificar a possibilidade de modernização dos procedimentos sem comprometer a segurança sanitária do rebanho estadual.
A proposta prevê, ainda, que eventual ampliação do prazo seja acompanhada pelo fortalecimento dos mecanismos de rastreabilidade animal, utilizando ferramentas tecnológicas como a Resenha Virtual, o Passaporte Equestre Digital e o Aplicativo do Transportador. As tecnologias permitirão ampliar o controle do trânsito animal e aprimorar a capacidade de rastreamento em situações de emergência sanitária.
As medidas reforçam o compromisso do Governo de Mato Grosso do Sul com uma defesa agropecuária moderna, baseada em ciência, inovação e diálogo permanente com o setor produtivo, consolidando o Estado como referência nacional em sanidade animal e vegetal e ampliando a competitividade do agronegócio sul-mato-grossense.
Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS Fotos: Bruno Rezende/Secom-MS
O número de empregos no setor privado dos Estados Unidos cresceu menos do que o esperado em junho, mas uma queda acentuada nas demissões planejadas indicou condições estáveis no mercado de trabalho no mês passado.
A economia dos EUA abriu 98.000 postos de trabalho no setor privado no mês passado, após 122.000 em maio em dado não revisado, segundo o relatório nacional de emprego da ADP. Economistas consultados pela Reuters haviam previam abertura de 118.000 vagas no setor privado.
O relatório da ADP é elaborado em parceria com o Stanford Digital Economy Lab e publicado antes do relatório de emprego de junho do Escritório de Estatísticas do Trabalho, que será divulgado na quinta-feira. A ADP tem se mostrado um indicador pouco preciso para a estimativa do escritório sobre o número de empregos no setor privado.
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O número de empregos no setor privado provavelmente aumentou em 110.000 no mês passado, após 120.000 em maio, de acordo com uma pesquisa da Reuters com economistas. Como não se prevê aumento no emprego público após o forte aumento registrado em maio, a estimativa é de que o número total de empregos criados fora do setor agrícola tenha chegado em 110.000, após 172.000 em maio. A taxa de desemprego deve se manter em 4,3% pelo quarto mês consecutivo.
O mercado de trabalho se estabilizou após um tropeço no ano passado. O governo informou na terça-feira que havia 1,04 vaga de emprego para cada desempregado em maio.
A Suzano anunciou a conclusão da aquisição de 51% do capital da FamPro Tissue Holdings, empresa que passará a se chamar Arbex. O valor desembolsado pela Suzano foi de US$ 1,3 bilhão, equivalente a cerca de R$ 6,7 bilhões.
Segundo comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a participação foi adquirida da Kimberly-Clark Corporation após o cumprimento das condições previstas no contrato e a realização dos atos de fechamento da transação.
A operação foi realizada por meio da subsidiária Suzano International Holding e havia sido anunciada anteriormente em fatos relevantes divulgados em junho de 2025 e maio de 2026.
De acordo com a companhia, a estrutura de capital inicial da joint venture inclui uma dívida líquida de aproximadamente US$ 1 bilhão, resultado de financiamento contratado no contexto da operação. O preço da aquisição permanece sujeito aos ajustes usuais para esse tipo de transação.
Com a conclusão da operação, Suzano e Kimberly-Clark firmaram um acordo de joint venture que define os direitos e as obrigações das empresas em relação à governança, gestão, controle e operação da sociedade. O contrato estabelece a Suzano como sócia controladora do negócio.
As empresas também celebraram contratos acessórios relacionados à operação. Entre eles estão acordos de serviços de transição, pelos quais a Kimberly-Clark prestará determinados serviços à nova empresa por um período limitado para assegurar a continuidade das operações, além de contratos de licenciamento e uso de propriedade intelectual e outros instrumentos comerciais e operacionais.