Categorias
agro destaque_home

Governo oficializa Plano Safra 2026/27 empresarial de R$ 525,1 bilhões

O governo federal anunciou nesta terça-feira (30) o Plano Safra 2026/2027 para a agricultura empresarial com taxas de juros entre 8% e 12,5%, redução de até 1,5 ponto percentual em relação ao ano-safra 2025/26, como antecipado pela CNN. Ao todo, serão destinados R$ 525,1 bilhões ao financiamento da produção agropecuária, um acréscimo de R$ 8,9 bilhões em comparação com a safra passada, ou 1,72%.

Do total de recursos, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e à comercialização, garantindo recursos para despesas essenciais da produção agropecuária, como a aquisição de insumos, a condução das lavouras, a manutenção dos rebanhos e a comercialização da produção. O montante representa uma queda de 7,2% em relação ao último ciclo, quando o custeio chegou a R$ 414,7 bilhões.

Outros R$ 140,2 bilhões serão direcionados aos investimentos, com foco na modernização da produção, ampliação da capacidade de armazenagem e incentivo à adoção de tecnologias no campo. O valor é 38,1% maior que o anunciado no último ano. O plano reúne linhas de crédito, incentivos e instrumentos de política agrícola voltados a médios e grandes produtores.

chart visualization

Taxas de juros por programa

As taxas de juros do Plano Safra 2026/27 foram reduzidas em quase todas as linhas de crédito rural em relação ao ciclo anterior. A única exceção ficou com as linhas do RenovAgro Ambiental e de Recuperação e Conversão de Pastagens, voltadas ao financiamento de práticas sustentáveis e recuperação de áreas degradadas, cujas taxas foram mantidas em 8,5%.

O PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns), destinado a investimentos em armazenagem, terá juros de 8% para projetos com capacidade de até 12 mil toneladas e de 9,5% nas demais operações.

No Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural), destinado aos médios produtores, a taxa caiu de 10% para 9%. As linhas do RenovAgro voltadas a investimentos em tecnologias e práticas de produção sustentável também passaram de 10% para 9,5%.

Os financiamentos do Inovagro, que apoia a adoção de inovação tecnológica nas propriedades rurais, do Proirriga, voltado à implantação e modernização de sistemas de irrigação, do Investimento Empresarial e do Moderfrota Pronamp, destinado à aquisição de máquinas e equipamentos por médios produtores, tiveram redução de 12,5% para 11,5%.

No Prodecoop, linha direcionada à modernização e ao desenvolvimento de cooperativas agropecuárias, e no Procap-Agro, voltado ao capital de giro e à capitalização de cooperativas, os juros passaram de 13,5% para 12%.

Já o Moderfrota, principal programa para financiamento de tratores, colheitadeiras e outras máquinas agrícolas para os demais produtores, teve a taxa reduzida de 13,5% para 12,5%.

A linha de custeio empresarial, utilizada para financiar despesas da produção agrícola, também registrou queda, de 14% para 12,5%.

Resumindo:

  • PCA até 12 mil toneladas: 8%
  • RenovAgro Ambiental e Recuperação / Conversão de Pastagens: 8,5% (taxas mantidas);
  • Pronamp: 9% (eram 10% em 2025/26);
  • RenovAgro e PCA: 9,5% (eram 10% em 2025/26);
  • Inovagro: 11,5% (eram 12,5% em 2025/26);
  • Proirriga e Invest. Empresarial: 11,5% (eram 12,5% em 2025/26);
  • Moderfrota Pronamp: 11,5% (eram 12,5% em 2025/26);
  • Prodecoop e Procap-Agro: 12% (eram 13,5% em 2025/26);
  • Moderfrota: 12,5% (eram 13,5% em 2025/26);
  • Custeio Empresarial: 12,5% (eram 14% em 2025/26).

A cerimônia oficial está marcada para as 10h da manhã no Palácio do Planalto com a presença do presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, e com o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
matogrossodosul politica_ms

Homem ganha R$ 117 milhões na Mega, mas Justiça obriga a dividir prêmio


Um grupo que ganhou mais de R$ 100 milhões na Mega-Sena em 2022 vai ter que dividir o prêmio com uma outra pessoa em Santa Catarina, após uma decisão do Tribunal de Justiça do estado nesta segunda-feira (29).

O ganhador do concurso nº 2486 da Mega, sorteado em 31 de maio de 2022, recebeu R$ 117,5 milhões em um bolão com 42 cotas realizado na cidade de Blumenau. Porém, a 1ª Câmara Civil do TJSC determinou a divisão de parte do prêmio milionário com uma parceira do principal apostador.

A controvérsia envolvia a alegação de aposta conjunta entre as partes e a existência de acordo verbal para divisão igualitária de uma eventual premiação. Mensagens de áudio e pagamentos do réu após o prêmio foram fundamentais para a decisão.

A polêmica

A mulher autora do processo pedia a metade dos R$ 117,5 milhões, alegando que tinha um acordo verbal com o réu para a realização de apostas conjuntas e a consequente divisão de valores.

Em 1º grau, o pedido foi julgado parcialmente procedente pela 5ª Vara Cível da comarca de origem, com condenação do réu ao pagamento de parte do valor, abatidos os montantes já transferidos à autora ao longo do conflito.

Por conta da condenação e com a procedência parcial do pedido, ambas as partes recorreram a 2ª instância. O réu sustentou que não havia provas de aposta conjunta ou de ajuste para a divisão do prêmio, garantindo que apostava sozinho.

Já a autora, em recurso adesivo, defendeu a majoração do valor da condenação para a metade integral do prêmio, a revisão da sucumbência e o afastamento de multa aplicada em embargos de declaração.

A decisão

O desembargador relator considerou que as evidências – mensagens de aplicativo, boletim de ocorrência, ata notarial de áudio e depoimento de testemunha – comprovaram que as partes mantinham relacionamento e realizavam apostas em conjunto, com ajuste verbal para a divisão de eventual prêmio.

Segundo o voto, as informações nos autos, conforme destacado no relatório e na sentença de 1° grau, indicam que o réu realizou pagamentos parciais à autora após o resultado da Mega, o que reforçou a tese de divisão do prêmio.

Por isso, a 1ª Câmara Civil do TJSC manteve a conclusão de que a autora comprovou os fatos a que tinha direito e que o réu não demonstrou impedimento ou algo que mudasse a obrigação, conforme o art. 373 do Código de Processo Civil.

Sobre o recurso adesivo, em que a mulher pedia a metade do prêmio, o relator reconheceu que o valor da condenação deve observar os limites do pedido inicial, com a aplicação do princípio da congruência.

Assim, foi fixado o montante de R$ 1.294.491,32, conforme originalmente requerido pela autora na petição inicial. O voto também determinou que a compensação dos valores já pagos seja realizada na fase de cumprimento de sentença, apurando o saldo efetivamente devido.

Em relação a sucumbência, que é o pagamento dos honorários advocatícios do vencedor pela parte perdedora, a Justiça entendeu que os pagamentos parciais não caracterizam sucumbência recíproca, mas simples adimplemento parcial.

Ou seja, o réu foi condenado ao pagamento integral das custas e honorários advocatícios, fixados em 12% sobre o valor atualizado da condenação. O voto foi seguido por unanimidade pelos demais integrantes do órgão fracionário.



Veja a matéria completa

Categorias
agro destaque_home

Governo oficializa Plano Safra 2026/27 empresarial de R$ 525,1 bilhões

O governo federal anunciou nesta terça-feira (30) o Plano Safra 2026/2027 para a agricultura empresarial com taxas de juros entre 8% e 12,5%, redução de até 1,5 ponto percentual em relação ao ano-safra 2025/26, como antecipado pela CNN. Ao todo, serão destinados R$ 525,1 bilhões ao financiamento da produção agropecuária, um acréscimo de R$ 8,9 bilhões em comparação com a safra passada, ou 1,72%.

Do total de recursos, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e à comercialização, garantindo recursos para despesas essenciais da produção agropecuária, como a aquisição de insumos, a condução das lavouras, a manutenção dos rebanhos e a comercialização da produção. O montante representa uma queda de 7,2% em relação ao último ciclo, quando o custeio chegou a R$ 414,7 bilhões.

Outros R$ 140,2 bilhões serão direcionados aos investimentos, com foco na modernização da produção, ampliação da capacidade de armazenagem e incentivo à adoção de tecnologias no campo. O valor é 38,1% maior que o anunciado no último ano. O plano reúne linhas de crédito, incentivos e instrumentos de política agrícola voltados a médios e grandes produtores.

chart visualization

Taxas de juros por programa

As taxas de juros do Plano Safra 2026/27 foram reduzidas em quase todas as linhas de crédito rural em relação ao ciclo anterior. A única exceção ficou com as linhas do RenovAgro Ambiental e de Recuperação e Conversão de Pastagens, voltadas ao financiamento de práticas sustentáveis e recuperação de áreas degradadas, cujas taxas foram mantidas em 8,5%.

O PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns), destinado a investimentos em armazenagem, terá juros de 8% para projetos com capacidade de até 12 mil toneladas e de 9,5% nas demais operações.

No Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural), destinado aos médios produtores, a taxa caiu de 10% para 9%. As linhas do RenovAgro voltadas a investimentos em tecnologias e práticas de produção sustentável também passaram de 10% para 9,5%.

Os financiamentos do Inovagro, que apoia a adoção de inovação tecnológica nas propriedades rurais, do Proirriga, voltado à implantação e modernização de sistemas de irrigação, do Investimento Empresarial e do Moderfrota Pronamp, destinado à aquisição de máquinas e equipamentos por médios produtores, tiveram redução de 12,5% para 11,5%.

No Prodecoop, linha direcionada à modernização e ao desenvolvimento de cooperativas agropecuárias, e no Procap-Agro, voltado ao capital de giro e à capitalização de cooperativas, os juros passaram de 13,5% para 12%.

Já o Moderfrota, principal programa para financiamento de tratores, colheitadeiras e outras máquinas agrícolas para os demais produtores, teve a taxa reduzida de 13,5% para 12,5%.

A linha de custeio empresarial, utilizada para financiar despesas da produção agrícola, também registrou queda, de 14% para 12,5%.

Resumindo:

  • PCA até 12 mil toneladas: 8%
  • RenovAgro Ambiental e Recuperação / Conversão de Pastagens: 8,5% (taxas mantidas);
  • Pronamp: 9% (eram 10% em 2025/26);
  • RenovAgro e PCA: 9,5% (eram 10% em 2025/26);
  • Inovagro: 11,5% (eram 12,5% em 2025/26);
  • Proirriga e Invest. Empresarial: 11,5% (eram 12,5% em 2025/26);
  • Moderfrota Pronamp: 11,5% (eram 12,5% em 2025/26);
  • Prodecoop e Procap-Agro: 12% (eram 13,5% em 2025/26);
  • Moderfrota: 12,5% (eram 13,5% em 2025/26);
  • Custeio Empresarial: 12,5% (eram 14% em 2025/26).

A cerimônia oficial está marcada para as 10h da manhã no Palácio do Planalto com a presença do presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, e com o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
economia

Petrobras reduz preço do diesel em R$ 0,3515 por litro com fim da subvenção


Segundo a empresa, os preços para as distribuidoras permanecerão inalterados, com o valor médio de R$ 3,30 por litro

A Petrobras anunciou nesta terça-feira, 30, que vai reduzir o preço do diesel A (antes da mistura de etanol) de uso rodoviário em R$ 0,3515 por litro a partir de amanhã, 1º. O valor é o mesmo concedido no âmbito da subvenção econômica instituída pela Medida Provisória 1.358, de 13 de maio de 2026, que foi retirada pelo governo hoje.

Segundo a empresa, os preços para as distribuidoras permanecerão inalterados, com o valor médio de R$ 3,30 por litro.

A estatal justificou a medida pela evolução dos mercados interno e externo de petróleo e derivados. Mais cedo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que a partir de amanhã, 1º, o governo vai tirar a subvenção por litro do diesel.

Ferramenta do InfoMoney

Baixe agora (e de graça)!

A medida, segundo o ministro, visa a cumprir com os compromissos feitos antes. “A gente não vai parar por aqui. Está em avaliação a outra subvenção do diesel, que é uma subvenção de R$ 1,15 e também em especial da subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina”, citou. Também “muito em breve”conforme Durigan, o governo também vai fazer um anúncio de uma retirada ao menos em princípio ou no mínimo gradual parcial também da subvenção da gasolina.



Veja matéria completa!

Categorias
agro destaque_home

Governo prepara MP para renegociar dívidas do produtor rural, diz ministro

O ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou, em coletiva, que as negociações sobre o endividamento dos produtores rurais continuam em andamento e que há expectativa de que uma medida provisória seja apresentada em breve pelo governo. 

“As negociações em relação ao endividamento do produtor rural seguem, com a expectativa que muito rapidamente possamos ter uma medida provisória em que o governo vá oferecer uma alternativa, uma posição, a exemplo do Plano Safra, a melhor posição que nós pudermos dar para socorrer em relação a essa questão”, disse.

O ministro também comentou a agenda internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está no Paraguai tratando de temas comerciais.

“O nosso presidente Lula, neste momento, está no Paraguai e está tocando tanto a discussão relativa a cotas do acordo entre o Mercosul e a comunidade europeia, quanto avançando na perspectiva de rapidamente nós podermos ter de forma concreta um acordo entre o Mercosul e o Japão, ambos de grande importância para o nosso setor”, afirmou.

Plano Safra 2026/27

O ministro, em meio à coletiva de anúncio do Plano Safra, destacou o avanço de R$ 9 bilhões nos recursos destinados para o Plano Safra 2026/27 e destacou o valor recorde atingido pelo quarto ano consecutivo.

O ministro ressaltou a importância de uma política pública robusta e classificou o valor recorde como “reconhecimento” à qualidade e capacidade do produtor.

“O quarto Plano Safra com valor recorde é a reafirmação de um compromisso do governo com quem produz, gera empregos e ajuda a alimentar o Brasil e o mundo”, afirmou.

Na cerimônia de lançamento do plano nesta terça-feira (30), o ministro destacou também o avanço do agro brasileiro no cenário internacional, com a abertura de mais de 660 novos mercados e a expectativa de chegar à marca de 700 até o fim de 2026.

 

“Nesses 3 anos e meio do governo Lula, abrimos mais do que o dobro de mercados internacionais em comparação ao governo anterior, e vamos superar a marca de 700. Nesse mandato, fechamos também o acordo com a União Europeia, um reflexo do aumento da confiança internacional no nosso agro”, afirmou. 

“O mundo não procura o Brasil só para comprar alimentos, agora investem no nosso campo, graças à confiança adquirida pelos produtores e pelas instituições“, complementou. 

Novas portarias 

Durante a cerimônia, André de Paula assinou uma portaria que cria um grupo de trabalho especial para lidar com os impactos do El Niño. O grupo foi criado com intuito de “mapear e avaliar os impactos do fenômeno climático na produção nacional”.

Além de identificar a vulnerabilidade de culturas como soja, milho e feijão, um dos objetivos do grupo é formular políticas públicas para minimizar os efeitos do fenômeno climático.

O ministro assinou também uma portaria que estabelece “padrão de identidade e qualidade” para produtos de biorrefinaria de milho e outros cereais, com destaque para o DDG, com foco na exportação.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Agrogalaxy adia novamente a divulgação de resultados financeiros

A distribuidora de insumos Agrogalaxy, em recuperação judicial desde 2024, informou nesta terça-feira (30), o adiamento da divulgação de suas demonstrações financeiras referentes ao quarto trimestre e ao exercício de 2025.

Segundo a companhia, em comunicado ao mercado divulgado à CVM Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os resultados, que estavam previstos para serem publicados nesta terça, passarão a ser divulgados em 31 de julho de 2026.

Em razão da alteração, a empresa também postergou a divulgação do Formulário de Referência referente ao exercício de 2025. O documento será publicado em 14 de agosto de 2026.

A Agrogalaxy informou ainda mudanças no calendário de divulgação das informações financeiras de 2026. Os resultados do primeiro trimestre de 2026 serão divulgados em 31 de agosto, enquanto os do segundo trimestre de 2026 serão publicados em 30 de setembro.

No comunicado, a companhia atribui os adiamentos às reestruturações internas em andamento. De acordo com a empresa, o prazo adicional é necessário para assegurar a qualidade, a precisão e a conformidade das informações financeiras, além do atendimento aos requisitos técnicos aplicáveis.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

USDA anuncia US$ 500 milhões para pecuária de pequeno e médio porte

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou nesta terça-feira (30) o lançamento do Programa de Fortalecimento da Capacidade de Processamento para Pecuaristas dos Estados Unidos, destinado a apoiar pequenos e médios estabelecimentos de processamento de carne bovina no país. A iniciativa prevê até US$ 500 milhões em pagamentos a empresas elegíveis.

Segundo o USDA, o objetivo do programa é oferecer apoio temporário a frigoríficos que enfrentam aumento nos custos de aquisição de bovinos para abate em razão da redução da oferta de animais e de outras condições que afetam atualmente o mercado pecuário norte-americano. Os recursos serão administrados pela Agência de Serviços Agrícolas. 

De acordo com o governo norte-americano, poderão participar do programa estabelecimentos de processamento de carne bovina sob inspeção federal, além de unidades inspecionadas por programas autorizados.

Para serem elegíveis, as empresas deverão ser de propriedade norte-americana e não poderão ser classificadas como dominantes no mercado nacional de processamento de carne bovina. O USDA informou que considerará dominante a empresa cuja participação de mercado seja igual ou superior à da quarta maior processadora do setor.

No comunicado, o USDA destacou que o setor de processamento de carne bovina nos Estados Unidos permanece concentrado, com quatro empresas respondendo por aproximadamente 85% da capacidade de processamento, sendo duas delas “de controle estrangeiro”, como a JBS e a MBRF. 

O órgão também informou que o rebanho bovino norte-americano está no menor nível em 75 anos.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
economia

Setor público tem déficit de R$ 56,1 bi e dívida pública sobe mais que o esperado


O setor público consolidado registrou um déficit primário (quando se desconta o pagamento dos juros da dívida) de R$ 56,1 bilhões em maio deste ano, de acordo com dados do Banco Central (BC) divulgados nesta terça-feira. Segundo os dados, neste mês a dívida pública avançou 0,9 pontos percentuais, para maior nível desde maio de 2021, na pandemia.

O resultado representa um crescimento de 66,4% em relação ao déficit de R$ 33,1 bilhões registrado em maio do ano passado.

Os dados do setor público consolidado levam em conta os resultados fiscais de União, estados, municípios e empresas estatais (exceto setor financeiro e Petrobras).

Ferramenta do InfoMoney

Baixe agora (e de graça)!

O superávit acontece quando as receitas do governo com tributos e impostos são maiores que suas despesas. O mesmo acontece nos casos das empresas estatais, mas com suas receitas de serviços e produtos.

O resultado refletiu os déficit de R$ 55,2 bilhões do governo federal, e R$ 1,2 bilhão dos regionais, e um superávit de R$ 0,3 bilhões das empresas estatais.

Em doze meses, o setor público consolidado acumulou déficit primário de R$ 149 bilhões, o que representa 1,14% do PIB.

Ao se considerar o critério nominal, que engloba as despesas com juros da dívida pública, houve déficit de R$ 163,7 bilhões em maio. No acumulado de doze meses, houve déficit nominal de R$1.260 bilhões (9,62% do PIB).

Dívida pública

Com resultados negativos, a dívida pública vem aumentando, segundo os dados publicados pelo BC. Em maio, a dívida bruta do Brasil subiu 0,9 pontos percentuais e chegou a R$ 10,62 trilhões, o que equivale a 81,1% do PIB.

Este é o maior patamar para dívida pública desde maio de 2021, na pandemia, quando somava 81,4% do PIB. Ou seja, é o maior endividamento em cinco anos.

Continua depois da publicidade

Este é um dos principais indicadores econômicos observados pelos investidores na avaliação da saúde das contas públicas. O pagamento da dívida está entre as maiores despesas obrigatórias do governo federal, e sua expansão reduz o espaço para gastos discricionários, os não obrigatórios, como recursos para investimento e custeio. Hoje, essas despesas de livre gasto representam menos de 10% do orçamento federal.

A expansão do passivo segue uma tendência observada também no ano passado. Em 2025, a dívida pública federal cresceu 18%, a maior alta desde 2015, superando o endividamento adquirido em 2020 (alta de 17,9%), na pandemia.



Veja matéria completa!

Categorias
agro destaque_home

Café avança 6,71% em Nova York com atraso da colheita no Brasil

Os preços futuros do café arábica registraram fortes valorizações na sessão desta terça-feira (30) na bolsa de Nova York. O avanço das cotações está sendo impulsionado pelo atraso da colheita do grão nas principais regiões produtoras no Brasil.

O vencimento com entrega para setembro fechou com ganho de 6,71% e cotado em US$ 2,96 por libra-peso.

De acordo com o diretor da Pharos Consultoria, Haroldo Bonfá, o atraso na colheita e as chuvas registradas durante os trabalhos no campo têm afetado a cafeicultura em diferentes aspectos. Além de dificultarem o avanço da colheita, as precipitações comprometem a secagem dos grãos nos terreiros e podem reduzir a qualidade da bebida do chamado “café chuvado”.

Bonfá também afirma que há diversos relatos de produtores indicando uma renda menor — ou seja, um menor volume de café beneficiado obtido após o processamento — em comparação com a safra passada. Esse cenário reforça a possibilidade de uma produção inferior às estimativas mais recentes do mercado.

O consultor destaca ainda que as previsões meteorológicas mantêm o setor em alerta. A sequência de frentes frias, comum nesta época do ano, segue chegando com intensidade, aumentando a preocupação com a ocorrência de geadas. Além disso, o fortalecimento do fenômeno El Niño pode provocar temperaturas acima da média durante o verão, o que representa um risco para a florada dos cafezais e, consequentemente, para a safra de 2027.

Na avaliação de Bonfá, outro fator que pode sustentar os preços é a postura do produtor. Com maior capitalização financeira, muitos cafeicultores não têm necessidade imediata de comercializar a produção e podem optar por aguardar momentos mais favoráveis de mercado.

Cacau

As preocupações com a próxima safra na África Ocidental também impulsionaram os contratos futuros do cacau na Bolsa de Nova York, em que o contrato do cacau para entrega em setembro fechou com queda de 2,23% e precificado em US$ 5.078 por tonelada.

Segundo o Barchart, os preços do cacau estão subindo nesta sessão, consolidando-se logo abaixo das máximas de 5,5 meses atingidas na última quinta-feira. Os preços do cacau subiram acentuadamente nas últimas duas semanas, com alta de mais de 20%, atingindo as máximas de 5,5 meses na última quinta-feira.

O Barchart ainda destacou que as fortes chuvas na Costa do Marfim e em Gana inundaram estradas e cortaram o acesso dos agricultores às fazendas e aos portos, ameaçando o abastecimento global. “O acumulado de chuvas em junho até a última segunda-feira já atingiu níveis próximos à média típica para todo o mês em ambos os países. O excesso de umidade também aumenta o risco de podridão parda e podridão negra nos cacaueiros, reduzindo a produtividade e comprometendo a colheita”, comentou.

Açúcar

O contrato futuro do açúcar para entrega em outubro finalizou a sessão precificado em 14,82 centavos de dólar a libra-peso e teve um leve ganho de 0,27%.

O Barchart ainda destacou que os preços do açúcar fecharam em alta pela quarta sessão consecutiva nesta sessão, com o açúcar em Nova York atingindo o maior valor em seis semanas.

“Os preços do açúcar estão subindo em meio a preocupações de que as fracas chuvas de monção na Índia reduzam a produção de açúcar e diminuam a safra de cana-de-açúcar do país, a segunda maior do mundo”, informou.

Algodão

Já no caso do algodão, o contrato futuro para entrega em dezembro fechou com ligeiro avanço de 0,46% e precificado em 76,80 centavos de dólar a libra-peso.

De acordo com as informações do Barchart, o
s contratos futuros de algodão apresentam ganhos modestos nesta terça-feira, apesar do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) ter divulgado nesta manhã um número de hectares plantados maior do que o esperado.  

O relatório anual de área plantada em junho mostrou que a área total cultivada com algodão nesta primavera foi de aproximadamente 3,99 milhões de hectares, número superior às estimativas do mercado, de 3,88 milhões de hectares, e também acima da projeção divulgada em março, que era de 3,90 milhões de hectares.

Suco de laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com valorização de 6,44%, com o contrato fechando negociado a US$ 1,65 por libra-peso.

 

Veja matéria completa aqui!

Categorias
economia

sem concorrentes, consórcio arremata Bloco 1 de esgoto do Ceará


O Consórcio Ceará Saneamento arrematou, nesta terça-feira, 30, o Bloco 1 (Norte-Litorâneo) da parceria público-privada (PPP) de esgotamento sanitário de municípios do interior do Ceará. Sem concorrentes, o grupo ofereceu desconto de 1,15% sobre a contraprestação máxima prevista em edital. Os demais quatro blocos previstos originalmente não foram levados a leilão na sede da B3, em São Paulo.

O Bloco 1 reúne 23 municípios do interior cearense atendidos pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e terá prazo contratual de 28 anos.

O principal objetivo da PPP é ampliar a coleta e o tratamento de esgoto para alcançar a universalização dos serviços, com atendimento de 90% da população até 2033, segundo a companhia.

Ferramenta do InfoMoney

Baixe agora (e de graça)!

A modelagem da concessão contemplava inicialmente 127 municípios, divididos em cinco blocos, somando quase R$ 7 bilhões em investimentos distribuídos entre cinco blocos. Mas, com a realização apenas do leilão do Bloco 1, que prevê R$ 1,08 bilhão em investimentos, a expectativa inicial não se confirmou.

O consórcio vencedor é formado pelas empresas Terracom Concessões e Participações, CDG Concessões e Participações, Cosampa Construções, Gimma Engenharia, Ellenco Participações e Vale do Rio Novo Engenharia e Construções. A contraprestação máxima prevista em edital para o Bloco 1 era de R$ 3,78 bilhões ao longo da concessão, mas caiu para aproximadamente R$ 3,74 bilhões após o desconto ofertado.

Os recursos serão destinados principalmente à implantação e ampliação de redes coletoras, estações elevatórias e estações de tratamento de esgoto (ETEs), além de ligações domiciliares, linhas de recalque, sistemas de tratamento individualizados, gestão comercial, licenciamento ambiental e outras obras necessárias à universalização do serviço.

Em 2022, a Cagece já havia leiloado dois blocos de saneamento, ambos arrematados pela Aegea. Os contratos abrangem 24 municípios das regiões metropolitanas de Fortaleza e do Cariri, incluindo a capital cearense, e preveem R$ 6,2 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos.

Momento é adverso para a agenda de leilões

A baixa concorrência pelo Bloco 1 e não realização da disputa dos outros lotes ocorre em um momento adverso para a agenda de leilões de saneamento em 2026. Apesar do otimismo inicial para o ano, parte dos projetos tem enfrentado dificuldades para sair do papel ou atrair concorrência.

O primeiro certame de saneamento do ano, da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), chegou a ser adiado do fim de março para maio para conceder mais prazo aos interessados na análise da documentação e na estruturação das propostas. Ao final, apenas a espanhola Acciona apresentou oferta e venceu o certame.

Continua depois da publicidade

Já a PPP de esgotamento sanitário da Saneamento de Goiás (Saneago), prevista para março, foi cancelada após a desclassificação do único interessado no Bloco 2, enquanto os outros dois lotes não receberam propostas.

Entre os próximos projetos previstos estão concessões e PPPs de saneamento no Rio Grande do Norte, Alagoas e Rondônia, além de outras iniciativas em estruturação por Estados e municípios.

Como ficam os blocos que não receberam propostas

A Cagece revisará a modelagem dos quatro blocos da PPP de esgotamento sanitário que não receberam propostas, afirmou o presidente da estatal, Neuri Freitas. Apesar do calendário apertado, o executivo disse que pretende realizar os certames ainda em 2026.

Continua depois da publicidade

“Vamos fazer um estudo sobre os demais blocos, entender o motivo pelo qual não tivemos interessados”, afirmou, ressaltando que ainda não há um diagnóstico fechado sobre os fatores que afastaram os investidores. A revisão deverá avaliar aspectos como taxa de retorno, volume de investimentos e indicadores de desempenho previstos nos contratos, segundo Freitas.

“Já conversei com alguns interessados e alguns não tiveram reclamação de preço, mas reclamaram de algum indicador. Já outros tiveram uma reclamação de preço, mas não reclamaram de indicador”, disse.

O presidente da Cagece afirmou, no entanto, que não vê um fator específico que explique o interesse apenas pelo Bloco 1.

Continua depois da publicidade

O executivo afirmou que os cinco lotes foram estruturados de acordo com suas características, com tarifas diferenciadas para refletir custos e investimentos. Para Freitas, o resultado reflete sobretudo as premissas adotadas por cada investidor e sua avaliação dos riscos de um contrato com duração de 28 anos.

Ainda na avaliação do executivo, o modelo de PPP enfrenta maior resistência do setor privado do que concessões plenas ou parciais, por exigir uma relação contratual mais próxima com o poder concedente. Ainda assim, avalia que o formato proporciona maior controle sobre a execução dos investimentos e o cumprimento das metas de universalização.

Freitas afirmou que pretende concluir a revisão o mais rapidamente possível e voltar à B3 ainda neste ano. Mas ressaltou que um novo edital dependerá da conclusão dos estudos, da aprovação do Comitê Gestor de PPPs e do Tribunal de Contas do Estado (TCE), além do prazo necessário para que os interessados analisem a documentação e preparem propostas.

Continua depois da publicidade

O executivo também descartou que o calendário eleitoral altere o cronograma. Segundo ele, a meta de universalização do saneamento até 2033 exige que os projetos avancem independentemente do cenário político.



Veja matéria completa!

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.