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Cable, plug ou socket? Você sabe falar sobre eletricidade em inglês? | Blogs | CNN Brasil


Você já precisou carregar o celular em um aeroporto internacional e não sabia como pedir um adaptador de tomada? Ou chegou a um hotel nos Estados Unidos e percebeu que o plugue do seu carregador não encaixava na tomada?

São situações comuns que mostram como o inglês vai muito além das palavras que aprendemos nos livros. Muitas vezes, conhecemos expressões mais complexas, mas ficamos sem saber como falar sobre objetos simples que usamos todos os dias.

Hoje, quero apresentar sete palavras relacionadas à eletricidade que podem fazer toda a diferença durante uma viagem, no trabalho ou até mesmo dentro de casa.

Cable, plug e socket: qual é a diferença?

Vamos começar com três palavras que muita gente confunde: cable significa cabo. É aquele fio que usamos para conectar ou carregar aparelhos eletrônicos. Por exemplo:
“Where is my charging cable?” (Onde está meu cabo de carregamento?)

Já plug é o plugue, aquela parte que colocamos na tomada para conectar um aparelho à energia elétrica. Por exemplo: “The plug doesn’t fit.” (O plugue não encaixa.)

E socket significa tomada, especialmente no inglês britânico. Nos Estados Unidos, é muito comum ouvir outlet ou electrical outlet. Por exemplo: “Is there a socket near the bed?” (Tem uma tomada perto da cama?)

Uma dica importante: se você estiver nos Estados Unidos, provavelmente vai ouvir com mais frequência a pergunta “Where is the outlet?” (Onde fica a tomada?).

Power strip e extension cord: não são a mesma coisa!

Aqui temos duas expressões muito úteis, principalmente quando precisamos conectar vários aparelhos.

Power strip é o que chamamos de régua de tomadas ou filtro de linha, dependendo do equipamento. É aquele dispositivo que permite conectar vários aparelhos a uma única tomada. Por exemplo, “I need a power strip for my computer.” (Preciso de uma régua de tomadas para o meu computador.)

Já extension cord significa extensão elétrica, aquele cabo que usamos quando a tomada está longe do aparelho. Por exemplo: “Do you have an extension cord?” (Você tem uma extensão elétrica?)

Perceba que, embora os dois acessórios sejam usados para facilitar a conexão de aparelhos elétricos, eles têm funções diferentes.

Switch: uma palavra simples e muito útil

A palavra switch significa interruptor, mas também pode ser usada como verbo, com o sentido de mudar ou trocar.

Quando falamos de eletricidade, uma expressão muito comum é light switch, que significa interruptor de luz. Por exemplo: “Where is the light switch?” (Onde fica o interruptor de luz?)

Também usamos os verbos switch on e switch off para ligar e desligar aparelhos. Por exemplo: “Please switch off the lights.” (Por favor, apague as luzes.)

Nos Estados Unidos, também é muito comum usar turn on e turn off com o mesmo sentido.

Adapter: uma palavra que pode salvar sua viagem

Se você costuma viajar para outros países, essa palavra precisa fazer parte do seu vocabulário.

Adapter significa adaptador. É aquele acessório que permite conectar um plugue a uma tomada de formato diferente. Por exemplo: “Do I need a plug adapter in Dubai?” (Preciso de um adaptador de tomada em Dubai?)

Aliás, vale lembrar que os padrões de tomadas variam de um país para outro. Nos Estados Unidos, por exemplo, os plugues são diferentes dos utilizados em Dubai, onde predominam tomadas do padrão britânico.

Mas atenção: um adaptador de tomada não necessariamente converte a voltagem. Por isso, antes de conectar um aparelho, é importante verificar se ele é compatível com a tensão elétrica local.

Afinal, como memorizar essas palavras?

Sempre digo aos meus alunos que aprender inglês não significa apenas decorar traduções. É preciso associar as palavras às situações reais. Experimente olhar ao seu redor. Observe o carregador do seu celular, a tomada na parede, o interruptor da luz e a extensão que você utiliza em casa. Agora tente identificar cada objeto em inglês.

Veja como essas sete palavras podem ser úteis:

  • Cable: cabo
  • Plug: plugue
  • Socket: tomada
  • Power strip: régua de tomadas
  • Extension cord: extensão elétrica
  • Switch: interruptor
  • Adapter: adaptador

São palavras simples, mas que nem sempre aparecem nas conversas de quem está começando a aprender o idioma. E aqui fica uma reflexão: de que adianta conhecer regras gramaticais complexas se você não consegue pedir uma extensão elétrica ou encontrar uma tomada quando precisa?



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quando a empresa recorre à Justiça contra a falência | Blogs | CNN Brasil


Quando as dívidas começam a comprometer o pagamento de funcionários, fornecedores e outras despesas, até que ponto uma empresa consegue negociar sozinha? Em que momento recorrer à Justiça se torna uma alternativa? E o que precisa mudar para que o negócio volte a se sustentar?

Casas Bahia, Americanas e Marabraz estão entre as empresas que tiveram desdobramentos relacionados à recuperação judicial noticiados em 2026. Os casos mostram diferentes etapas do processo, desde a tentativa de reorganizar as dívidas até o encerramento judicial, mas também ajudam a levantar uma questão: entrar com o pedido é suficiente para superar uma crise financeira?

Prevista na Lei nº 11.101/2005, a recuperação judicial permite que empresas em crise financeira negociem suas dívidas sob supervisão da Justiça. O objetivo é criar condições para preservar a atividade empresarial e viabilizar o pagamento dos credores.

“O objetivo é preservar a atividade empresarial, os empregos e a capacidade de pagamento aos credores ao longo do tempo”, explica Isadora Angelim, da Vigna Advogados Associados.

A recuperação judicial não significa que a empresa vai fechar as portas, mas também não garante que conseguirá evitar a falência. Enquanto o procedimento busca reorganizar o negócio, a falência envolve a liquidação do patrimônio e o pagamento dos credores conforme as regras legais.

Quando recorrer à recuperação judicial?

A decisão exige avaliar se a dificuldade financeira pode ser superada ou se a empresa perdeu a capacidade de sustentar a própria operação.

Para Heloize Camargo, advogada especialista em Marcas e Patentes, a análise passa pelo fluxo de caixa, pelo endividamento, pela carteira de clientes e pela capacidade de cumprir um plano de recuperação.

“A diferença está na capacidade de a empresa voltar a gerar resultados operacionais e cumprir suas obrigações”, afirma.

A questão central é saber se o negócio consegue gerar recursos suficientes para manter as atividades e pagar as dívidas nas condições propostas. Ter clientes e faturamento não basta quando os custos, as despesas financeiras e o endividamento continuam incompatíveis com a capacidade de pagamento.

O caso das Casas Bahia ilustra esse cenário. Em 2026, a varejista recorreu à recuperação judicial após enfrentar dificuldades financeiras e confirmar o fechamento de lojas. O episódio mostra que a reorganização das dívidas pode exigir medidas adicionais para tentar reverter uma crise.

Por outro lado, recorrer à Justiça sem um diagnóstico consistente também pode prolongar o problema. Para Heloize, uma empresa que continua acumulando prejuízos sem corrigir as causas da crise corre o risco de apenas adiar a falência.

Quem pode pedir recuperação judicial?

Em regra, empresários e sociedades empresárias precisam exercer regularmente suas atividades há mais de dois anos e atender aos demais requisitos previstos na legislação. Produtores rurais também podem recorrer ao procedimento, desde que cumpram as condições legais aplicáveis.

Há exceções para atividades submetidas a regimes próprios.

Empresas públicas, sociedades de economia mista, instituições financeiras e seguradoras, por exemplo, estão entre as entidades que não podem utilizar a recuperação judicial nos mesmos termos das empresas em geral.

O instrumento também não é exclusivo de grandes grupos econômicos. Negócios de menor porte podem recorrer ao procedimento, inclusive por meio de regras específicas previstas em lei. Antes de tomar a decisão, porém, é importante avaliar os custos envolvidos, a complexidade do processo e a capacidade de manter as atividades durante as negociações.

O que acontece depois do pedido?

O processo começa com a apresentação à Justiça de documentos que demonstrem a situação patrimonial e financeira da empresa, além das razões que levaram à crise. O pedido, por si só, não significa que a recuperação foi autorizada.

Se o processamento for deferido, o juiz nomeia um administrador judicial para acompanhar o procedimento. A empresa pode contar, nos limites legais, com a suspensão temporária de determinadas cobranças e execuções.

Esse período é, em regra, de 180 dias, com possibilidade de prorrogação excepcional nas condições previstas em lei.

A companhia deve apresentar seu plano de recuperação em até 60 dias, contados da publicação da decisão que defere o processamento. Os credores podem apresentar objeções, e a proposta pode ser submetida à assembleia geral, conforme as regras aplicáveis.

Durante o processo, a empresa pode continuar funcionando, mas precisa prestar informações, cumprir as obrigações legais e demonstrar como pretende superar a crise.

A suspensão de determinadas cobranças não representa uma pausa geral nas despesas.

Salários, fornecedores e outros compromissos continuam exigindo atenção, e a empresa precisa de recursos para manter a operação enquanto negocia as dívidas anteriores ao pedido.

Como ficam os credores?

O plano de recuperação apresenta as medidas propostas para reorganizar as dívidas.

Entre as possibilidades estão a ampliação dos prazos, a redução dos valores, a venda de ativos, a alienação de unidades de negócio, a captação de investimentos e as mudanças operacionais.

“Na prática, trata-se de uma negociação entre a empresa e seus credores. A empresa precisa demonstrar que a proposta é viável e que a continuidade do negócio oferece uma perspectiva de recuperação dos créditos”, explica Isadora.

Os credores são organizados em classes, de acordo com a natureza dos créditos e as regras legais.

Quando há objeções ao plano, a proposta pode ser levada à assembleia geral de credores. A aprovação e a concessão da recuperação dependem do cumprimento dos requisitos previstos em lei.

Nem todas as dívidas recebem o mesmo tratamento. Créditos tributários e determinadas operações, como aquelas com alienação fiduciária e arrendamento mercantil, seguem regras próprias.

Obrigações constituídas depois do pedido também exigem análise específica.

Essa distinção interfere no planejamento financeiro: a empresa precisa identificar quais compromissos estarão sujeitos ao plano e quais terão de ser tratados por outras vias.

A negociação também pode ter consequências para quem tem valores a receber. Pequenos fornecedores, por exemplo, podem enfrentar dificuldades para manter suas próprias operações quando dependem dos pagamentos de uma empresa em recuperação.

Heloize destaca que a reestruturação deve considerar os direitos dos credores, as obrigações trabalhistas e a participação dos sócios na reorganização do negócio.

O desafio é conciliar a continuidade da empresa com condições de pagamento juridicamente válidas e economicamente sustentáveis. Um plano pode parecer favorável à companhia, mas perder efetividade se ela não conseguir gerar caixa suficiente ou se os credores não receberem conforme o previsto.

Renegociar as dívidas é suficiente?

Não necessariamente. A recuperação judicial pode aliviar a pressão sobre o caixa, mas não corrige automaticamente falhas de gestão, custos excessivos, perda de competitividade ou um modelo de negócio que deixou de funcionar.

“A renegociação alivia a pressão financeira, mas não resolve falhas de gestão, custos excessivos ou modelos de negócio inviáveis”, afirma Heloize.

A reestruturação pode exigir revisão de despesas, processos internos, controles financeiros e decisões de gestão. Dependendo do caso, a empresa também pode precisar vender ativos, fechar unidades deficitárias, buscar novos investidores ou mudar sua estratégia comercial.

Essas medidas podem ter consequências para trabalhadores e fornecedores, especialmente quando envolvem redução das operações. Ainda assim, sem mudanças capazes de produzir resultados positivos, a empresa corre o risco de voltar a acumular dívidas mesmo depois de obter condições mais favoráveis de pagamento.

O plano precisa conectar a renegociação das obrigações à capacidade futura de gerar caixa. Não basta projetar receitas maiores: é necessário demonstrar como a empresa pretende alcançar os resultados previstos e manter as despesas sob controle.

Entre as medidas possíveis estão a venda de ativos ou unidades de negócio, a entrada de novos investimentos e alterações operacionais, explica Isadora.

É possível sair da recuperação judicial?

Sim. O processo pode ser encerrado após o cumprimento das obrigações do plano que vencem durante o período legal de fiscalização. Isso não significa, necessariamente, que todas as dívidas foram quitadas: parcelas previstas para datas posteriores continuam devidas.

A Americanas teve o encerramento de sua recuperação judicial decretado pela Justiça do Rio de Janeiro em outubro de 2026. O processo havia começado em janeiro de 2023, após a revelação de uma fraude contábil bilionária.

A decisão de encerramento não significa que todos os desafios financeiros da companhia tenham sido superados. Credores ainda haviam apresentado objeções, e obrigações previstas para datas posteriores continuavam sujeitas às condições do plano.

Heloize ressalta que o encerramento judicial e a recuperação econômica são avaliações diferentes.

“Sair da recuperação judicial é um marco jurídico; estar recuperada é demonstrar viabilidade econômica”, explica.

Na prática, a retomada depende da capacidade de manter a operação, pagar as despesas correntes, cumprir o plano e gerar caixa de forma consistente. Também é necessário avaliar se o endividamento está diminuindo de maneira sustentável e se a empresa consegue funcionar sem depender continuamente de novas renegociações.

O descumprimento do plano pode levar à falência nas hipóteses previstas em lei. Por isso, a recuperação judicial deve ser entendida como uma oportunidade de reorganização, e não como uma garantia de sobrevivência.

A questão decisiva é se a empresa consegue transformar o alívio financeiro temporário em mudanças duradouras. Sem isso, o processo pode adiar o desfecho da crise, em vez de resolvê-la.



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Quem é o eleitor decisivo da América de Trump? | Blogs | CNN Brasil


Durante muito tempo, a política norte-americana foi interpretada a partir de categorias relativamente estáveis. Trabalhadores brancos sem diploma universitário tendiam aos republicanos, minorias raciais aos democratas, mulheres de um lado, homens de outro.

Essas divisões nunca foram absolutas, mas ajudavam a explicar a competição eleitoral. A vitória de Donald Trump, particularmente no pleito de 2024, mostrou que continuam importantes, embora sejam cada vez menos suficientes.

Trump retornou à Presidência com uma coalizão mais diversa do que aquelas que o elegeram em 2016 ou o apoiaram em 2020. Segundo o Pew Research Center, conquistou 48% dos votos latinos, aproximando-se de Kamala Harris, que recebeu 51%. Também ampliou seu desempenho entre homens jovens e eleitores negros, embora a maioria destes últimos tenha permanecido democrata.

O significado dessas mudanças merece cuidado. Não estamos necessariamente diante de uma conversão ideológica duradoura desses segmentos ao conservadorismo. Parte importante do movimento de 2024 resultou de diferenças de participação eleitoral, e não de grandes transferências de votos entre os partidos. Trump conseguiu mobilizar eleitores que os republicanos tradicionalmente tinham mais dificuldade de alcançar.

Essa distinção é fundamental para compreender as Midterms (Eleições de Meio de Mandato) desse ano. Eleições legislativas dependem de coalizões diferentes das presidenciais. A presença de Trump na disputa de 2024 ajudou a atrair eleitores pouco habituados à política. Sem seu nome na cédula, a questão é saber quanto desse engajamento pode ser sustentado pelos candidatos republicanos.

O problema também existe entre os democratas, ainda que por razões distintas. Eleitores jovens e integrantes de minorias raciais costumam demonstrar maior proximidade com o partido, mas essa preferência não se traduz automaticamente em comparecimento. A rejeição a Trump pode funcionar como incentivo, sem necessariamente indicar entusiasmo com a oposição.

Há, além disso, uma transformação mais profunda na maneira como os norte-americanos organizam suas identidades políticas. Escolaridade, território e condição econômica atravessam as diferenças raciais e geracionais. Um latino com diploma universitário, morador de uma grande cidade, pode ter prioridades muito diferentes das de um latino sem formação superior que vive em uma região industrial. O mesmo vale para mulheres, jovens e trabalhadores.

A eleição de 2024 confirmou a relevância da escolaridade. Trump venceu entre pessoas sem diploma universitário, enquanto Kamala obteve vantagem entre os diplomados. Essa divisão está relacionada a experiências distintas com a globalização, a mobilidade econômica e a confiança nas instituições. Reduzi-la a uma oposição entre ricos e pobres, entretanto, seria equivocado. Escolaridade e renda não são sinônimos, afinal.

As pesquisas desse outubro sugerem novos deslocamentos. Entre os eleitores registrados, o Pew identifica preferência democrata de 51% a 24% entre latinos e de 51% a 23% entre jovens de 18 a 29 anos. Entre os homens, há empate de 42% para cada partido. São retratos das intenções atuais, não garantias de comportamento nas urnas.

O erro seria imaginar que cada um desses grupos se move coletivamente, como se compartilhasse as mesmas expectativas sobre economia, imigração, segurança ou direitos individuais. A experiência cotidiana pode aproximar eleitores de origens diferentes e separar pessoas que pertencem à mesma categoria demográfica.

É por isso que a disputa de 2026 não pode ser entendida apenas como uma competição pelo eleitor indeciso. Importa também o eleitor descontente que permanece fiel ao partido, aquele que troca de preferência sem mudar suas convicções fundamentais e, sobretudo, aquele que decide participar ou ficar em casa.

Em 2022, apenas 46% dos eleitores elegíveis participaram das Midterms, segundo o Pew. A composição do eleitorado efetivo, portanto, pode ser tão importante quanto a distribuição das preferências na população.

Talvez a pergunta mais interessante não seja quem é o eleitor decisivo da América de Trump, mas por que continuamos procurando um único perfil capaz de explicá-la. A sociedade norte-americana tornou-se politicamente mais complexa, e as coalizões partidárias combinam lealdades persistentes com vínculos cada vez mais condicionados por circunstâncias específicas.

As urnas, na próxima semana, ajudarão a esclarecer quais mudanças de 2024 expressam realinhamentos duradouros e quais dependeram de uma eleição, de um candidato e de um momento particular. A diferença entre essas duas possibilidades diz muito sobre o futuro dos partidos norte-americanos. Estaremos acompanhando de perto.



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Flávio pede que Moraes deixe investigação e que Mendonça assuma caso | Blogs | CNN Brasil


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou, na noite desta sexta-feira (30), três petições ao Supremo Tribunal Federal: duas pedindo que Alexandre de Moraes deixe a investigação que levou à sua fuga do país e uma pedindo a revisão da decisão dele de recolher seu passaporte e proibir que deixasse o país.

Uma delas é uma questão de ordem ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, na qual solicita que a investigação referente à relação dele com o advogado e amigo Willer Thomaz seja remetida ao ministro André Mendonça. A defesa do senador entende que Mendonça é o ministro prevento no caso, ou seja, que ele já é o juiz natural da investigação da Operação Sem Desconto relacionada ao caso.

“Todos os elementos dos autos convergem para a prevenção do Exmo. Ministro André Mendonça. Sua Excelência supervisiona, desde agosto de 2025, a Operação Sem Desconto e, desde 17.07.26, a Petição nº 16.435/DF, que apura a mesma estrutura atribuída a Willer Tomaz, descrita pela Polícia Federal como “hub financeiro, patrimonial e logístico’ de lavagem de capitais”, diz o documento.

Na outra petição também encaminhada a Fachin, ele pede o impedimento e a suspeição de Moraes por entender que a investigação aborda uma empresa que tem, dentre seus ativos, a aeronave utilizada por ele, cujas cotas foram destinadas ao escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, no contrato do escritório dela com o Banco Master.

No terceiro pedido, feito diretamente a Moraes, ele pede a revisão da decisão de recolher seu passaporte e da proibição de se ausentar do país.

A defesa do senador também manifestou “integral disposição de colaborar com a investigação” e disse que “comparecerá a todos os atos para os quais for chamado e prestará os esclarecimentos que Vossa Excelência entender necessários”.

Ele diz que fundamentos da decisão, como a marcação do senador como contato favorito em aplicativo de mensagens de Willer e o custeio de suas passagens por ele, se devem, na verdade, à relação de amizade entre ambos, e que a conta conjunta atribuída a ambos, também apontada por Moraes na decisão, foi negada pelo Banco Santander.

Diz ainda que, em relação à suposta conexão com a exploração de apostas no Estado do Rio de Janeiro, a representação da PF que embasou a decisão não aponta qualquer ato do senador relacionado à Rede Loto, à RioPag ou à Loterj.



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Maior roubo da história das criptomoedas assusta o mercado | Blogs | CNN Brasil


No mercado de criptomoedas, existe uma lição que muitos investidores aprendem do jeito mais difícil: o risco não está apenas no preço do ativo, mas também em onde ele está guardado. Foi exatamente isso que ficou evidente nas últimas horas. Na noite da última quinta-feira (29), a Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, sofreu o maior ataque hacker da história do setor. Quer dizer: não somente o maior ataque hacker da história das criptomoedas, mas o maior roubo da história da humanidade. 

Os números impressionam. Segundo a própria Binance, cerca de US$ 6,3 bilhões foram retirados de suas carteiras em poucos minutos, quase quatro vezes o recorde anterior, o ataque à corretora Bybit em fevereiro de 2025, de aproximadamente US$ 1,5 bilhão (!). A investigação inicial aponta que o acesso ao sistema teria sido obtido por meio do laptop comprometido de um engenheiro da empresa. Analistas de segurança atribuem o ataque a um grupo de hackers ligado à Coreia do Norte, embora essa autoria ainda não tenha sido oficialmente confirmada.  

É importante fazer uma distinção fundamental: não foi o bitcoin que foi hackeado. A rede do bitcoin segue funcionando normalmente. O que falhou foi a segurança operacional de uma empresa que guarda os ativos de seus clientes, a chamada custódia. Em outras palavras, quando deixamos nossas moedas em uma corretora, estamos confiando a ela a guarda desses ativos, e isso envolve um risco que é diferente do risco de preço. Existe uma máxima no setor que resume bem a ideia: quem não controla as chaves, não controla as moedas – embora empresas de autocustódia também tenham enfrentado ataques e vazamentos nas últimas semanas.  

A Binance reagiu rapidamente. A empresa suspendeu depósitos e saques, afirmou que os fundos dos clientes estão seguros e se comprometeu a cobrir todas as perdas com recursos próprios, incluindo um fundo de emergência criado justamente para situações como essa. Cerca de US$ 3 bilhões foram congelados com a ajuda de parceiros, entre eles emissores de stablecoins, as moedas digitais atreladas ao dólar. A expectativa da empresa é de retomar os saques até o próximo domingo, dia 1º de novembro de 2026. 

O mercado, por ora, reagiu com cautela, mas sem pânico. O bitcoin recuou cerca de 5%, para a região de US$ 76 mil, e outras criptomoedas também caíram. Alguns analistas ressaltam que, até agora, não há sinais de que o episódio represente um problema de solvência para a Binance, ou seja, de que a empresa não tenha recursos para honrar seus compromissos. Inclusive, a queda do bitcoin diz respeito mais à correção que estamos vendo na Nasdaq e na bolsa americana do que ao ataque hacker em si. 

Mas há um ponto que merece atenção redobrada: o risco de uma “corrida bancária”. Trata-se de uma situação em que muitos clientes tentam retirar seus recursos ao mesmo tempo por medo de que a instituição não consiga pagar a todos. Como nenhuma instituição mantém todo o dinheiro disponível para saque imediato, uma onda simultânea de pedidos pode esgotar a liquidez e transformar um problema de confiança em um problema real. Na minha leitura, a suspensão dos saques por cerca de 48 horas, além de uma medida de segurança, também funciona como uma proteção contra esse tipo de movimento, dando tempo para a empresa organizar a cobertura das perdas e restabelecer a confiança. 

É preciso, porém, ser cuidadoso com comparações. Em 2022, a queda da FTX também envolveu saques bloqueados e perda de confiança, mas aquele caso era de insolvência e fraude: a empresa simplesmente não tinha os recursos que dizia ter. No caso atual, a Binance afirma que cobrirá as perdas, e não há, até o momento, indicação de que seja um problema dessa natureza. A semelhança está no risco de confiança. A diferença está na origem do problema. De toda forma, o investidor precisa acompanhar a situação de perto, especialmente para analisar possíveis impactos de contágio no mercado cripto como um todo. 

Por isso, o momento mais importante ainda está por vir: a reabertura dos saques. Aqui vale a lógica do “se, então”. Se os saques forem restabelecidos de forma normal, sem filas nem limites, e a saída de recursos da corretora for moderada, a confiança tende a se recompor. Por outro lado, se houver fuga acelerada de recursos, novas restrições ou demora na cobertura das perdas, o risco de contágio para o restante do mercado aumenta.  

Alguns dizem que o mercado já absorveu o pior, enquanto outros acreditam que o verdadeiro teste virá justamente com a normalização dos saques. Não podemos cravar comportamentos futuros, pois o mercado é soberano. O contexto também não ajuda, em uma semana já marcada por incertezas sobre as eleições americanas, o petróleo e os juros. Com a proximidade das eleições americanas, tudo ficará ainda mais volátil e tenso para os investidores.  

Em grande resumo, o episódio reforça uma lição de gestão de risco. Para o investidor de bitcoin e criptomoedas, vale entender onde seus ativos estão guardados, não concentrar tudo em um único lugar e manter a disciplina dos aportes graduais e recorrentes, sem decisões por impulso. Nos próximos dias, a saúde da Binance, depois da reabertura dos saques, será o principal termômetro.  



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bandeira verde convive com alta nas tarifas | Blogs | CNN Brasil


A Aneel manteve a bandeira verde para novembro, pelo segundo mês consecutivo, enquanto projeta alta média de 9,4% nas tarifas em 2026, ante IPCA estimado em 5% no boletim InfoTarifas. A melhora das condições de geração afasta a cobrança adicional da bandeira, mas não elimina outros custos incorporados à conta de luz.

Para uma residência que consome 200 kWh (quilowatts-hora), a bandeira amarela de setembro representava R$ 3,77 de adicional, antes dos tributos. Essa cobrança deixou de existir em outubro e continuará ausente em novembro.

Os reajustes seguem o calendário de cada distribuidora. Na projeção nacional da Aneel, componentes financeiros respondem por 4,7 pontos percentuais da alta: são ajustes de custos e receitas de períodos anteriores que chegam agora às tarifas. Encargos setoriais contribuem com 1,6 ponto e a compra de energia, com 1,1.

O quadro hidrológico favorece a decisão. No Sudeste/Centro-Oeste, região responsável por cerca de 70% da capacidade de armazenamento hidrelétrico do país, a energia armazenada estava em 54,9% em 30 de outubro, ante 44,3% no encerramento do mesmo mês de 2025. A Aneel atribuiu a bandeira verde ao aumento das chuvas nas regiões das principais usinas e à menor necessidade de geração termelétrica mais cara.

Para novembro, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) projeta armazenamento de 59,8% no Sudeste/Centro-Oeste. A ENA (Energia Natural Afluente), indicador do potencial de geração associado às vazões naturais dos rios, deve atingir 145% da média histórica nessa região e 201% no Sul. No Nordeste e no Norte, as previsões são de 50% e 39%, respectivamente. Esses contrastes mostram onde a recuperação tende a ganhar força e onde o aporte hídrico permanece inferior ao normal.

O El Niño pode acentuar essa geografia desigual. Para novembro, o Inmet prevê chuvas acima da média no Sul e em áreas de São Paulo e Mato Grosso do Sul, com precipitações abaixo do normal em áreas de Minas Gerais e distribuição irregular no estado.

No trimestre de novembro a janeiro, a perspectiva é favorável a chuvas acima da média também em partes do Sudeste e do Centro-Oeste, enquanto grande parte do Norte e áreas do Nordeste tendem a receber menos água. A resposta dos reservatórios dependerá das chuvas nas respectivas bacias, e não de uma média nacional.

O calor acrescenta pressão à demanda. Temperaturas acima do normal em grande parte do país podem ampliar o uso de refrigeração.

O ONS estima carga de 87.347 megawatts médios em novembro, alta de 6,4% em relação ao mesmo mês de 2025. O indicador incorpora consumo e perdas elétricas, além dos efeitos combinados de temperatura, atividade econômica e sazonalidade.

A manutenção da bandeira verde em dezembro é o cenário mais provável diante das projeções atuais, desde que as afluências se confirmem e os custos de geração permaneçam moderados. A Aneel tem previsão de anunciar a decisão em 27 de novembro. Até lá, o dado decisivo será a recuperação efetiva das bacias que concentram a capacidade de armazenamento: é ali que a vantagem das chuvas precisa se transformar em segurança energética.

 



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Argentina pode ganhar mercado de farelo na Europa às custas do Brasil? | Blogs | CNN Brasil


O Brasil pode perder espaço no mercado europeu de farelo de soja para a Argentina não por falta de produto, mas pela dificuldade de comprovar a origem da matéria-prima em uma cadeia que atravessa milhares de quilômetros e diferentes modais de transporte. A partir de 30 de dezembro, as exigências do EUDR (Regulamento Europeu contra o Desmatamento) devem aumentar a pressão sobre exportadores que abastecem o bloco, criando uma oportunidade comercial para o principal concorrente brasileiro na América do Sul.

O alerta não é trivial. O Brasil responde por aproximadamente metade das importações de farelo de soja da União Europeia e exportou um volume recorde de 23,3 milhões de toneladas do produto em 2025, segundo dados citados pela Reuters e da (Fefac) Federação Europeia de Fabricantes de Ração. A entidade estima que as exigências de rastreabilidade podem comprometer até 4 milhões de toneladas dos embarques brasileiros, cerca de 17% das exportações nacionais de farelo.

O volume não representa uma perda já contratada ou confirmada. É uma estimativa de risco associada à capacidade de atender às novas exigências. Ainda assim, o tamanho potencial do problema ajuda a explicar por que a indústria argentina já se posiciona para ampliar a participação no mercado europeu.

Gustavo Idigoras, presidente da Câmara da Indústria de Óleos e Grãos da Argentina (Ciara-CEC), afirmou à Reuters que o país poderia preencher uma eventual lacuna de 5 milhões a 6 milhões de toneladas nas exportações brasileiras. A declaração expressa a expectativa do setor argentino, e não uma transferência de vendas já concretizada.

A diferença está na logística

O desafio brasileiro começa na distância entre as áreas produtoras e os portos. Em regiões do Centro-Oeste, a soja percorre mais de 2 mil quilômetros até os terminais de exportação e pode passar por caminhões, ferrovias e hidrovias antes de chegar ao destino. Cada etapa acrescenta complexidade à identificação da origem dos grãos e à separação de lotes que atendam às exigências europeias.

Na Argentina, a concentração da produção nas planícies dos Pampas e a proximidade das principais áreas agrícolas do complexo portuário de Rosário favorecem a rastreabilidade. As áreas produtoras mais relevantes ficam a até 350 quilômetros desse polo de exportação.

A diferença não significa que a produção argentina esteja automaticamente livre de riscos ambientais ou que toda a soja brasileira tenha dificuldade de comprovação. O ponto é estrutural, quanto mais extensa e fragmentada a cadeia de abastecimento, maior o esforço necessário para documentar a origem de cada lote.

Essa exigência pode transformar um custo de organização da cadeia em uma variável de competitividade comercial. Para o importador europeu, não basta encontrar farelo disponível a um preço atraente. Também é necessário assegurar que o produto cumpra a legislação aplicável e que a documentação exigida possa ser apresentada.

O que muda com a regra europeia

O EUDR exige que os produtos abrangidos pela legislação, entre eles a soja e seus derivados, atendam a critérios de origem e de diligência devida para acesso ao mercado europeu. A norma busca impedir a comercialização de produtos associados ao desmatamento ou à degradação florestal e exige comprovação documental, incluindo informações geográficas das áreas de produção.

O cronograma vigente prevê a aplicação das obrigações a partir de 30 de dezembro de 2026 para os operadores em geral, com prazo posterior para micro e pequenas empresas. As regras e seus procedimentos de implementação devem ser acompanhados de perto, porque alterações de prazo ou simplificações operacionais podem mudar o ritmo de adaptação dos fornecedores.

O efeito comercial, entretanto, vai além da data de entrada em vigor. Exportadores, esmagadoras, tradings e produtores precisam organizar informações que permitam conectar a mercadoria embarcada à sua origem. Isso exige sistemas de monitoramento, controles internos, integração de dados e capacidade de manter a rastreabilidade durante o transporte e o processamento.

A questão para o Brasil é saber em que medida essa estrutura pode ser ampliada rapidamente, sem elevar os custos a ponto de reduzir a competitividade do farelo nacional.

Argentina tenta transformar rastreabilidade em vantagem

A indústria argentina afirma estar mais preparada para atender às exigências europeias. O país conta com o Visec, sistema de rastreabilidade que acompanha soja e carne bovina desde a produção até a exportação.

Na avaliação mais recente citada pela Reuters, a Fefac classificou a Argentina como de baixo risco de interrupções de fornecimento relacionadas ao EUDR e estimou que quase toda a produção de farelo do país no primeiro semestre de 2027 poderá atender aos requisitos.

O Brasil recebeu classificação de risco médio, com obstáculos estruturais e logísticos apontados para a expansão de cadeias plenamente compatíveis com a regulamentação. Mato Grosso e outros estados produtores enfrentam desafios para ampliar a rastreabilidade em uma estrutura de abastecimento de grande escala e geograficamente dispersa.

A classificação não equivale a uma proibição de compras brasileiras, nem significa que a Argentina terá acesso irrestrito ao mercado europeu. Ela indica diferenças percebidas no risco de interrupção das cadeias de fornecimento e pode influenciar decisões de compra, planejamento de contratos e escolha de fornecedores.

Para os importadores, a previsibilidade do abastecimento também importa. Se um fornecedor consegue comprovar a origem do produto com menor custo e menor risco operacional, pode ganhar espaço mesmo quando os concorrentes têm capacidade produtiva equivalente.

O risco para o Brasil vai além da Europa

Uma eventual redução dos embarques brasileiros para a União Europeia não significaria necessariamente que o farelo deixaria de ser exportado. O produto poderia ser redirecionado para outros mercados, enquanto a Argentina ampliaria suas vendas aos compradores europeus.

Mas essa substituição não é neutra. O deslocamento de volumes pode alterar a concorrência entre fornecedores, os diferenciais de preço e os custos logísticos. Se o Brasil precisar disputar mercados alternativos com maior intensidade, poderá enfrentar condições comerciais diferentes das obtidas no mercado europeu.

O movimento também merece atenção pelo efeito sobre a indústria de processamento. A capacidade de esmagar soja e exportar farelo depende da combinação entre oferta de grãos, demanda por derivados, custos industriais e acesso aos mercados. Perder competitividade em um destino relevante pode exigir ajustes comerciais e logísticos, mesmo quando há compradores em outras regiões.

A Argentina, por sua vez, é a maior exportadora mundial de farelo de soja e embarcou cerca de 27 milhões de toneladas em 2025, segundo o Ministério da Agricultura do país. Uma parcela relevante já atende a mercados asiáticos. O redirecionamento de cargas para a Europa pode, portanto, reorganizar os fluxos comerciais entre regiões, e não apenas provocar uma troca direta entre fornecedores brasileiros e argentinos.

O desafio é transformar rastreabilidade em competitividade

Para o Brasil, o principal teste é demonstrar que consegue manter o acesso a um mercado relevante sem perder competitividade em razão dos custos de comprovação de origem. Isso exige acompanhar a implementação dos sistemas de rastreabilidade, a integração entre produtores e exportadores e a capacidade de segregar cargas que atendam aos requisitos europeus.

A questão central não é apenas se o país produz soja sem desmatamento em determinada área, mas se consegue comprovar, de forma consistente e auditável, a origem da matéria-prima que chega ao comprador europeu.

A indústria brasileira também precisa medir o custo dessa adaptação e identificar onde estão os gargalos: na coleta de informações na propriedade, na documentação dos fornecedores, na mistura de lotes, no transporte ou nos sistemas utilizados pelas empresas.

 



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Defensoria Pública demite estagiário por gravar conteúdo adulto no trabalho | Blogs | CNN Brasil


A Defensoria Pública do Rio de Janeiro confirmou que demitiu um estagiário acusado de gravar conteúdo adulto nas dependências do órgão.

Um registro que circula nas redes sociais mostra o estagiário nu e usando somente o crachá da instituição. A Defensoria Pública não confirmou o local exato da gravação do conteúdo nas dependências do órgão.

A instituição afirmou que o episódio envolveu um “ato libidinoso” e que se trata de “conduta inaceitável e incompatível com os valores da Instituição”.

A Defensoria confirmou o desligamento do funcionário e disse que “medidas legais cabíveis serão adotadas”. A identidade do estagiário não foi divulgada.

Leia a nota na íntegra:

“A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro repudia veementemente o episódio ocorrido em suas dependências, envolvendo a prática de um ato libidinoso registrado e divulgado na internet.

O estagiário envolvido foi imediatamente desligado, e todas as medidas legais cabíveis serão adotadas.

Trata-se de uma conduta inaceitável e incompatível com os valores da Instituição.
Ética, respeito, integridade e responsabilidade são regramentos internos e princípios inegociáveis.

Não toleramos comportamentos que afrontem a dignidade do ambiente institucional e comprometam nossa missão.
Nossa missão é defender direitos. Nossa obrigação é dar o exemplo.”



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Cantareira se recupera, mas restrições persistem | Blogs | CNN Brasil


A água subiu no Cantareira, mas a Grande São Paulo continua sob redução noturna da pressão. Em 30 de outubro, o sistema chegou a 50,7% de sua capacidade útil — água disponível para captação regular —, ante 41,1% no fim de setembro.

Até o mesmo dia, outubro acumulava 210 milímetros de chuva, 61,7% acima da média histórica mensal. O Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) projeta 60% de armazenamento em dezembro e 88% em março de 2027, se chover dentro da média histórica.

É uma melhora expressiva diante dos cerca de 20% registrados no fim de 2025, no pior período desde a crise de 2014 e 2015. O cenário não é garantido. O Cemaden também simula chuvas 25% e 50% abaixo da média.

O Painel El Niño aponta alta probabilidade de um fenômeno muito forte no verão. Para outubro a dezembro, uma previsão do Painel apontou mais chuva em parte do Sudeste, mas sem garantia para as bacias do Cantareira.

Em 2025, as chuvas ficaram 23% abaixo da média e, segundo o Cemaden, as retiradas de água superaram em 30% a média de 2016 a 2023.

Menos água chegando e mais água saindo aceleraram o esvaziamento. Nas projeções atuais, o Cemaden também considera a transferência de água da bacia do Paraíba do Sul, sob condições operacionais específicas.

Em outubro, o Comitê de Integração, formado por Arsesp e SP Águas, manteve a redução da pressão na rede das 21h às 5h. O governo estadual calcula que a medida tenha poupado mais de 209 bilhões de litros desde agosto de 2025. Essa economia, entretanto, não significa ausência de prejuízos aos moradores.

Segundo a ANA, o Cantareira deve permanecer em novembro na faixa de Atenção (nível entre 40% e menos de 60%), que limita a captação a 31 mil litros por segundo.

A classificação não representa rodízio nem define a redução da pressão na rede durante o período noturno. A decisão sobre essa última medida cabe às autoridades estaduais e não estava oficialmente confirmada para novembro até 30 de outubro.

Não há indicação de que a gestão atual sofra qualquer alteração em novembro. Em agosto, o Instituto Água e Saneamento, em seu relatório publicado em agosto, apontou a possibilidade de começar 2027 sem essa redução, desde que as chuvas se mantivessem na média. Não se trata de calendário oficial.

Ao definir a operação de novembro, Arsesp e SP Águas precisam esclarecer publicamente quando a pressão na rede poderá voltar ao normal e como serão avaliadas as queixas de falta d’água.

O reparo de vazamentos na rede precisa ser acelerado: economizar água sem reduzir a pressão nas residências deve ser uma prioridade permanente.

Se o Cantareira chegar perto dos 88% em março e a redução noturna ainda for necessária, a questão será inevitável: por que a recuperação das represas não bastou para normalizar a distribuição?



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Após vitória, Lula vira “garoto-propaganda” de campanhas no exterior | Blogs | CNN Brasil


O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve gravar vídeos de apoio a candidatos de esquerda e de centro dos Estados Unidos e da Europa.

Nos últimos dias, desde sua vitória no segundo turno, o petista tem recebido pedidos, por meio de assessores e aliados, de nomes do exterior.

A vitória do presidente brasileiro tem sido tratada como uma espécie de contraofensiva à influência dos Estados Unidos em processos democráticos no mundo.

Na Espanha e no México, dirigentes partidários têm reproduzido o sinal do “L”. E, nos Estados Unidos, candidatos democratas nas eleições de meio de mandato também elogiaram o desempenho do brasileiro.

O deputado federal André Janones (Rede-MG), que capitaneou a campanha digital do segundo turno, também foi chamado para ajudar em processos eleitorais na Europa.

O presidente tem viagem para a Turquia e para as Filipinas em novembro. A expectativa é de que ele também tenha encontros com autoridades internacionais.

E, em dezembro, viaja para os Estados Unidos para o encontro do G20. A expectativa é de que Trump e Lula tenham seu primeiro encontro na Flórida desde sua vitória no segundo turno.

Lula pretende retomar ainda neste ano as negociações para redução das tarifas que foram impostas ao governo brasileiro antes do processo eleitoral.

A aposta do Palácio do Planalto é de que o governo americano adote uma postura mais pragmática com a confirmação de um mandato de quatro anos do petista.

 



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