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Brasil e EUA criam grupo específico para negociar tarifaço


Os governos do Brasil e dos Estados Unidos decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as tarifas aplicadas por Washington sobre produtos brasileiros e outros temas da relação comercial entre os dois países.

Acordo foi anunciado nesta quarta-feira (30), após reunião dos ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, na cidade estadunidense de Milwaukee, Wisconsin.

O encontro ocorreu à margem da reunião de ministros do Comércio do G20, grupo das 19 maiores economias do planeta, mais União Europeia e União Africana. Segundo o Mdic, o governo norte-americano deverá encaminhar nas próximas semanas um documento com uma proposta para definir o escopo das negociações, incluindo questões tarifárias e não tarifárias.

Novo grupo

A criação do grupo de trabalho estabelece um canal específico para a discussão dos obstáculos comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O objetivo é avaliar possíveis soluções e avançar nas negociações sobre um eventual acordo.

Em nota, o Mdic explicou que os ministros brasileiros reafirmaram a disposição do governo de buscar soluções por meio do diálogo e da negociação, com foco na defesa dos interesses brasileiros e na ampliação das oportunidades para empresas e setores produtivos dos dois países.

A reunião foi descrita pelo governo brasileiro como construtiva. Os dois países reconheceram a necessidade de avançar na superação dos obstáculos existentes e manifestaram disposição para trabalhar na busca de um entendimento.

Tarifas em vigor

As negociações ocorrem em meio à aplicação de sobretaxas adicionais dos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras. Em julho, o governo norte-americano anunciou uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros com base na Seção 301 da legislação comercial dos EUA.

Outra medida estabeleceu uma sobretaxa adicional de 10% ou 12,5% para importações de países enquadrados pelos Estados Unidos em sua política relacionada ao trabalho forçado. Segundo o Mdic, as duas medidas anunciadas em julho alcançam parcelas das exportações brasileiras.

As tarifas são um dos principais pontos da negociação entre os dois governos, que também discutem questões não tarifárias relacionadas ao comércio bilateral.

Diálogo retomado

A atual rodada de negociações dá continuidade ao processo de aproximação entre os dois governos. Em 21 de agosto, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump conversaram por telefone, após o que representantes dos dois países retomaram contatos para tratar da relação comercial.

Dez dias depois, ministros e representantes técnicos dos dois governos participaram de uma reunião virtual para avançar nas negociações. O encontro desta quarta-feira, em Milwaukee, representa a etapa presencial desse processo.

Próximos passos

O próximo passo será o envio, pelos Estados Unidos, do documento que deverá estabelecer o escopo dos trabalhos. A partir dessa proposta, o grupo de trabalho deverá discutir os temas tarifários e não tarifários e avaliar possibilidades de entendimento entre os dois países.

A reunião ocorre durante o encontro ministerial do G20 sobre comércio, sediado em Milwaukee em 30 de setembro e 1º de outubro. O representante comercial americano, Jamieson Greer, é o anfitrião do encontro.



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BNDES libera R$ 18 milhões para projeto agroflorestal em Roraima

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) liberou R$ 18 milhões para a primeira etapa do projeto da Courageous Land Roraima SPE S.A., que prevê a implantação de sistemas agroflorestais em 2 mil hectares de áreas degradadas no sul de Roraima. O recurso integra um financiamento de R$ 116 milhões contratado com o Fundo Clima, enquanto o investimento total estimado para a iniciativa chega a R$ 340,8 milhões.

Com base em Rorainópolis, o projeto prevê a recuperação produtiva das áreas por meio do cultivo integrado de espécies agrícolas e florestais. Entre as culturas previstas estão café, cacau, açaí, banana, pimenta-do-reino e coco, além de espécies madeireiras nativas como castanheira, cumaru, angelim, ipê e pau-de-balsa.

A proposta prevê o plantio de aproximadamente 9,7 milhões de mudas ao longo da implantação dos sistemas agroflorestais. A combinação de diferentes espécies e estratos de vegetação busca conciliar a recuperação das áreas com a produção de alimentos, madeira e geração de créditos de carbono.

A expectativa é que os 2 mil hectares recuperados contribuam para a remoção de aproximadamente 33,9 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano. O projeto também estima a geração de 603 empregos diretos e indiretos durante a fase de implantação. Depois que os sistemas estiverem implantados, a previsão é de 682 postos de trabalho, sendo 602 diretos e 80 indiretos.

Além do plantio, os recursos serão destinados à aquisição de insumos, contratação de mão de obra, obras civis e agroindustriais, máquinas e equipamentos e capital de giro associado aos investimentos. Do total de R$ 340,8 milhões previstos para o projeto, R$ 116 milhões serão financiados pelo BNDES e os outros R$ 224,8 milhões virão de fontes adicionais.

O projeto também inclui a instalação de viveiros próprios, estruturas para beneficiamento da produção, capacitação de trabalhadores e parcerias com universidades e instituições de pesquisa. A intenção é estruturar uma cadeia produtiva que combine a recuperação de áreas degradadas com atividades agrícolas e florestais na região.

A operação com a Courageous Land faz parte da estratégia BNDES Florestas, que reúne diferentes instrumentos de apoio à restauração ecológica, aos sistemas agroflorestais, à conservação e às atividades produtivas associadas à floresta. A estratégia utiliza recursos reembolsáveis e não reembolsáveis, além de participações e investimentos.

Segundo o banco, o BNDES Florestas já mobilizou R$ 14,6 bilhões no país, sendo R$ 8,7 bilhões em financiamentos e R$ 5,9 bilhões em participações e investimentos. O conjunto das iniciativas está associado ao plantio equivalente a 354 milhões de árvores, à geração de 89 mil empregos verdes e à captura de 68 milhões de toneladas de carbono.

A estratégia tem como objetivo estruturar uma cadeia econômica ligada à restauração, conectando atividades como produção de sementes, viveiros, capacitação, crédito de longo prazo e capital para ampliar projetos de recuperação e produção sustentável.

Segundo o chefe do Departamento de Meio Ambiente do BNDES, Marcus Cardoso, a estratégia busca integrar diferentes etapas dessa cadeia para permitir que projetos de restauração ganhem escala. De acordo com ele, redes de sementes podem abastecer diferentes iniciativas, enquanto viveiros e programas de capacitação ajudam a formar a infraestrutura e a mão de obra necessárias para novos projetos.

Para a Courageous Land, o projeto em Roraima tem como objetivo transformar áreas de pastagem degradadas em sistemas produtivos com diferentes espécies agrícolas e florestais. O cofundador e CEO da empresa, Philip Kauders, afirmou que a iniciativa pretende combinar retorno econômico, geração de empregos, produção de alimentos e madeira e captura de carbono.

O arranjo agroflorestal de referência será formado por 13 espécies distribuídas em diferentes estratos de vegetação. A empresa também prevê a produção de madeira nativa e o desenvolvimento de atividades de beneficiamento, além da capacitação de trabalhadores locais.

A primeira liberação de R$ 18 milhões marca o início do desembolso do financiamento do Fundo Clima para o projeto, que terá como foco a implantação gradual dos sistemas agroflorestais no sul de Roraima.

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Taxistas trocam socos e chutes em briga no aeroporto do Galeão no Rio; veja vídeo


Taxistas de cooperativas e motoristas da Táxi.Rio trocaram socos e chutes durante uma confusão no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), na zona norte do Rio de Janeiro, na tarde desta quarta-feira (30). A briga, que ocorreu durante a retirada de um ponto da área de embarque, foi gravada e divulgada nas redes sociais.

A concessionária RIOgaleão informou que a retirada do ponto foi feita pela administração do aeroporto junto à prefeitura do Rio de Janeiro para melhorar o fluxo de veículos no acesso ao embarque.

A Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) explicou que a reorganização dos pontos de táxi no Aeroporto do Galeão tem como objetivo também “coibir a abordagem irregular de passageiros e a cobrança de viagens sem o uso do taxímetro”.

Segundo a SMTR, o antigo ponto da área de embarque foi substituído por um novo ponto com cinco vagas na área de desembarque. A mudança, segundo a administração, “facilita o acesso ao serviço e contribui para uma operação mais organizada e segura”.

O novo ponto funciona em sistema de fila, sem exclusividade para motoristas ou cooperativas. A SMTR reforçou que a medida não muda as demais vagas destinadas aos serviços de táxi no aeroporto.

A RIOgaleão informou que equipes de segurança do aeroporto atuaram para conter a briga e a Polícia Militar também reforçou o policiamento no local. A prefeitura afirmou que a fiscalização da Superintendência Executiva de Táxi e Transporte Individual de Passageiros, vinculada à SMTR, atua no aeroporto para impedir que motoristas ocupem as vagas de forma privativa.



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Frigorífico Barra Mansa amplia investimentos na indústria e confinamento

A indústria frigorífica Barra Mansa Alimentos, que tem forte atuação no noroeste paulista, está em um movimento de expansão dos negócios que combina investimentos na operação industrial e crescimento da atividade de pecuária própria. A estratégia ocorre após a companhia ampliar de forma significativa a participação das exportações no faturamento da operação e diante de um cenário de maior diversificação dos mercados consumidores de carne bovina.

Segundo o diretor da empresa, Guilherme Oranges, a companhia abateu cerca de 330 mil animais no último ano. Desse volume, aproximadamente 65% da produção foi destinada ao mercado externo, enquanto os outros 35% ficaram no mercado brasileiro. China e Estados Unidos concentram cerca de 80% das exportações da empresa, o que, segundo o executivo, representa uma oportunidade de escala, mas também expõe a companhia aos riscos associados às mudanças geopolíticas e às condições do comércio internacional.

Durante o Fórum Pecuária Datagro, a companhia destacou que também começou, há cerca de dois anos, uma operação própria de confinamento. A intenção é ampliar essa atividade a partir do próximo ano, depois da conclusão do processo de modernização da unidade de desossa. O investimento faz parte de uma estratégia de maior integração dos negócios, aproximando a produção pecuária da operação industrial.

A expansão do confinamento ocorre em um momento em que a empresa também avalia mudanças na composição dos mercados atendidos. Antes do avanço das exportações para a China, a Barra Mansa destinava cerca de 80% da produção ao mercado interno e apenas 20% ao exterior. Com a maior remuneração proporcionada pelo mercado chinês, a companhia elevou a fatia exportada para 65% e reduziu a participação doméstica para 35%.

Agora, diante das novas condições do comércio internacional e da salvaguarda adotada pela China, a expectativa da companhia é caminhar novamente para uma divisão mais equilibrada, próxima de 50% da produção destinada ao mercado externo e 50% ao mercado brasileiro.

A mudança na estratégia comercial também reforça a importância dos investimentos em agregação de valor. A indústria brasileira vem ampliando a capacidade de desossa e desenvolvendo cortes e linhas diferenciadas para atender consumidores com maior poder aquisitivo. No caso da Barra Mansa, a modernização da desossa está diretamente relacionada ao plano de expansão do confinamento próprio.

O movimento também ocorre em um contexto de transformação da indústria brasileira de carne bovina, que passou a trabalhar com maior capacidade de processamento, cortes de maior valor agregado e diferentes linhas de produtos. No painel, Oranges destacou que a empresa avalia que a participação das exportações deve voltar a se aproximar da metade da produção, enquanto o mercado doméstico continua relevante para a estratégia comercial.

Além dos investimentos na indústria e no confinamento, a companhia vê oportunidades no mercado de carne bovina de maior valor agregado. A avaliação é de que a demanda por proteínas e a busca por produtos diferenciados podem abrir espaço para novas linhas e ampliar a rentabilidade da operação.

 

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Vorcaro depõe à PF e nega existência de grupo criminoso ‘A Turma’


O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, prestou depoimento à Polícia Federal (PF) na tarde desta quarta-feira (30) e negou qualquer participação em atos violentos ou de caráter intimidatório contra desafetos. Ele negou participar, ou até mesmo conhecer, a existência dos grupos denominados como “A Turma” ou “Os Meninos”.

“Com o efetivo acesso da Defesa ao inquérito que investiga a suposta existência de grupos como ‘A Turma’ ou ‘Os Meninos’, ficou comprovado que tais expressões jamais designaram grupos específicos ou estruturas organizadas, evidenciado que não há qualquer tipo de ilicitude ou prática criminosa que possa ser atribuída a Daniel Vorcaro”, afirmou a defesa do ex-banqueiro, em nota.

A existência desses grupos foi descoberta pela PF a partir de mensagens extraídas do celular do próprio Vorcaro. As evidências sobre as atividades ilícitas do grupo se avolumaram com o avanço das investigações, incluindo conversas obtidas no celular do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.

Na época da prisão de Vorcaro, o relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF) à época, ministro André Mendonça, descreveu “A Turma” como uma “estrutura utilizada para realizar atividades de monitoramento e coleta de informações de interesse do grupo investigado, bem como pela prática de atos de coação e intimidação de pessoas”, dentre as quais concorrentes empresariais, ex-empregados e jornalistas.

O grupo chegou a discutir a simulação de um assalto para “quebrar todos os dentes” do jornalista de O Globo, Lauro Jardim, que teria publicado notícias que desagradaram Vorcaro.

Segundo a PF, o grupo era comandado por Henrique Vorcaro, pai de Daniel. As investigações apontaram ainda que Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, atuava como uma espécie de gerente desses grupos.

Sicário

À polícia, Daniel Vorcaro afirmou conhecer apenas Mourão. Segundo os advogados do ex-banqueiro, ele relatou à PF que tinha com Mourão “contrato formal e lícito de prestação de serviços de inteligência e segurança digital”.

Sicário chegou a ser preso em fase anterior da Operação Compliance Zero, mas cometeu suicídio na cela da superintendência da PF em Belo Horizonte.

O depoimento de hoje do ex-banqueiro foi marcado para tratar justamente das atividades desses grupos. Segundo seus advogados, nunca houve ameaça ou risco à integridade física de outras pessoas.

“Eventuais desabafos, oriundos de recortes maliciosos de mensagens privadas, proferidos em momentos de indignação, jamais redundaram em consequências práticas ou em qualquer risco real a terceiros, o que fica comprovado na própria sequência completa das mensagens, na realidade fática verificada e no perfil pacífico de Daniel Vorcaro”.

A defesa de Vorcaro pediu, ainda, a soltura de seu cliente. Para os advogados, não há mais motivos para o empresário aguardar o desfecho das investigações preso. “Não resta dúvida de que os motivos que ensejaram a prisão não mais persistem”.

Henrique Vorcaro

O pai de Daniel Vorcaro também prestou depoimento à PF nesta quarta-feira. À polícia, negou ser o articulador do grupo conhecido como “A Turma” e afirmou ter tido apenas relações comerciais com três dos integrantes do grupo.

Também em nota, a defesa de Henrique Vorcaro reclamou da manutenção da prisão de seu cliente e da falta de decisões no âmbito do processo no STF. Afirma que não há relator que decida a respeito e que pedidos feitos ao ministro André Mendonça, ainda quando era relator do caso na Corte, não tiveram resposta.



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economia

Dívida bruta do Brasil sobe a 82,9% do PIB em agosto


SÃO PAULO, 30 Set (Reuters) – A dívida bruta do Brasil registrou alta em agosto, quando o setor público consolidado brasileiro apresentou déficit primário menor do que o esperado, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central.

A dívida pública bruta do país como proporção do PIB fechou agosto em 82,9%, contra 82,6% no mês anterior. Já a dívida líquida do setor público foi a 69,3%, de 69,1%. 

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de 83,0% para a dívida bruta e de 69,5% para a líquida.

Em agosto, o setor público consolidado registrou um déficit primário de R$10,012 bilhões, menor do que a expectativa de economistas consultados em pesquisa da Reuters de um saldo negativo de R$15,7 bilhões.

 O desempenho mostra que o governo central teve rombo de R$14,687 bilhões, enquanto Estados e municípios registraram superávit primário de R$2,688 bilhões e as estatais tiveram saldo positivo de R$1,987 bilhão, mostraram os dados do Banco Central.



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Rebanho brasileiro é o menor em três anos, aponta IBGE

O valor de produção da pecuária atingiu R$ 141,2 bilhões em 2025, recorde da série e alta de 6,2% na comparação com 2024, segundo a Pesquisa da Produção da Pecuária Municipal, divulgada nesta quarta-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Os produtos de origem animal responderam por R$ 128 bilhões, crescimento de 5,6%. A aquicultura somou R$ 13,2 bilhões, alta de 12,5%.

O leite de vaca representou a maior parcela do valor, com R$ 89,5 bilhões, equivalente a 63,4% do total. Na sequência apareceram os ovos de galinha, com R$ 36,4 bilhões, ou 25,8%, e o mel, com R$ 1,2 bilhão, 0,9%.

Redução do rebanho

O rebanho bovino brasileiro caiu 1,7% em 2025, para 234,3 milhões de cabeças.  É o segundo recuo anual consecutivo e o menor efetivo desde 2022, quando o país tinha 234,9 milhões de bovinos.

Segundo o IBGE, a redução está relacionada ao aumento dos abates nos últimos quatro anos, especialmente de fêmeas.

O Centro-Oeste concentrou o maior rebanho do país, com 72,2 milhões de cabeças, ou 30,8% do total. A região, no entanto, registrou queda de 3,7% no efetivo, a terceira consecutiva.

O Norte tinha 63,4 milhões de bovinos, redução de 1,8% em relação a 2024. No Sudeste, o rebanho caiu 1,0%, para 37,3 milhões de cabeças, enquanto o Sul registrou queda de 1,7%, para 24,1 milhões.

O Nordeste foi a única região a ampliar o rebanho em 2025, com alta de 2,2%, para 37,3 milhões de cabeças.

Entre os municípios, São Félix do Xingu (PA) manteve a liderança, com 2,7 milhões de bovinos, equivalente a 1,2% do total nacional. Na sequência aparecem Corumbá (MS), com 2,2 milhões; Porto Velho (RO), com 1,7 milhão; Cáceres (MT), com 1,4 milhão; e Marabá (PA), com 1,3 milhão.

Produção de leite recorde

A produção de leite de vaca alcançou 36,7 bilhões de litros em 2025, alta de 2,7% em relação ao ano anterior e o terceiro recorde consecutivo. O resultado ocorreu mesmo com uma redução de 2,7% no número de vacas ordenhadas.

Foram 14,7 milhões de vacas ordenhadas no ano, o menor número da série histórica do IBGE, iniciada em 1974.

Ao mesmo tempo, a produtividade avançou 5,6%, para 2.498,7 litros por vaca ao ano, também um recorde. De acordo com o instituto, o resultado reflete condições climáticas favoráveis, investimentos em genética e manejo e a reorganização da base produtiva.

A região Sul voltou a liderar a produção nacional, com 12,5 bilhões de litros, ou 34% do total, alta de 4,4% em um ano. O Sudeste produziu 12,3 bilhões de litros, crescimento de 2,3%, e respondeu por 33,5% do total.

O Nordeste ficou em terceiro lugar, com 6,6 bilhões de litros e alta de 2,7%. O Centro-Oeste produziu 3,6 bilhões de litros, queda de 1%, enquanto o Norte registrou 1,7 bilhão de litros, alta de 1,4%.

Castro (PR) foi o município com maior produção de leite, com 532,8 milhões de litros, aumento de 10% em relação a 2024. Carambeí (PR), com 306,8 milhões de litros, e Patos de Minas (MG), com 249,2 milhões, completaram as primeiras posições.

Galináceos e ovos

O número de galináceos chegou a 1,6 bilhão de cabeças em 2025, alta de 1,6% em relação ao ano anterior e novo recorde.

As galinhas destinadas à produção de ovos somaram 293,3 milhões de animais, aumento de 5,8% e também o maior efetivo da série.

A produção de ovos alcançou 5,7 bilhões de dúzias, recorde e o maior volume desde o início da trajetória de crescimento registrada pelo IBGE em 1999. O valor de produção chegou a R$ 36,4 bilhões, alta de 13,9%.

O Sudeste liderou a produção, com 2,3 bilhões de dúzias, equivalente a 39,3% do total nacional. O Sul produziu 1,3 bilhão de dúzias, enquanto o Nordeste registrou 1,1 bilhão.

Santa Maria de Jetibá (ES) foi o principal município produtor de ovos e também liderou o efetivo de galináceos, com 18,4 milhões de animais.

Caprinos, ovinos e suínos

O efetivo de caprinos aumentou 1,2% em 2025, para 13,5 milhões de animais, enquanto o de ovinos cresceu 1,6%, para 22,3 milhões. Os dois resultados são recordes da série.

O Nordeste concentra a maior parte desses rebanhos, com 96,6% dos caprinos e 75,8% dos ovinos do país.

Já o número de suínos permaneceu praticamente estável, em 44 milhões de animais. O efetivo de fêmeas reprodutoras também ficou estável, em cerca de 5 milhões.

Toledo (PR) manteve a liderança entre os municípios na criação de suínos, com 935 mil animais, seguido por Uberlândia (MG), com 588 mil, e Concórdia (SC), com 519,4 mil.

Produção de mel recorde

A produção brasileira de mel cresceu 4,5% em 2025, para 71,3 mil toneladas, o maior volume da série histórica. O setor registra recordes anuais desde 2018.

O Sul voltou a liderar a produção regional, com 37,1% do total, depois de ocupar a primeira posição pela última vez em 2022. A produção da região cresceu 18,8% em relação a 2024.

O Rio Grande do Sul foi o maior produtor nacional, com 15,3% do total, seguido pelo Paraná, com 15%. O Nordeste também respondeu por 37,1% da produção brasileira.

Santa Luzia do Paruá (MA), Arapoti (PR), Boa Esperança do Sul (SP), São Raimundo Nonato (PI) e Ortigueira (PR) foram os cinco municípios com maior produção de mel em 2025.

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Setor privado dos EUA cria 90 mil vagas de trabalho em setembro


Os EUA criaram 90 mil empregos no setor privado dos Estados Unidos em setembro segundo o relatório nacional de emprego da ADP. O número veio acima das 70 mil vagas esperadas por economistas consultados pela Reuters.

Em agosto, foram abertas 36 mil vagas após revisão.

O relatório da ADP é elaborado em parceria com o Stanford Digital Economy Lab e publicado antes do relatório de emprego de agosto do Escritório de Estatísticas do Trabalho, que será divulgado na sexta-feira (2).

O ADP tem se mostrado um indicador pouco preciso para a estimativa do escritório de estatísticas sobre os empregos no setor privado.

Os dados do relatório do governo devem mostrar criação de 85 mil empregos privados em setembro, após um salto de 127 mil em agosto, de acordo com uma pesquisa da Reuters com economistas. No geral, a expectativa é de abertura de 90 mil empregos fora do setor agrícola, após 162 mil em agosto.

A taxa de desemprego deve se manter em 4,1% pelo terceiro mês consecutivo, embora os riscos apontem para uma alta.

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(com Reuters)



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Minerva vê avanço para exportar carne da Argentina ao Japão

A Minerva informou nesta quarta-feira (30) que o Japão e a Argentina chegaram a um acordo sobre as condições sanitárias para a importação de carne bovina desossada e maturada e de produtos derivados da região norte argentina. O entendimento foi anunciado pelo Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão e pode ampliar os mercados de destino das operações da companhia no país.

A Minerva possui seis unidades de abate na Argentina, com capacidade conjunta para processar 5.978 cabeças de gado por dia. Segundo a empresa, o acordo representa um avanço para a diversificação geográfica das exportações e para a ampliação do acesso a mercados internacionais a partir das operações argentinas.

A companhia já exporta carne bovina para o Japão por meio de suas unidades no Uruguai. Para que as plantas argentinas possam iniciar os embarques ao mercado japonês, porém, ainda será necessário que os estabelecimentos sejam inspecionados e habilitados pelas autoridades do país asiático.

Com cerca de 123 milhões de habitantes, o Japão é o terceiro maior importador mundial de carne bovina. Em 2025, o país importou aproximadamente 695 mil toneladas do produto, segundo dados do USDA  (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

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economia

Demanda global de passageiros aéreos cai em agosto; Brasil é destaque doméstico


Após um crescimento marginal de 0,3% em julho a demanda global de passageiros nas companhias aéreas – calculada pela métrica de passageiros por quilômetros pagos (RPK) — caiu 0,8% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado, informou nesta quarta-feira (30) a Associação de Transporte Aéreo Internacional (IATA). A demanda internacional recuou 0,9% na mesma comparação e a demanda doméstica encolheu 0,5%.

No mês, o Brasil apareceu como destaque positivo na demanda doméstica. O tráfego doméstico no país cresceu 4,3% na comparação anual, um ritmo mais lento que os 6,0% registrados em julho.

Enquanto isso, a capacidade, medida pelo ASK (assento por quilômetro ofertado), expandiu-se 8,0% na comparação anual, o ritmo mais rápido entre os seis principais mercados domésticos e quase o dobro do aumento do tráfego. O fator de ocupação (PL) no Brasil, no entanto, caiu 2,9 pontos percentuais, para 82,1%.

Leia também: Demanda global de carga aérea cresce 4,4% em agosto ante mesmo mês de 2025

Sobre a desaceleração no tráfego global, a IATA atribuiu o dados aos declínios mais profundos nos Oriente Médio e na América do Norte. Foi divulgado que, excluindo as transportadoras do Oriente Médio, o tráfego global de passageiros cresceu 0,6% na comparação anual.

Sobre o tráfego doméstico global, a avaliação é que ele permaneceu em agosto ligeiramente abaixo do nível do ano anterior, com o crescimento da capacidade continuando a superar a demanda.

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O tráfego internacional também permaneceu abaixo do nível de agosto de 2025, impulsionado em grande parte pela fraqueza contínua entre as transportadoras do Oriente Médio.

A IATA disse esperar que a capacidade de assentos programados aumente 1,6% na comparação anual em setembro e 2,0% na comparação anual em outubro.

Destaques regionais

O tráfego das transportadoras do Oriente Médio caiu 14,6% na comparação anual em agosto, com a contração se aprofundando em relação aos 9,7% registrados em julho. A capacidade caiu 9,3% na comparação anual, um ritmo mais lento que a queda na demanda, resultando em um declínio de 4,9 pontos percentuais no PLF, para 78,9%.

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As transportadoras dos EUA relataram uma queda de 2,2% no tráfego na comparação anual, marcando o quarto mês consecutivo de contração e um declínio mais rápido que em julho. Isso refletiu um tráfego internacional mais fraco, juntamente com a contínua fragilidade no mercado doméstico dos EUA. A capacidade caiu 1,0% na comparação anual, um ritmo mais lento que a demanda, reduzindo o PLF para 84,6%.

Por sua vez, as companhias aéreas da América Latina e do Caribe registraram o crescimento mais forte de tráfego entre todas as regiões em agosto, com a demanda aumentando 5,3% na comparação anual.

O desempenho foi impulsionado pelo tráfego internacional, que aumentou 6,7% na comparação anual, bem como pelo forte crescimento em mercados domésticos importantes, como o Brasil. A capacidade cresceu 6,3% na comparação anual, superando a demanda, e o PLF diminuiu 0,8 ponto percentual, para 84,0%.

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As transportadoras da África apresentaram crescimento de demanda de 4,4% na comparação anual. A capacidade expandiu-se 7,2% na comparação anual, superando a demanda e levando a um declínio de 2,1 pontos percentuais no PLF, para 77,5%.

As companhias aéreas da Ásia-Pacífico registraram um aumento de 1,4% no tráfego de passageiros na comparação anual em agosto. O crescimento foi sustentado pela demanda mais forte em mercados domésticos importantes, incluindo a China, o maior da região, e a Austrália. A capacidade expandiu-se 1,3% na comparação anual, elevando o PLF em 0,1 ponto percentual, para 85,9%, um recorde para o mês de agosto.

As companhias aéreas europeias registraram um aumento de 0,7% no tráfego de passageiros na comparação anual, sustentado por um aumento de 2,1% na demanda internacional. A capacidade cresceu ligeiramente mais rápido, 1,4% na comparação anual, e o PLF caiu 0,6 ponto percentual, para 87,5%. Este foi o maior PLF entre as regiões em agosto.

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Tráfego doméstico

A demanda mais alta na China, Brasil e Austrália contrastou com os declínios no Japão, EUA e Índia. Apesar do crescimento em vários grandes mercados, o tráfego doméstico geral permaneceu ligeiramente abaixo do nível do ano anterior.

A capacidade doméstica em toda a indústria continuou a se expandir apesar do tráfego mais fraco, resultando em um PLF inferior ao do ano anterior.

A China registrou o crescimento mais forte entre os principais mercados domésticos, com o RPK aumentando 5,8% na comparação anual. Isso ficou amplamente em linha com julho, sustentado pela demanda de viagens de verão, e ocorreu após declínios em maio e junho.

A capacidade na China aumentou 6,5% na comparação anual, superando o crescimento da demanda, enquanto o fator de ocupação diminuiu 0,5 ponto percentual, para 85,7%, permanecendo ligeiramente acima da média da indústria doméstica.

A Austrália registrou um aumento de 2,3% no RPK doméstico na comparação anual, após uma ligeira queda em julho. A capacidade aumentou apenas 0,4%, contribuindo para um aumento de 1,6 ponto percentual no PLF, para 85,8%. Este foi o maior ganho de PLF entre os principais mercados domésticos em agosto.

O Japão retornou à contração após um aumento de 4,2% na comparação anual em julho, com o tráfego doméstico diminuindo 2,0%. A capacidade caiu 2,1% e o PLF ficou amplamente estável em 90,0%, alta de 0,1 ponto percentual em relação ao ano anterior. Permaneceu o mais alto entre os seis principais mercados domésticos.

O mercado doméstico dos EUA registrou um declínio mais acentuado do que em julho, com o RPK caindo 2,9% na comparação anual, contra uma queda de 0,6% no mês anterior. A capacidade diminuiu 1,1%, menos que a queda no tráfego, e o fator de ocupação caiu 1,5 ponto percentual, para 83,0%, abaixo da média da indústria doméstica.

A Índia registrou o maior declínio de tráfego entre os principais mercados domésticos. O RPK doméstico caiu 7,5% na comparação anual, após uma diminuição de 5,2% em julho. A capacidade contraiu 1,2%, substancialmente menor que a queda na demanda, resultando em uma redução de 5,4 pontos percentuais no PLF, para 78,7%. Este foi tanto o menor PLF quanto a maior queda no fator de ocupação entre os seis mercados.

Tráfego internacional

O tráfego internacional de passageiros permaneceu abaixo do nível do ano anterior em agosto. As companhias aéreas da América Latina e do Caribe, África e Europa relataram crescimento de tráfego, enquanto as transportadoras da Ásia-Pacífico, América do Norte e Oriente Médio registraram declínios.

A capacidade internacional permaneceu amplamente inalterada no nível da indústria, mas a demanda mais fraca resultou em um fator de ocupação mais baixo. Apenas as transportadoras da Ásia-Pacífico e da América Latina e Caribe registraram aumentos no PLF.

As transportadoras da América Latina e do Caribe registraram um dos aumentos mais fortes no tráfego internacional, com o tráfego subindo 6,7% na comparação anual. A capacidade aumentou 6,4%, ligeiramente abaixo do crescimento do tráfego, e o fator de ocupação subiu 0,2 ponto percentual, para 84,8%.

As aéreas da África também registraram um aumento de 6,7% no tráfego internacional na comparação anual, embora partindo de uma base mais baixa, já que o tráfego internacional das companhias aéreas africanas representou 1,9% do RPK da indústria em 2025. A capacidade expandiu-se 8,3%, superando o crescimento da demanda, e o PLF caiu 1,2 ponto percentual, para 78,4%, o mais baixo entre as regiões de companhias aéreas.

Para as transportadoras da Europa, o RPK internacional aumentou 2,1% na comparação anual, abaixo do crescimento de 2,9% em julho. A capacidade subiu 2,8%, ligeiramente mais rápido que a demanda, resultando em uma queda de 0,6 ponto percentual no fator de ocupação, para 86,8%, um dos mais altos entre as regiões de companhias aéreas.

O tráfego internacional das companhias aéreas da Ásia-Pacífico permaneceu praticamente inalterado em relação ao ano anterior, com o RPK diminuindo 0,1% na comparação anual. A capacidade caiu 0,9%, uma redução maior que o tráfego, elevando o PLF em 0,7 ponto percentual, para 85,6%, o maior aumento entre as regiões de companhias aéreas em agosto.

As transportadoras norte-americanas relataram um declínio menor do que em julho, com o RPK internacional caindo 1,7% na comparação anual. A capacidade caiu 1,1%, menos que o declínio no tráfego, e o PLF diminuiu 0,5 ponto percentual, para 86,8%. Isso igualou o número europeu e permaneceu acima da média da indústria internacional.

As transportadoras do Oriente Médio registraram a maior queda no tráfego internacional, com o RPK caindo 14,2% na comparação anual, contra um declínio de 9,2% em julho. A capacidade caiu 9,0%, menos que a queda na demanda, e o fator de ocupação diminuiu 4,8 pontos percentuais, para 79,1%. Esta foi a maior redução no PLF entre todas as regiões de companhias aéreas.

Rotas internacionais

A maioria das rotas internacionais que servem a Ásia-Pacífico continuou a registrar crescimento de tráfego em agosto

O desempenho nas principais áreas de rotas foi amplamente semelhante ao de julho. O tráfego cresceu em todos os corredores, exceto Dentro da Ásia e Oriente Médio–Ásia, sendo que este último registrou uma contração mais profunda.

O tráfego nas rotas dentro da Ásia diminuiu 2,0% na comparação anual em agosto. A capacidade nessas rotas caiu 2,9% na comparação anual, marcando o quarto mês consecutivo de contração de capacidade. Como a capacidade caiu mais acentuadamente que o tráfego, o PLF aumentou 0,8 ponto percentual, para 83,9%.

A contração no tráfego no corredor Oriente Médio–Ásia piorou de 8,6% na comparação anual em julho para 11,7% em agosto. A capacidade neste corredor diminuiu 8,4% na comparação anual, um número menor, resultando em uma queda de 2,9 pontos percentuais no PLF, para 78,0%, o menor entre as principais áreas de rotas internacionais da Ásia-Pacífico.

O corredor Europa–Ásia continuou a ter um desempenho forte, com o tráfego aumentando 12,2% na comparação anual. Os corredores América do Norte/Sul–Sudoeste do Pacífico, Sudoeste do Pacífico–Ásia e América do Norte–Ásia também continuaram a se expandir, com o tráfego crescendo 7,3%, 4,7% e 2,5% na comparação anual, respectivamente. As taxas de crescimento nesses corredores foram amplamente semelhantes às registradas em julho.

Semelhante a julho, o tráfego caiu em três dos seis maiores corredores que servem a região, com a contração no corredor Oriente Médio–América do Norte se aprofundando.

O corredor transatlântico registrou um declínio de 2,4% no tráfego na comparação anual em agosto, marcando uma segunda contração mensal consecutiva após crescimento marginal em maio e junho. O tráfego de vários mercados de origem europeus, incluindo Reino Unido e França, diminuiu.

O tráfego entre América do Norte e América Central contraiu 3,4% na comparação anual, praticamente inalterado em relação a julho. No entanto, com a capacidade reduzida em 5,8%, o PLF neste corredor aumentou 2,2 pontos percentuais, para 87,1%.

A queda no tráfego no corredor Oriente Médio–América do Norte se aprofundou em agosto, com o tráfego caindo 5,0% na comparação anual. A capacidade diminuiu 2,4% na comparação anual, menos que a diminuição no tráfego, resultando em uma queda de 2,3 pontos percentuais no PLF, para 84,5%. Este foi o declínio mais acentuado entre os principais corredores que servem as Américas.

Em contraste, o tráfego nos corredores Ásia–América do Norte, Europa–América Central e Europa–América do Sul continuou a crescer em agosto, aumentando 2,5%, 2,1% e 3,0% na comparação anual, respectivamente. O corredor Europa–América Central registrou o maior PLF, com 92,1%, permanecendo como a única grande área de rota internacional globalmente com um fator de ocupação acima de 90%.



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