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Amado Batista é condenado por morte de criança em fazenda de Goiás


O cantor sertanejo Amado Batista foi condenado por danos morais e deverá indenizar em quase R$ 500 mil os pais da criança de três anos que morreu afogada na piscina da fazenda do artista em Goianápolis, Região Metropolitana de Goiânia, em maio de 2022.

A Justiça de Goiás determinou que Amado pague uma indenização de R$ 226.940,00 para cada um dos responsáveis pelo menor. Além disso, ele também deverá arcar com uma pensão mensal no valor de dois terços de 70% do salário-mínimo vigente, a partir da data que a vítima faria 14 anos até o seu aniversário de 25 anos.

O menino morreu aos três anos, em 2022, portanto, a pensão mensal deve começar a ser pagar a partir de 2033.

Quando completar a idade limite, o valor da pensão mensal deverá ser reduzido para 1/3 de 70% do salário mínimo. Esse valor será pago mensalmente até a data de expectativa de vida citada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2022, ou até a morte dos beneficiários, valendo o que ocorrer primeiro, conforme determinação da Justiça.

Negligência

Os pais da criança, que trabalhavam como caseiros da propriedade, alegaram que a piscina não possuía tela de proteção e que houve negligência no socorro da criança e indiferença por parte de Amado Batista após a confirmação da morte.

Amado Batista defendeu que a culpa era exclusiva dos pais por “suposta falha no dever de vigilância para com o filho”.

O juiz Leonardo de Camargos Martins, responsável pelo caso, disse que o “réu assumiu a posição jurídica de responsável pelo ambiente de moradia dos trabalhadores” e que, por isso, ele deveria ter garantido condições seguras à família, tanto de habitação, quanto de trabalho.

“A existência de uma piscina aberta, sem qualquer barreira de proteção, em área que poderia ser facilmente acessada por crianças que não sabiam nadar, configurava, portanto, risco previsível (ainda que não previsto – culpa inconsciente), que poderia ser eliminado mediante medida simples e de baixo custo, como a existência de barreiras para acesso à piscina, ou até por condutas mais custosas, como existência de espaços supervisionados para a permanência das crianças durante o trabalho dos pais”, disse o juiz.

O magistrado também reconheceu a conduta dos genitores para apurar a culpa concorrente, quando a vítima contribui de maneira negativa para o fato danoso, previsto no artigo 945 do Código Civil. O fato considerou que apesar dos genitores estarem trabalhando, era “dever primário” vigiar o filho.

Entenda o caso

Em 20 de maio de 2022, a mãe do menino deixou o filho brincando enquanto foi ao banheiro. Quando saiu, a criança não estava no local e a genitora a encontrou dentro da piscina.

Após o ocorrido, de acordo com o TJGO (Tribunal de Justiça de Goiás), o artista preferiu levar a criança para um hospital em Terezópolis, em uma cidade mais distante de Goiânia e com menos recursos, “com o intuito de evitar publicidade negativa para o cantor”.

Segundo relatos da mãe, ela já havia pedido à Amado Batista que providenciasse uma proteção para a piscina assim que chegou à fazenda, um mês antes do fato citado. A solicitação chegou a ser reiterada pelo marido.

O que diz a defesa do cantor

Em nota, a defesa de Amado Batista, representada por Maurício Vieira de Carvalho Filho, reconheceu a tragédia e reforçou que não diminui o sofrimento da perda da criança.

O advogado disse que irá recorrer a recurso cabível em relação aos fundamentos da condenação e entende que não houve omissão ou conduta negligente por parte do artista.

Veja nota na íntegra:

“A defesa de AMADO RODRIGUES BATISTA manifesta-se a respeito da sentença proferida nos autos do Processo nº 5266726-11.2023.8.09.0047, em trâmite perante o Juízo da Vara Cível da Comarca de Goianápolis/GO.

Inicialmente, a defesa registra seu mais profundo respeito à dor da família e reconhece a gravidade da tragédia envolvida. As considerações a seguir possuem caráter exclusivamente técnico-jurídico e não pretendem, de qualquer modo, diminuir o sofrimento decorrente da perda de uma criança.

Quanto à decisão, cumpre esclarecer os seguintes pontos:

1. Culpa concorrente reconhecida pelo Juízo.
A sentença reconheceu expressamente a existência de culpa concorrente, assentando que houve falha no dever de cuidado e de vigilância em relação à criança no momento do acidente. O próprio Juízo consignou que o menor se encontrava sob supervisão direta imediatamente antes do ocorrido e que essa circunstância integrou a cadeia causal do evento.

2. Ausência de prova de prévio aviso ou pedido de proteção.
A decisão consignou que não restou comprovado qualquer aviso, alerta ou pedido prévio para que a piscina fosse trancada, gradeada ou de qualquer forma protegida. O Juízo concluiu, à luz da prova produzida, inexistir elemento seguro de que tal solicitação tenha sido feita.

3. Cerceamento de defesa.
A defesa entende ter havido cerceamento de defesa, uma vez que foi indeferido o pedido de prova pericial técnica, meio de prova indispensável para demonstrar as reais condições de segurança da propriedade, dentre elas o fato de a sede ser integralmente delimitada por cercamento. A produção dessa prova mostrava-se essencial ao pleno exercício do contraditório e da ampla defesa.

4. Interposição de recurso.
Por discordar de diversos fundamentos da decisão, em especial do reconhecimento de omissão ou negligência atribuída ao artista, a defesa informa que interporá o recurso cabível, confiante na revisão da sentença pelas instâncias superiores, por entender que não houve omissão ou conduta negligente de sua parte.

A defesa permanece à disposição para os esclarecimentos que se fizerem necessários e reafirma sua confiança no Poder Judiciário.”

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo



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Nego Di é condenado a mais de 14 anos de prisão por lavagem de dinheiro


A Justiça do Rio Grande do Sul condenou o influenciador digital e humorista Dilson Alves da Silva Neto, o Nego Di, nesta terça-feira (23) a mais de 14 anos de prisão pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro qualificada e uso de documento falso no processo envolvendo rifas ilegais.

O influenciador está em liberdade provisória desde novembro de 2024, quando deixou a Penitenciária de Canoas depois de quatro meses preso, referentes a uma primeira condenação por estelionato, no caso envolvendo a loja virtual “Tadizuera” (saiba mais abaixo).

Gabriela Sousa, esposa de Nego Di, também foi condenada a 8 anos e 4 meses de reclusão, em regime fechado, pelo crime de lavagem de dinheiro.

Na decisão da Justiça, o humorista ainda foi condenado a 1 ano e 15 dias de prisão simples (infração contravencional), em regime semiaberto, pelo crime de promoção de loteria ilegal.

Veja as penas:

Nego Di:

  • Lavagem de dinheiro: 9 anos, 4 meses e 8 dias de reclusão, e 16 dias-multa
  • Uso de documento falso: 3 anos e 22 dias de reclusão, e 18 dias-multa
  • Estelionato: 2 anos e 1 mês de reclusão, e 16 dias-multa
  • Promoção de loteria: 1 ano e 15 dias de prisão simples, e 16 dias-multa

Gabriela Sousa:

  • Lavagem de dinheiro: 8 anos e 4 quatro meses de reclusão, e 16 dias-multa

Segundo a denúncia do Ministério Público, Dilson teria promovido, entre novembro de 2022 e maio de 2024, ao menos 34 rifas eletrônicas sem autorização legal, divulgadas em perfis nas redes sociais, onde ofertou prêmios em dinheiro e bens mediante compra de bilhetes.

Ainda conforme a acusação, ele teria promovido, de forma fraudulenta, a rifa de um veículo Porsche Macan, veículo transferido para ele próprio, além de R$ 150 mil em dinheiro

Os dois chegaram a ser alvo de uma operação do MPRS no processo envolvendo as rifas ilegais, em julho de 2024.

Na ocasião, a esposa de Nego Di chegou a ser presa em flagrante, durante a operação, pois os agentes encontraram uma arma de uso exclusivo das Forças Armadas, sem registro, sob posse da então investigada.

A ação teria resultado em prejuízo de R$ 185,3 mil a mais de nove mil pessoas.

Segundo o Ministério Público, o humorista teria induzido as vítimas ao erro e criado um vencedor fictício.

A investigação ainda aponta que o influenciador e a companheira lavaram R$ 2,5 milhões com contas de terceiros, valores usados para compra de veículos de luxo e imóveis em Porto Alegre, além de outros na Serra e Litoral gaúcho.

Além disso, o MP alegou que o influenciador teria utilizado documento falso ao divulgar, em rede social, um comprovante de transferência via PIX no valor de R$ 1 milhão para uma campanha solidária às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. Entretando, o valor doado teria sido de apenas R$ 100.

A CNN procurou a defesa de Nego Di e de Gabriela Sousa e aguarda retorno.

Segunda condenação

Em junho do ano passado, o influenciador já havia sido condenado a 11 anos e 8 meses de prisão em outro processo por estelionato, junto com seu sócio Anderson Bonetti.

A dupla mantinha a loja virtual “Tadizuera”, disponibilizada na internet, por meio da qual ofertaram ao público venda de diversos produtos a preços abaixo do valor de mercado. Os condenados não cumpriram com as ofertas.

Segundo a polícia, as vítimas tiveram prejuízo estimado em mais de R$ 5 milhões.

Uma das vítimas do golpe, que teve um prejuízo de R$ 30 mil, ao comprar dois celulares e alguns ar-condicionado, contou à CNN sobre o modus operandi de Nego Di.

Segundo ela, o suspeito vendeu, em 2022, aparelhos celulares com valores bem abaixo do mercado e fez a entrega, para dar veracidade ao golpe.

Logo após, ele anunciou que criaria uma loja virtual, vendendo produtos em preço baixo para que todos pudessem ter acesso.



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FAB foi alertada sobre disparada de voos de helicóptero antes de acidente


Um ofício obtido pela CNN Brasil e enviado em 9 de dezembro de 2025 pela NAV Brasil (Serviços de Navegação Aérea) — estatal responsável pelo controle do tráfego aéreo — ao Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste (CRCEA-SE), da Força Aérea Brasileira (FAB), alertou para o aumento do número de voos de helicóptero na região do Aeroporto de Jacarepaguá.

É de lá que partiu uma das aeronaves envolvidas na colisão entre dois helicópteros no dia 14 de junho. O acidente deixou seis mortos, entre eles o cantor norte-americano Oliver Tree, os argentinos Lucas Vignale e Gaspar Prim, o produtor musical Lucas Brito Chaves, conhecido pelo nome artístico Lucas Frota e os pilotos das duas aeronaves.

Vinculado à FAB, o CRCEA-SE respondeu 14 dias depois, em 23 de dezembro de 2025, ao ofício. Reconheceu a situação e afirmou que mudanças só devem ser implementadas a partir de junho de 2027.

“Quanto ao assunto, informo que já estão em andamento as atividades do Projeto de Reestruturação da TMA-RJ (Área de Controle Terminal do Rio de Janeiro) para o desenvolvimento do novo Conceito de Espaço Aéreo da Terminal Rio de Janeiro, com implementação programada para junho de 2027, cujo escopo engloba o estudo da circulação aérea do aeródromo de Jacarepaguá”, diz trecho do documento obtido pela CNN.

LEIA MAIS: MPT dá prazo para Anac definir norma sobre fadiga de pilotos brasileiros

 

Segundo o alerta, o número de cruzamentos de voos na região próxima ao acidente teve picos de alta superiores a 150% em vários meses de 2025, na comparação com 2024. Os chamados voos cruzados ocorrem quando aeronaves que partem de aeroportos e helipontos distintos se encontram no ar.

Fora do perímetro controlado pelos operadores de tráfego, os pilotos precisam seguir as normas gerais da aviação e operar na frequência de autocoordenação — prática comum em várias regiões do país.

Entre janeiro e outubro do ano passado, o documento registra 141.853 operações controladas em Jacarepaguá. “Desse total, 89.077 corresponderam a operações de pouso e decolagem, e 49.101 a operações de cruzamento, representando, respectivamente, 63% e 34% do volume total de tráfegos atendidos”, aponta o alerta.

Procurada, a FAB não se manifestou até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto.

 

Posicionamento de aeronaves

O ofício também alerta para falhas no posicionamento das aeronaves. “Observa-se, com frequência, limitada consciência situacional dos pilotos acerca da existência de outras aeronaves evoluindo nesse espaço aéreo, o que, em determinadas situações, resulta na sobreposição de comunicações, na tentativa de obtenção célere da autorização para cruzamento”, diz o texto.

O Aeroporto de Jacarepaguá é um dos principais pontos da aviação no Rio. O terminal atende sobretudo voos executivos, táxi aéreo, deslocamentos para plataformas em alto-mar e atividades de turismo, como os voos panorâmicos.

LEIA MAIS: Rota onde helicópteros colidiram no RJ não tem controle de tráfego aéreo

Operação sem controle de tráfego

A CNN Brasil conversou com uma pessoa ligada à NAV, que pediu para não se identificar. Para ela, a situação não é, em si, perigosa: mas sem informação precisa, nem restrições de um controlador, as aeronaves sobem no ritmo, na velocidade e na posição que quiserem.

O acidente ocorreu em um trecho sem orientação de controladores de voo. No mapa abaixo, a figura em “meia-lua”, em azul, marca a única área controlada pela equipe de tráfego aéreo de Jacarepaguá.

A colisão aconteceu perto da Avenida das Américas, na altura do Recreio dos Bandeirantes, fora da jurisdição controlada (delimitada pelo pontilhado azul). Nessa rota, os pilotos seguem as regras gerais de operação (norma RBAC 91), que incluem, por exemplo, os limites de altitude dos corredores visuais para aeronaves de asa fixa e helicópteros, os pontos de notificação obrigatórios e as condições meteorológicas para voo visual ou por instrumentos.

Diferentemente de São Paulo, o Rio de Janeiro não tem um ponto central de controle dedicado exclusivamente para helicópteros. O Helicontrol, sistema de monitoramento e controle desse tipo de voo, fica no Aeroporto de Congonhas, na capital paulista. Só em 2025, registrou 39.581 voos em São Paulo.

Aumento de acidentes

A Polícia Civil investiga os planos de voo e as rotas percorridas pelos dois helicópteros. A apuração técnica das causas caberá ao Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).

Dados obtidos pela reportagem mostram 12 atendimentos envolvendo ocorrências com aeronaves no Rio em 2026 até agora — alta de 300% sobre o mesmo período de 2025, quando houve três ocorrências.

Cinco vítimas estavam em um dos helicópteros que colidiram no ar; o piloto Charles Marsillac estava sozinho na outra aeronave.

  • Oliver Tree Nickel — passageiro
  • Lucas Vignale — passageiro
  • Gaspar Prim — passageiro
  • Lucas Brito Chaves — passageiro
  • Alexandre Souza — piloto
  • Charles Marsillac — piloto

 

*Com informações de Camille Barbosa e Cleber Rodrigues



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Inverno começa neste domingo; veja o que esperar do clima


O inverno de 2026 começa neste domingo (21), mesmo dia do solstício de inverno e, devido ao fenômeno do El Niño, terá características atípicas em diversas regiões do Brasil.

Mesmo com a possível intensificação do El Niño ao longo do inverno, o frio intenso ainda pode aparecer no início da estação, podendo ter ondas de calor ao final.

Segundo a Climatempo, a região sul do Brasil pode ter temperaturas médias. Na maioria das áreas do Mato Grosso do Sul (MS), São Paulo (SP), centro-sul e leste de Minas Gerais (MG), Rio de Janeiro (RJ) e Espírito Santo (ES), as temperaturas tendem a ficar dentro do normal.

Contudo, em quase todo o Centro-Oeste, Nordeste e Norte brasileiros, o inverno deve trazer temperaturas acima da média.

Segundo o Climatempo, dias de calor intenso serão esperados, principalmente no sul e leste do Pará (PA), Tocantins (TO), Maranhão (MA), Piauí (PI), oeste da Bahia (BA), Distrito federal (DF) e Mato Grosso (MA).

A estação se inicia com uma forte passagem de frio no interior do país, que deve influenciar uma queda de temperatura no sul, sudeste e centro-oeste, além de um episódio de friagem em Rondônia (RO), Acre (AC) e no sul do Amazonas (AM).

Dias de frio intenso no centro-sul do Brasil são previstos para julho, com temperaturas abaixo de 0°C na região Sul e em algumas áreas do Sudeste, além de ondas de ar frio de Goiânia e Brasília, até o norte de Minas e extremo sul da Bahia.

Em agosto, picos de calor podem ocorrer no centro-oeste e no sudeste brasileiros. Dias intensos de calor podem ser vistos também no norte e no nordeste. Já em setembro, o risco de ondas de calor se intensificam mais nessas regiões.

O inverno de 2026 termina no dia 22 de setembro, mesmo dia do equinócio da primavera.

*Sob supervisão de AR.



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O que é misantropia, palavra citada em alerta falso a celulares pelo Brasil


Alertas falsos enviados aos celulares em vários estados do Brasil na madrugada deste sábado (20) chamaram a atenção dos usuários pelo conteúdo surpreendente: “Alerta Extremo – Defesa Civil:misantropi4”. A mensagem gerou dúvidas sobre o significado da palavra “misantropia”, que teve a última letra modificada no aviso falso.

Segundo o dicionário Michaelis On-line, misantropia significa “horror à humanidade ou aversão à natureza humana” e, por extensão, “estado que se caracteriza por profunda tristeza; depressão, melancolia”; “tendência a evitar a companhia de outras pessoas ou a cultivar o isolamento”.

Além do alerta enviado pela ferramenta Cellbroadcast de avisos severos, operada pela Anatel, moradores das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro também relataram ter recebido mensagens por SMS com conteúdo similar. Uma mensagem de texto enviada a um usuário no Rio contém a palavra “misantropo”, ou seja, o indivíduo que tem aversão à humanidade e que evita a companhia de outras pessoas.

A Defesa Civil Nacional e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional informaram que a plataforma de envio do Defesa Civil Alerta foi retirada do ar após ser alvo de uma invasão e de um provável ataque hacker.

Segundo o comunicado do órgão nacional, o alerta falso foi disparado de maneira remota por alguém que não faz parte do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.

“A mensagem disparada foi do tipo Alerta Extremo e continha a palavra “misantropia” — que significa ódio à humanidade. Provavelmente se trata de um ataque hacker”, diz a nota da Defesa Civil Nacional.

A pasta também informou que a a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional acionará a Polícia Federal e trabalha para retomar a ferramenta de alerta assim que todas as condições de segurança forem restabelecidas.

Em nota, a Defesa Civil de São Paulo afirmou que o alerta não foi enviado por nenhum de seus agentes e que, até o momento, não há registro de ocorrência que justifique a emissão de alerta extremo relacionado ao conteúdo reportado.

O comunicado também explica que a ferramenta Cellbroadcast e foi temporariamente desabilitada até que a situação seja esclarecida. A Defesa Civil de São Paulo disse que acionou a Anatel e outras instituições envolvidas na operação do sistema para investigar a origem da mensagem.

Já a Defesa Civil do Rio de Janeiro confirmou que não disparou nenhum alerta e disse que o comunicado recebido pelos usuários “decorre de uma instabilidade no sistema de envio de alertas IDAP/Cell Broadcast, plataforma sob responsabilidade da Defesa Civil Nacional, vinculada ao Governo Federal”.

O órgão também esclareceu que não há, até agora, qualquer situação de risco relacionada a desastres naturais que justifique a emissão de alerta para a população fluminense e que segue monitorando a situação.

No Paraná, onde foram relatados os primeiros alertas no país, o governo estadual afirmou que não disparou o aviso e que não há nenhum evento severo previsto para Curitiba. A Defesa Civil do Paraná disse que acionou a Defesa Civil Nacional e Anatel sobre o caso.

A CNN entrou em contato com a Anatel e ainda não obteve resposta.





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“Alerta extremo” falso chega a celulares do país; ferramenta é desabilitada


Um alerta falso com a palavra “misantropi4” foi enviado na madrugada deste sábado (20) a celulares em vários estados do Brasil. Inicialmente, a mensagem de “alerta extremo” foi enviada a aparelhos no estado do Paraná, mas um segundo aviso foi disparado poucos minutos depois para celulares em São Paulo e no Rio Janeiro.

A Defesa Civil Nacional e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional informaram que a plataforma de envio do Defesa Civil Alerta foi retirada do ar após ser alvo de uma invasão e de um provável ataque hacker.

Segundo o comunicado do órgão nacional, o alerta falso foi disparado de maneira remota por alguém que não faz parte do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.

“A mensagem disparada foi do tipo Alerta Extremo e continha a palavra “misantropia” — que significa ódio à humanidade. Provavelmente se trata de um ataque hacker”, diz a nota da Defesa Civil Nacional.

A pasta também informou que a a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional acionará a Polícia Federal e trabalha para retomar a ferramenta de alerta assim que todas as condições de segurança forem restabelecidas.

Em nota, a Defesa Civil de São Paulo afirmou que o alerta não foi enviado por nenhum de seus agentes e que, até o momento, não há registro de ocorrência que justifique a emissão de alerta extremo relacionado ao conteúdo reportado.

O comunicado também explica que a ferramenta Cellbroadcast, utilizada para envio do alerta severo e extremo, é gerida pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e foi temporariamente desabilitada até que a situação seja esclarecida. A Defesa Civil de São Paulo disse que acionou a Anatel e outras instituições envolvidas na operação do sistema para investigar a origem da mensagem.

Além do alerta pela plataforma Cellbroadcast, moradores da cidade de São Paulo também relataram ter recebido uma mensagem com o mesmo conteúdo via SMS.

No Paraná, o governo estadual afirmou que o alerta não foi disparado pela Defesa Civil do estado e que não há nenhum evento severo previsto para Curitiba. O órgão estadual disse que acionou a Defesa Civil Nacional e Anatel sobre o caso.

 

Já a Defesa Civil do Rio de Janeiro confirmou que não disparou nenhum alerta e disse que o comunicado recebido pelos usuários “decorre de uma instabilidade no sistema de envio de alertas IDAP/Cell Broadcast, plataforma sob responsabilidade da Defesa Civil Nacional, vinculada ao Governo Federal”.

O órgão também esclareceu que não há, até agora, qualquer situação de risco relacionada a desastres naturais que justifique a emissão de alerta para a população fluminense e que segue monitorando a situação.

Moradores do Rio também relataram ter recebido uma mensagem por SMS com conteúdo relacionado ao alerta.

A CNN entrou em contato com a Anatel e ainda não obteve resposta.

O que é misantropia?

Segundo o dicionário Michaelis On-line, misantropia significa “horror à humanidade ou aversão à natureza humana” e, por extensão, “estado que se caracteriza por profunda tristeza; depressão, melancolia”; “tendência a evitar a companhia de outras pessoas ou a cultivar o isolamento”.





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“Não foi acidente”, diz pai de youtuber morto em queda de helicóptero no RJ


Ricardo Prim, pai do influenciador argentino Gaspar “Gaspi” Prim Díaz, contestou as circunstâncias da colisão entre dois helicópteros ocorrida no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, no último domingo.

Em entrevista ao jornal argentino Clarín, o empresário afirmou acreditar que a queda das duas aeronaves, que resultou na morte de seis pessoas, não foi apenas um acidente.

“Não se sabe se foi um acidente ou um atentado. Eu recebo muitos dados e acredito que não foi um acidente. Para mim, foi um atentado”, declarou Ricardo ao periódico argentino.

O pai do youtuber, que possui uma livraria na Argentina, não detalhou quais seriam as provas ou informações recebidas, mas mencionou o nome do cantor norte-americano Oliver Tree, que também faleceu na tragédia, como um possível fator de interesse no caso.

Investigação técnica e responsabilidades

Apesar das declarações da família, o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) trabalha com hipóteses técnicas.

As principais frentes de apuração incluem falhas na separação entre aeronaves, problemas na comunicação via rádio e possíveis irregularidades no plano de voo.

As aeronaves de prefixos PP-MAC e PR-DJJ estavam em situação regular junto à Anac, com certificados de aeronavegabilidade válidos.

No entanto, por estarem registradas na categoria de serviço privado, não possuíam autorização para operar como táxi-aéreo, o que exige protocolos de segurança e manutenção mais rigorosos.

Vítimas e próximos passos

Além de Gaspi (23 anos) e Oliver Tree (32 anos), morreram no acidente o cineasta Lucas Vignale, o produtor musical Lucas Brito Chaves e os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac.

O caso é investigado simultaneamente pela Polícia Civil, que apura responsabilidades criminais pelas mortes, e pelo Seripa III, que busca identificar fatores contribuintes para prevenir novas ocorrências.

O relatório final do Cenipa sobre as causas da colisão pode levar de dois a cinco anos para ser concluído.



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Investigação de piloto que sumiu na Serra do Japi é resolvida após 2 anos


A investigação sobre o acidente na Serra do Japi, quando uma aeronave com apenas um piloto ficou desaparecida por dois dias, foi concluída após dois anos. Entre os fatores contribuintes estão: insistência na realização do voo, condições meteorológicas adversas e tomada de decisão. 

A CNN Brasil teve acesso ao relatório do CENIPA (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).A aeronave PT-WLP desapareceu em março de 2024 ao sair de Jundiaí com destino ao Aeroporto Campo de Marte, na capital paulista.

O documento cita que o piloto estava começando em um novo emprego: “A recente formalização do vínculo empregatício do piloto, associada à proximidade de um compromisso familiar, pode ter gerado uma pressão autoimposta para a conclusão do translado, reduzindo a margem de segurança na avaliação dos riscos relacionados à operação”, aponta o relatório.

A aeronave colidiu com a vegetação a 3.832 metros de altitude e a visibilidade não era boa. O julgamento do profissional também foi apontado como uma das causas.

“O piloto optou por retornar à origem mantendo o voo sob regras visuais em altitudes inferiores ao topo do relevo circundante. A falha em analisar as alternativas mais seguras, como a transição para um plano de voo IFR (voo por instrumento), demonstrou um julgamento inadequado diante da situação”, complementa os investigadores.

LEIA MAIS: MPT dá prazo para Anac definir norma sobre fadiga de pilotos brasileiros

A presença de névoa úmida e a formação de camadas de nuvens baixas na região da Serra do Japi atuaram diretamente no obscurecimento do relevo. Tais fenômenos meteorológicos impediram a manutenção das referências visuais necessárias para o voo noturno, resultando na impossibilidade de identificação dos obstáculos à frente da trajetória

Trecho do relatório do CENIPA obtido pela CNN Brasil

Relembre o acidente

O Corpo de Bombeiros de São Paulo localizou, no dia 29 de março, destroços da aeronave, que estava desaparecida desde a noite anterior, na região da Serra do Japi, interior do estado.

De acordo com informações da Rede Voa, responsável pelo Aeroporto de Jundiaí, a aeronave modelo PA-34-220T, prefixo PT-WLP, decolou por volta das 20h15 com destino ao Aeroporto Campo de Marte, na capital paulista.

Ao se aproximar para pouso, o piloto informou que iria retornar ao Aeroporto de Jundiaí por conta da inoperância do Aeroporto Campo de Marte. Segundo o Comando de Aviação da Polícia Militar, o último contato da aeronave foi realizado via rádio por volta das 23h da quinta-feira (28), enquanto sobrevoava a região da Serra do Japi.

A Defesa Civil de São Paulo encontrou o corpo do piloto dois dias depois, na tarde de 30 de março.

 

*Com informações de Carolina Figueiredo, Luan Leão e Catarina Nestlehner



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“Não morre, por favor”: PM chora após atirar em homem em SP


O momento em que um policial militar atira em um homem no bairro do Jaraguá, zona norte de São Paulo (SP), foi registrado pela câmera corporal do agente. Inicialmente o PM teria dito “vou matar ele”. O suspeito não resistiu aos ferimentos e morreu.

A ocorrência foi sido realizada em 28 de abril deste ano, mas as imagens foram divulgadas recentemente. A bodycam também registra o momento em que o PM se preocupa em ter matado o homem.

Policiais militares foram acionados por um motociclista, que alegava ter sido ameaçado por um motorista havia tentando transferir golpes em seu pescoço com uma faca. Ao encontrar o indivíduo, um dos agentes atirou no homem que portava a faca.

Momentos após os disparos, o policial começa a chorar e suplica para que o homem não morra, alegando que a ambulância está à caminho.

No vídeo feito a partir da câmera corporal, é possível ver o momento em que os tiros são efetuados e o momento em que o agente chora.

Veja imagens da ação policial;

O local foi isolado e, antes de entregar a câmera para a corporação, o agente faz uma oração. O vídeos não confirma a morte do motorista.

Em comunicado, a PM afirma que os fatos ainda estão sendo apurados por meio de inquérito policial, instaurado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil.

A corporação ainda confirma que as imagens estão sendo analisadas com os demais elementos de informação do ocorrido.

A CNN Brasil tenta contato com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), que se manifestou por meio de nota. Confira:

“A Polícia Militar não compactua com excessos e desvios de conduta por parte de seus agentes. Todas as imagens relacionadas à ocorrência, incluindo as captadas pelas câmeras corporais utilizadas pelos policiais, são rigorosamente analisadas para adoção das medidas cabíveis”

Foi confirmado pelo posicionamento da corporação que os policiais envolvidos estão afastados de suas funções devido a determinações judiciais, e todas as medidas legais e administrativas estão sendo adotadas.

“A Polícia Militar reitera que não compactua com os desvios de conduta e reafirma seu compromisso com a legalidade, transparência, preservação e proteção da população”, finaliza a instituição de segurança 

 

 

*Sob supervisão de Thiago Félix



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Jovem de 22 anos morre em SP dez meses após sofrer intoxicação por metanol


Guilherme Torres da Silva, de 22 anos, foi sepultado nesta segunda-feira (15), na capital paulista, após morrer depois de passar dez meses lutando pela vida em decorrência da ingestão de uma bebida contaminada por metanol.

Morador de Itapecerica da Serra, Guilherme deu entrada no Hospital Municipal M’Boi Mirim no dia 16 de agosto de 2025, por suspeita de intoxicação, após consumir algumas doses de gin compradas em uma adega ao lado de sua casa e começar a se sentir mal.

Inicialmente, ele achou que fosse “apenas uma ressaca”, mas precisou ser levado ao hospital, onde teve diversas paradas cardíacas. Guilherme chegou a ficar entubado e respirando por aparelhos.

O jovem passou cerca de 10 meses lutando contra as graves sequelas. Ele ficou paralisado e passou a utilizar cadeira de rodas.

A família criou o perfil “Cura do Metanol”, onde compartilhava diariamente a rotina de recuperação dele, incluindo suas sessões de fisioterapia, além de iniciar uma campanha de arrecadação on-line para ajudar a custear o tratamento.

Na manhã da última terça-feira (16), familiares publicaram uma nota de pesar nas redes sociais informando a morte do jovem.

A família também agradeceu o apoio recebido durante o período de tratamento e no sepultamento.

“Muito obrigado a todos que compareceram ao sepultamento e aos que nos ajudaram até aqui de todas as formas possíveis, com contribuições, doações e mensagens positivas ao longo de toda essa trajetória. Nosso luto será eterno, mas ficarão as boas lembranças”, escreveu a família.

Em nota, a Prefeitura de Itapecerica da Serra informou que aguarda o recebimento dos laudos para confirmar a causa da morte e avaliar se há ligação com o quadro de intoxicação anteriormente investigado.

“Somente após a conclusão dessas análises pelos órgãos competentes será possível confirmar se o caso possui relação com o evento ocorrido em 2025”, diz a nota.

Até o momento, oito pessoas morreram no estado de São Paulo em decorrência de intoxicação por metanol.

Entenda o caso

Entre setembro e outubro de 2025, a crise de intoxicação por metanol em bebidas adulteradas gerou um alerta de saúde pública e vitimou principalmente jovens adultos em diferentes estados brasileiros. O estado de São Paulo acumulou o maior número de ocorrências, com mais de 50 casos entre suspeitos e confirmados.

A substância, que é incolor e inodora, leva a sintomas traiçoeiros que se assemelham a uma ressaca comum, como náuseas, vômitos e tontura. Contudo, entre 6 e 24 horas após o consumo, surgem sinais graves, como visão turva e cegueira, que pode ser irreversível.

Leia também: Metanol em bebidas: veja quem são as vítimas de casos de intoxicação | CNN Brasil

Até o final de 2025, 51 pessoas foram presas por algum tipo de envolvimento nas intoxicações de bebidas em São Paulo.

De acordo com balanço do governo estadual, mais de 21,4 mil garrafas e mais de 121,8 mil vasilhames vazios foram apreendidos. Também foram recolhidos mais de 105,2 mil insumos e 480 mil rótulos.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo





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