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Inquérito contra Flávio sob relatoria de Moraes acende alerta em campanha | Blogs | CNN Brasil


O mais novo inquérito contra o candidato a presidente Flávio Bolsonaro, que chegou ao STF (Supremo Tribunal Federal) e foi distribuído ao ministro Alexandre de Moraes, acendeu um alerta na campanha dele na reta final.

As primeiras avaliações do entorno do candidato são de que o caso avançou muito rapidamente em um curto período, de forma atípica se comparado ao tempo de tramitação de investigações na Corte.

A informação na campanha é que o inquérito foi remetido à Corte no dia 8 de outubro, foi autuado e distribuído a Moraes no dia 16 de outubro e já haveria diligências em curso antes de abrir vista ao Ministério Público.

Por se tratar de uma investigação sigilosa, não é possível saber como se dá sua tramitação nem se, de fato, houve diligências.

A investigação acendeu um sinal de alerta na campanha de Flávio, diante da possibilidade de Moraes tomar alguma decisão ainda nesta semana, de forma a prejudicar o candidato a poucos dias do segundo turno.

Por outro lado, também há a avaliação de que a atuação ostensiva pró-Lula no primeiro turno favoreceu Flavio e se houvesse algo nesse sentido nas vésperas do segundo turno poderia ter o mesmo efeito. Por isso também há a leitura de que o ministro pode segurar o caso e usá-lo como instrumento de negociação política caso Flávio vença a eleição e ganhe tração um impeachment contra Moraes no Senado, onde o PL terá maioria.

O inquérito apura uma suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio, que obteve licença para operar uma bet do então governador do Rio, Cláudio Castro. O nome de Flávio teria aparecido em mensagens com Willer e, por isso, o caso foi remetido ao STF. A campanha deve pedir acesso à investigação ainda nesta terça-feira.

Aliados de Flávio dizem que, como ele é muito amigo de Willer, é natural que haja troca de mensagens entre ambos. E garantem não haver envolvimento do candidato em irregularidades.

Em nota, Willer negou irregularidades, disse ter requerido acesso aos autos e que prestará esclarecimentos. Também declarou ter relação de amizade com Flávio e que isso não é crime.



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Análise: Afastamento de Janones causa certa apreensão em campanha do PT


O deputado federal André Janones (Rede-MG) continua internado na UTI do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, mas seu quadro de saúde é estável. O último boletim médico, divulgado na tarde desta segunda-feira (19), indica boa recuperação e aponta a possibilidade de alta nas próximas 48 horas.

Janones atua diretamente na mobilização dos apoiadores e aliados de Lula nas redes sociais e é o coordenador do canal denominado “Exército do Lula“. Segundo o analista de política Pedro Venceslau, o afastamento do deputado causou uma certa apreensão na campanha petista.

“André Janones é visto como alguém que conseguiu, em poucas semanas, algo que o partido não conseguiu nos últimos doze anos”, afirmou Venceslau durante o Hora H desta segunda-feira.

Segundo Venceslau, a operação que Janones fez nas redes sociais ensinou aos petistas como se traduz, como se compreende o algoritmo e como jogar com o algoritmo a seu favor.

O analista destacou que um dos méritos que os petistas atribuem ao deputado mineiro foi a reapropriação da camiseta da seleção brasileira às vésperas da manifestação a favor de Flávio Bolsonaro (PL) na avenida Paulista, em São Paulo.

“Isso deu um bug no algoritmo e a gente viu bolsonaristas e lulistas usando a camiseta do Brasil nesse último final de semana”, afirmou Venceslau.

As estratégias, segundo o analista, vêm ganhando prestígio com o presidente Lula, mas ainda encontram resistências internas no PT: “Ele é criticado por usar as armas da direita contra a própria direita.”

Disputa de influência

No campo de Flávio Bolsonaro, figuras como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Pablo Marçal (PRTB-SP) desempenham papel semelhante ao de Janones, atuando fora da estrutura oficial da campanha.

Nikolas, com mais de três milhões de seguidores, assumiu protagonismo no segundo turno, fazendo campanha como puxador de votos em cidades como Aracaju, São Luís, Recife e Fortaleza, com encerramento previsto em Belo Horizonte.

“Já Marçal foi o grande arquiteto da estratégia de Flávio nesse debate da TV Bandeirantes”, destacou Venceslau.

O analista lembrou um bastidor de 2024, durante as eleições municipais de São Paulo. Um aliado de Marçal, então candidato à prefeitura, agrediu fisicamente Duda Lima, que na época era marqueteiro de Ricardo Nunes e hoje é responsável pela campanha de Flávio Bolsonaro.

Segundo Venceslau, a chegada de Marçal à campanha de Flávio gerou desconforto entre os aliados de Lima. “Mas a situação está resolvida, eles chegaram juntos ao debate da TV Bandeirantes e deram as instruções em conjunto.”



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Waack: Debate entre Flávio e Lula degrada a campanha, mas não muda votos


A gente já conta em horas o que falta para a decisão do segundo turno. Cerca de 120 do momento em que esta edição do WW está indo para o ar.

A vantagem reduzida que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) mantém sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – de acordo com as últimas quatro pesquisas – aguenta esse número de horas?

Esse quadro deste momento não era muito diferente daquele de uns dois dias atrás. Ou seja, uma pequena porém constante vantagem de Flávio, alguma recuperação de Lula em relação ao resultado do primeiro turno.

Mas isso era antes do primeiro debate. Ele mudou alguma coisa? Aparentemente, não.

Foi um espetáculo degradante, lastimável, em parte grotesco, mas não parece ter sido decisivo. O que não surpreende os pesquiseiros. No resumo feito por um deles, decisivo são três coisas: carrinho de supermercado, dívida no banco e capacidade de consumo.

Se o carrinho não enche, a dívida aperta e tchau para o consumo, sofre quem está no governo.

A fórmula parece simples demais para explicar o ambiente de tensão, ódios e angústias nessas horas finais de eleição, mas está em linha com os tais fatores de grande amplitude, que na cabeça dos eleitores tem pouco a ver com ideologia, propostas, valores, costumes, religião. Diretamente a ver, quero dizer.

Uma parcela decisiva do eleitorado provavelmente não sabe o que é PIB, déficit nominal e buraco fiscal.

Neste momento, esses fatores simples e amplos provavelmente explicam a vantagem que Flávio exibe, e qual a razão de um debate tão esperado aparentemente ter trazido, até aqui, tão pouco resultado.



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Nexus/BTG: Flávio tem 50,3% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 49,7%


Em uma simulação do segundo turno da disputa à Presidência da República, a pesquisa Nexus/BTG, divulgada nesta segunda-feira (19), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em empate técnico na margem de erro.

Dentre os votos válidos, que desconsideram brancos e nulos, Flávio registra 50,3% das intenções de voto, enquanto Lula pontua 49,7%.

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Resultado do primeiro turno das Eleições 2026

Com 100% das urnas apuradas, Flávio teve 47,03%, com 56,1 milhões de votos. Lula chegou a 45,16%, com 53,8 milhões. O resultado mostra que os candidatos disputarão o segundo turno da eleição de 2026, marcado para o dia 25 de outubro.

Com pouco menos de dois pontos percentuais de diferença, a margem de votos observada entre Flávio Bolsonaro e Lula foi a menor desde a redemocratização.

Metodologia

A pesquisa Nexus entrevistou 2.002 eleitores, entre os dias 16 e 18 de outubro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi contratado pelo Banco BTG Pactual e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04499/2026.

Confira a íntegra do levantamento abaixo



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Flávio e Lula são orientados a mudar postura no último debate | Blogs | CNN Brasil


Os candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram orientados a reavaliar postura e estratégia para o último debate do segundo turno, marcado para sexta-feira (23), da TV Globo.

A avaliação tanto da campanha bolsonarista como petista é de que os dois candidatos cometeram equívocos e perderam oportunidades no embate promovido nesse domingo (18) pela TV Bandeirantes.

Também foi avaliado que nenhum dos dois conseguiu dialogar com o eleitorado indeciso e moderado, que definirá a eleição presidencial deste ano. A conclusão foi apontada por pesquisas informais feitas em redes sociais e com grupos de eleitores.

O diagnóstico na campanha bolsonarista foi de que Flávio precisa ser menos evasivo e mais claro nas respostas. Além disso, a estratégia de gesticular atrás do adversário não foi consenso no grupo do senador.

Para observadores de direita, a estratégia passa uma imagem de arrogância e desrespeito, o que costuma ser refutado pelas eleitoras, fiéis da balança no segundo turno.

Já a campanha petista considera que Lula não aproveitou bem o tempo das respostas e focou em propostas de pouco apelo popular, como a exploração de terras raras ou universidade para povos originários.

Além disso, no início do debate televisivo, a avaliação foi de que o petista não conseguia pautar a discussão, caindo nas provocações do adversário e perdendo tempo em respondê-las.

O diagnóstico final foi de que o debate foi vazio de propostas e agressivo na forma. E que os dois candidatos devem passar por novos treinamentos na tentativa de corrigir falhas.

O debate da Rede Globo costuma ser menos agressivo que os demais pelo formato, que privilegia perguntas temáticas e menos embates diretos.



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PoderData/AYA: Flávio tem 52% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 48%


Pesquisa PoderData/AYA, divulgada nesta segunda-feira (19), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL)com 52% dos votos válidos para o segundo turno. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 48%.

Esta é a quarta rodada testada pelo instituto desde a definição do primeiro turno. Na pesquisa divulgada no último dia 16 de outubro, os candidatos apareciam empatados com 50% dos votos válidos.

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Na ante-penúltima pesquisa, realizada no dia 8 de outubro, Flávio recebeu a preferência de 53% dos entrevistados, ante 47% que declararam votar em Lula.

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Metodologia

A pesquisa PoderData/AYA entrevistou 3.000 eleitores, entre os dias 16 e 18 de outubro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-02586/2026.

Confira a íntegra do levantamento abaixo



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debate refletiu campanha e não deve impactar pesquisas | Blogs | CNN Brasil


O debate entre Lula e Flávio Bolsonaro na Band foi um espelho da campanha: poucas propostas e muitos ataques. Se a premissa é essa, a consequência também é a mesma: o que o público assistiu na noite deste domingo (18) não deve ter impacto nas pesquisas, que, ao menos até agora, mantêm um leve favoritismo para o senador do PL no próximo domingo.

Flávio claramente se preparou mais e foi mais treinado para o debate na TV. Isso foi visto desde a movimentação frequente no palco, tanto por trás de Lula, para aparecer enquanto o presidente falava, como quando ficou quase encostado no petista, em uma clara estratégia para tentar desestabilizar o oponente. Também aproveitava qualquer oportunidade para pedir direito de resposta, expediente pouco utilizado por Lula.

A estratégia de Flávio de usar logo de cara temas sensíveis a Lula também foi importante para ampliar a tensão do presidente, em especial ao tratar das denúncias envolvendo seu filho, Lulinha. Também, quando pôde, explorou a maior preocupação do brasileiro hoje, a violência urbana, e tratou de vender a ideia do Ministério da Prosperidade, uma das principais apostas da campanha.

O senador do PL, porém, fugiu de perguntas incômodas, como uma votação contrária à extensão da licença-maternidade quando era deputado estadual no Rio de Janeiro e o caso em que defendeu um policial que matou uma menina.

Também abusou do deboche, o que, a depender de quem assiste, pode passar a ideia de arrogância, como quando disse que o nariz de Lula estava crescendo ou que o oponente podia se aproximar fisicamente porque ele estava sem sua carteira.

Lula, por sua vez, parece ter apostado na experiência em embates presidenciais do tipo, presentes em sua vida desde 1989. Mas o problema é que os debates daquela época não são como os de hoje, em que a gestão do tempo é crucial. E Lula não geriu bem seu tempo.

Logo no primeiro bloco, terminou uma resposta às perguntas dos jornalistas deixando 25 segundos em aberto. Errou com frequência a câmera para a qual deveria se dirigir e também deu muito as costas para a câmera. Também cometeu erros de conteúdo, como a menção a “malandro carioca” e a afirmação de que, se eleito para o quarto mandato, o “Brasil vai acabar”.

O que não significa que o presidente não tenha tido bons momentos. E eles aconteceram justamente quando suas respostas pareceram não ter sido treinadas, como quando respondeu a Flávio que quer que todos os presidiários do país votem nele, inclusive o pai dele, Jair Bolsonaro, e ao dizer que Vorcaro virou banqueiro sob Jair Bolsonaro e prisioneiro sob seu governo.

A exploração do tema da pandemia sob Bolsonaro também foi acertada, talvez o ponto alto de Lula, tanto que obrigou Flávio a fazer um mea-culpa sobre a gestão do pai em relação à Covid-19. E confrontou-o com a mudança de posição na PEC 6×1. Quando pôde, defendeu feitos sociais das gestões petistas. Mas, para quem precisava virar o jogo, era preciso mais de Lula.

Os marqueteiros do presidente parecem ter percebido isso, tanto que Lula seguiu para o último bloco com a proposta de abertura de sigilos para Flávio, que, sem estar treinado para esse questionamento, não soube responder de imediato. Foi responder de fato só na entrevista após o término do debate.

Espremendo bem o debate, é possível concluir que ele refletiu uma campanha de baixo nível, baseada em questionamentos recíprocos sobre corrupção e temas morais para forçar uma guerra de rejeições que dá pouca atenção às propostas.

Reforçou o eleitor lulista a votar em Lula, o eleitor bolsonarista a votar em Flávio Bolsonaro e os que se abstiveram ou votaram em branco ou nulo a repetir isso no próximo domingo.

Logo, não deve interferir nas pesquisas, o que, hoje, é melhor para Flávio do que para Lula. A imagem das mulheres que estavam no entorno de ambos nas entrevistas ao final do debate pareceu refletir isso. Enquanto a coordenadora do programa econômico de Flávio, Daniella Marques, sorria, a primeira-dama Janja da Silva estava de cara fechada.



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Após investigação, suspeita de bomba em carro de Flávio é descartada


O automóvel em que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) chegou ao debate da TV Bandeirantes foi abandonado por uma suspeita de bomba neste domingo (18). No entanto, após investigação do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais), a hipótese foi descartada.

Segundo o capitão Victor Capello Haddad, comandante do Esquadrão de Bombas de São Paulo e responsável pela operação, cães foram utilizados para localizar possíveis materiais suspeitos e identificaram um componente químico. No entanto, a substância poderia ser amônio ou perclorato.

“Feita a primeira varredura, os cães passaram e ambos detectaram algum componente químico que os fez sinalizar positivo para um componente químico que pode ser utilizado para a confecção de algum artefato explosivo”, disse Haddad.

“Por isso que nós tivemos que fazer o devido isolamento para preservar a segurança de todos aqui dentro, inclusive a nossa. A gente aumentou o perímetro e demandou um tempo um pouco maior para que a gente fizesse uma busca mais minuciosa, até ter a notícia de fato de que aquilo são só misturas que volatilizaram e traíram a noção dos cães. Um dos componentes pode ser, provavelmente, amônio ou um perclorato, ou algo que indicou para o cão, nesse caso, que poderia ser uma bomba, mas não era. Então, o ambiente está seguro”, concluiu.

O carro foi abandonado no estacionamento do saguão principal dos estúdios da Band, no bairro do Morumbi, em uma área reservada apenas às viaturas oficiais das comitivas de cada candidato.

O Gate foi acionado pela Polícia Legislativa, responsável pela segurança de Flávio, que é senador da República.

O candidato do PL deixou o debate em outro automóvel, acompanhado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).



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Flávio e Lula travam debate de mais provocações do que soluções | Blogs | CNN Brasil


Ao longo das duas horas do primeiro confronto tête-à-tête entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), problemas da vida real como violência urbana, alto custo de vida e saúde pública chegaram a ser tratados pelos candidatos, mas o que predominou foram as suspeitas que pairam sobre os dois campos políticos que dominam a disputa presidencial pela terceira vez consecutiva.

Enquanto Flávio se mostrou desde o início disposto a seguir um roteiro treinado com a equipe de campanha, Lula deixou escapar de saída o nível de pressão de quem precisa de uma inédita virada entre o primeiro e o segundo turno ao não saudar nem mediadores nem espectadores – o candidato do PL demorou, mas, depois de dar boa noite a quem ligou na Band TV e aos jornalistas da casa, lembrou-se de também cumprimentar o adversário.

Flávio deixou sem resposta perguntas incômodas feitas por Lula, como os R$ 134 milhões pedidos ao ex-controlador do Banco Master Daniel Vorcaro. O petista afirmou que parte dos recursos teriam financiado o irmão de Flávio, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, nos EUA.

Antes, o candidato do PL citou as declarações da empresária Roberta Luchsinger em entrevista exclusiva à CNN sobre a relação com o filho do presidente, Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha. Lula estava com a resposta pronta, ao dizer que ela era um problema da Polícia Federal e repetir que o filho prestará esclarecimentos aos investigadores.

Passada a exagerada troca de acusações e questionamentos éticos do primeiro bloco, os temas do dia a dia voltaram a ter espaço.

Flávio explicou a mudança de posição sobre a PEC que pôs fim à escala de trabalho 6×1, ainda que tivesse começado o bloco com uma questão sobre saída temporária de presos para reforçar a estratégia de atribuir conivência com o crime ao adversário.

Lula apostou em colar no adversário a imagem de quem não viveu como a maioria dos brasileiros que depende de transporte público, atendimento no SUS ou escola pública. Não só pelo petista ser de uma família de migrantes nordestinos, mas para mostrar que a experiência como o brasileiro mais vezes eleito presidente o credenciaria a ampliar essa marca.

Em meio à tensão, os dois candidatos encontraram momentos de demonstração de humildade: Flávio admitiu que saúde foi uma das áreas frágeis da gestão do pai, Jair Bolsonaro, após Lula citar as mais de 700 mil mortes na pandemia; o candidato do PT reconheceu alta no custo de vida, tema citado pelo adversário do PL.

Ao final, Lula voltou a buscar um discurso mais politizado, com temas como democracia, soberania e políticas públicas criadas em seus três mandatos, recorrendo até à gravata com as cores nacionais que costuma usar em eventos do tipo. Flávio retomou o figurino no qual apostou desde o início da campanha, ao mirar o adversário em uma roupagem mais moderada que a do pai e valorizar a votação obtida no primeiro turno, por ora a melhor de um Bolsonaro em um primeiro turno.

Em sete dias, o eleitorado que voltar às urnas – e essa é uma dúvida que ainda está na cabeça de ambas as campanhas – vai decidir qual discurso está mais conectado com os tempos atuais.



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TSE mantém atos pró-democracia deste domingo (18) e nega veto a shows


O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral eleitoral do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), manteve neste sábado (17) os atos previstos para este domingo (18) sob o mote de defesa da democracia e rejeitou o pedido para proibir preventivamente apresentações artísticas e o uso de trios elétricos nas manifestações.

A decisão foi tomada em ação apresentada pelo Novo contra entidades civis e estudantis responsáveis pela mobilização “Brasil nas Ruas”. O partido sustentava que os eventos funcionariam, na prática, como atos de campanha em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e poderiam configurar showmício.

Cueva afirmou, porém, que os elementos apresentados até agora não são suficientes para demonstrar que as manifestações integrem a programação oficial da campanha ou tenham sido organizadas sob sua direção. Para o ministro, a presença de artistas e a manifestação pública de apoio a uma candidatura não bastam, por si só, para caracterizar showmício.

Segundo o corregedor, a irregularidade depende da comprovação de que a apresentação artística seja usada para atrair público a comício ou reunião eleitoral voltada à promoção de uma candidatura.

A convergência de posicionamentos políticos entre os organizadores e determinada candidatura não permite presumir a existência de vínculo jurídico, financeiro ou organizacional que transforme manifestações da sociedade civil em eventos de campanha eleitoral

Ricardo Villas Bôas Cueva

A decisão alcança os eventos anunciados para Copacabana, no Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre. Em relação ao Rio, Cueva destacou que os organizadores afirmaram ter orientado artistas e participantes a não fazer pedidos de voto, mencionar números ou slogans eleitorais nem executar jingles durante o ato.

“A organizadora informa, também, que os participantes deverão observar Termo de Ciência e Responsabilidade, pelo qual se comprometem a não realizar pedidos de voto, mencionar números ou slogans eleitorais, executar jingles ou utilizar as apresentações artísticas para promover candidaturas, reservando-se a possibilidade de interromper manifestações que contrariem essas regras”, diz.

O ministro ressaltou, no entanto, que a decisão não equivale a um reconhecimento antecipado da regularidade das manifestações. Eventuais irregularidades ocorridas durante os atos, como showmícios ou uso indevido de recursos, ainda poderão ser apuradas pela Justiça Eleitoral.



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