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Café arábica recua em Nova York com avanço da colheita no Brasil

Os contratos futuros de café arábica recuaram nesta quinta-feira (10) na Bolsa de Nova York, pressionados pelo aumento da oferta do Brasil com o avanço da safra e por perspectivas favoráveis para a produção do próximo ciclo. O vencimento para dezembro fechou em baixa de 1,32%, cotado a US$ 2,88 por libra-peso.

Segundo o Barchart, o café arábica chegou a atingir a menor cotação em sete semanas durante a sessão, enquanto o robusta avançou e alcançou o maior nível em uma semana.

O encerramento da colheita brasileira tem ampliado a disponibilidade de café no mercado e contribuído para a pressão sobre os preços do arábica. Os dados mais recentes de exportação também reforçam esse cenário. Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Economia e Comércio, os embarques brasileiros de café em agosto cresceram 44,6% na comparação anual, alcançando o maior volume em oito meses.

Cacau

Os contratos futuros de cacau encerraram a sessão desta sessão em alta pelo segundo dia consecutivo, apoiados por perspectivas relacionadas à oferta em Gana. O vencimento para dezembro avançou 0,18%, para US$ 5.962 por tonelada.

O movimento ganhou suporte após o órgão regulador da indústria de cacau de Gana propor um aumento de 6% na remuneração dos produtores para a safra 2026/27. A medida pode estimular os agricultores ganeses a postergar as vendas na expectativa de obter preços mais elevados pelo produto.

Gana está entre os principais produtores mundiais de cacau, e mudanças na comercialização do país podem influenciar a disponibilidade da commodity no mercado internacional.

Açúcar

Os contratos futuros de açúcar avançaram nesta sessão, impulsionados principalmente pela forte valorização do petróleo e pela perspectiva de redução da produção na Tailândia na próxima safra. Em Nova York, o contrato com vencimento em outubro subiu 1,86%, para 19,75 centavos de dólar por libra-peso.

De acordo com o Barchart,  a valorização do combustível melhora a competitividade do etanol e pode estimular usinas em diferentes países a direcionarem uma parcela maior da cana-de-açúcar para a produção de biocombustível, em vez de açúcar.

Esse cenário reduz a disponibilidade potencial do adoçante no mercado internacional e dá suporte às cotações. Nesta quinta-feira, o açúcar negociado em Nova York atingiu a maior cotação em uma semana, enquanto o contrato em Londres alcançou o maior nível em aproximadamente duas semanas e meia.

O mercado também mantém parte do efeito positivo das projeções divulgadas no início da semana para a produção tailandesa. A Thai Sugar Millers Corp. estima que a produção de açúcar do país na temporada 2026/27 possa recuar 17% em relação ao ciclo anterior, para cerca de 10 milhões de toneladas.

Algodão

Já o contrato futuro do algodão para entrega em dezembro fechou a sessão com queda de 1,11%, cotado a 83,73 centavos de dólar por libra-peso.

Nesta quinta-feira, os futuros operavam em alta, acompanhando a valorização do petróleo WTI, que superou os US$ 100 por barril. Segundo o Barchart, os contratos de algodão avançavam entre 66 e 95 pontos no meio do pregão.

O petróleo WTI subia US$ 5,29 por barril na sessão, enquanto o índice do dólar também registrava valorização. Os dados semanais de vendas para exportação dos Estados Unidos serão divulgados somente na sexta-feira, devido ao feriado de segunda-feira.

Suco de Laranja

O contrato futuro do suco de laranja para entrega em novembro encerrou a sessão com queda de 1,78%, cotado a US$ 1,43 por libra-peso.

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Soja ganha força em Chicago, mas prêmios e dólar limitam alta no Brasil

A soja acumula valorização de 3,37% em Chicago nos primeiros dez dias de setembro, enquanto o preço físico no porto brasileiro avançou menos de 1% no mesmo período. O movimento ocorre em meio à expectativa pelo novo relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), além de sinais de fortalecimento da demanda chinesa.

O contrato de soja para entrega em setembro, usado como referência por Ronaldo Fernandes, da Royal Rural, saiu de US$ 12,752 por bushel no início do mês para US$ 13,182 nesta quinta-feira (10), uma alta de 3,37%. Segundo Fernandes, apenas essa valorização em Chicago representa um ganho de aproximadamente R$ 5 por saca de soja.

No mercado físico brasileiro, porém, a reação foi mais moderada. No porto, a soja passou de R$ 161 por saca no início de setembro para R$ 162,50 atualmente, avanço de 0,93%.

A diferença entre os dois movimentos está principalmente na composição dos preços domésticos, que também considera o câmbio e os prêmios de exportação. Assim, uma alta dos futuros em Chicago não é integralmente transferida para a cotação recebida pelo produtor brasileiro.

Nesta quinta-feira, os futuros da soja em Chicago avançaram cerca de 2%, segundo a Agrinvest. O mercado recebeu suporte de novos anúncios de vendas do USDA, que somaram 478,5 mil toneladas, sendo 272 mil toneladas destinadas à China e outras 206,5 mil toneladas para destinos não informados.

O óleo de soja também registrou forte alta, acompanhando a valorização do petróleo, que superou os US$ 105 por barril, dando sustentação adicional ao complexo da oleaginosa.

A expectativa do mercado é de que a produtividade média da soja norte-americana seja revisada para 52,5 bushels por acre, ante 52,7 bushels por acre projetados em agosto.

Milho

Os futuros do milho fecharam em alta nesta quinta-feira  na Bolsa de Chicago, com o mercado ajustando posições antes da divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA. O contrato para entrega em dezembro avançou 1,14% e encerrou o pregão negociado a US$ 5,33 por bushel.

Segundo a Agrinvest, o milho encontra suporte na expectativa de uma redução das estimativas para a produção e a produtividade norte-americanas no relatório desta sexta-feira. O mercado projeta produção de 400,8 milhões de toneladas e produtividade de 186,3 sacas por hectare, abaixo das 189,0 sacas por hectare estimadas em agosto.

O petróleo acima de US$ 106 por barril também contribuiu para sustentar as cotações, ao melhorar a competitividade do etanol produzido a partir do milho e reforçar a demanda pelo cereal destinado à indústria de biocombustíveis.

Os dados semanais da EIA (Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos) trouxeram sinais mistos para o mercado. Os estoques de petróleo bruto recuaram 391 mil barris, enquanto os estoques de gasolina aumentaram 1,3 milhão de barris e os de destilados subiram 2,1 milhões de barris.

Trigo

O trigo para entrega em dezembro fechou em queda de 1,72% nesta quinta-feira (10), negociado a US$ 7,41 por bushel, acompanhando o movimento de baixa dos demais grãos na Bolsa de Chicago.

Segundo a Granar, o mercado devolveu parte dos ganhos recentes após as perdas registradas na sessão anterior, em meio à movimentação de fundos de investimento e às especulações sobre possíveis negociações para um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia.

A avaliação, porém, é de que o conflito segue sem uma solução concreta, enquanto o comércio pelo Mar Negro continua praticamente paralisado. A continuidade das hostilidades mantém o mercado atento aos riscos para a oferta e para os fluxos de exportação de trigo da região.

Nesta quinta-feira, o prefeito de Dnipro, Borys Filatov, informou que forças russas atacaram uma fábrica de processamento de oleaginosas pertencente à norte-americana Bunge. A unidade produz óleo de girassol sob a marca Oleina e, segundo a autoridade local, foi atingida pela segunda vez desde o início da invasão russa em larga escala.

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Governo oficializa relatório socioambiental para exportações do agro

O governo federal publicou uma norma que oficializa o Relatório de Análise Socioambiental para Operações de Exportação, emitido pela plataforma AgroBrasil + Sustentável, como instrumento da política nacional de comércio exterior.

A medida consta da Resolução CEC nº 17, do Camex (Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior), publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (9).

Segundo o texto, o relatório constitui um instrumento para a análise de requisitos socioambientais em operações de exportação de produtos agropecuários brasileiros.

A resolução estabelece que o documento oficial emitido pela plataforma AgroBrasil + Sustentável poderá ser utilizado nesse tipo de avaliação no âmbito da política nacional de comércio exterior.

O texto, porém, não determina que o relatório seja a única fonte para essa análise.

A resolução afirma que outras bases de dados oficiais também poderão ser utilizadas para a avaliação dos requisitos socioambientais.

A medida não cria, no texto, novas exigências socioambientais para os exportadores nem estabelece novos critérios de sustentabilidade para os produtos agropecuários.

Os relatórios devem ser emitidos pelos próprios produtores.

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DSM-Firmenich prepara venda da área de saúde e nutrição animal à CVC

A dsm-firmenich fechou acordo para vender sua divisão negócios de Nutrição e Saúde Animal para a gestora de investimentos CVC Capital Partners em uma operação que pode alcançar 2,2 bilhões de euros. Do total, até 500 milhões de euros correspondem a um pagamento adicional condicionado ao cumprimento de determinadas metas. A transação faz parte da estratégia da companhia de concentrar investimentos em negócios considerados prioritários.

“A dsm-Firmenich tomou uma decisão onde o negócio de Nutrição e Saúde Animal estaria sendo vendido, que é o que aconteceu, só que o processo ainda não foi finalizado”, afirmou Magalhães durante encontro com a imprensa.

De acordo com o executivo, a CVC deve assumir o controle da operação no fim deste ano ou no início de 2027. A mudança de controle, porém, não deve representar uma ruptura na estrutura do negócio. Segundo Magalhães, a área de tecnologia, ciência, desenvolvimento e conhecimento técnico será mantida.

“A empresa continua sendo a mesma, porque toda a área de Nutrição e Saúde Animal foi comprada. Então toda parte de tecnologia, ciência, toda parte de desenvolvimento, o conhecimento técnico de pessoas que vão hoje apresentar para vocês continua dentro da empresa”, disse.

Na avaliação do executivo, a entrada da CVC pode dar mais agilidade à operação e aproximar a companhia dos clientes. O objetivo é ampliar a atuação da área no Brasil, na América Latina e no mercado global.

“A CVC vem com uma cultura muito forte de estar muito próximo ao cliente e isso com certeza ajuda muito e vai contribuir para o desenvolvimento do nosso negócio”, afirmou.

A mudança acontece em um momento de desafios para a cadeia global de proteína animal, marcada por incertezas econômicas, climáticas e geopolíticas. Para a dsm-firmenich, esses fatores aumentam a necessidade de eficiência e produtividade na produção de carne, leite, ovos e pescado.

Durante o evento, Magalhães destacou que a companhia pretende manter o foco em soluções voltadas à produtividade animal, com destaque para o controle de micotoxinas, contaminantes produzidos por fungos que podem comprometer o desempenho dos animais e a eficiência da produção.

O executivo também relacionou o tema às mudanças climáticas, que podem afetar a qualidade dos grãos utilizados na alimentação animal. Para ele, a antecipação de riscos e o uso de dados de precisão serão cada vez mais importantes para reduzir perdas e melhorar a eficiência produtiva.

A venda da divisão, portanto, ocorre sem a intenção de abandonar a atuação em nutrição animal. A estratégia apresentada pela empresa é manter a estrutura técnica e científica da operação e, sob o novo controlador, buscar maior agilidade comercial e proximidade com os clientes.

Magalhães afirmou ainda que a demanda global por proteína animal deve continuar crescendo com o aumento da população e da renda em diferentes mercados. Nesse cenário, segundo ele, produtividade e eficiência serão fundamentais para atender ao consumo sem ampliar proporcionalmente a pressão sobre os recursos naturais.

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El Niño reduz farelo de peixe do Peru e pressiona custos da aquicultura

A confirmação do El Niño até o início de 2027 pode reduzir a oferta de farelo e óleo de peixe e aumentar a pressão sobre os custos da aquicultura. O alerta foi feito por Adolfo Fontes, especialista global de inteligência de mercado da dsm-firmenich, durante encontro com a imprensa.

O principal ponto de atenção está na pesca da anchoveta no Peru e no Chile, países que concentram uma parcela relevante da produção mundial de óleo e farelo de peixe. Segundo o especialista, apenas o Peru responde por cerca de 20% da produção global desses dois produtos.

O especialista afirmou que a produção de farelo de peixe no país apresentou uma queda inicial de 20% durante o atual episódio de El Niño. A redução, segundo ele, pode chegar a 50%, dependendo da evolução das condições climáticas nos próximos meses.

“Eu posso dizer aqui um deles, destacar a questão […] da pesca da anchoveta, principalmente ali no Peru e no Chile. Só o Peru corresponde aí a 20% da produção global de farelo e de óleo de peixe”, afirmou.

O executivo lembrou que o último El Niño de maior intensidade, em 2023, provocou uma queda de aproximadamente 50% no farelo produzido pelo Peru. A preocupação agora é que o novo episódio climático tenha efeitos semelhantes sobre a disponibilidade do ingrediente.

“Quando a gente olha, no caso do farelo do Peru, caindo 50% no último El Niño, que foi em 2023, e agora a gente vivendo um outro El Niño em 2026, aí com uma queda já inicial de 20%, podendo chegar também nesses 50%, dependendo do desenvolvimento do clima nos próximos meses”, disse.

O risco é especialmente relevante para a aquicultura, setor que utiliza farelo e óleo de peixe na alimentação dos animais. Com menor disponibilidade da matéria-prima, a cadeia pode enfrentar aumento de custos e maior necessidade de buscar alternativas para a formulação das rações.

A perspectiva é agravada pela possibilidade de continuidade do fenômeno climático. Segundo a análise apresentada pela DSM-Firmenich, a probabilidade de ocorrência de El Niño permanece elevada nos próximos trimestres, com possibilidade de o fenômeno continuar até o começo de 2027.

Para Fontes, as temperaturas mais altas dificultam a pesca da anchoveta e afetam diretamente a disponibilidade de matéria-prima para a produção de farelo e óleo de peixe.

“Ele traz, por um lado, as questões de temperatura mais alta que dificultam a pesca desse peixe para se transformar em farelo e óleo de peixe, o que impacta a aquacultura”, explicou.

O cenário do farelo de peixe faz parte de um quadro mais amplo de pressão sobre os custos da cadeia de proteína animal. A DSM-Firmenich também chama atenção para os efeitos do clima sobre a produção de grãos, que representam aproximadamente dois terços dos custos de produção de proteína animal, segundo a apresentação.

O especialista afirmou que algumas regiões do Brasil têm registrado condições mais secas, o que pode atrasar o plantio da soja e, posteriormente, afetar o calendário da segunda safra de milho.

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Heringer ganha prazo até 2027 para regularizar ações em circulação na B3

A Fertilizantes Heringer terá até o fim de 2027 para adequar o percentual de ações em circulação no mercado, o chamado free float, às regras do Novo Mercado da B3. A companhia informou nesta terça-feira (9) que recebeu comunicação da bolsa autorizando uma nova extensão do prazo, que anteriormente terminava em 31 de dezembro de 2026.

A decisão foi tomada pela Diretoria Executiva da B3 de forma automática e extraordinária, considerando o prazo para o enquadramento da companhia e o cenário macroeconômico. Com a extensão, a Heringer passa a ter mais 12 meses para atingir o percentual mínimo de ações em circulação previsto no artigo 10 do Regulamento do Novo Mercado.

O free float corresponde à parcela das ações de uma companhia que está efetivamente disponível para negociação no mercado, excluindo, entre outros casos, papéis detidos por controladores. A exigência busca assegurar uma quantidade mínima de ações em circulação e, consequentemente, maior liquidez dos papéis negociados na bolsa.

No caso da Heringer, a questão está relacionada à forte concentração acionária. Em 30 de junho de 2026, aproximadamente 10,02% das ações da companhia permaneciam em circulação no mercado. A empresa possui 53,86 milhões de ações ordinárias.

A estrutura acionária mudou de forma relevante nos últimos anos após a entrada da EuroChem no controle da companhia. Em junho de 2023, a empresa realizou um leilão de oferta pública para aquisição de ações ordinárias adicionais e passou a deter, direta e indiretamente, aproximadamente 79,98% do capital social da Heringer.

A companhia está listada no Novo Mercado da B3 e tem as ações ordinárias negociadas sob o código FHER3. A própria B3 mantém a Heringer entre as empresas listadas no segmento de mais alto nível de governança da bolsa.

Situação operacional

A extensão do prazo ocorre enquanto a Heringer ainda enfrenta um processo de recuperação operacional e financeira. No segundo trimestre de 2026, a companhia entregou 103 mil toneladas de fertilizantes, queda de 62,4% em relação às 274 mil toneladas registradas no mesmo período de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, foram 305 mil toneladas, redução de 51,5% na comparação anual. Segundo a empresa, a queda esteve principalmente relacionada à diminuição do número de plantas ativas operadas pela companhia.

A receita líquida também caiu 54,8% no segundo trimestre, para R$ 316,5 milhões. No primeiro semestre, a receita somou R$ 841,8 milhões, recuo de 47,6% em relação aos seis primeiros meses de 2025.

Apesar da redução do faturamento, o resultado bruto do segundo trimestre ficou positivo em R$ 16,7 milhões, revertendo o prejuízo bruto de R$ 19,2 milhões registrado um ano antes. O Ebitda, embora ainda negativo, melhorou de uma perda de R$ 76,3 milhões no segundo trimestre de 2025 para R$ 3,4 milhões no mesmo período de 2026.

O resultado líquido, porém, permaneceu negativo. A Heringer registrou prejuízo de R$ 37,3 milhões no segundo trimestre, ante perda de R$ 28,9 milhões um ano antes. No primeiro semestre, o prejuízo líquido foi de R$ 22,6 milhões, contra lucro de R$ 30,7 milhões no mesmo período de 2025.

A companhia encerrou o primeiro semestre com R$ 89,7 milhões em disponibilidades. As demonstrações financeiras também mostram patrimônio líquido negativo de aproximadamente R$ 1,34 bilhão em 30 de junho de 2026.

A Heringer afirmou que continuará informando os acionistas e o mercado sobre eventuais desdobramentos relacionados ao free float. Com a decisão da B3, o novo prazo para regularização passa a ser 31 de dezembro de 2027.

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Milho recua pelo quinto dia seguido e fecha a US$ 5,27 em Chicago

O contrato futuro do milho para entrega em dezembro encerrou o pregão na Bolsa de Chicago com queda de 1,08%, cotado a US$ 5,27 por bushel. Foi o quinto dia consecutivo de perdas para o cereal, em um movimento pressionado pelo avanço da nova safra nos Estados Unidos e pela atuação dos fundos de investimento.

Segundo a Granar, o início da colheita da safra 2026/27 nos Estados Unidos aumenta a pressão sobre os preços. Os produtores americanos também intensificam as vendas para abrir espaço para a nova produção, aproveitando um período de cotações ainda elevadas, próximas das maiores dos últimos 19 meses.

As perspectivas para a produção americana também pesaram sobre o mercado. A StoneX reduziu sua estimativa para a produtividade média do milho nos Estados Unidos de 115,99 para 114,80 quintais por hectare. Apesar disso, a consultoria elevou a projeção de produção de 410,48 milhões para 411,67 milhões de toneladas, considerando uma área colhível maior.

A estimativa da StoneX está acima da projeção divulgada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em agosto, de 406,75 milhões de toneladas, com produtividade de 113,42 quintais por hectare.

O cenário contrasta com a projeção da ProFarmer, que estima uma produção de 389,75 milhões de toneladas e produtividade de 108,71 quintais por hectare. A divergência entre as consultorias aumenta a expectativa do mercado para os números que serão apresentados pelo USDA no relatório mensal desta sexta-feira.

Soja

O contrato futuro da soja para entrega em novembro encerrou o pregão na Bolsa de Chicago com queda de 0,51%, cotado a US$ 13,09 por bushel. A pressão sobre os preços veio da atuação dos fundos e do avanço da colheita da nova safra nos Estados Unidos.

Segundo a Granar, o início dos trabalhos de campo no Sul dos EUA aumenta a percepção de oferta e passa a exercer pressão sobre as cotações. O mercado também ajusta posições antes da divulgação, na sexta-feira, dos relatórios de produção e de oferta e demanda do USDA.

De acordo com a Agrinvest, o USDA confirmou vendas de 340 mil toneladas de soja para a China e de outras 100 mil toneladas para destinos desconhecidos. Os negócios reforçam a expectativa de que as compras chinesas possam se aproximar de 12 milhões de toneladas antes da visita do presidente Xi Jinping aos Estados Unidos.

As estimativas privadas para a produtividade da safra americana seguem divergentes. Uma consultoria projeta rendimento de 53 bushels por acre para a soja, acima da referência do USDA, enquanto outra trabalha com 52,6 bushels por acre, abaixo da projeção oficial. A diferença mostra a cautela do mercado em relação aos números que serão apresentados pelo governo americano e ao desempenho efetivo das lavouras.

Antes do relatório, a StoneX manteve a estimativa de produtividade média da soja dos EUA em 35,64 quintais por hectare. Com uma área plantada maior esperada na colheita, porém, a consultoria elevou a projeção de produção de 121,66 milhões para 123,75 milhões de toneladas.

O novo número da StoneX supera a estimativa de 122,99 milhões de toneladas do USDA em agosto, mas fica abaixo da projeção da ProFarmer, de 124,43 milhões de toneladas.

Trigo

O contrato futuro do trigo para entrega em dezembro encerrou o pregão com queda de 2,44%, cotado a US$ 7,28 por bushel. O movimento foi influenciado pela liquidação de posições por fundos de investimento diante da possibilidade de retomada das negociações para um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia.

Segundo a Granar, a pressão sobre as cotações aumentou após o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmar que as negociações de paz com a Ucrânia, mediadas pelos Estados Unidos, devem ser retomadas em breve. Apesar da declaração, ainda não há uma data definida nem uma agenda para os encontros.

O mercado acompanha os possíveis impactos de um eventual acordo sobre o fluxo de grãos pelo Mar Negro. Atualmente, as exportações marítimas da região enfrentam fortes restrições, afetando tanto a Rússia quanto a Ucrânia, dois dos principais fornecedores de trigo do mercado global.

Ao mesmo tempo, as dificuldades de comercialização e as incertezas sobre a rentabilidade dos produtores já começam a afetar as perspectivas para a próxima safra. A expectativa é de redução da área destinada ao trigo de inverno na região para a safra 2027/28.

Na Rússia, por exemplo, a área plantada com trigo de inverno estava 41% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado no fim de agosto. O dado reforça a preocupação com o potencial de oferta futura, mesmo diante da pressão de baixa observada atualmente nos contratos.

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Preço do açúcar sobe 1,66% com alta do petróleo e menor oferta

O contrato futuro do açúcar para entrega em outubro encerrou o pregão desta quarta-feira (09) com alta de 1,66%, cotado a 18,40 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo o Barchart, a valorização acompanhou a alta de 3% do petróleo bruto, que atingiu o maior nível em três meses e duas semanas. O avanço do petróleo favorece os preços do etanol e pode estimular usinas a direcionarem mais cana-de-açúcar para a produção do biocombustível, reduzindo a oferta de açúcar no mercado.

As cotações também receberam suporte das perspectivas para a produção da Tailândia. A Thai Sugar Millers Corp. projetou que a produção do país na safra 2026/27 pode recuar 17% na comparação anual, para 10 milhões de toneladas.

Cacau

O contrato futuro do cacau para entrega em dezembro encerrou o pregão com alta de 0,64%, cotado a US$ 5.951 por tonelada.

Segundo o Barchart, a valorização ocorreu após o órgão regulador da indústria cacaueira de Gana propor um aumento de 6% na remuneração dos produtores para a safra 2026/27.

A proposta favoreceu um movimento de cobertura de posições vendidas nos contratos futuros. A expectativa é de que uma remuneração maior possa levar produtores ganeses a buscar preços mais elevados para a comercialização do cacau, dando suporte às cotações no mercado futuro.

Café

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do café arábica para entrega em dezembro encerrou o pregão com queda de 0,26%, cotado a US$ 2,92 por libra-peso.

Segundo o Barchart, a pressão sobre os preços veio após o arábica atingir, na terça-feira, a menor cotação em dois meses, em meio ao avanço das exportações brasileiras. A Secex (Secretário de Comércio Exterior) apontaram que os embarques de café do Brasil em agosto cresceram 44,6% na comparação anual, para 206.618 toneladas, o maior volume em oito meses.

Além disso, os estoques de café arábica monitorados pela ICE recuaram para 218.838 sacas na terça-feira, o menor nível em 27 anos.

Algodão

O contrato futuro do algodão para entrega em dezembro encerrou o pregão em queda de 1,11%, cotado a 83,73 centavos de dólar por libra-peso. A pressão sobre os preços ocorre em meio ao avanço da colheita e à piora das condições das lavouras nos Estados Unidos.

Segundo os dados semanais de progresso das safras divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), 40% da área de algodão já havia apresentado abertura dos capulhos até domingo. A colheita alcançava 7% da área plantada.

“A parcela classificada como boa ou excelente caiu para 34%, cinco pontos percentuais abaixo do registrado na semana anterior”, informou o departamento.

Suco de Laranja

O contrato futuro do suco de laranja para entrega em novembro encerrou o pregão com queda de 2,82%, cotado a US$ 1,46 por libra-peso.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/mercado-de-leite-no-brasil-recuperacao-gradual-de-precos-em-2026/

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Smithfield prevê prejuízo de US$ 90 milhões com carne suína no 3º trimestre

A Smithfield Foods, uma das maiores empresas de carne suína dos Estados Unidos, revisou para baixo as perspectivas para o terceiro trimestre de 2026, pressionada pela queda nos preços dos suínos e pela redução das margens de processamento da indústria. A companhia espera registrar prejuízo operacional ajustado de US$ 70 milhões a US$ 90 milhões no segmento de carne suína fresca no período.

Segundo a empresa, o cenário piorou desde a divulgação dos resultados do segundo trimestre, em 11 de agosto. O preço de abate da carne suína recuou além do previsto anteriormente, comprimindo ainda mais os spreads do setor e afetando a rentabilidade da operação de carne suína fresca.

A companhia também adotou uma perspectiva mais conservadora para a produção de suínos. Ainda assim, o segmento deve permanecer no campo positivo, com lucro operacional ajustado estimado entre US$ 25 milhões e US$ 45 milhões no terceiro trimestre, beneficiado principalmente pela queda nos preços dos animais.

Com os resultados das duas operações, a Smithfield projeta lucro operacional ajustado total entre US$ 115 milhões e US$ 175 milhões no terceiro trimestre.

Apesar da pressão sobre a cadeia de carne suína, a companhia manteve a previsão para o segmento de carnes embaladas. A expectativa é de lucro operacional ajustado entre US$ 1,075 bilhão e US$ 1,150 bilhão no ano fiscal de 2026, mesma faixa divulgada anteriormente.

De acordo com a Smithfield, o desempenho das carnes embaladas continua sustentado pelo ganho de participação de mercado das marcas próprias, pela expansão da distribuição e pela execução da estratégia em um ambiente de consumo ainda cauteloso.

“Nosso segmento de negócios mais importante, o de Carnes Embaladas, continua apresentando bom desempenho, ganhando participação de mercado e expandindo a distribuição, mesmo com a cautela dos consumidores“, afirmou Shane Smith, presidente e CEO da companhia.

A empresa destacou que a revisão das perspectivas está concentrada nas condições do mercado de commodities ao longo da cadeia de produção de carne suína. A Smithfield informou ainda que pretende apresentar novas projeções para o ano completo dos segmentos de carne suína fresca, produção de suínos e do lucro operacional ajustado total quando divulgar os resultados do terceiro trimestre.

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CPRs representam 49,2% dos recursos contratados no início da safra 2026/27

As CPRs (Cédulas de Produto Rural) representaram 49,2% dos recursos contratados pelos produtores do Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) e pelos demais produtores rurais nos dois primeiros meses da safra 2026/27. Entre julho e agosto, foram R$ 32,4 bilhões em operações com esses títulos, de um total de R$ 65,7 bilhões.

O levantamento foi divulgado pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), nesta terça-feira (8), com base em informações do Sicor (Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro), do Banco Central.

O volume contratado por meio de CPRs ficou acima dos R$ 23 bilhões registrados nas operações de custeio convencional, que representaram 34,9% do total no período.

A CPR é um título que permite ao produtor obter recursos mediante o compromisso de entregar produtos agropecuários em uma data futura. Os dados do Mapa consideram as operações de CPR dentro do levantamento sobre as contratações da agricultura empresarial.

No custeio convencional, os demais produtores empresariais contrataram R$ 12 bilhões, enquanto os produtores enquadrados no Pronamp contrataram R$ 11 bilhões.

As operações de investimento somaram R$ 3,5 bilhões no bimestre. A modalidade inclui financiamentos para máquinas e equipamentos, irrigação e modernização de estruturas produtivas. Entre os programas específicos, o Pronamp Investimento registrou R$ 428 milhões em contratações e o RenovAgro, R$ 413 milhões.

Para a comercialização da produção agropecuária, foram contratados R$ 4 bilhões. As operações destinadas à industrialização somaram R$ 2,9 bilhões.

Sul concentra maior volume

O Sul registrou o maior número de contratos entre as regiões, com 22.631 operações, e também o maior volume de recursos, de R$ 11,7 bilhões.

O Sudeste aparece na sequência, com R$ 9,6 bilhões, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 7,2 bilhões. O Nordeste registrou R$ 3,2 bilhões e o Norte, R$ 1,7 bilhão.

O valor médio por contrato também variou entre as regiões. O Nordeste teve a maior média, de R$ 1,05 milhão, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 1,03 milhão. No Sul, a média foi de R$ 516,5 mil.

LCA avança na modalidade controlada

Entre as fontes controladas de recursos, os Recursos Obrigatórios, parcela dos depósitos à vista destinada pelas instituições financeiras ao crédito rural, somaram R$ 9,9 bilhões.

A LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) na modalidade controlada respondeu por R$ 6,7 bilhões.

Já entre as fontes não controladas, a LCA Livre foi a que apresentou o maior volume no levantamento, com R$ 7,6 bilhões destinados ao crédito rural.

Recursos equalizáveis

Nos dois primeiros meses da safra, foram concedidos R$ 10,9 bilhões em recursos equalizáveis dos R$ 97,6 bilhões autorizados pelo Plano Safra 2026/27.

Entre os programas de investimento nessa modalidade, o RenovAgro registrou R$ 412,9 milhões em contratações, seguido pelo Pronamp, com R$ 380,3 milhões, e pelo Moderfrota (Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras), com R$ 250,2 milhões.

Nas operações equalizáveis de investimento, Banco do Brasil e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) concentraram cerca de 77% das concessões, com participações de 39,8% e 36,8%, respectivamente.

Nas linhas equalizáveis de custeio e comercialização, o Banco do Brasil respondeu por 45,6% das concessões. Sicredi e Cresol vieram na sequência, com 16,7% e 12,9%, respectivamente.

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