Categorias
agro destaque_home

Recuperações judiciais no agronegócio sobem 33% no 1º trimestre

Os pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro somaram 517 no primeiro trimestre de 2026, alta de 33% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 389 casos,  segundo levantamento da NEOT Tecnologia e Informação.

Também houve sete pedidos de recuperação extrajudicial, frente a quatro um ano antes, elevando o total de processos para 524, avanço de 33,3%. 

De acordo com o estudo, o passivo total estimado das empresas em recuperação judicial alcança R$ 38 bilhões. Desse montante, R$ 31,5 bilhões estão concentrados em operações com dívidas superiores a R$ 30 milhões, enquanto os demais R$ 6,5 bilhões correspondem a empresas com passivos de até esse valor.

Segundo a NEOT, o aumento dos pedidos ocorre após um ano de recorde histórico em recuperações judiciais no setor. Em 2025, foram registrados 1.990 pedidos, crescimento de 56,4% sobre 2024. A consultoria atribui a continuidade da pressão financeira à combinação de eventos climáticos, queda nos preços das commodities, juros elevados e restrição ao crédito.

Os produtores rurais concentraram 305 dos 517 pedidos de recuperação judicial, o equivalente a 59% do total. As revendas e distribuidoras de insumos responderam por 83 processos (16%), seguidas por agroindústrias e usinas, com 62 casos (12%), empresas de logística, armazenagem e transporte, com 41 (8%), e indústrias de insumos e fertilizantes, com 26 processos (5%).

Na avaliação da consultoria, a predominância dos produtores rurais reflete os impactos da quebra de safra e da redução dos preços das commodities

Já o aumento de recuperações entre revendas de insumos está relacionado ao modelo de financiamento conhecido como barter, no qual empresas recebem grãos como pagamento pelos insumos fornecidos aos produtores. Com safras abaixo do esperado, parte desses contratos não foi cumprida, reduzindo a liquidez dessas companhias.

Atividades econômicas

Entre as atividades econômicas, a cadeia da soja concentrou 45,1% dos casos registrados no trimestre, com El Niño, queda de preço internacional e insumos caros como principais fatores de pressão.

A pecuária de corte respondeu por 16,5%, seguida pela cadeia da cana-de-açúcar, com 9,1%. As demais ocorrências envolveram milho, algodão, revendas e empresas de logística, reunidas na categoria “outras”, com 29,3% dos processos. O relatório ressalta que esses percentuais se referem a toda a cadeia produtiva de cada cultura, e não apenas aos produtores rurais.

Regionalmente, Goiás liderou o número de recuperações judiciais, com 113 pedidos, equivalentes a 22% do total nacional. Mato Grosso aparece na sequência, com 98 casos (19%), seguido por Rio Grande do Sul (12%), Minas Gerais (11%), Paraná (11%) e Mato Grosso do Sul (8%). Os demais Estados, incluindo os da região do Matopiba, concentraram 92 processos.

Perfil dos devedores

O levantamento mostra ainda que as médias empresas representam aproximadamente 54% dos devedores em recuperação judicial, enquanto pequenas empresas e microempreendedores individuais correspondem a cerca de 35% e grandes empresas, a 11%. Entre os produtores rurais, a maior concentração de casos está na faixa de propriedades entre 501 e 2 mil hectares, que reúne 35% das ocorrências.

Em relação ao porte das dívidas, 207 empresas possuem passivos de até R$ 10 milhões e outras 129 acumulam débitos entre R$ 10 milhões e R$ 30 milhões. Na outra ponta, dez empresas registram passivos superiores a R$ 300 milhões. Apesar de representarem apenas 2% dos processos, essas companhias concentram parte relevante da exposição financeira do setor, segundo a consultoria.

A análise das petições judiciais aponta que os fatores mais recorrentes alegados pelos devedores foram frustração de safra e eventos climáticos extremos, presentes em 85% dos processos, seguidos pela queda dos preços das commodities (75%), descasamento entre custos de insumos e preços de venda (68%), juros elevados (60%) e endividamento decorrente de investimentos realizados nos anos anteriores (52%). 

Também aparecem entre os motivos inadimplência de terceiros, restrição ao crédito bancário, exposição cambial sem proteção, custos logísticos elevados e o ciclo desfavorável da pecuária de corte. Uma mesma empresa pode apresentar mais de um desses fatores no pedido de recuperação judicial.

Credores

O levantamento mostra ainda que bancos comerciais e públicos figuram como credores em mais de 90% dos processos. Cooperativas de crédito aparecem em 60% a 70% dos casos, enquanto empresas de insumos estão presentes em cerca de 55% das recuperações judiciais. Tradings de grãos participam de 30% a 40% dos processos e fundos ligados ao mercado de capitais, como Fiagros e FIDCs, aparecem em 15% a 20% das ações analisadas.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

El Niño reduz, em média, 1,7% da produção global de cacau

Episódios de El Niño tendem a reduzir, em média, a produção global de cacau em 1,7%, o que mantém o fenômeno como um dos principais fatores de risco para a oferta mundial. A estimativa é da consultoria StoneX, com base em estudos próprios. 

A melhora da produção na Costa do Marfim levou a StoneX a elevar a estimativa de superávit global de cacau na safra 2025/26, mas a consultoria reduziu de forma significativa a projeção para o excedente da temporada 2026/27 diante do aumento do risco de um evento forte de El Niño e de sinais de deterioração das condições das lavouras no Oeste Africano.

Na quarta revisão do balanço global para 2025/26, a StoneX elevou a estimativa de superávit de 247 mil para 422 mil toneladas. Segundo a consultoria, a mudança foi sustentada principalmente pela revisão das estatísticas oficiais da Costa do Marfim, que passaram a indicar maior disponibilidade de cacau do que a considerada anteriormente. 

Ainda assim, a consultoria afirma que incorporou apenas parte desse ajuste, por entender que “os dados de comércio exterior e os fluxos de exportação ainda não corroboram integralmente a magnitude do ajuste oficial”, disse Lucca Bezzon, em relatório.

Com isso, a StoneX estima uma recomposição mais acelerada dos estoques globais, após o período de aperto entre as safras 2021/22 e 2023/24.

Para a safra 2026/27 a consultoria reduziu a projeção de superávit de 149 mil para apenas 25 mil toneladas. A revisão considera principalmente o aumento da probabilidade de um El Niño de forte intensidade, além de relatos de menor contagem de vagens nas principais regiões produtoras do Oeste Africano. Segundo a StoneX, esses fatores motivaram uma postura mais cautelosa para a próxima temporada.

A revisão também alterou as estimativas para os principais produtores da África Ocidental. Na Costa do Marfim, a produção da safra 2025/26 foi elevada em cerca de 160 mil toneladas, para aproximadamente 2 milhões de toneladas. 

Já para 2026/27, a projeção foi reduzida para 1,775 milhão de toneladas, refletindo, segundo a consultoria, “uma postura mais cautelosa diante da crescente probabilidade de um El Niño forte e dos relatos recentes de desenvolvimento mais lento das lavouras”.

Em Gana, a StoneX manteve a expectativa de recuperação da produção em 2025/26, mas reduziu a estimativa para 2026/27 para 595 mil toneladas, incorporando condições climáticas menos favoráveis associadas ao possível El Niño. Também foram feitas pequenas reduções nas projeções para Nigéria e Camarões, acompanhando a piora das perspectivas climáticas para a região.

A consultoria destaca que as chuvas registradas em junho agravaram preocupações com a próxima safra ao provocar encharcamento dos solos, aumento da incidência de doenças e redução do número de frutos em importantes áreas produtoras do Oeste Africano. Diante desse cenário, a produção regional para 2026/27 foi revisada para baixo.

Além do clima, a StoneX cita a decisão da Costa do Marfim de suspender temporariamente novas vendas antecipadas da safra 2026/27 como um fator adicional de atenção para o mercado. Segundo a consultoria, a medida ocorreu em meio ao aumento das incertezas sobre o potencial produtivo da próxima temporada e evidencia limitações do modelo comercial da região, no qual os preços pagos aos produtores são definidos com base nas vendas antecipadas.

Na América do Sul, o Brasil manteve perspectivas favoráveis. Bezzon afirma que a safra 2025/26 “caminha para registrar um dos melhores desempenhos dos últimos anos”, impulsionada por condições climáticas mais favoráveis e pelo aumento dos investimentos estimulados pelo ciclo de preços elevados desde 2024. 

Para 2026/27, a consultoria projeta produção entre 210 mil e 215 mil toneladas e avalia que parte dos riscos climáticos poderá ser compensada pelo maior nível tecnológico e pela expansão da área cultivada.

No Equador, a expectativa permanece de produção acima de 600 mil toneladas em 2025/26. Embora a consultoria reconheça riscos climáticos para a próxima safra, considera que eventuais perdas tendem a ser parcialmente compensadas pelo aumento dos investimentos e da área cultivada. O Peru também mantém perspectiva de crescimento da produção, sem histórico consistente de perdas associadas ao El Niño.

Em relação ao fenômeno climático, a StoneX cita projeções do CPC (Climate Prediction Center), dos Estados Unidos, segundo as quais há 81% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026 e 97% de chance de persistência até o início de 2027. 

Do lado da demanda, a StoneX manteve a expectativa de estabilidade da moagem global em 2025/26 e reduziu levemente a projeção de crescimento para 2026/27, estimando avanço próximo de 2%, para cerca de 4,75 milhões de toneladas. A consultoria avalia que a recuperação recente da atividade industrial foi impulsionada principalmente pela recomposição de estoques e que o consumo segue abaixo do potencial histórico, embora em processo gradual de recuperação.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

BASF agrícola eleva ebitda em 7,4% no segundo trimestre

O segmento de Soluções para Agricultura da BASF registrou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) antes de itens especiais de 448 milhões de euros no segundo trimestre de 2026, alta de 7,4% em relação aos 417 milhões de euros apurados no mesmo período do ano anterior.

Segundo a companhia, o resultado foi impulsionado principalmente pela melhora na margem de contribuição. O aumento dos custos fixos, em razão de maiores despesas com pesquisa e desenvolvimento, compensou parcialmente a evolução positiva do resultado operacional.

Os itens especiais somaram impacto negativo de 33 milhões de euros no Ebitda, decorrentes principalmente de despesas relacionadas à separação jurídica da divisão e à implementação do novo sistema de gestão empresarial.

O fluxo de caixa do segmento alcançou 881 milhões de euros no trimestre, contra 811 milhões de euros um ano antes. De acordo com a BASF, a geração de caixa proveniente da redução dos estoques foi parcialmente compensada por uma menor entrada de recursos proveniente de contas a receber de clientes.

As vendas do segmento totalizaram 2,21 bilhões de euros no segundo trimestre, crescimento de 0,6% na comparação anual. No acumulado do primeiro semestre, porém, houve queda de 1,6%, para 5,31 bilhões de euros.

A empresa informou que o avanço trimestral das vendas foi resultado de um aumento de 4% nos volumes, parcialmente compensado por redução de 2,5% nos preços e por efeito cambial negativo de 1,2%. As mudanças no portfólio contribuíram positivamente em 0,2%.

Segundo a companhia, volumes maiores na América do Sul e na Ásia foram, em grande parte, compensados pela queda de preços e pelos efeitos cambiais. Na América do Sul, o crescimento foi atribuído ao aumento dos volumes no Brasil e na Argentina, em razão da antecipação das vendas antes da migração para o novo sistema de gestão na região. A empresa acrescentou que efeitos cambiais positivos deram suporte ao desempenho das vendas, enquanto os preços menores exerceram efeito contrário.

Entre as categorias de produtos, os herbicidas permaneceram como a principal fonte de receita, com vendas de 836 milhões de euros no trimestre, apesar da retração de 3,5% em relação ao mesmo período de 2025. Os fungicidas somaram 652 milhões de euros, alta de 1,3% na comparação anual.

O maior crescimento foi registrado no segmento de tratamento de sementes, com vendas que avançaram 29,1% na comparação com o segundo trimestre do ano passado.

A BASF também destacou a conclusão, em março, da aquisição de 100% da AgBiTech, empresa australiana especializada em soluções biológicas para o controle de insetos, após a obtenção das aprovações regulatórias necessárias.

Grupo BASF

Considerando todas as operações da companhia, o lucro líquido alcançou 4,14 bilhões de euros no segundo trimestre, ante 79 milhões de euros registrados no mesmo período do ano anterior. No primeiro semestre, o lucro líquido totalizou 5,072 bilhões de euros, aumento de 471,7% na comparação anual.

O Ebitda do grupo foi de 1,96 bilhão de euros entre abril e junho, crescimento de 48,6% em relação ao segundo trimestre de 2025. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, o indicador atingiu 4,15 bilhões de euros, alta de 22,4%.

A BASF afirmou que as perspectivas para a economia global e para os mercados químicos regionais no segundo semestre de 2026 permanecem altamente incertas. 

Segundo a empresa, o cenário depende, em grande medida, da evolução do conflito no Oriente Médio, especialmente do acesso e da utilização do Estreito de Ormuz para o transporte de energia e matérias-primas petroquímicas.

 A companhia afirmou que um fechamento prolongado da rota comercial poderia afetar significativamente a atividade econômica, enquanto um acordo rápido sobre um marco regulatório confiável poderia favorecer o crescimento econômico.

Diante do desempenho acima do esperado, a BASF revisou para cima sua projeção para o ano de 2026. A estimativa para o Ebitda antes de itens especiais passou para um intervalo entre 6,9 bilhões e 7,7 bilhões de euros, ante a previsão anterior de 6,2 bilhões a 7 bilhões de euros. 

A projeção para o fluxo de caixa livre foi mantida entre 1,5 bilhão e 2,3 bilhões de euros, assim como a expectativa de emissões de CO₂ entre 17,2 milhões e 18,2 milhões de toneladas métricas.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Comercialização de hortigranjeiros recua 0,82% em 2025, diz Conab

O setor hortigranjeiro comercializou 16,6 milhões de toneladas de produtos em 2025, movimentando R$ 68,7 bilhões nos entrepostos atacadistas do país. Os dados foram divulgados pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), por meio do Prohort (Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro).

Segundo a pesquisa, o volume total de hortigranjeiros comercializado nos entrepostos apresentou redução de 0,82% em relação a 2024. No caso das hortaliças, a quantidade negociada caiu 2,8% no período. 

De acordo com a Conab, o resultado está relacionado às condições climáticas que afetaram a produção. A companhia também informa que os preços registrados em 2024 permaneceram em patamares elevados em razão de eventos climáticos adversos.

O levantamento analisou a comercialização em 54 Ceasas (Centrais de Abastecimento), avaliando os subgrupos de hortaliças e frutas para acompanhar o desempenho de cada segmento.

Entre as centrais com maior volume de comercialização em 2025, a Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), na capital paulista, liderou com 2,99 milhões de toneladas negociadas e R$ 13,9 bilhões movimentados. 

Em seguida aparecem o Mercado Municipal de Juazeiro (BA), com cerca de 1,62 milhão de toneladas; a CeasaMinas, em Contagem (MG), com 1,5 milhão de toneladas e a Ceasa do Rio de Janeiro, na capital fluminense, com 1,497 milhão de toneladas.

Regionalmente, o Sudeste concentrou 52% do volume comercializado e respondeu por 54% do valor total negociado em 2025.

Entre as 26 Ceasas que integram a base de dados do Sistema de Informações do Mercado Atacadista de Hortigranjeiros, a comercialização de hortaliças aumentou em seis unidades. Os maiores crescimentos foram registrados em Rio Branco (AC), com alta de 44,9%; Belo Horizonte (MG), com 4,4%; e Foz do Iguaçu (PR), com 4,2%.

No segmento de frutas, 11 Ceasas registraram aumento no volume comercializado. Os maiores avanços ocorreram em Rio Branco (AC), com crescimento de 24,11%, e Goiânia (GO), com 21,04%. No total, a comercialização de frutas apresentou redução de 1,52% em comparação com 2024.

Exportações

As exportações brasileiras de frutas alcançaram cerca de 1,3 milhão de toneladas em 2025, volume 19,7% superior ao registrado no ano anterior. O faturamento das vendas externas chegou a US$ 1,56 bilhão, um crescimento de 29% na comparação anual.

Segundo a Conab, o desempenho foi impulsionado pelo aumento das exportações de mangas, melões, melancias, limões e limas, que representaram mais de 73,5% do total embarcado. A União Europeia permaneceu como o principal destino das frutas brasileiras.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Vinhos de inverno: safra deve render 4,5 mil toneladas de uvas viníferas

Durante os meses de inverno, o Brasil vive a sua segunda safra de uvas vitis vinifera do ano. Produtores de cerca de 60 vinícolas que utilizam a técnica da dupla-poda esperam colher cerca de 4,5 mil toneladas da fruta para a produção enológica.

Segundo a associação que representa o setor, a Anprovin, foram plantadas uvas em mais ou menos 1500 hectares, o que representa 15% a mais do que em 2025. Os números mostram o avanço da vitivinicultura das regiões sudeste e centro-oeste do Brasil.

Com a alta tecnologia e os intensos manejos no campo, a safra reserva alta qualidade polifenólica dos cachos, mas em menor quantidade.

Vindima em São Paulo

Segundo Cláudio Góes, empresário e presidente da Anprovin, a colheita em São Paulo foi atrasada para que os frutos pudessem atingir o grau brix necessário, de acordo com a filosofia do grupo de enologia da Philosophia Wine.

“Esse é mais um aprendizado que temos com a dupla-poda. Diferente do sul em que você precisa colher tudo de uma vez só, aqui a gente conseguiu manter as uvas nos pés sem problemas, até que pudéssemos chegar ao patamar desejado”, mencionou.

Em Ribeirão Preto, a vinícola Terras Altas também comemora uma boa safra. Segundo o engenheiro agrônomo, Ricardo Baldo, a região de terroir quente irá colher as quantidades almejadas.

A vinícola colheu os cachos dias antes de um forte temporal que atingiu a cidade e que causou estragos em muitas regiões.

Vindima no Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, a gigante vinícola Maturano conseguiu fugir das intempéries climáticas e promete ter uma das melhores safras da sua história em 2026, principalmente para a tinta Cabernet Franc e a Chardonnay de ciclo de inverno na categoria das brancas.

Neste ano a família Maturano irá engarrafar seus primeiros rótulos, para isso, o corpo técnico liderado pela enóloga Monica Rossetti apostou no que há de melhor em maquinário enológico na vitivinicultura mundial.

O investimento milionário é uma aposta na disrupção do vinho no terroir de Teresópolis, região serrana e montanhosa com grande amplitude térmica diária, ideal para a produção de vinhos.

Vindima em Minas Gerais

Em Jacutinga (MG), a vinícola Rastelli sofreu com o míldio, uma doença causada por um fungo que se reproduz com a umidade e dias chuvosos.

Segundo o proprietário, Juliano Rastelli, a dificuldade maior foi durante o período de floração e próximo à colheita, com perdas nas variedades Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc.

No entanto, a uva Syrah tem se mostrado forte perante as dificuldades do clima, sendo uma expoente da produção da região.

Mesmo com os problemas, a vinícola aposta as forças em um novo produto para o mercado, um vinho de Syrah de maceração carbônica.

A técnica é amplamente conhecida por produzir os famosos Beaujolais. No processo, os cachos são colocados inteiros em tanques saturados com dióxido de carbono, o que força as uvas fermentarem de dentro para fora das bagas.

O resultado é um vinho fresco, leve, muito frutado, com taninos suaves e acidez controlada. Ideal para ser bebido em dias mais quentes ou em momentos de confraternização.

O lançamento oficial está marcado para o dia 1 de agosto durante a programação da TurisAgro.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Milho sobe em Chicago após piora das lavouras nos Estados Unidos

As cotações futuras do milho voltaram a ganhar força na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (28), impulsionadas pela piora das condições das lavouras nos Estados Unidos e pelo avanço da demanda externa. O contrato futuro com vencimento em dezembro encerrou o pregão cotado a US$ 4,80 por bushel, com alta de 1,37%.

Segundo a Agrinvest, o mercado reagiu à combinação de um cenário climático menos favorável e ao anúncio de uma nova venda de 197 mil toneladas de milho norte-americano para destinos não revelados, divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Já a Granar destacou que o principal fator de sustentação dos preços foi a piora das condições das lavouras. O relatório semanal do USDA reduziu de 67% para 63% a parcela da safra classificada como boa ou excelente, abaixo da expectativa do mercado, que era de 65%. Trata-se da maior queda semanal desde junho de 2023, reforçando as preocupações com o potencial produtivo da safra norte-americana.

Trigo

Na Bolsa de Chicago, o mercado futuro do trigo encerrou a sessão em leve alta. O contrato futuro com vencimento em setembro fechou cotado a US$ 6,62 por bushel, com valorização de 0,38%.

Segundo a Granar, o pregão foi marcado por forte volatilidade, após três sessões consecutivas de vendas por parte dos fundos de investimento. Mesmo com o avanço da colheita de trigo de inverno no Hemisfério Norte, fatores geopolíticos continuam oferecendo sustentação às cotações da commodity.

O principal ponto de atenção segue sendo a região do Mar Negro. A intensificação dos conflitos entre Rússia e Ucrânia mantém as incertezas sobre o fluxo de exportações, com ataques à infraestrutura logística e até mesmo a embarcações comerciais. Esse cenário eleva os custos de frete e reforça as preocupações com o abastecimento global, limitando um movimento mais intenso de queda nos preços do cereal.

Soja

Os contratos futuros da soja encerraram a sessão em alta na Bolsa de Chicago. O vencimento para novembro fechou cotado a US$ 12,20 por bushel, com valorização de 0,51%.

Segundo a Agrinvest, o mercado encontrou sustentação na forte demanda pelas exportações norte-americanas e na piora das condições das lavouras dos Estados Unidos, apontada pelo relatório semanal do USDA. A revisão foi mais negativa do que o esperado pelo mercado, reforçando preocupações com o desenvolvimento da safra.

Apesar do avanço da soja, o complexo apresentou comportamento misto. O óleo de soja foi pressionado pela queda dos preços do petróleo, enquanto o farelo registrou ganhos mais modestos.

No mercado físico, a Agrinvest destacou que investidores também acompanham rumores de que a estatal chinesa Sinograin realizará, em 31 de julho, um leilão de 504 mil toneladas de soja importada, com lotes produzidos entre 2022 e 2025. A medida pode influenciar a oferta interna chinesa e o ritmo das compras no mercado internacional.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Preço do leite no RS sobe 2,98% em julho e vai a R$ 2,50 por litro

O valor de referência do leite projetado para julho de 2026 no Rio Grande do Sul foi fixado em R$ 2,5005 por litro, alta de 2,98% em relação à projeção de junho, de R$ 2,4281 por litro. O novo indicador representa um acréscimo de R$ 0,0724 por litro ao produtor, segundo dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite/RS).

Além da projeção para julho, o Conseleite também consolidou o valor referente a junho, que encerrou o mês em R$ 2,4320 por litro, ligeiramente acima do consolidado de maio, de R$ 2,4302. A diferença foi de R$ 0,0017 por litro, equivalente a uma alta de 0,07%.

De acordo com o coordenador do Conseleite, Kaliton Prestes, os preços seguem em um patamar considerado estável e próximo da média histórica.

“Temos uma estabilidade nos preços e uma sustentação dos valores pagos ao produtor neste primeiro semestre do ano”, afirmou.

Apesar da estabilidade, representantes dos produtores e da indústria demonstraram preocupação durante a reunião com os efeitos do excesso de chuvas sobre a atividade. Segundo o Conseleite, a continuidade das precipitações pode prejudicar o desenvolvimento das pastagens de inverno e comprometer as áreas destinadas às pastagens de verão, afetando a formação de silagem e a disponibilidade de alimento nas propriedades rurais.

Os indicadores do Conseleite são calculados pela UPF (Universidade de Passo Fundo) com base em informações fornecidas pelas indústrias participantes. A projeção mensal considera a movimentação dos primeiros 20 dias do mês, enquanto o valor consolidado é definido após o encerramento do período.

Durante a reunião, a Camatec (Câmara Técnica e Econômica) também apresentou uma atualização dos parâmetros utilizados no cálculo do preço de referência do leite. As mudanças passarão a ser incorporadas às planilhas de cálculo a partir da próxima rodada de aferição.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Exportações de maçã brasileira crescem 220% no primeiro semestre de 2026

A maçã foi o principal destaque das exportações brasileiras de frutas no primeiro semestre de 2026. De acordo com a ABPM (Associação Brasileira dos Produtores de Maçã), os embarques da fruta cresceram 223,55% em valor e 225,11% em volume na comparação com o mesmo período de 2025.

O desempenho é atribuído à maior safra da história do Brasil, que elevou a oferta de frutas de alta qualidade e ampliou a disponibilidade para o mercado externo. Segundo a entidade, o cenário também reforçou a competitividade da maçã brasileira no comércio internacional.

Mesmo diante das dificuldades logísticas provocadas pelo conflito no Oriente Médio, a demanda pela fruta brasileira permaneceu aquecida em importantes destinos. Países como Índia, Arábia Saudita e Rússia mantiveram as compras, contribuindo para o forte avanço das exportações no período.

Para a associação, a combinação entre produção recorde, qualidade da safra e interesse dos mercados internacionais consolidou a maçã como o principal destaque da pauta exportadora brasileira de frutas no primeiro semestre de 2026. A expectativa do setor é de que o bom desempenho fortaleça a presença do produto brasileiro no mercado externo ao longo do restante do ano.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/camara-tem-dia-do-agro-para-votar-pautas-urgentes-do-setor/

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Certificação é chave para carne brasileira acessar Coreia, diz Apex

A certificação sanitária será uma etapa fundamental para que a carne bovina brasileira avance no mercado da Coreia do Sul, segundo o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller.

Durante evento promovido pela agência nesta terça-feira (28), ele afirmou que o país asiático é um mercado estratégico para a proteína nacional, mas que a entrada do produto depende da conclusão dos processos técnicos entre os dois países.

“A Coreia importa carne bovina, é nesse mercado que passa a acessar. Tem que fazer toda a parte de certificação. Esse mercado vai abrir”, afirmou a liderança.

O presidente da Apex destacou que a Coreia do Sul enfrenta desafios relacionados à inflação e à segurança alimentar, o que aumenta a importância de parceiros capazes de garantir o fornecimento de alimentos. Nesse cenário, o Brasil aparece como fornecedor estratégico pela capacidade de produção e competitividade do agronegócio.

Além da carne bovina, Laudemir afirmou que o país trabalha para ampliar a presença de outros produtos brasileiros no mercado coreano, como frutas e café.

Outro setor apontado como oportunidade é o de energia. Segundo ele, a Coreia depende de importações e o Brasil já avançou na construção de uma matriz energética com participação relevante de fontes renováveis, o que abre espaço para ampliar negócios envolvendo biocombustíveis.

Para Laudemir, a atuação da ApexBrasil é aproximar empresas e identificar oportunidades de complementaridade entre as economias brasileira e coreana. As definições sobre prazos e próximos passos, segundo ele, ainda estão em discussão entre as equipes técnicas envolvidas nas negociações.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

JBS fecha parceria com empresa sul-coreana para ampliar presença na Ásia

A JBS assinou nesta terça-feira (28) um Memorando de Entendimento com a sul-coreana Highland Foods Co., Ltd. para uma parceria estratégica global de negócios. A informação consta em documento enviado pela ApexBrasil à CNN Brasil, com detalhes sobre os acordos firmados durante a rodada empresarial entre Brasil e Coreia do Sul.

O acordo foi formalizado durante um evento promovido pela ApexBrasil e tem como objetivo ampliar a cooperação comercial entre os dois países, fortalecendo a distribuição dos produtos da companhia no mercado sul-coreano e abrindo novas oportunidades de expansão para outros mercados estratégicos na Ásia.

O memorando prevê uma parceria de longo prazo entre as empresas, com iniciativas voltadas à expansão comercial, inovação corporativa e fortalecimento das cadeias de suprimentos. O documento foi assinado pelo presidente do Conselho de Administração da JBS, Jerry O’Callaghan, e pela fundadora e CEO da Highland Foods, Young Mi Youn.

A parceria faz parte de uma agenda mais ampla de aproximação econômica entre Brasil e Coreia do Sul. Ainda segundo o documento encaminhado pela ApexBrasil, seis instrumentos de cooperação foram formalizados durante o encontro, envolvendo setores como agronegócio, comércio, investimentos, tecnologia, saúde e indústria aeroespacial.

A Coreia do Sul é um dos principais compradores mundiais de carne bovina e tem buscado diversificar seus fornecedores para ampliar a segurança alimentar.

A ApexBrasil destaca que a certificação sanitária e o atendimento aos requisitos do mercado sul-coreano serão pontos fundamentais para que o Brasil avance no fornecimento de alimentos ao país.

Veja matéria completa aqui!

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.